TV-CHILD É UMA DESIGNAÇÃO QUE SE PODE DAR À MINHA GERAÇÃO, QUE CRESCEU
A VER TV. ESTE BLOG É 90% SOBRE TV, 10% SOBRE OUTRAS COISAS.

12 dezembro 2010

Querido, Mudei a Banda-Sonora!

Acabei de ver os 3 minutos mais hilariantes de televisão (nacional) dos últimos tempos, quiçá do ano! O programa era o especial de Natal do Querido, Mudei a Casa!, em que remodelaram o refeitório de uma instituição de apoio a crianças com necessidades especiais.

O objectivo do Querido, Mudei a Casa! já é sobejamente conhecido: a (re)decoração de espaços, neste caso particular de uma instituição sem os meios para o fazer. Mas eis que resolveram intercalar as obras, provavelmente para elevar esse lado solidário-natalício do programa, com uma performance musical de um pequeno grupo de crianças. Sofia Carvalho perde largos momentos a fazer um discurso de apresentação, acentua o facto de algumas crianças serem surdas e dá-se início à função. Mas (aqui desato a rir à gargalhada!) se as imagens são do dito grupo de crianças a tocar tambores e ferrinhos, dirigidas pela professora, com a equipa do Querido, Mudei a Casa! a assistir entusiasticamente, o som era de uma versão CD-brinde-de-Natal de In Excelsis Deo foleira colada por cima, em vez do som das crianças a tocar. HAHAHAHAHA!

É caso para dizer: "de boas intenções está o inferno cheio!" A quem quiseram eles deitar areia para os olhos? Que raio de opção foi essa? Por mais desafinadas ou barulhentas que eventualmente fossem as crianças, o facto de não se ter ouvido um único som do seu pequeno espectáculo transforma por completo a intenção original e de demonstração de admiração pelo esforço daqueles com dificuldades físicas e cognitivas, passou a uma demonstração de estupidez e auto-comiseração! Será que ofendia os valores estéticos do programa? Por pior que fosse o desempenho dos miúdos, é uma total falta de respeito não se ouvir a sua música. Se era assim tão mau, não mostravam todo o espectáculo, mostravam apenas um excerto mais pequeno... Ou então não mostravam nada! Mesmo assim duvido que fosse assim tão mau para merecer uma censura tão descarada! Que vergonha!!

Que o Querido, Mudei a Casa! é mal realizado já todos sabíamos, mas poupem-me, por favor, de demonstrações de burrice aguda!

QUERIDO, MUDEI A CASA!

24 novembro 2010

...E feliz bloganiversário TV-Child!

Seis anos... já foi há seis anos que decidi despejar os meus bitaites publicamente neste espaço. Uau!

Bom, ultimamente tenho visto pouquinha TV: obcequei durante uns meses com Gilmore Girls, que terminou há cerca de 1 mês, tenho visto Doctor Who, mas no computador (não gostei tanto da 5ª série, apesar de ADORAR a Amy Pond), tenho visto mal e porcamente esta edição dos Ídolos, os vestidos da Cláudia Vieira continuam HORROROSOS (sem noção...), e acompanhado algumas novelas: Caras e Bocas, a terminar, e Escrito nas Estrelas, uma novela esotérica com quase todo o elenco de Paraíso, mas boa de se ver. Em breve irá estrear o remake de Ti Ti Ti, o qual espero ansiosamente. A Ti Ti Ti original era muito divertida e esta nova versão tem um excelente elenco que promete.

O outro aniversário é o 2º aniversário da minha Blythe Strawberry Fields, que aparece vestida de Doctor no post anterior.

23 novembro 2010

Feliz 47º aniversário, Doctor!


Não podia deixar de assinalar o 47º aniversário da série de televisão de ficção-científica mais antiga do mundo e também uma das minhas preferidas, Doctor Who! Para assinalar a data publico a foto da minha Blythe Strawberry Fields vestida como o 10º Doctor, acompanhada da amiga Alice, na TARDIS que lhe construí.

FELIZ ANIVERSÁRIO, DOCTOR WHO!

BBC - Doctor Who - Official Site

PS - E sim, amanhã há mais dois aniversários, internos, a ver se desta não me esqueço...

25 agosto 2010

O homem que é como o vinho...


Com tanto post de luto ultimamente, quase que me vejo forçada a dar os parabéns ao magnífico Sean Connery, pelo seu 80º aniversário hoje! Mas, pelo contrário, não é sacrifício nenhum ! Eu sou mais uma das muitas mulheres que há muito se rendeu ao charme deste escocês e que acha que ele é como o vinho: só melhora com a idade!

HAPPY BIRTHDAY MR. CONNERY!



OK, para comprovar a "teoria do vinho" e para me redimir da piroseira da foto do Zardoz, deixo aqui outra foto do Mr. Connery em kilt, a honrar (e bem) os seus genes escoceses.

The Official Website of Sir Sean Connery

16 agosto 2010

Xaiu...

O Projecto Moda de hoje foi fraco, muito fraco. Resolveram mexer na fórmula do programa original sem fazer melhoria alguma e dependem da "peixeirada" para fazer um programa de televisão. Por mais que tenha havido ou não peixeirada nos Project Runways norte-americanos, os designers escolhidos eram pessoas que se levavam a sério e levadas a sério pelo programa.

Hoje, com a "xaída" da "Rojina" viu-se que o Projecto Moda é um programa que está a gozar com a cara dos espectadores. Ora vejam: a bichinha de serviço, o André, mal sabe dar dois pontos num tecido, tudo o que ela fez até agora não vale nada, são umas trouxas de tecido mal-amanhadas em cima da manequim, não têm conceito nenhum por trás, são improvisadas. Ela só sabe ser isso, bichinha, e nem é das melhores... devia ver o Glee e inspirar-se no Kurt Hummel! A peixeira de xervixo, a "Rojina", pelo menos tinha uma construção e acabamentos impecáveis, não é de todo criativa, as peças dela são sem graça e pirosas, mas, levando em conta os critérios que têm transparecido no Project Runway, ela não merecia ter saído... já (ou neste programa). As pessoas que fazem maus acabamentos saem sempre primeiro.

A escolha de tecidos vai ser sempre assim? Não se pode sequer comparar remotamente a uma ida à Mood com quatro ou cinco peças de tecido peviamente escolhidas, onde colocam à disposição dos concorrentes para fazer "fardas futuristas" apenas sarja... Um bom observador verifica que as fardas nem sempre são feitas de sarja, há muitos mais tecidos adequados a fardas, e se o elemento "futurista" para eles é plástico transparente... coitados...

Como nota positiva, e infelizmente a única, a farda vencedora era uma peça interessante, digna de qualquer Project Runway, e provavelmente a primeira peça de que gosto verdadeiramente até agora, apesar de em geral não achar que o Pedro seja algo de especial como designer. Nenhum é!

A "cara" do Projecto Moda até pode ser uma cara de moda e estilismo, representada por uma manequim, um júri de pessoas ligadas à indústria, um produtor de moda e eventuais convidados ligados à área. Mas claramente a máquina de produção por trás não percebe nada do assunto, apenas se limitou a encarar um programa como este como um mero reality show, como se de um Big Brother se tratasse, cujos produtos dependem exclusivamente da qualidade, ou falta dela, dos patrocínios que lhes bateram à porta, sem se preocupar minimamente com os detalhes específicos que uma produção como esta necessita. Se a curiosidade não falasse mais alto (e também já faltarem poucos episódios) desistia de ver o Projecto Moda depois do programa de hoje.

Projecto Moda (Project Runway) - RTP

14 agosto 2010

Sósias


Esta já anda roer-me há tempos mas, por uma questão de horário, acabei por demorar a blogar. Não acham que os dois novos apresentadores do Disney Kids, na SIC, Catarina Mira e João Paulo Sousa, são iguaizinhos? Acho até que as maquilhadoras tentam "disfarçar" isso ao colocar imensa maquilhagem na rapariga.

Ambos têm a mesma estrutura facial, o mesmo tom de pele, cabelo semelhante, narizes iguais, olhos iguais, boca igual, só divergem um pouco nas expressões e nos sinais na cara e, vá lá, no comprimento do cabelo. Se fosse possível diria que um foi clonado do outro, com mudança de sexo... como o João é mais velho...

Isto deixa-me com uma teoria da conspiração: a Disney é conhecida pelo rigor com que trata os seus "duplicados", as vozes que dobram os seus, filmes, etc., costumam ser muito semelhantes e se googlarmos imagens com as palavras "disney kids" vemos que o que nos aparece é extremamente semelhante... mmmmm....

Disney Kids @ SIC

02 agosto 2010

*brega

Ultimamente as legendagens dos canais por cabo andam pelas ruas da amargura, já nem dá gozo ser sarcástica no meu TV-glossário. O Animax então, exagera!

Ora são legendagens com total ausência de acentos (e não, não é de acordo com o acordo ortográfico), ora são as legendagens (mal) feitas a partir do espanhol, ora são erros de meia-noite de português, ora são coisas simplesmente mal traduzidas.

Mas a que me chamou a atenção desta vez foi num episódio de Detective Conan em que Ran e Sonoko, a filha do Detective Mouri e namorada de Shinichi Kudo/Conan Edogawa, o protagonista, e a sua melhor amiga, se divertem a experimentar roupa numa loja de departamentos. Eis que Sonoko pergunta a Ran: "Não é demasiado brega?" BREGA???? Que eu saiba não atravessámos o Atlântico e fomos parar ao Brasil! É verdade que Detective Conan peca por normalmente ter o texto meio espanholado, neste episódio isso não aconteceu, mas não é preciso ir tão longe e, para deixar de ser espanholado e atravessar o Oceano!

No Brasil, ou se fosse uma legendagem brasileira (que NÃO ERA, este Animax é da Península Ibérica, existe um no Brasil/América Latina), aceitava o brega sem pestanejar, mas o que é que aconteceu ao piroso e ao foleiro??? Ficaram fora de moda?

Pelos vistos ou sim ou sopas, mas o meio termo, a língua falada há não-sei-quantas centenas de anos, a língua que é uma das mais ricas da Europa, a língua que se fala no nosso país, eles insistem em não utilizar correctamente! Isso sim, é brega!

brega (PT)
brega (BR)
brega (Wiki)
piroso
foleiro

01 agosto 2010

Moda reciclada

Juro, juro que não quero comentar os episódios do Projecto Moda um a um, quero vê-los a todos mas não quero massacrar este blog com eles. Mas não podia deixar de comentar o 2º episódio, nem que seja porque foi bem mais divertido!

Definitivamente os desafios "reciclados" do Project Runway são sempre dos mais interessantes e os que colocam melhor os concorrentes à prova. Pena é que parece quem nem toda a gente se apercebe disso. Este teria sido um excelente episódio para começar o programa já que é uma boa maneira de separar o trigo do joio.

O grande objectivo do Projecto Moda deveria ser escolher alguém que seja uma mistura equilibrada de técnica impecável e criatividade. Nestes dois episódios vejo três possibilidades, embora nenhuma ainda me tenha enchido as medidas: a Ana Brito, a Carina Duarte e a Vera Couto. Não simpatizo por aí além com nenhuma delas, nem sou grande fã do estilo de cada uma, mas em dois desafios já comprovaram alguma versatilidade e capacidade de contornar de forma criativa as dificuldades que se lhes colocaram. As bichinhas estão lá para isso: ser bichinhas e a "Rojina" é a palhaça de "xervixo". Aliás até custa a acreditar, apesar da sua técnica de costura realmente impecável, que não a tenham escolhido senão para apimentar o programa. Rosina é foleira, pimba, peixeira e ainda por cima fala com "xutaque". Mas, convenhamos, é divertidíssimo vê-la a correr com saltos agulha de 12 cm! Os restantes concorrentes: carne para canhão. Se chegarem a ser só estes seis, não digam que não avisei!

O que raio estava lá o Ricardo Araújo Pereira a fazer??? Fez figura de parvo, não foi engraçado e não avaliou rigorosamente nada. Tenham tino na escolha do júri convidado, é suposto a pessoa ter alguma relação directa com o episódio. Ou os concorrentes estão a conceber uma peça para essa pessoa ou essa pessoa está de alguma forma ligada à moda (não vou enumerar as possibilidades)

No geral, em termos técnicos o programa melhorou bastante, estava suficientemente mais leve para não se notarem tanto os problemas técnicos. Nayma estava consideravelmente melhor e só tenho a apontar a mania dos efeitos de cor, em 90% do programa a imagem tinha as cores saturadas!

Projecto Moda (Project Runway) - RTP

26 julho 2010

Projecto Moda: o início

Lá vi o primeiro programa do Projecto Moda (Project Runway, versão tuga) e a primeira pergunta que me vem à cabeça é: "Porque mexeram no que estava bem?"

A grande vantagem de se adaptar formatos televisivos é parecida com um franchise: a decoração da loja e método de comercialização vêm pré-formatados e são apenas ajustados às características locais. Sendo assim, as constantes de Project Runway são:
- a imagem gráfica (logótipo, cores, etc.) - PM: check!

- a apresentadora top model - PM: check! (não havia muito mais hipóteses em Portugal)
- o assistente mentor - PM: check!
- o júri constituído por três fixos, um estilista, uma directora de revista e a apresentadora e um convidado - PM: nem sim, nem não
- 14 concorrentes com diversas formações mas com experiência - PM: fail
- banda-sonora fixa - PM: check!
- patrocínio de hotel - PM: não percebi
- trabalho executado nas instalações de uma escola de moda e/ou estilismo - PM: FAIL
- patrocínios de qualidade (tecidos, acessórios, cabelos, maquilhagem) - PM: FAIL
- realização, trabalho de câmara e montagem formatadas/pré-definidas - PM: FAIL!
- apresentação de uma mini-colecção de 12/13 peças num grande evento de moda e um prémio avultado em dinheiro para iniciarem uma colecção própria - PM: FAIL

Vou trocar por miúdos:
A imagem gráfica está praticamente igual, as cores predominantes são o azul, o preto e o branco, só não gostei do protagonismo exagerado dado à Modalfa, que não tinha rigorosamente nada que ter o logótipo pespegado na passerelle.

Certo, Nayma estava visivelmente desconfortável e nervosa, debitou texto como um autómato e teve pouquíssimo protagonismo. Espero que com o decorrer dos programas a apresentação melhore, mas começou muitíssimo mal o que demonstra que não houve ensaios suficientes ou o casting foi mal feito.

Paulo Gomes cumpre bem o seu papel, não é um Tim Gunn, mas também não estava à espera disso.

O Júri. Aqui é que começa a "criatividade" tuga... No geral gostei das escolhas, Manuel Alves é um excelente estilista, diria até dos melhores de Portugal, e é um bom comunicador sem ser paternalista, é isso que se quer num júri deste programa. Pena ser apresentado como professor e não como o grande estilista que é! Fátima Cotta, directora da ELLE Portugal, é uma escolha óbvia e lógica e ainda por cima parece cumprir bem o papel televisivo, gostei. Cristina Pinho não percebo bem de onde vem... no Project Runway original os júris fixos são o estilista (Michael Kors) a directora de revista (Nina Garcia) e a apresentadora (Heidi Klum). Porque é que Nayma não opina? Não dá para ser lido no teleponto? Será por isso que foram buscar mais uma pessoa?

Será que quiseram economizar e por isso tiraram 4 concorrentes da lista? Já agora, porque não mostraram imagens dos castings? Para já é cedo para opinar acerca dos concorrentes, mas no primeiro programa estiveram longe de ser brilhantes, qualquer um deles. E as coisas que dizem... será que foram escolhidos não pelas suas qualidades como designers mas sim pelo potencial de escândalo? Não é assim tanto... Um dos meus Project Runway preferidos, a série 4, não teve escandaleira nenhuma e tinha o melhor grupo de criativos. Acho que isto é significativo.

A banda-sonora é um pouco irritante, mas é a original e serve para dar aquele tom de concurso ao programa. Está igual, muito bem. Mas cuidado ao utilizá-la em cima das pessoas a falar! A língua portuguesa é mais fechada que a inglesa...

Não percebi em que hotel ficam os concorrentes, não os mostraram nos quartos e filmá-los a conhecerem-se no átrio de um hotel é uma péssima aposta em termos técnicos, não se percebia nada do que diziam por causa do eco que um espaço daqueles tem.

Se os concorrentes estão numas instalações existentes... parece um estúdio. Um programa destes seria uma excelente oportunidade de promover o ensino do design de moda e, já que já lá está Manuel Alves, que antes de ser professor de design de moda é estilista (e dos bons!), porque não promover o curso de Design de Moda da Faculdade de Arquitectura de Lisboa desta forma? Promover o ensino é sempre positivo.

Os patrocínios, aqui realmente é feito à escala miserável e pouco ambiciosa nacional.
Os tecidos: a marca que patrocina o programa é tão conhecida que nem sequer me lembro do nome (compro tecidos há mais de 30 anos) [nota: revi o programa online, a marca chama-se Riopele]. Porque é que os tecidos foram escolhidos pelo programa? Por mais que eu goste de pied'poule e tenha ficado chocada com a "falta de identificação" da concorrente que ficou com o tecido, não é o tecido mais apropriado para um vestido de noite para uma tia 'spé' clássica! Claro que eu já imaginava qualquer coisa tipo Alexander McQueen, mas apesar da maioria dos concorrentes o apresentarem com a sua maior inspiração, parece que só ouviram falar dele pela primeira vez quando se suicidou. E de resto, um primeiro desafio em preto e branco é PÉSSIMA ideia já que são as cores (não-cores) mais difíceis de filmar! O branco fica queimado e no preto não se vêm pormenores nenhuns.
Os acessórios: francamente, Modalfa??? Nem digo mais...
Os cabelos: OK, Franck Provost chegou a Portugal há pouco anunciando-se como um grande cabeleireiro com excelentes produtos, mas não é uma L'Óreal Paris (que também se comercializa por cá há muitos anos).
A maquilhagem: não me chateia a Maybelline, tem uma boa variedade de produtos e é uma multinacional bem conhecida. Mas, ao ver os maquilhadores em acção, pareceu-me que a M.A.C tem melhores profissionais e os produtos estão acima da Maybelline. Mas é uma escolha como outra qualquer.

Na realização, câmara e montagem é que o programa se espalhou ao comprido. Não foram nada generosos com Nayma, que já estava a fazer um trabalho pouco interessante. Deram-lhe pouco protagonismo, filmaram todas as suas hesitações e pausas desconfortáveis, em suma: não a apoiaram. No decorrer do desafio não filmaram os concorrentes como no original. Quem vê o Project Runway há 6 séries há de reparar num sistema: normalmente os concorrentes que surgem na montagem de cada desafio são os três que ficam no topo, os três que ficam no fim e os eventuais escândalos ou tricas. A filmagem parecia aleatória, não se focaram em nenhum estilista em particular, escolheram mal os depoimentos (ou então os concorrentes não disseram nada de jeito e o casting falhou mais uma vez) e não houve uma coerência ao longo do programa. Durante a avaliação não mostraram as reacções dos concorrentes, não percebi se era da montagem mas os júris falavam uns por cima dos outros e, mais uma vez, Nayma não teve o protagonismo devido.
E o que é que eram aqueles efeitos horrorosos de cor ao princípio? Ew! Aquilo fez me lembrar as parvoíces que a SIC faz nas novelas juvenis... O Project Runway não é nenhuma Floribella!
No geral a realização e a montagem são muito pouco dinâmicas e os câmaras parece que às vezes acham que estão no Querido, Mudei a Casa...

E o que é que há com os prémios e a final do programa?? Um estágio numa escola à escolha do freguês? Em princípio os concorrentes não são aspirantes a estilistas, são pessoas com alguma experiência e que ainda não conseguiram vingar no mercado. O prémio deveria ser um incentivo a começarem/melhorarem o próprio negócio, mas o vencedor/a deveria poder decidir o que fazer com esse dinheiro e não ser recambiado para a escola!
E a final? Sempre é um desfile, digamos, na Moda Lisboa, com os três finalistas? Se sim e se ainda estão em gravações, vão fazer uma pausa para criar as colecções? Não percebi isso no primeiro programa e devia ter percebido. Que raio de gestão de calendário é esta? As Moda Lisboa ou outras fashion weeks têm épocas fixas, na Primavera e no Outono, será que a produção se esqueceu disso?

E, por fim, o que há com a estreia apressada do programa? O Project Runway norte-americano anuncia cerca de SEIS meses antes a data de estreia. O tuga (insisto no termo pois revela a pequenez e falta de ambição e organização do PM) anunciou, e nem sequer foi no site oficial mas na fanpage do FaceBook, na VÉSPERA que o programa ia estrear! Era para fazer concorrência à final do Achas que Sabes Dançar? Isso só os deve ter feito perder audiências, pois quem seguiu o programa desde o início, mesmo que queira ver o Projecto Moda, vai sempre querer ver a final. O que lhes custava ter anunciado as coisas como deve ser, esperar pelo menos uma semana e fidelizar um público? Parece que ninguém pensa nisso na RTP e na Fremantle.

Projecto Moda (Project Runway) - RTP

11 julho 2010

Vampiros vampirizados

Já tinha mencionado no post anterior ao de leve que Lua Vermelha, a telenovela/série juvenil com vampiros da SIC, era demasiado parecida com Twilight. Não é parecida, é um PLÁGIO DESCARADO!!!

Basicamente eles pegaram em Twilight, esticaram por não-sei-quantos episódios, mudaram dois ou três aspectos para a coisa não se tornar demasiado secante (nem aí foram originais, foram buscar tudo a Rebelde Way) e já está! Até o nome da protagonista está lá perto: Bella, Isabel? Vá lá que o Edward não é Eduardo mas Afonso. Hoje vi um bocado do episódio em que Isabel descobre que Afonso é um vampiro, ATÉ OS DIÁLOGOS SÃO IGUAIS! Que escândalo!

O moço que faz de Afonso é mais feiinho que Robert Pattinson (cuja única qualidade é ser uma carinha laroca) mas dá-lhe ares e é tão mau actor como ele. A moça que faz de Isabel, vá lá, está mais próxima de ser actriz que a moça que faz de Bella. É talvez essa a única qualidade de Lua Vermelha...

Prometo que não maço mais este blog com vampiros da tanga.

04 julho 2010

Sobre vampiros

Acabei de ver o Twilight na TV. É daqueles filmes que me recuso a pagar cerca de €5 num cinema para ver e, neste caso, ainda bem! Mas tinha de ver para tentar perceber do que se trata afinal tanto fanatismo.

Twilight é apenas um filme palerma, com péssimas actuações e um argumento tão frágil que se desfaz na primeira dentada. Sim, Robert Pattinson é uma carinha laroca, mas devia ter permanecido o Cedric Diggory de Harry Potter. A moça não lhe fica muito atrás, é bonitinha, se bem que para quem gosta tanto do Sol do Arizona ela é muito pálida e gótica, não? Só lhe faltam mesmo as rendas pretas. E, por favor, vampiros a jogar basebol?? Quem se lembrou de tal parvoíce?

Agora, a SIC não poderia ter sido menos literal no plágio que fez em Lua Vermelha? Até a protagonista se chama Isabel e as primeiras cenas do filme são replicadas literalmente... que falta de imaginação!

Mas deixei o melhor para o fim. Fora o Drácula canónico, do qual gosto de todas as versões que vi e li até agora, Nosferatu, Dracula de Coppola, os Draculas antigos de Bèla Lugosi e Peter Cushing, o Por Favor não Me Morda o Pescoço, de Polanski e afins, até hoje só gostei de um filme de vampiros, o Near Dark de Kathryn Bigelow e de duas séries de TV: Buffy, the Vampire Slayer (já escrevi profusamente neste blog acerca da série) e True Blood, de Alan Ball. Em todos estes três casos gosto de como respeitam os cânones (nada de vampiros à luz, mesmo que enevoada, do dia) e os subvertem criando uma nova narrativa original. No caso de Near Dark é o Sol abrasador do Arizona, que é o principal problema dos vampiros, em True Blood é a xenofobia no Sul white trash e racista dos Estados Unidos e na Buffy é a subversão do tema série juvenil e protagonista loira burra.

Enfim, eu gosto de vampiros, assim como gosto de filmes de terror, mas já me começa a irritar esta "moda" iniciada pelo Twilight, que ainda por cima trata os vampiros como humanos... é apenas uma desculpa lamechas para mais um high-school movie sem grande interesse...

27 junho 2010

Uma nova era


Como já contei na História da minha TV, passei a minha infância com uma TV, a preto e branco, apenas com a banda de VHF (que só permitia ver a RTP1) e ecrã de 6 polegadas. Depois passei a minha adolescência com televisões a preto e branco, com ecrã de 15 polegadas, com a ocasional variante para uma a cores e de ecrã de 20 polegadas. E a idade adulta passei-a essencialmente com uma TV, flatscreen, a cores, com ecrã de 15 polegadas (se bem que ultimamente não era a minha original, mas uma emprestadada de pior qualidade). Até Janeiro passado... mais concretamente até há 15 dias atrás quando montei a parafrenália toda.

Nesta nova era de flatscreens LCD, plasmas, etc. tornou-se relativamente fácil adquirir televisões novas a bons preços. Eu continuo a pelintra de sempre, mas, graças à generosidade de um bom amigo, essa facilidade transbordou para os meus lados e, pela primeira vez na vida, vejo televisão num ecrã panorâmico de 27 polegadas e em stereo!! Ainda é um cinescópio, mas eu gosto de cinescópios, não é o modelo mais moderno e sofisticado, para ver TV normal (4:3) fico com barras de lado e quando o programa é panorâmico a imagem fica meio a flutuar numa moldura negra, mas mesmo assim é o maior formato de imagem que já tive e o som... o som é o mais estranho! Estou de tal forma habituada ao som das TVs pequenas, que têm a coluna na parte de trás e cujo o som que oiço me chega reflectido pela parede por trás da TV, que ter duas colunas à frente e ainda por cima stereo é, no mínimo, estranho!

Ah, e o presente não veio só, veio com um leitor de DVD de sala! Se se perguntarem acerca da imagem na TV, sim é o Tenth Doctor , do episódio Idiot's Lantern da 2ª série (nova era) de Doctor Who, na BBC Entertainment. E ao lado está a minha sonic screwdriver, que utilizei para montar o armário da IKEA (assim é mais rápido! sou mesmo geek... ), e pode se ver parte da minha modesta mas seleccionada colecção de DVDs.

Hehee! Agora, mais que nunca, é que não me apetece descolar do aquário!

14 junho 2010

*escova de ar

Mais uma vez a tradução foi deixada em piloto (tradutor) automático: num dos episódios de Cake Boss, onde aliás são cometidos vários erros de tradução, traduziram airbrush por escova de ar...

Meus senhores e minhas senhoras tradutores: airbrush em português é aerógrafo e como é um instrumento que serve para pintar, quando muito pincel de ar... mesmo assim é ridículo, uma vez que a palavra aerógrafo existe e está cá para ser usada.

Nem sequer consigo ser sarcástica, de tal forma é deprimente esta demonstração de incompetência, ignorância e preguicite aguda.

airbrush
aerógrafo

09 junho 2010

A máfia dos bolos



Imaginem se Os Sopranos abrissem uma pastelaria, qual seria o resultado? Cake Boss, o reality show mais delicioso da TV!

Desde que comecei a ver os teasers de Cake Boss no Discovery Travel & Living (anterior People & Arts) que percebi que este era um reality show que gostaria de ver e acertei, o programa é o máximo!

Porque é que este reality show, em tudo semelhante a todos os outros do Travel & Living, câmaras acompanham o dia-a-dia de uma família/negócio/pessoa invulgar (riscar o que não interessa) apenas mostrando aquilo que tem interesse/é escandaloso/puxa à lagriminha (riscar o que não interessa), é diferente ou me chamou a atenção?

1. Decoração de bolos. Tal como a personagem de Herman José, "eu sou mais bolos", gosto de fazer bolos e acho fascinante o ofício de decorador de bolos (já fiz umas tentativas tímidas onde não me saí nada mal).
2. Buddy, o Cake Boss. O homem é o típico italiano de New Jersey, a falar "new yorkeese" cerrado, exagerado, emocional, temperamental, mas, no fim das contas, um tipo simpático.
3. La Famiglia. Todos os elementos que trabalham na Carlo's Bakery se comportam como uma família de mafiosos, no seu lado mais pitoresco e engraçado. Berram, gritam, riem-se, espicaçam-se, divertem-se, discutem, comem.
4. O programa é divertido, os bolos são um espanto!

Ao contrário de praticamente todos os reality shows do género, este não puxa à lamechice, não vai buscar as tristes histórias do passado dos clientes, não pega nas discussões de forma alarmista de tablóide. Toda a narrativa e o tom da série é de comédia, em tudo semelhante à forma como n'Os Sopranos se pegou no "outro lado" de uma família de mafiosos, se mostrou que são gente, utilizando o humor como meio. Esta famiglia de pasteleiros funciona nuns moldes em tudo semelhantes à ideia que normalmente se tem da máfia. O chefe que ninguém quer contrariar, a mamma que é a única que o admoesta, as sorellas, que mesmo sendo mais velhas têm de andar (contrariadas e a refilar) a toque de caixa, a família toda envolvida no negócio, o respeito religioso das tradições, etc., etc. Mas em vez de andarem a matar pessoas e afazer lavagem de dinheiro (sabe-se lá!) eles fazem bolos, e bolos magníficos. Dentro desse sensação de máfia que nos deixam, lembro-me sempre de umas escadas estreitas e íngremes dentro da pastelaria, onde sempre pensei se nunca teria caído nenhum bolo por ali abaixo. Eis que num episódio um bolo de 3 andares, todo decorado, estatela-se por ali abaixo no dia da entrega... Pensei, "ai que agora é que vão ser elas", não, Buddy coloca as mãos na massa e consegue fazer novo bolo, igual ao que se espatifou, em questão de horas! Claro que o moço de entregas, o primo Anthony, já não faz a entrega, mas a bronca, propriamente dita, é deixada fora dos ecrãs. Gostei!

Por outro lado as histórias dos clientes apresentadas vão dos bolos para instituições, com histórias mais ou menos sérias, em que os sentimentos de honra da famiglia vêm sempre ao de cima, até aos clientes exóticos onde há de tudo: a menina bem do Upper East Side de Nova Iorque que, com um ar enjoado diz entre dentes que não acredita que está em New Jersey, a "bridezilla" que saca das bisnagas de corante e estraga o próprio bolo, o marido dedicado que encomenda um sortido de especialidades (italianas) da casa para satisfazer os desejos da mulher grávida, etc.

No meio disto tudo até se aprendem algumas técnicas de pastelaria à italiana e de decoração de bolos. Todos ganham!

Cake Boss

04 junho 2010

Entre novelas

Viver a Vida ainda mal acabou e já deixou saudades... É raro eu falar de telenovelas, apesar de acompanhar com alguma assiduidade as novelas da Globo, mas Viver a Vida foi sem dúvida especial.

Sempre achei as novelas de Manoel Carlos viciantes, mas o excesso de melodrama quotidiano costuma me enjoar, pelo que tenho visto quase todas. Nenhuma (excepto talvez Felicidade) tem sido verdadeiramente marcante para mim, que em geral gosto mais das novelas da hora do almoço ou da tarde.

Mas, como já disse, Viver a Vida foi especial. As Helenas de Manoel Carlos costumam me desagradar, despertar em mim instintos particularmente violentos, independentemente da actriz que as interpreta. Taís Araújo não foi excepção. Não gosto nem desgosto dela como actriz, gostei muito da sua interpretação em Da Cor do Pecado, a sua primeira novela como protagonista, mas não há meio de gostar da sua Helena. Serão as Helenas demasiado reais? Talvez. Numa novela procuro verosimilhança mas não naturalismo, portanto personagens demasiado naturais, como se fossem alguém que pudéssemos conhecer pessoalmente, raramente me chamam a atenção. Para isso já tenho a realidade.

Mas o que mais gostei em Viver a Vida foi a reviravolta de protagonista que a novela deu, até bastante cedo, com a troca de protagonismo de Helena para a Luciana tetraplégica. Desde o início sempre gostei mais da personagem da Luciana por ser caprichosa e muito rica (de personalidade, não de dinheiro - que por acaso também era), com imenso espaço para se desenvolver, ao contrário da Helena que é uma personagem algo estagnada que pouco evolui dentro das tramas. Luciana é sem dúvida a interpretação da vida de Alinne Morais, ela vai ter de se esforçar muito para se desligar e desligar o público da "sua" Luciana. Não foi apenas a interpretação física, por sinal bem dominada, de uma teraplégica, mas mais a riqueza de uma personagem, que é uma lutadora com um humor interessante, e que certamente comoveu muito boa gente, pois até me comoveu a mim, osso duro de roer que sou...

Outra qualidade de Viver a Vida foram algumas mulheres, nomeadamente a insolente Isabel, Adriana Birolli, e a doida/bêbada Renatinha, Bárbara Paz. Ambas as actrizes estreantes em novelas e ambas a surpreenderem e certamente a superarem as expectativas das personagens. Também gostei bastante da Tereza de Lília Cabral, uma actriz que me tem chamado a atenção desde sempre. Desta vez os homens ficaram claramente em desvantagem, havendo poucos verdadeiramente estimulantes e ficando todos os louros para o também estreante em novelas Mateus Solano, com o papel duplo dos gémeos Miguel e Jorge. O rapaz, não cumprindo o modelo de galã típico de novela da Globo (esse mérito ficará mais para a dupla Bruno, Thiago Lacerda, e Felipe, Rodrigo Hilbert) não é nada de se jogar fora, é extremamente sedutor com a câmara e deu muitíssimo bem conta do recado do esforço que é fazer um papel de gémeos numa novela destas onde provavelmente trabalhou todos os dias durante uns 9 meses.



Entretanto estreou Passione, uma novela de Sílvio Abreu, cheiinha de vedetas até ao tecto, praticamente não há nomes desconhecidos no elenco principal e secundário, mas da qual tenho bastantes receios. O primeiro é que seja O Clone - Parte III (O Clone - Parte II foi O Caminho das Índias), pois ando com um bocadinho de falta de paciência de ver um bando de actores com méritos confirmados a fazer papel de idiotas a falar meio português, meio italiano, só porque fica bem ter um bando de gente aos berros com sotaque e uns 4 ou 5 maneirismos. Não, se for isso desisto. Mas ainda há esperança, O Clone e O Caminho das Índias foram ambas escritas por Glória Perez (gostei bastante de O Clone, mas não tive paciência para O Caminho das Índias) e esta é escrita por Sílvio Abreu, que costuma fazer novelas ágeis e cheias de intriga. Sou fã de Glória Perez, acho que ela herdou o estilo de dramalhão à antiga de Janete Clair (de quem foi assistente) mas n'O Caminho das Índias ela auto plagiou-se e a novela era um seca onde a verosimilhança se perdeu em prol do folclore colorido e exótico.

Com a sua intriga de conspiração e traição, apesar de ter no elenco muita gente que gosto de acompanhar (Reynaldo Gianecchini, Mariana Ximenes, Carolina Dieckmann, Rodrigo Lombardi, Elias Gleiser, Leandra Leal, Gabriela Duarte, e muitos outros) não sei porquê, nestes primeiros episódios, não me cativou e não sei se vou ter paciência de acompanhar.

Mas como as novelas são longas e criam o hábito de saber que algo está a dar àquela hora, acho que ainda lhe vou dar o benefício da dúvida mais uma semanita. Para já as duas da tarde, A Armadilha (no original Cama de Gato) e Caras e Bocas, a primeira mais que a segunda, já me satisfazem a quota diária de telenovelas.

Viver a Vida
Passione

28 maio 2010

Em Portugal???

Quem lê este blog já há de ter notado que sou FÃ do Project Runway, aliás até agora vi todas as séries excepto a sétima e última. Entretanto a SIC-Mulher tem estado a passar o spin-off Project Runway Canada, apresentado pela fabulosa Iman (mulher do mais fabuloso ainda David Bowie), mas de que apenas vi uns pequenos excertos.

Eis que na semana passada soube pelo Twitter da RTP que vai ser lançado um Project Runway Portugal. A minha primeira reacção, semelhante à reacção que tive acerca do Project Runway Canada, mas mais exagerada, foi: "Sem Tim Gunn e uma top model à séria não tem graça!" O Project Runway Canada ao menos cumpre 50% dessa condição e Iman tem uma "poker face" perfeita para apresentar tal programa, mas ainda lhes falta o Tim Gunn (continuo a defender que deveriam ser produzidos Tim Gunns em série para consumo doméstico)...

Mas Portugal não cumpre nem 100% dessa condição, ora vejamos: top model top model a sério não temos nem nunca tivemos nenhuma. O que mais se aproxima seria ou Júlia Schonberg, uma manequim super discreta que desfilou com os grandes costureiros (Jean-Paul Gaultier, etc.) ou Sofia Aparício, que apesar de certas embirrações que tenho com ela é o que mais se aproxima de uma top model doméstica. Mas e o Tim Gunn? IMPOSSÍVEL!! Aquelas bichas betas (já me pronunciei acerca delas noutro post) que povoam a SIC-Mulher não lhe chegam nem remotamente aos calcanhares!

Com isto tudo, curiosidade cada vez mais aguçada, sobram os concorrentes, que deve muito provavelmente vir a ser o melhorzinho que o programa tem... Até que dei um pulinho à Feira dos Tecidos [loja baratucha de tecidos] em Lisboa e vi na bancada da caixa uma fotocópia (podia ser impressão num computador) manhosa, em papel amarelo, a anunciar os castings para o programa. Foi aí que achei que o caldo estava entornado. Para além da top model e do Tim Gunn o programa precisa de uma BOA casa de tecidos para apoiar. OK, em Lisboa não temos nada de sonho como aparenta ser a Mood, cheia de tecidos de luxo e de costureiros até ao tecto e uma panóplia de retrosaria, ferramentas e acessórios de envergonhar a inteira R. da Conceição [rua dos retroseiros em Lisboa], mas, apesar de as melhores infelizmente já terem fechado, ainda temos boas casas de tecidos, com retrosaria e acessórios incluídos. Imediatamente pensei que a vizinha da porta ao lado, a Ouro Têxteis, cumpriria muito melhor os requisitos (se bem que não sei até que ponto que os funcionários antiquados e algo antipáticos da loja tolerariam uma invasão em fast forward dos concorrentes), e logo a seguir pensei na Santo Condestável em Campo de Ourique, uma loja bastante completa e abrangente (para além de espaçosa e clara) de tecidos e também retrosaria. Com este novo factor se percebe imediatamente que quem está a divulgar/produzir o programa não percebe patavina do contexto português/lisboeta... brrrrrr MEDO!

Sabendo ainda que o formato Project Runway pertence à Fremantle e que a Fremantle portuguesa está nas mãos da betalhada (que pensa que percebe de moda mas no fim das contas apenas percebe de sapatos de vela e pullover sobre os ombros), temo de pensar como será o Project Runway Portugal...

A ver vamos, com certeza blogarei mais sobre o programa, para já deixo um muito mal amanhado blog (não)oficial:
Project Runway Portugal

PS - Já existe um site oficial, mais decente. Vamos lá ver no que isto dá.
Projecto Moda (Project Runway) - RTP

15 maio 2010

Música moderna portuguesa!

Sim, música moderna portuguesa na TV! Tive, aliás como sempre com o Indie Music, imensa pena de perder os Music Box Club Docs no festival Indie Lisboa, mas a RTP2 resolveu cumprir (e bem!) o seu papel e eis que umas semanas depois eles estavam a passar na TV!

Começou bem. O genérico, uma animação de uma maqueta simplificada em cartão do Cais do Sodré e arredores, com direito a eléctrico a passar, é simplesmente fabuloso deixando excelentes expectativas para o que vier. Os documentários têm um formato bem simples de concertos no Music Box intercalados com entrevistas/conversas com os músicos em cenários nas redondezas do Cais do Sodré, em Lisboa. Os músicos/bandas foram muito bem escolhidos, dentro de um leque semi-underground, abrangendo vários tipos de música distintos: J.P. Simões, uns blues com bossa nova; Micro Audio Waves, música electrónica e experimental; Dealema, o hip-hop; Terrakota, world music e X-Wife o punk rock.

Aviso desde já aos puristas da música que não sou especialista, não tenho por hábito dar rótulos à música, muitas vezes nem sei ao certo o que estou a ouvir, portanto posso me ter enganado nos termos correctos dos géneros. Música gosto de a ouvir, de a sentir... o resto é paisagem. Portanto posso dizer que em termos musicais gostei mais dos X-Wife e dos Micro Audio Waves, por ser o tipo de música de que gosto mais de ouvir, e das entrevistas gostei mais dos Dealema e dos X-Wife.

Nas entrevistas J.P. Simões foi críptico, os Micro Audio Waves pareciam estar a falar num contexto privado, deixando o espectador de fora, os Dealema falaram, e muito bem, das questões sociais que os levam a fazer música, os Terracota viajaram pelo mundo étnico musical em palavras e os X-Wife falaram do contexto actual dos músicos e da produção musical.

Os únicos defeitos que consigo encontrar nestes documentários foi que principalmente com J.P. Simões e os Micro Audio Waves, parecia que estavam a falar com amigos e para pessoas que os conhecem bem, ficando pessoas como eu, que apenas conhecem mais ou menos a sua música, um bocado a apanhar do ar... O outro "defeito" é o texto que aparece no final, contando resumidamente a história dos músicos, tinha uma letra num tamanho super pequenino, muito difícil de ler numa televisão, e era demasiado rápido a passar...

Fiquei mesmo muito satisfeita com estes documentários, primeiro por mostrarem música portuguesa boa sem ser mainstream e depois pela sua qualidade e cuidado geral, muito esmerados e profissionais, deitando por terra toda uma "tradição de ausência" de documentarismo em Portugal. VENHAM MAIS, quero mais! Programas assim fazem-me sentir uma bela dose de orgulho na nossa cultura portuguesa que anda aí mas que pouca gente conhece como deve ser!

MUSIC BOX CLUB DOCS - J.P. Simões
MUSIC BOX CLUB DOCS - Micro Audio Waves
MUSIC BOX CLUB DOCS - Dealema
MUSIC BOX CLUB DOCS - Terrakota
MUSIC BOX CLUB DOCS - X-Wife

08 março 2010

5 gajos bons 2010

Este ano o meu post dos 5 gajos bons coincide com os Oscars. É pena, gosto de ter este post "limpinho" no dia 8 de Março, mas não há nada a fazer.

As minhas escolhas deste ano não foram particularmente difíceis (principalmente a primeira! ) e até tenho, pela primeira vez, um português!

1. David Tennant
Palavras para quê? Só precisei de verificar se o Doctor Who (ou um qualquer outro segundo de tempo de antena de David Tennant) estava no ar por estas alturas para o meu campeão estar aqui! Este homem é LINDO!



2. Patrick Dempsey
O 2º lugar do ano passado também. Sempre gostei dele, acho-o engraçado e interessante. Apesar de não chegar aos calcanhares do Tennant, é um bom partido em toda a sua justiça! Lá continua em A Anatomia de Grey, série que mal vejo.


3. Eriberto Leão
Parece que tem sempre que haver um brasileiro neste top, mas eles realmente fazem por isso... Eriberto Leão, protagonista da novela Paraíso, não é o clássico gajo bonzão das novelas brasileiras, mas aqueles olhos verdes carismáticos conquistaram-me! Ou terá sido o ar de cowboy?

4. George Clooney
"Who else?", como disse Alec Baldwin ontem à noite nos Oscars. Clooney é um clássico, está sempre na televisão, quando não é com ER (já não é), é com o Nespresso, o Martini ou até mesmo ontem à noite nos Oscars, com um cabelo invulgarmente comprido mas que lhe fica muito bem! Já esteve no 1º lugar deste top em 2007 e no 3º em 2006.

5. João Manzarra
OK, não é um top model, e também não é o típico galã de TV ou semelhante, está longe disso, mas moços como o Manzarra apetecem meter no bolso e levar para casa... Basicamente João Manzarra é CUTE!

82 Oscars no feminino!

THE HURT LOCKER - 6     AVATAR - 3

Desde o ano Schindler's List que não fiquei tão satisfeita com os Oscars de Melhor Realizador e Melhor Filme . Ao contrário do ano Schindler's List não estava a torcer por The Hurt Locker nem por Kathryn Bigelow, não por não gostar do filme ou da realizadora, muito pelo contrário, The Hurt Locker foi o melhor filme que vi nos últimos 2-3 anos (e está muito longe de ser o tipo de filme que gosto) e sou fã de Kathryn Bigelow desde o início dos anos 90, quando perdi, por um preconceito parvo contra Patrick Swayze, Point Break em 70mm no magnífico cinema Condes, em Lisboa.

Não sendo de todo surpreendente esta vitória, principalmente pelo Oscar de Melhor Realizador(a), não estava a torcer por este filme por não ser um filme típicamente oscarizável, sem um clássico "Oscar clip", sem vedetas como protagonistas, sem os "grandes" elementos que normalmente fazem os filmes do ano nos Oscars e achar que por isso tinha poucas hipóteses. The Hurt Locker é um filme independente, com características clássicas de filme independente, de orçamento baixo, actores desconhecidos, uma realização invulgar, uma forma diferente de contar a história, uma mão muito sólida e criativa de realizadora que Bigelow nos tem vindo a demonstrar nos seus filmes anteriores. Posso dizer que já vi quase todos os filmes dela, que adorei todos eles, uns mais que os outros, mas que este, e desculpem o anglicismo, blew my mind!


PARABÉNS MISS BIGELOW, foram dois Oscars justos e mais que merecidos!


Aham! Agora para o que costumo comentar nos Oscars: o espectáculo. Dourado, dourado, dourado, dourado! Quando não era dourado eram os brilhos, eram os beijes, eram os acetinados a atirar para... o dourado! Será que as moças da passadeira vermelha queriam competir com a estatueta? Os cabelos estavam soltos e atirados para um lado e poucas foram as variantes a esta silhueta portanto quem não o fez destacou-se e muito: Vera Farmiga com um vestido a arriscar o anos 80 piroso, num rosa vivo cheio de folhos, mas que resultava de forma surpreendente e muito interessante, Carey Mulligan, a Sally Sparrow do excelente episódio de Doctor Who, Blink, levava o meu vestido preferido da noite, preto, armado, mais curto à frente e salpicado de brilhantes (OK, era Prada...). Por fim não posso deixar de destacar o magnífico colar art déco de Kate Winslet (não consegui averiguar de quem é). Se ela tivesse ido com um trapo qualquer, aquele colar faria sempre o seu visual! Sandra Bullock ia muito bonita e elegante, Myley Cyrus é insuportável, Cameron Diaz tinha um vestido lindíssimo mas parecia velha (?), Robert Downey Jr. foi o único homem que se destacou pois levava um laço azul e ténis, havia muitos homens de gravata escura e estreita, os actores escoceses deviam ser OBRIGADOS a usar kilt na passadeira vermelha (de que serve a Gerard Butler ser considerado sexy se não mostra as pernas?), o vestido de Jennifer Lopez era indescritível (mas não era mau), o de Helen Mirren era uma versão azul claro do do ano anterior (ou anterior).

 

Definitivamente gosto do Kodak Theater, tem uma configuração de palco muito bonita que faz com que os cenários da cerimónia dos Oscars sejam sempre muito interessantes. Devido a cortes orçamentais ou não, o deste ano era simples e elegante.

Steve Martin já teve melhores performances como apresentador dos Oscars, mas também este ano quase nem teve tempo útil de mostrar do que é capaz. Ele dividiu de uma forma irónica e engraçada o palco com o surpreendentemente divertido Alec Baldwin, como desde Beetlejuice já não o víamos. Foi uma apresentação discreta e pequena, mas sóbria e eficaz como se deseja. O que não percebi foi o Doogie Houser a fazer o número musical (aliás com uma bonita encenação de homenagem a Busby Berkeley) de abertura. Volta Hugh Jackman, estás perdoado! Doogie Houser não canta NADA!

As restantes estatuetas não surpreenderam, foram para quem já se previa, sem grandes histerismos, a cerimónia em geral foi escorreita e sem momentos mortos, que aliás tem sido o objectivo da organização. A opção de colocar as vedetas teen de Hollywood a apresentar é que talvez tenha sido o tiro que saiu pela culatra: a maioria foi apagada, estava claramente nervosa e não se soube encaixar naquele humor de palco que tanto caracteriza os Oscars.

O The Hurt Locker ganhou! Ainda nem acredito!...

Oscar.com

20 fevereiro 2010

*"Lado Marmelada"

"Lado Marmelada" é a reinterpretação do título da canção "Lady Marmalade", outrora interpretada por Christina Aguilera. Esta brilhante reinterpretação foi feita pelo/a tradutor(a) do episódio de Project Runway (série 6), onde os concorrentes tinham de fazer um vestido para Christina. Mas o/a tradutor(a) deve andar escondido debaixo do mesmo pedregulho que o designer, que falhou redondamente o desafio (mas não foi eliminado)...

Por momentos ainda pensei tratar-se de uma gralha (não sei como lady se pode tornar em lado, mas nunca se sabe...), mas o erro foi repetido uma segunda vez. Ah! As aspas são opção do/a tradutor(a), pelo menos tinha noção de que era uma referência qualquer...

Já agora, se tal espécie de tradutor me estiver a ler, marmalade não quer dizer marmelada, marmalade é doce de laranja amarga.
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