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24 fevereiro 2019

Cristina, não vais levar a mal...

... o amor por ti NÃO É FUNDAMENTAL!

Os Roquivários que me perdoem a apropriação, mas é só o que me vem à cabeça quando penso na Cristina TV, perdão, na SIC.

JÁ NÃO BASTA A PORCARIA DA CRISTINA AOS DIAS DE SEMANA, AINDA TEMOS DE A ATURAR AO DOMINGO? Bom, o "temos" é relativo, safa-me a rádio e as toneladas de coisas que tenho gravadas na box para ver. MAS, como se já não fosse triste a SIC não transmitir os Oscars este ano, por ter evidentemente gasto todo o orçamento na dita-cuja e nas novas instalações, os filmes de fim de semana à tarde repetidos ad eternum são prova disso, em dia de Oscars, nem um filmezinho oscarizado para amostra? No fim de semana passado passaram a xaropada do Titanic, não têm outras xaropadas oscarizadas no pacote de filmes?

Enfim, vou ver o último filme de Star Trek e costurar, que é o que faço enquanto alimento o vício. E hoje à noite há Oscars!!

SIC

08 março 2014

5 Gajos Bons 2014

Ui, este ano com Carnaval, Oscars e Dia da Mulher tudo de seguida resultou num pequeno atraso no post dos Oscars e num grande atraso no post dos 5 Gajos Bons (mas que ficará publicado dia 8 na mesma - manipula-se o tempo nos blogs que é uma maravilha!).

A escolha deste ano também é um bocado atabalhoada e em cima do joelho, pois não tenho quase nenhuma escolha directa e óbvia. Está difícil! Também tenho visto pouca coisa fora da rotina (novelas da Globo, séries do AXN), o que não ajuda.

1. David Tennant
Para variar. Sim, as séries do Tenth Doctor, Doctor Who, continuam a dar na BBC Entertainment, apesar de eu só rever de quando em vez, o Tennant lava-me sempre os olhos.
 


2. Hugh Jackman
Só porque há poucos dias o vi numa maratona de filmes dos X-Men, onde aliás o adoro como Wolverine! Mmm, BOM!





3. Matheus Solano
Anda a fazer uma bicha louca e o sex appeal da personagem é pequeno para mim, mas mesmo assim, fica bem de fatinhos elegantes e sempre que o vejo em Amor à Vida apetece-me lambe-lo!

 

4. George Clooney
OK, este é um bocado a ferros, pois não sei apontar um filme ou série onde lhe tenha visto a face recentemente, fora os trailers e entrevistas de Monuments Men. Fica assim, pois Clooney continua a ser um dos gajos bons da minha lista global e gosto dele no visual anos 40.
 
5. Jared Leto
Não é muito o meu estilo, aquele cabelinho, apesar de bonito, cortava-o, mas é, para todos os efeitos, um gajo bom! E fartei-me de o ver nos diversos Red Carpets no E! e, claro, nos Oscars.

11 janeiro 2011

Júlia Pinheiro X Fátima Lopes


Já fiz aqui um elogio à Júlia Pinheiro, não me vou alargar com isso, o certo é, gosto da Júlia Pinheiro, detesto a Fátima Lopes. Mas o que nunca aqui escrevi são as razões porque detesto a Fátima Lopes. Acho-a sonsa, lamechas, pretensiosa, falsa, irritante e palerma. Chega?

Achei curioso o que se passou nas últimas semanas com estas duas apresentadoras. Primeiro percebi que a Fátima Lopes foi parar à TVI (por aqui se percebe o quanto eu vejo estes programas) e pensei: "finalmente ela está num canal a condizer com ela.", sendo a TVI um canal que vive de expedientes como reality shows. Depois vejo o anúncio do regresso de Júlia Pinheiro à SIC e pensei: "volta Júlia, que estás perdoada!", pois a SIC, sendo um canal mais descontraído, proporciona-se mais ao bom humor com uma pitada de irreverência de Júlia Pinheiro.

Resumindo, a única vez na minha vida que segui fielmente algum desses programas de variedades para entreter donas-de-casa, foi quando a Júlia Pinheiro apresentava o SIC 10 Horas. Ao contrário da grande maioria desses programas (e foi um dos primeiros) era um programa tudo menos lamechas, não vivia de explorar os desgraçadinhos e ainda incentivava de uma forma positiva o artesanato, ilustres desconhecidos com histórias interessantes para contar e pessoas com actividades criativas. Sim, tinha um cariz popular, mas desses programas quer-se isso, conteúdos para o povo. O que nunca suportei nos programas da Fátima Lopes, e por acréscimo da Rita Ferro Rodrigues e tais, é a exploração constante das tricas, do falar da vida dos outros, das desgraças alheias de uma forma que a única ajuda que em geral sai desses programas é meramente material. Existe o velho e conhecido ditado que "o dinheiro não trás felicidade" (mas ajuda). Não será mais construtivo ensinar as pessoas a melhorar as suas vidas em vez de lhes oferecerem electrodomésticos? Na grande maioria dos casos o que essas pessoas precisam é de saírem da ignorância em que a nossa sociedade de "gente-que-nasce-ensinada" as coloca.

16 dezembro 2010

E assim acontece!

E até à próxima, Carlos Pinto Coelho.

Foi-se mais uma das minhas grandes referências televisivas nacionais, não tanto como o jornalista/apresentador do Telejornal, se bem que me lembro muito bem dele nesse papel, mas mais, muito mais pelo que o seu programa Acontece ajudou a levar a cultura a toda a gente que a quis deixar entrar. Não mais um programa assim houve, fracas foram as tentativas de algo semelhante. Até mesmo quando o programa continuou, mesmo sem Carlos Pinto Coelho, já não era a mesma coisa.

Mas, Carlos Pinto Coelho nãos e foi sozinho, hoje também morreu Blake Edwards, o grande realizador, principalmente de comédias, tais como The Pink Panther, Breakfast at Tiffany's ou Victor Victoria.

Espero que bebem um cházinho ou um whisky juntos.

08 março 2010

5 gajos bons 2010

Este ano o meu post dos 5 gajos bons coincide com os Oscars. É pena, gosto de ter este post "limpinho" no dia 8 de Março, mas não há nada a fazer.

As minhas escolhas deste ano não foram particularmente difíceis (principalmente a primeira! ) e até tenho, pela primeira vez, um português!

1. David Tennant
Palavras para quê? Só precisei de verificar se o Doctor Who (ou um qualquer outro segundo de tempo de antena de David Tennant) estava no ar por estas alturas para o meu campeão estar aqui! Este homem é LINDO!



2. Patrick Dempsey
O 2º lugar do ano passado também. Sempre gostei dele, acho-o engraçado e interessante. Apesar de não chegar aos calcanhares do Tennant, é um bom partido em toda a sua justiça! Lá continua em A Anatomia de Grey, série que mal vejo.


3. Eriberto Leão
Parece que tem sempre que haver um brasileiro neste top, mas eles realmente fazem por isso... Eriberto Leão, protagonista da novela Paraíso, não é o clássico gajo bonzão das novelas brasileiras, mas aqueles olhos verdes carismáticos conquistaram-me! Ou terá sido o ar de cowboy?

4. George Clooney
"Who else?", como disse Alec Baldwin ontem à noite nos Oscars. Clooney é um clássico, está sempre na televisão, quando não é com ER (já não é), é com o Nespresso, o Martini ou até mesmo ontem à noite nos Oscars, com um cabelo invulgarmente comprido mas que lhe fica muito bem! Já esteve no 1º lugar deste top em 2007 e no 3º em 2006.

5. João Manzarra
OK, não é um top model, e também não é o típico galã de TV ou semelhante, está longe disso, mas moços como o Manzarra apetecem meter no bolso e levar para casa... Basicamente João Manzarra é CUTE!

02 janeiro 2010

Pior que um beto é um beto bicha

No zapping de dia 1 de Janeiro (adoro maratonas televisivas/de filmes no dia 1!) esbarrei na SIC Mulher e numa série de make-overs que ainda não conhecia. Que a moda está cheia de bichas aspirantes a stylists é um facto, nacional e internacional, mas o que as bichas televisivas nacionais não conseguem é passar de betos bichas... Infelizmente a televisão portuguesa está nas mãos de betos e isso sente-se. Os betos (diga-se betos verdadeiros) são, felizmente, uma raça em extinção, mas infelizmente concentram-se todos nas televisões, monopolizando tudo quanto é o lado supostamente criativo e artístico, criando uma imagem, ela também ultra formatada, que não é realista e sempre igual, mimetizando o fenómeno que já observava nos betos com que fui forçada a conviver na minha infância e adolescência.

O princípio básico de um beto é pertencer ao grupo, portanto não destoar e ser como o vizinho do lado. Isso implica os clichés que todos conhecemos: o sapato de vela, a roupinha de marca tipo Quebramar ou Throttleman e outras marcas semelhantes, o cabelo à f***-se, a camisinha de riscas ou quadrados, o pullover por cima dos ombros, uma predominância de azuis, verdes e beijes, etc.... Um beto bicha é mais "criativo" o cabelo está lá (essa irredutível marca do beto) mas abandona os outros itens para adoptar um visual mais exuberante (bicha) cheio de preto e branco, calças mais justas, sapatinho afiambrado e o raio da écharpe ao pescoço!! O problema é que são todas iguais umas às outras com a agravante que são mais irritantes por serem bichas pedantes.

Como a SIC Mulher (melhor, SIC Gaija) anda a tentar imitar os programas de make-overs norte americanos e britânicos, com as suas qualidades e defeitos, mas integrados nas respectivas sociedades, e como boa televisão portuguesa que é, é gerida por betos, vai buscar o que o beto acha que é um especialista de moda (fashion): ex-modelitos que já não desfilam e o beto bicha. Escusado será dizer que o resultado são programas narcisistas, de auto-promoção, atolados de mau product placement, onde a "vítima" é completamente afogada nos seus conselhos tudo menos práticos, individualizados ou aplicáveis no dia-a-dia... Mas o pior de tudo é que são programas histéricos onde a câmara padece do mesmo mal, não pára quieta, e até nos sentimos enjoados só de olhar mais de dois minutos para o ecrã.

O que me assusta no meio disto tudo é a lavagem cerebral à beto com que levamos diariamente, que tenta formatar o imaginário visual e artístico nacional à sua imagem... EU NÃO QUERO!!! Viva o individualismo! Deixem-nos errar à vontade, não nos obriguem a ser como vocês pois não gosto do vosso mundo!

NOTA: por norma não sou uma pessoa preconceituosa e/ou xenófoba, excepto com betos que é "raça" que só tolero em doses reduzidas e em grande excepções (que as há, felizmente!).

17 outubro 2009

Futilidade

Sim, o anúncio do Pingo Doce é horrível e para além disso uma enorme decepção... volta Rita Blanco, estás perdoada! Quero voltar ao "sítio do costume" e "de Janeiro a Janeiro" apenas se me apetecer...

Mas não é acerca do anúncio do Pingo Doce em concreto que me apetece escrever agora, é acerca do modo como as pessoas agora dão demasiada importância a coisas sem importância e cada vez menos se fala das coisas verdadeiramente importantes. É claro que este é um assunto subjectivo, mas de qualquer forma deveria implicar algum raciocínio e sentido de oportunidade.

A minha irritação vem dos recentes escândalos televisivos/internéticos que começam como pequeníssimos nadas, pequenas parvoíces ou futilidades, mas que rapidamente porque alguém se sente indirectamente ofendido chegam a escândalo nacional. Foi assim com os caroços da Carolina Patrocínio, está a ser com o anúncio do Pingo Doce (se bem que esse é MESMO MAU!) e com o vídeo de Maitê Proença em Portugal.

Carolina Patrocínio não passa de uma menina mimada com uma empregada sobrevalorizada e Maitê Proença não passa de uma actriz brasileira um tanto ignorante, mas mesmo assim com perspicácia suficiente para descobrir alguns dos nossos defeitos nacionais. Só é pena não ter ironia, inteligência ou sentido de humor suficiente para fazer uma critica engraçada que afinal não passou de uma mera parvoíce.

Para muitos a futilidade é gastar rios de dinheiro em compras, jogar conversa fora, fazer um pouco de má-língua inofensiva. Para mim a futilidade é isto, é perder-se tempo e a paciência de algumas pessoas (a minha!) a dissertar por coisas destas sem importância. Ao exagerarem desta forma acerca de futilidades assim, as pessoas que o fazem estão a colocar-se ao mesmo nível dos criticados, ao dar-lhes uma importância e protagonismo que eles não merecem, pois o que apenas merecem é a nossa indiferença. Cada vez mais sinto que a idiotice, a burrice e a ignorância são sobrevalorizados em detrimento do raciocínio, da inteligência e do bom senso... vão cuidar das vossas vidinhas, façam má-língua inofensiva com os vossos amigos, pois sabe muito bem, mas não me encham a paciência com idiotices destas!

Ah sim! O anúncio do Pingo Doce é realmente mau!

17 setembro 2009

A grande Dama



Passei praticamente o Verão inteiro numa fase baixa do vício, a televisão. Durante a semana vi cerca de uma hora de televisão por dia e ao fim de semana por vezes nem a ligava! [espanto!] Posto isto parece que essa fase está a passar lentamente e ando a tentar colocar-me a par das novidades, que na maior parte dos casos são as estreias de novas temporadas de séries que já seguia, C.S.I., NCIS, True Blood, Gossip Girl agora na SIC, etc.

Mas não é acerca disso este post. Num zapping recente apanhei um programa Mátria, da famosa e polémica Natália Correia e tive um momento de nostalgia. Mas atenção que não foi uma nostalgia melancólica e saudosista, mas sim porque quando o programa era emitido regularmente eu era uma fiel seguidora, facto que constatei agora com muitas razões bem válidas. Lembro-me de começar a ver o Mátria cerca dos 13 anos e de parar de o ver perto dos 17, quando o programa terminou sem nunca perder as suas qualidades excepcionais.

Mátria era um exemplo raríssimo de televisão progressista e vanguardista, no seu conjugar de todas as artes mais nobres, num ecletismo avant-garde, mantendo sempre um ritmo leve e acessível que captou o meu interesse ainda pré-adolescente. A personagem de Natália Correia impunha respeito e até algum temor, à partida os seus programas pareciam ensaios de uma densidade intelectual inatingível a uma miúda, mas revelavam-se num segundo visionamento o absoluto oposto, eram imensamente cativantes. Nessa conjugação da poesia (o forte de Natália), história (de Portugal), pintura, música, teatro e cinema criava-se, através da televisão numa linguagem acessível e divertida, conteúdos pedagógicos e informativos, transformando assuntos e temas à partida chatos em experiências sensoriais que muito me deram a nível de formação intelectual, artística e histórica, mais que muitas aulas do ensino secundário. Esses sim eram tempos em que a RTP fazia serviço público.

Depois de tudo isto, só tenho pena que Natália Correia já não esteja entre nós. Se o nosso país tivesse pelo menos uma pessoa com uma voz assim, talvez esta embrulhada onde nos encontramos fosse outra, onde a visão das pessoas não andasse tão toldada por peneiras mediáticas.

04 junho 2009

*sequências

Esta foi hilariante: Tyra Banks, no seu Tyra Show, acompanhava a cantora Beyoncé numa reportagem acerca do backstage dos seus concertos e tournées e, naturalmente um dos locais obrigatórios de passagem era o seu guarda-roupa.

Estavam as duas a enumerar os materiais de alguns figurinos e, entre tanta outra retrosaria de luxo, Tyra disse sequins, que foi brilhantemente traduzido por sequências. Lindo! Um disparate destes já não lia desde a Martha Stuart! É verdade que podem ser cosidas em sequência, mas daí a serem chamadas de sequências... Meninos e meninas tradutores: sequins são lantejoulas ou, para aqueles com costela brasileira, paetês.

sequins
sequências

19 janeiro 2009

borboleta com bom senso

Será que o meu blog atingiu as altas instâncias da SIC? Tenho sérias dúvidas, mas que o bom senso apareceu para os lados do programa da Lucy, apareceu!

Pois é, este fim de semana, deitei um olhinho ao programa e já vi a moça mais composta (até estava de casaco pelo joelho!!!) e alguns intertítulos em português.

O programa continua a ser um pretexto para colocar Luciana Abreu a cantar em playback, e muito pouco pedagógico ou instrutivo, mas pelo menos está mais adequado ao horário em que passa!

Programa da Lucy | Luciana Abreu | SIC Online

01 novembro 2008

Chanel (ou: o que a alforreca gostava de ser mas não chega nem perto)

Se havia coisa que me enervava quando comprava a TV-Guia há uns anos, era a pessoa que escrevia a suposta coluna social, insistir em escrever a marca Chanel com dois "N". Uma pessoa que percebe de socialite é suposta também perceber minimamente de moda e Chanel pertence à crème de la crème dos criadores de moda ao longo da história. Para além disso as prateleiras das perfumarias (nem que seja) estão recheadas de frascos dos diversos perfumes da casa, muitos deles envergando o nome Chanel. Não é difícil!

Não sei se vi mal (muito sinceramente espero que sim - mas os portugueses não são rápidos no gatilho no que toca ao YouTube e a SIC também não tem nada), mas estava a fazer zapping e fui parar ao novo programa de apanhados da SIC (Não Há Crise ?) na altura em que começaram a dar um videoclip da alforreca chamada José Castelo Branco. Não sei se vi mal, porque no início do clip ele diz/canta(?) qualquer coisa "...Chanel" e no fundo animado pareceu-me ver escrito "channel". A letra era num cursivo onde posso muito bem ter confundido o "N" e ter me parecido que eram dois. Mas se não me enganei é muito grave. Como é que a dita criatura, que apregoa aos quatro ventos "Chanel" a toda a hora, deixa que escrevam mal o nome da sua "amada" marca no seu próprio videoclip? Só se ele mesmo não sabe como se escreve, o que é bem provável...

Quanto ao videoclip em si, José Castelo Branco deve pensar que é Ru Paul nos anos 90! Mas nem lhe chega aos calcanhares... Ru Paul é uma das drag queens mais famosas e reconhecidas da cena nova-iorquina, a música do seu videoclip, Supermodel, era bem divertida, a letra era boa, pertinente para a época (das supermodels Linda Evangelista, Christy Turlington, Naomi Campbell, Claudia Schiffer e Cindy Crawford, entre outras) e era mesmo muito cool e superfashion, pois a produção do video foi cinco estrelas, como seria de esperar de um performer como ele. O da alforreca, acho que fica à escala do que ela tem andado a fazer nas televisões portuguesas nos últimos anos: medíocre.

Ru Paul - Supermodel (You Better Work)

31 outubro 2008

Daytime TV

Infelizmente até eu fui atacada pelo frio e estou de molho. Ontem e anteontem fiz o que uma pessoa de molho faz, passar o dia a dormitar no sofá com a TV ligada. Já há bastante tempo que não via televisão durante o dia, excepto algumas novelas, e deparei-me com um panorama deprimente.

Não fiz muito zapping, fiquei-me pelos canais nacionais. A RTP1 continua com o Portugal no Coração que, apesar de tudo, até é um programa sóbrio e decente, mas às vezes demasiado aborrecido. A RTP2 passa desenhos animados, o que não é mau, pensando bem até é muito bom! A SIC, fora as novelas, é uma desgraça... já não via o Contacto à vontade há mais de um ano, nunca gostei particularmente do programa, sempre achei um bocado inútil, mas esta nova versão é para lá de inútil, é mesmo muito má! Tão má, tão má, tão má que até o excesso de anúncios do Nenuco no Canal Panda é melhor que o programa!

Nem sequer passei pela TVI, pus-me a ver um episódio de My Melody que tinha gravado no Panda e depois passei para o Discovery, História ou Biography Channel (já não me lembro qual) pois aí sabia que na pior das hipóteses via algum documentário repetido mas que dá bem para adormecer, que no fundo era o que eu queria.

07 setembro 2008

A 3ª metamorfose

Vi, claro, os primeiros programas da Lucy e digo desde já que a única coisa de que gosto mesmo é o logótipo, muito disco.

O programa é um simples programa de variedades com Luciana Abreu numa apresentadora mediana, que oscila entre a berraria e uma calma pouco natural, por vezes com falta de ritmo e forçada, coadjuvada por uma personagem supostamente cómica, o Professor Wannabe, que fora ensinar os putos a fazer coisas fáceis com as mãos, não se percebe bem o que anda ali a fazer, porque piada não tem. As canções são interpretações em mau playback (apenas comparáveis aos do programa de Luís Pereira de Sousa nos anos 80) de canções pop portuguesas e internacionais. A escolha das canções não é lá grande coisa, mas isso sou eu que não aprecio este tipo de músicas e isso sei que os miúdos costumam apreciar.

O cenário é colorido e engraçado, mas sem grande novidade, o guarda-roupa de Lucy e dos bailarinos é sempre branco, variando o figurino de Lucy que, vá se lá saber porquê, utiliza aqueles tecidos baratos do Vidal, cheios de lurex e falsas lantejoulas, que dão um ar chunga de traveca ao que ela veste. Nem nos tempos do Buéréré a vaca Malhoa parecia tão foleira! O que safa a Lucy é o facto de ser tudo branco e os figurinos estão muitíssimo bem executados, os meus parabéns às costureiras! Muito sinceramente o excesso de silicone das mamas de Luciana Abreu ofende-me, parece que anda por ali a exibi-las! A SIC censura o beijo casual e contrariado entre Naruto e Sasuke, mas as mamas de Luciana Abreu (que ainda por cima dá mais tarde) não... E ainda se queixam da violência e sexo nos anime! Vai lá vai...

Depois os grafismos. Enquanto que o logótipo está muito giro e bem concebido, os grafismos são um bocado fraquinhos e gostava de saber porque num programa para crianças (que se prefere que vejam os desenhos animados dobrados em português para poderem compreender) os nomes das rubricas e do sidekick são todos em inglês! Aliás nunca sequer acertam como deve ser na ortografia da palavra wannabe (que, já agora, é uma aglutinação da expressão want to be = querer ser)...

Em resumo, com a fama que Luciana Abreu conquistou graças à Floribella com os miúdos, dava-lhe imenso potencial para fazer um programa giro, divertido e decente para eles. É uma pena que os programas infantis nacionais continuem a não arriscar, a ser tão pouco interessantes e de uma pedagogia de chacha.

Programa da Lucy

18 fevereiro 2007

Puto cozinheiro

Ainda nunca aqui tinha falado de Jamie Oliver, ou dos seus programas de televisão. Há muito que sigo os seus programas, primeiro na BBC-Prime, depois na 2: e agora na SIC-Mulher. Hoje vi um bocadinho do Oliver's Twist na SIC-Mulher e lembrei-me porque fiquei vidrada desde a primeira vez que vi o programa: ele é giro (apesar do ar de puto), tem uma vespa e uma casa linda, é despachado, pragmático e cozinha sempre para um grupo de amigos. Todos estes factores tornam o seu programa de culinária mais acessível e menos formal ou rígido. Para além disso, a comida tem sempre um ar fácil de fazer e apetitoso (mesmo que não o seja).

Durante décadas os programas televisivos de culinária sempre foram grandes secas em que o apresentador/cozinheiro debitava uma receita, que ia fazendo o mais depressa possível e, para isso, já tinha, em diversas fases, o prato feito e escondido no estúdio. Jamie sai de casa a meio do programa para ir comprar ingredientes que lhe faltam, apresenta-nos o seu fiel homem do talho ou o peixeiro, vai a lojas de conveniência ou mesmo buscar uns vídeos de aluguer para ver enquanto os convidados comem. Ele é um rapaz da sua geração (cozinha por prazer e não por obrigação), mais do que cozinheiro de televisão. Dos pratos feitos tiram-se ideias e não receitas rígidas, para isso compram-se os livros dele, e uma abordagem à cozinha mais desprendida e interessante.

Jamie Oliver

15 setembro 2006

Miserabilismo

Se há tendência que me tem vindo a irritar há uns anos, principalmente desde o início do "fenómeno" Big Brother, mas que a SIC, com programas como o Perdoa-me e afins já tinha timidamente começado, é que problemas chatos, graves ou porlongados parece que apenas têm solução à vista sendo expostos num programa de TV, principalmente se for para donas-de-casa (não me refiro às gajas boazonas da série americana).

Portanto: se alguém tem uma doença grave e não tem modo de financiar a cura, vai ao Fátima Lopes, se alguém tem apetências profissionais (sejam elas quais forem) mas não arranja trabalho, vai ao Você na TV ou então se alguém é (ou julga que é) um artista incompreendido, concorre aos múltiplos concursos de talentos existentes...

E quem não quer aparecer na televisão? E quem justamente tem necessidade de algum tipo de ajuda e prefere não recorrer à Floribella? O nosso país anda desesperado: ninguém arranja emprego, quem o tem mantém-no, à custa de aturar muitas chatices porque precisa de pagar contas, o sistema de saúde, para além de corrupto é mais que injusto, a cultura é desprezada e o verdadeiro talento ou competência é raramente reconhecido por quem deve.

Este pode parecer um discurso bastante negativo e pessimista, mas ao ver ontem, porque estive de cama, a SIC, no Contacto, a aproveitar-se indecentemente do desejo de uma miúda com um grave problema de saúde de conhecer a Floribella e da ignorância (ou ingenuidade) da mãe irritou-me. Nunca que uma situação deste tipo deveria ter sequer possibilidade de acontecer! Cada um cumpriu o seu papel: a mãe quis cumprir o desejo da filha porque gosta dela, a SIC aproveitou para espremer mais algum share de audiências à custa de desfavorecidos parecendo que estava a ajudar, mas o que eu vi foi uma grandecíssima hipocrisia que metia nojo! Coitada da miúda que era engraçada e inteligente, mas nova demais para se aperceber do abuso a que estava a ser sujeita, alimentado pelo desejo ingénuo de conhecer a sua heroína.

Recentemente, por outros motivos completamente opostos à desgraça alheia, dirigi-me à SIC (por e-mail, pelos canais próprios) para lhes fazer uma proposta de um pequeno projecto meu, a resposta que obtive foi qualquer coisa como: "... em que programa quer aparecer ou expor o seu trabalho?" ao que eu respondi prontamente que não quero nem nunca foi minha intenção aparecer na televisão. Claro que a este mail ninguém me respondeu.

Volto a perguntar: será que para se conseguir alguma coisa nesta terra uma pessoa tem de ter de se expor a programas dos coitadinhos na televisão?



Pronto, já desabafei!

13 julho 2006

Entrevistadores

Para mim os entrevistadores/moderadores de debates nas televisões portuguesas deveriam ser todinhos reeducados!

Ao ver um bocado da entrevista de Maria João Avilez ao Primeiro Ministro José Sócrates, por mais interessada que pudesse estar no conteúdo das informações que o P.M. pudesse me dar, acabei, como sempre, enervadíssima com a entrevistadora que não deixava o homem acabar uma única frase sem o interromper! Até José Sócrates a chamou a atenção para o facto mais que uma vez. Este é um péssimo hábito dos nossos entrevistadores que resulta não só em faltas de educação para com os entrevistados como numa enorme dificuldade em passar qualquer tipo de conteúdo para os espectadores de um modo fluido e acessível.

Neste caso concreto vejo duas possibilidades para isso acontecer (fora uma simples falta de educação, de não deixar o outro falar até ao fim): ou Maria João Avilez quer enfiar o Rossio na Rua da Betesga, pedir o relatório de contas completo de 16 meses de governo a José Sócrates (seeeeeecaaaaa) ou Maria João Avilez gosta mais de se ouvir (e que voz mais desagradável!) que ao seu entrevistado e, com isso ser-lhe-á impossivel deixá-lo falar até ao fim.

O que lhe vale é que José Sócrates é um tipo calmo e pragmático, que não tem por hábito ser um demagogo (dento da norma dos políticos portugueses), e por isso talvez algum conteúdo tenha passado ao comum mortal, que o que percebe de política ou economia é o que lhe toca diáriamente nas contas que tem de pagar ou ver se o orçamento lhe dá até ao fim do mês e se ainda dá para ir passar um fim de semana fora com a família.

A única excepção a esta regra é Ana Sousa Dias, mas neste caso o que acontece é o contrário: a voz suave, todo aquele excesso de boa educação e intelectualidade resulta em entrevistas que se arrastam e que fazem adormecer o mais eléctrico dos portugueses. Recomenda-se para quem sofre de insónias!

Não peço apresentadores ao estilo deste ou daquele, peço que sejam pessoas educadas mas que saibam estar em televisão, que sejam uns comunicadores. Que saibam quando interromper, aproveitar oportunidades para mudar de assunto e que elaborem a grelha de perguntas de um modo pertinente e flexível de maneira a abordar o mais variado leque de assuntos do interesse do espectador no menor espaço de tempo.

24 abril 2006

Tenho saudades do GNT Fashion...

27 março 2006

Salvem o GNT

Pode parecer piegas, mas o GNT realmente precisa ser salvo. É que, aparentemente a TV Cabo, sem informar a quem de direito, muito menos fazer um estudo de opinião a quem lhes paga o serviço (nós), resolveu, a partir de dia 1 de Abril (esperemos que seja mentira) trocar o GNT pela TV Record.

A falta de notícias na comunicação social em geral (a maioria limita-se a citar o comunicado do GNT) e a total ausência de informação no site da TV Cabo (que, aparentemente só serve para a listagem dos canais e tirar dinheiro aos mais ingénuos através de estratagemas de "apoio ao cliente") faz-me temer que, dia 1, ao tentar acompanhar algum programa do GNT vou ser surpreendida com algo radicalmente diferente.

Não tenho opinião sobre a TV Record, fora uma ou duas novelas que passaram na RTP1 e que mal acompanhei, mas o GNT é um EXCELENTE canal de televisão, talvez um dos melhores na lista de canais da TV Cabo.

A programação do GNT consta de três blocos base de programação:
As novelas e séries, reposições que nem sempre passaram por cá, e que passam com os horários "trocados" (as novelas que originalmente passaram no horário das seis, passam agora às 21h e as das oito, passam às 20h - mais cedo).
Os programas de entretenimento e informação da Globo, como o Mais Você (não gosto, mas é bastante popular e é bem feito), Domingão do Faustão, Caldeirão do Huck, Altas Horas (vejam enquanto é tempo, vale a pena), Programa do Jô (sem palavras, talvez um dos melhores programas de entrevistas que já vi), Video Show, Jornal Nacional, programas de desporto, etc.

E os magazines, feitos especialmente para o GNT (o internacional é um bocado diferente do nosso) como Saia Justa (adoro!), Mesa Pra Dois (o único programa de culinária que alguma vez segui fielmente, aprende-se mesmo!), GNT Fashion (talvez o melhor magazine de moda que já vi), +D (excelente programa de design e arquitectura, que só é pena ter apenas 1/2 hora), Marília Gabriela (isso sim, são entrevistas!), Super Bonita, Alternativa Saúde, Mundo Afora, sem falar nos inúmeros programas sobre desportos radicais, muito populares no Brasil e sempre um olhinho no público português.
Como bónus, uma vez por mês, o canal ainda nos brinda com um filme brasileiro. O Brasil tem uma cinematografia extremamente rica de que muito pouco chega cá.

O canal ainda tem a vantagem de ser 100% em português (brasilês, se quiserem, mas não precisa de legendas nem dobragens) e de os conteúdos serem 90% brasileiros e 10% portugueses feitos no Brasil (o tal olhinho no público português).

Por vezes penso que os profissionais de televisão portuguesa se deviam inspirar na qualidade destes programas: por alguma razão a Globo é uma das maiores e melhores companhias de televisão do mundo!

Por tudo isto e pelos extras, salvem o GNT! Ele merece!

Comunicado do GNT
http://www.gnt.pt

20 março 2006

Parabéns!

Já foi o nome de um dos seus programas, hoje está de parabéns e a sua equipe também.

Já fui daquelas fanáticas do Herman que não perdia um segundo de qualquer performance dele (pelo menos na TV, uma vez que nunca o vi ao vivo) e fui seguindo, ao ritmo das gargalhadas o Tony Silva, a Filipa do "Cozinho com o Povo", o Nelito, o Estebes, a Supé Tia, a Drª. Rute Remédios, assisti ao Tal Canal assíduamente, amei o Humor de Perdição (ainda tenho a letra da música), o "C.R.E.D.O." etc., etc.
Com os talk shows e os concursos fui me desinteressando, talvez porque não aprecio muito nenhum dos formatos, apenas prestando atenção aos sketches, que continuavam a marcar. O Herman SIC é um programa a que já assisti fielmente e a que também já me recusei a assistir mas que ultimamente apenas vou ouvindo quando estou no computador, noutra divisão. Cansei-me um bocado.

Hoje fiz questão de assistir ao programa/festa-de-aniversário-surpresa por causa da promessa de que ele não fazia a mínima ideia do que se ia passar, e fiquei bastante satisfeita.

As reacções dele foram boas e honestas, não foi demasiado exibicionista, deixou-se levar, obediente, pelo que fora planeado. Voltei a ver Herman José e Júlio Isidro juntos como deve ser, a relembrar o Passeio dos Alegres (pena que Júlio Isidro tenha sido vergonhosamente afastado da televisão), voltei a ver Herman no seu duo com Nicolau Breyner "Sr. Feliz e Sr. Contente", que foi o primeiro sketch que o vi fazer e que me punha, junto com o meu irmão, a imitá-los, mas vi muito mais:
Vi um excelente trabalho de excelentes profissionais, a prova de que temos muito boa gente a fazer televisão e de que Herman é como a Madonna: rodeia-se dos melhores. A prova maior ainda é de que já não é preciso ser Herman-ó-dependente para fazer humor e boa disposição nesta TV nacional, que apesar da homenagem ser a ele, há muitas e boas cabeças por trás de tudo aquilo.
Também mostrou que sempre tivemos excelentes profissionais na divertida apresentação de Mário Crespo e nalguns depoimentos, como o de Carlos Pinto Coelho, e que talvez não devessem ser esquecidos.

Parabéns especialmente a quem planeou e produziu este programa em particular, por levantar um bocadinho do véu de uma profissão extremamente dura e trabalhosa, que é fazer televisão, cujo lado que passa para cá é só o glamour e pouco mais. O programa foi sóbrio, bem planeado e nada pretensioso, o que é pouco frequente, principalmente na SIC.

http://sic.sapo.pt/online/programas/herman%20sic

SIC
dom. 22:00

03 março 2006

British english!

Apesar de andar a ver mesmo muito pouco a TVI (será que é porque já não dão os X-Files e outras séries de culto?), tenho "esbarrado" de madrugada com um magazine de cinema, o Cinebox.

Do Cinebox não tenho nada a dizer, é mais um magazine de trailers de filmes maioritáriamente americanos. O meu comentário e parabéns vão para a apresentadora e jovem actriz, Daniela Ruah, que, talvez seja a primeira apresentadora portuguesa de um magazine que diz correctamente os nomes em inglês sem acrescentar "H" onde não os há e eliminá-los onde deveriam ser lidos (leia-se: aspirados).

Este talento não é gratuito, como o apelido da rapariga o indica, ela tem uma ligação com algum país estrangeiro (acho que li algures, em tempos que viveu na adolescência em terras de Sua Majestade) que justifica a sua pronúncia perfeita. Já me tinha deixado muito boa impressão como actriz na novela da TVI, Jardins Proibidos, espero que continue assim, talentosa e sóbria.

http://www.imdb.com/name/nm2079733/

TVI
[o site da TVI é deficiente físico e mental, não tem informação sobre o programa, somente que é semanal]
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