TV-CHILD É UMA DESIGNAÇÃO QUE SE PODE DAR À MINHA GERAÇÃO, QUE CRESCEU
A VER TV. ESTE BLOG É 90% SOBRE TV, 10% SOBRE OUTRAS COISAS.

17 dezembro 2012

*súper herói

Esta é do mais triste que há... ARRANJEM UM CORRECTOR ORTOGRÁFICO!! Se não recebem o suficiente para comprar um (não é propriamente software caro) vão a: http://www.flip.pt/FLiP-On-line/Corrector-ortografico-e-sintactico.aspx, é grátis! É limitado mas faz o básico e essencial.

É que... súper herói??? Com tanto acordo ortográfico até a pessoa que nunca errou na vida tem hoje em dia dúvidas existenciais, mas esta é de bradar aos céus. Neste caso, num episódio de Perception, até podia ter sido uma gralha, se o erro não aparecesse DUAS vezes! Pior, segundo a definição abaixo, se a palavra super estiver antes de uma palavra começada por H ou R tem de ser hifenizada: super-herói.

super
súper

24 novembro 2012

8!!!

Nem consigo acreditar que mantenho este blog, o meu primeiro, há OITO anos! Ultimamente tenho andado um bocado sossegada, mas estes últimos 2 anos têm sido de pouca disponibilidade, onde cheguei a ter de controlar as horas de televisão por nem tempo para ver TV ter. De qualquer modo, e com mais 3 blogs, não-sei-quantas redes sociais e pseudo redes sociais e o fim das emissões aéreas de TV desde então, o TV-Child ainda está vivo e recomenda-se!

Ultimamente o meu tempo de televisão tem-se dividido entre a televisão por si própria e pelos visionamentos no computador, pois os canais televisivos ainda não programam as séries mais recentes com a agilidade devida, "obrigando-me" a recorrer a outros meios para as ver . Um excelente exemplo disso é Gossip Girl, actualmente a exibir a 6ª série nos EUA e cá nem sequer a 5ª ainda passou! O mesmo com Doctor Who, se eu fosse esperar pela BBC Entertainment ou pelo Sy-fy apanhava com um monte de spoilers, mesmo que evitasse o tumblr ou o twitter durante meses, e teria de esperar quase um ano ou mais para a ver... Por outro lado tenho estado a ver Downton Abbey na Fox Life, quase em simultâneo com a sua estreia no Reino Unido e apanhei um ou outro episódio de Don't Trust That Bitch in Apartment 23, que adorei e irei ver a eito em breve. Também vi uma série, Jane by Design, por curiosidade. Bonitinha, mas nada mais que mais uma série de adolescentes sem grande coisa a apontar (para variar cancelada com um cliffhanger) e de repente fiquei um bocado agarrada a Castle. Gosto do humor mordaz da série . Para além destas séries vou sempre vendo Criminal Minds, dando um olhinho a The Mentalist, C.S.I, C.S.I NY, às vezes No Reservations (Anthony Bourdain põe-me bem disposta... sempre!), os programas de Jamie Oliver e Nigella Lawson (cabra! ), pondo alguns filmes em dia nas madrugadas da RTP1, Fox Movies, AXN White ou Hollywood e acompanhando as novelas da Globo do momento: Fina Estampa, Gabriela e Avenida Brasil.

Sim, ultimamente até tenho visto bastante televisão, vá lá!

PS - foi há 4 anos que também chegou a minha primeira boneca Blythe, algo que agarrou pelas orelhas parte do meu mundo criativo. Parabéns a ela também!

23 novembro 2012

Já só falta um, Doctor


Hoje o Doctor está mais uma vez de parabéns, 49 aninhos desde An Unearthly Child, o primeiro episódio de Doctor Who a ser exibido, a 23 de Novembro de 1963 na BBC. CONGRATULATIONS!

Por acaso acabei de ver há pouco, não graças às emissões na TV, a primeira metade da sétima série de Doctor Who, com o Eleventh Doctor. Para variar com as séries dirigidas por Steven Moffat, adorei o primeiro episódio (DALEKS! ), adorei a promessa que deixou, mas o resto esmoreceu um bocado. Gostei da introdução de Brian, o pai de Rory (Mark Williams, o actor que fez de Arthur Weasley nos filmes de Harry Potter) mas, apesar do potencial interessante, achei a saída de Amy e Rory um bocado forçada. Não sei, durante quase toda esta metade da série já dava claramente a entender que eles iam acabar por se afastar e depois ter acontecido como aconteceu, pareceu uma tentativa de despedida tipo Ten e Rose, mas sem 1/10 do drama e tensão emocional...

De qualquer modo a nova companheira promete, e muito e estou entusiasmada com o especial de Natal e depois com a segunda metade da série. Espero que a nova companheira refresque o ar na TARDIS .

Doctor Who

26 outubro 2012

Pensar, Professor, pensar...

Francisco Lombardi como Professor Astro/Herculano Quintanilha
Para comemorar os seus 60 anos a TV-Globo resolveu investir em dois remakes de luxo de duas novelas de sucesso: O Astro e Gabriela. Quanto a Gabriela já me pronunciei acerca da escolha no post anterior e hei-de me pronunciar eventualmente quando terminar. Só posso dizer que continuo a concordar com o que disse antes. Levei tempo a comentar O Astro pois queria que a série terminasse (tem consideravelmente menos episódios para considerar uma novela à escala da Globo) e também estava muito atarefada com o mundo real.

Janete Clair é, para mim, uma das grandes autoras de melodrama, junto com o maior ainda Douglas Sirk, mas sempre achei que o formato telenovela e a época em que foram produzidas não fazia justiça ao texto por adicionar demasiado lixo visual e fazer render o peixe. Um remake de luxo, com a condensação da história, poderia ser uma boa aposta e, para mim, n'O Astro foi um sucesso.

Lembro-me razoavelmente bem da primeira versão d'O Astro, com Francisco Cuoco no papel de Professor Herculano Quintanilha e com Tony Ramos na época em que por sabe-se lá porquê era considerado um galã... Acho Tony Ramos um bom actor e gosto particularmente de o ver a fazer comédia, mas galã? Dificilmente... No geral O Astro dos anos 70 era uma novela pirosa, cheia de maneirismos e canastões. A intriga era empolgante, as personagens, embora um pouco exageradas, convincentes, mas a qualidade da produção demasiado datada e colada a uma estética popularucha que facilmente cansa até mesmo o maior fã do kitsch. No geral, muito devido à narrativa e o bom desempenho de alguns actores, acabou sendo uma novela que levou-me a querer vê-la até ao fim, desenrolar toda a intriga, mesmo que o "mocinho", como os brasileiros dizem, não correspondesse de todo à imagem ideal do galã.

O remake tem logo um trunfo, a possibilidade de fazer uma produção mais refinada, com uma realização apurada e sofisticada que a Globo foi aprendendo e conquistando. Nesse aspecto funcionou às mil maravilhas! Os meios de produção e a estética urbano-sofisticada adoptados servem na perfeição a narrativa mega-dramática, cheia de peripécias e acontecimentos marcantes. O ruído visual da novela dos anos 70 acabava por camuflar a narrativa, definitivamente brilhante de Janete Clair. A escolha do elenco foi perfeita, colocaram muitos actores, todos eles muito bons, em personagens atípicas, como Alinne Moraes a fazer Lili, uma rapariga suburbana e pouco erudita, tipo de personagem que acho que nunca fizera antes, ou Marco Ricca, que normalmente faz personagens simples, duras ou boazinhas para o sofisticado vilão Samir Hayalla, ou ainda irem buscar Regina Duarte para fazer uma Clô Hayalla magnífica. As outras escolhas, Rodrigo Lombardi, como Herculano, num desempenho surpreendente, Carolina Ferraz, uma escolha quase óbvia para Amanda, já que Dina Sfat é tão difícil de substituir que nem a filha Bel Kutner tem coragem para lhe calçar os sapatos, Thiago Fragoso, um bom actor com o aspecto físico certo para Márcio Hayalla, suficientemente bonito para ser o galã mas com o ar frágil e sensível de Márcio e o regresso de Daniel Filho, que nos últimos anos se tem dedicado essencialmente à realização, como um excelente e assustador Salomão Hayalla.

Gostei imenso do subterfúgio usado para os encontros de Herculano com Amanda, tornando a relação deles intensa e mística, que, correndo o risco de não funcionar e ficar artificial, teve o resultado oposto e o artificialismo da "transmissão de pensamento" resultou numa empatia muito íntima entre os dois. A meio da série, talvez de forma premeditada, o efeito foi diminuído para no final voltar maior que nunca, enfatizando as fases da relação de ambos e o facto que são destinados um ao outro para todo o sempre.

Todo o lado fantástico da série, as visões de Herculano com o seu mentor Ferragus (Francisco Cuoco), os "encontros" telepáticos de Herculano e Amanda e o ocasional poder mágico de Herculano, foram tão bem doseados e integrados na intriga que me pareceram plausíveis. Gosto quando as novelas da Globo usam tão bem o "suspension of disbelief", coisa que é raro ver bem feito em televisão, muito menos em telenovelas.

A única coisa que me enervou um bocado foi a aparente dificuldade em condensar a história num formato de série. Muitas vezes parecia que acontecimentos chave se sucediam uns aos outros, que as elipses eram mal resolvidas. Um exemplo: num dia Salomão Hayalla é assassinado e aparentemente logo no dia seguinte Clô é cortejada e casa-se com Samir. Essas elipses mal resolvidas fizeram com que as intenções de algumas personagens nunca fossem muito claras, pois pareciam demasiado volúveis. Senti isso com Clô, com Amanda, com Márcio, Lili e Valéria. Também houve poucas pausas narrativas e as pausas e silêncios são extremamente importantes para o ritmo de uma narrativa.

Gostei muito de ver este Astro e gosto de pensar que Janete Clair iria gostar também. Só tive realmente pena de nunca ter ouvido a frase: "Pensar, Professor, pensar..." por Valéria, a assistente de palco do Professor Astro.

O Astro

13 junho 2012

Oh não, remakes!

Acabei de saber que ainda este mês estreia no Brasil um remake da novela Gabriela, adaptada do livro de Jorge Amado e um clássico televisivo.

Em geral sou contra remakes, o que não significa que não dê o braço a torcer e admita que nalguns casos valeu a pena. Um deles foi outra novela, a Ti Ti Ti. Mas se em Ti Ti Ti a novela beneficiou com a actualização, a Gabriela dos anos 70 é uma novela perfeita.

A razão porque sou contra remakes, sejam eles televisivos ou em cinema, é porque com o hype que se cria à volta do novo produto, nestes tempos de divulgação a 100 à hora, a obra original perde-se e cai muitas vezes no esquecimento. Aconteceu por exemplo com O Sítio do Picapau Amarelo, cuja versão dos anos 70/80 era claramente superior à dos anos 2000, com o filme The Thing, de que só se fala da versão de John Carpenter, a Guerra dos Mundos, The Haunting (o meu filme de terror preferido), cujo remake é medíocre apesar dos bons actores, e muitos outros remakes de filmes de culto série B, quem nem uma miserável edição em DVD mereceram após terem sido sobrepostos pelos remakes. Outra razão é que infelizmente na grande maioria dos casos os remakes ficam aquém dos originais, muitas vezes perdem em história, ganham em exagero de efeitos especiais e maus actores contratados porque são vedetas.

Em Gabriela, que revi há poucos anos em cor gloriosa e não perdi um episódio, tudo é perfeito: a história, o modo como está dividida entre os episódios, o número de episódios que não é exagerado, a ausência de "palha", os actores, muitos deles actualmente grandes veteranos com imenso sucesso, a fotografia, a banda-sonora, os figurinos, as piadas, tudo!

É mais que óbvio que vou ver se estrear, provavelmente vai, em Portugal, mas vou ter saudades da Sónia Braga, da Dina Sfat, do Armando Bogus, da Elisabeth Savalla (ai a Malvina!), do Paulo Gracindo, do Fúlvio Stefanini (o Tonico Bastos) e tantos outros actores, um casting perfeito para os seus papéis. Gabriela é uma novela tão bem feita que não envelheceu, tão bem escrita que quase 40 anos depois uma pessoa ainda se empolga com o decorrer dos episódios, mesmo sabendo o que vai acontecer, tão bem encenada que não sentimos nos actores maneirismos artificiais ou datados. Não duvido que esta versão seja uma produção cuidada, a Globo raramente falha nesses parâmetros, mas o modo como as novelas se produzem actualmente tira a coesão e uma certa pureza que tinha a produção dos anos 70, faz render o peixe e valoriza aspectos pouco importantes por razões exteriores à narrativa.

A grande diferença de ver a versão dos anos 70, a primeiríssima novela brasileira a estrear em Portugal, que foi descobrir uma máquina de produção magnífica, ainda por cima na nossa língua. Rever a novela foi redescobrir actores, que entretanto se tornaram caras conhecidas e perceber que merecem o sucesso obtido, foi perceber que a novela tem excelente qualidade, é, de certa forma, intocável. Ver esta nova versão vai ser inevitavelmente decepcionante, seja porque as expectativas são muito altas, seja porque se embirra com determinado actor, a comparação será sempre injusta e dificilmente, por melhor que esta adaptação seja, chegará aos calcanhares da anterior.

Gabriela - TV Globo

09 junho 2012

Crónica Marciana


Ray Bradbury, o escritor de ficção-científica que me viciou em ficção-científica deixou-nos há uns dias.

Ray Bradbury não é apenas importante como escritor, mas também pela sua contribuição para cinema e televisão. Nas décadas de 50 e 60 era comum autores de ficção-científica contribuírem com contos ou adaptações para as inúmeras séries de TV de ficção-cientifica existentes, tais como Hitchcock Presents ou  Twilight Zone, onde Bradbury foi dos mais prolíficos. Foi quando tinha acabado de ler As Crónicas Marcianas (The Martian Cronicles, edição da Caminho Ficção-Científica) que me apercebi disso, pois repunha na RTP2 a Quinta Dimensão. Era muito nova para ter visto a série quando estreou, mas já era adolescente quando repôs e a engolir ficção-científica aos magotes. Naturalmente que reconheci diversas vezes autores das histórias da Twilight Zone, entre eles o meu preferido de então, Ray Bradbury.

Alguns anos mais tarde estreou, acho que na RTP1, o Ray Bradbury Theater, onde o próprio adaptava e apresentava cada episódio. Nessa altura já era o seu nome que me levava a ver a série. Anos antes, antes de saber quem era esse autor chamado Ray Bradbury, vi o filme de François Truffaut, Fahrenheit 451, adaptado de um livro de Bradbury com o mesmo nome, que me impressionou muito. Até hoje e infelizmente ainda não li o livro.

São inúmeras as adaptações a TV e cinema, não vou sequer enumerar as que vi, mas é de salientar a enorme importância que Bradbury teve no desenvolvimento e popularização da ficção-científica a sério nestes meios. Para mim, mesmo sendo fã incondicional da ficção-científica em qualquer meio, é na literatura que o género se revela no seu melhor e foi com literatura de ficção-científica que cresci a ler.

Sr. Bradbury, tiveste uma vida muito rica, partilhaste-a com o mundo inteiro, foste uma das grandes influências desta modesta blogger. Espero que te divirtas na Cidade Fantástica.

Ray Bradbury

09 abril 2012

O mistério de Downton Abbey


A SIC foi elogiada pelo jornal Público por finalmente apostar em séries de qualidade ao anunciar a exibição de Downton Abbey. Creio que a maioria dos espectadores portugueses se perguntou intrigada porque não na RTP2, o canal que em geral passa este tipo de séries.

Pois a SIC claramente nunca soube o que tinha em mãos, comprovou-o com uma sucessão de erros:
- estreou a série cerca da meia-noite coisa que, por exemplo,  para a minha mãe, que adora este tipo de séries, foi um sacrifício;
- anunciou pouco Downton Abbey, uma das séries mais elogiadas no mundo;
- anunciou a série, como "as divertidas intrigas de Downton Abbey", qual é a parte da palavra drama que eles não percebem?;
- rapidamente passou Downton Abbey para a 1h da manhã, cujos episódios têm mais que uma hora e é uma série curta, de 7 episódios.

O que é realmente uma pena!

Downton Abbey fez renascer um tipo de séries muito popular nos anos 70 e 80 a que em geral se chamavam as "séries da BBC" em Portugal. Séries essas, A Família Bellamy (Upstairs Downstairs), Reviver o Passado em Brideshead (Brideshead Revisited), entre outras, que marcaram para sempre o público de então. Produções de época que abrangem a Era Victoriana até à II Guerra Mundial, de um rigor histórico sem igual, que pontuavam entre a intriga do dia-a-dia e escândalos sociais até questões mais sérias como ambas as Guerras Mundiais ou grandes mudanças sociais. Estas séries revelaram imensos actores britânicos, agora sobejamente conhecidos tais como Jeremy Irons ou mesmo a Dowager Countess de Downton Abbey, Dame Maggie Smith, mais conhecida como Professor McGonagall de Harry Potter.

Isto tudo leva-me a acolher de braços abertos Downton Abbey, torcer pelo Mr. Bates, pelo Cousin Matthew, achar Daisy deliciosa, rir-me com as magníficas deixas da Dowager Countess e deleitar-me com todos aqueles rituais de um mundo que já não existe prestes a enfrentar mudanças sem volta. Como sempre, apesar de ser produzida pela ITV e não pela BBC, a produção é sem mácula, o guarda-roupa impressionante, a história viciante e o desempenho dos actores intocável.

Felizmente que actualmente já não se tem de depender de canais a meia-haste como a SIC para ver estas maravilhas da televisão de forma legal e consegui gravar a 2ª série na FOX Life da qual já vi 5 episódios desde sábado. A única transição da primeira para a segunda série é o rebentamento da I Guerra Mundial, de resto podia ser tudo uma única série pois claramente foram planeadas como um todo.

Downton Abbey

26 março 2012

Robert Fuest & Moebius

Soube por portas travessas, através deste post: Brontë Blog: Robert Fuest. In Memoriam, que infelizmente Robert Fuest morreu.

O nome pode ser um tanto obscuro, mas trata-se do relizador de alguns dos filmes com Vincent Price que mais me marcaram, The Abominable Dr. Phibes e Dr. Phibes Rises Again. O que eu não sabia e soube através do post acima, é que Robert Fuest também assina uma adaptação dos anos 70 do meu livro preferido, Wuthering Heights. Tendo em conta a ambiência e o estilo barroco anos 60 dos Dr. Phibes, a realização algo psicadélica e as críticas citadas no post do Brontë Blog, que provavelmente dão uma adaptação no mínimo insólita do livro, é um filme completamente A VER!

IMDb - Robert Fuest

Fica também a pena pela perda de Moebius, Jean Giraud, o conhecido e excelente autor francês de banda desenhada que também muito contribuiu para o cinema.

Wikipedia - Moebius

08 março 2012

5 gajos bons 2012

Ui, quase que me ia esquecendo!!! Mas não, os gajos bons da TV continuam a ser escrutinados no dia da mulher. Este ano volta a não haver 5ª posição. Não queria repetir séries, nas séries novas há poucos gajos que se qualifiquem, apesar de haver bastantes candidatos, e, apesar de achar que o C.S.I. NY tem a melhor média de gajos bons, pelo menos nos C.S.I.s, não queria repetir mais um.

1. David Tennant
Sim, Doctor Who continua a dar na BBC Entertainment, portanto, cá está ele. Este ano decidi colocar uma foto de como o vi pela primeira vez: quando o Doctor regenerou e eu comentei: "Mmm, este é giro!"



2. Gary Sinise
Sim, mais um repetente. Estou a gostar bastante dele como Mac Taylor nas novas séries de C.S.I. NY, especialmente da relação com Sela Ward (Jo), que também adoro (tanto a actriz como a personagem)! E sim, Gary Sinise fica melhor sério ou com aquele meio sorriso matreiro.

3. Mateus Solano
Já lhe tinha achado (muita) piada na novela Viver a Vida, como os gémeos Miguel e Jorge. Confesso que gosto mais dele com um ar desmazelado, portanto, apesar de o seu Ícaro em Morde e Assopra ter recebido um make over, a foto é da sua fase anterior de cientista louco.

4. Fernando Roncato
Renato, o enfermeiro de Alice em Morde e Assopra, chegou para trazer um rival para Guilherme e love interest para Alice. Mas sinceramente acho-o muitíssimo melhor actor que o rapaz que faz de Guilherme, que parece um autómato, e ainda por cima é muito mais giro! Mas eles lá sabem e aparentemente o final de Alice é previsivelmente ao lado de Guilherme e não de Renato. Tinham de ter a sua história de redenção... dupla.

5. ?
Pois é, este ano voltei a ficar indecisa quanto à quinta posição. Nas séries que ando a ver, os C.S.I.s, Criminal Minds, Once Upon a Time, Downton Abbey e as novelas da Globo, há vários candidatos, mas nenhum me deixa verdadeiramente babada. Portanto optei por não colocar ninguém na 5ª posição.

27 fevereiro 2012

84 Oscars - A Amnésia

 

Este ano não me apressei em comentar os Oscars por vários factores, mas essencialmente pelo desinteresse crescente desta cerimónia que, apesar de tudo, ainda gosto de assistir.

Nos últimos anos cada vez tenho menos disponibilidade de tempo e finanças para ver os filmes candidatos e este ano apenas tinha visto um: Midnight in Paris de Woody Allen, que naturalmente venceu a categoria de Argumento Original. Sacrilégio seria Woody Allen candidatar-se a esta categoria, não ganhar e aparecer em Los Angeles. Aqui começa a ausência de surpresas...

Os premiados foram aparentemente merecidos e pacíficos, não houve discursos polémicos, nem muitos agradecimentos a Deus ou à mãe. A Melhor Actriz Secundária, Octavia Spencer, fez a choradeira da noite, o Melhor Actor, o francês Jean Dujardin, o discurso emocionado/trapalhão e lá decorreu a cerimónia. Billy Crystal foi apagado, a sua performance de abertura foi uma sombra de anos anteriores e nem sequer houve piadas engraçadas para as celebridades no público. Tudo demasiado previsível. Cada vez mais o lado espectáculo é reduzido, as entregas de prémios múltiplas e apenas houve a participação especial do Cirque du Soleil. A GAFFE gigantesca do ano foi no In Memoriam terem-se esquecido de Eiko Ishioka, falecida há menos de um mês e vencedora de um Oscar pelo Guarda-Roupa de Bram Stoker's Dracula, de Francis Ford Coppola e nomeada por mais uns tantos. Por mais imperdoável que seja o esquecimento de Farrah Fawcett no ano passado, o de Eiko é bem pior, pois tinha sido galardoada e a sua morte está fresca na memória. Mesmo que só contem as mortes de 2011 é estúpido, pois os Oscars não são propriamente a 1 de Janeiro.

Na passadeira vermelha, o que realmente interessa, viram-se os vestidos deslumbrantes habituais com algum destaque para Angelina Jolie, com o meu vestido preferido da noite, ou Gwyneth Paltrow, com uma capinha que para além de resguardar da aragem ficava fabulosa num vestido despojado e poucos acessórios. Natalie Portman foi leve e elegante, Jennifer Lopez envergou um vestido que se não tivesse aquelas mangas seria perfeito, Penelope Cruz levou um vestido diáfano azul e cortou o cabelo (!), Glenn Close estava estupenda num  vestido verde escuro fabuloso e Rose Byrne estava quase irreconhecível num simples mas deslumbrante vestido tubo assimétrico em lantejoulas pretas. Viram-se bastantes braceletes largas como acessórios, cabelos soltos, alguns curtos ou apanhados em carrapito e os designers de sempre nestas andanças. Nos homens, Christopher Plummer, com ar fresco que nem uma alface em veludo (ahhh, homens de veludo!) e Sascha Baron Cohen que apareceu vestido de Dictator, personagem do seu último filme, rodeado de "dictatorettes" e que deixou cair as cinzas de Kim-Jong II em cima de Ryan Seacrest, apresentador de American Idol, na passadeira vermelha.

Este ano o espectáculo foi fora e antes da cerimónia propriamente dita, mas Sascha Baron Cohen ARRASOU!

Oscar.com

27 janeiro 2012

EIKO


A visão de Sally a descer a escadaria naquele magnífico vestido de noiva em renda, totalmente historicamente incorrecto para um século XIX victoriano, em Bram Soker's Dracula de Francis Ford Coppola, ficou marcada na minha memória até aos dias de hoje.

Conheci o trabalho de Eiko Ishioka a partir desse filme, onde ela oscila entre figurinos de época, historicamente correctos, exuberantes para o dia-a-dia e um misto medieval, renascentista, oriental (as sedas, as sedas!) e puramente fantasia da sua cabeça para o mundo de Drácula. Outros dois fatos que me marcaram desse filme foram o roupão do Drácula velho, de uma seda carmesim a lembrar-nos constantemente que se trata do maior sugador de sangue de sempre e, claro, a armadura muscular que Drácula usa enquanto Vlad Tepes.

Mais tarde Eiko Ishioka iniciou uma colaboração com Tarsem Singh, que durou quatro filmes e que foi cruelmente interrompida pela sua morte. A estética alegórica de Tarsem, liga na perfeição com a exuberância de Eiko. The Cell, o primeiro filme de Tarsem, divide-se entre um mundo real cinzento e sóbrio e um mundo psíquico que passa do erótico sado-masoquista barroco e sombrio do vilão à luz e beleza natural com um pouco de inspiração latino-americana da psicóloga interpretada por Jennifer Lopez. Em The Fall a colaboração de ambos antingiu uma simbiose quase perfeita onde havendo também a separação mundo real/mundo fantasia, o contraste é menor, reforçando mistura que a miúda vai fazendo entre realidade e ficção.

Ainda não vi os dois últimos, Immortals e Mirror Mirror, mas pelas sinopses e imagens que já vi, sei que me vou deleitar com ambos e lamentar a enorme perda que é Eiko Ishioka e o vazio criativo que deixa ao mundo. Felizmente Eiko deixou-nos uma obra bastante vasta e variada, só nos resta disfrutar dela o melhor que conseguirmos. É o que pretendo fazer!

Eiko Ishioka, Multifaceted Designer and Oscar Winner, Dies at 73 - NY Times

24 janeiro 2012

*anos 20

O programa What Not to Wear americano, do TLC, é insuportável, pois põe toda a gente a vestir-se da mesma maneira (iiik! a Stacy é do mais irritante que há), mas as traduções costumam meter mais os pés pelas mãos que as vítimas do programa!

Uma rapariga descrevia o seu estilo como hippie-ish vintage, que foi traduzido como hippie anos 20... será que o tradutor achou que vintage, palavra bastante utilizada para designar uma qualidade do vinho do Porto, era uma variante da palavra vinte? Será que não reparou que a rapariga estava a falar inglês?

vintage

10 dezembro 2011

*comoção

Que comoção! Para os tradutores do C.S.I., temporada 11, no AXN, "concussion" é comoção! Realmente um traumatismo craniano pode deixar muita gente comovida, até a vítima pode ficar comovida...

concussion
comoção
traumatismo craniano

09 dezembro 2011

*mostarda

Quem anda a traduzir Doctor Who para o SyFy não percebe nada de culinária britânica. A razão porque "fishfingers and custard" e não "mustard", é uma combinação de alimentos estranha é porque custard é leite creme e não mostarda! Pelo que parto do princípio que o/a tradutor(a) para além de preguiçoso/a também é disléxico.

Mas isto leva-me a uma questão mais séria: até que ponto deve ou não um tradutor alterar o texto e o seu significado por estranhar a combinação de palavras na origem? Neste caso concreto trata-se do Doctor, nada com o Doctor é previsível ou comum, portanto a tradução correcta seria douradinhos com leite-creme! Bom, "douradinhos" é uma marca, portanto panados de peixe...

custard
mustard

24 novembro 2011

Feliz Bloganiversário!

Já nem sei quantos anos o TV-Child faz, mas o que importa é que mesmo que lento, o blog continua vivinho da silva!

Quanto a TV, agora ando a ver mais coisas: para além do Doctor Who, que não me canso de dizer ontem fez 48 anos, ando a ver Game of Thrones, também no SyFy, promete bastante, gosto dos cliffhangers, às vezes Warehouse 13, giro, muito giro!, Pan Am, na SIC, estou a adorar, é refrescante algo fora do universo do mistério ou ficção-científica, Morde e Assopra, a novela da Globo que dá à tarde, engraçada, as Investigações Criminais, CSIs e afins repetidos na SIC, pois sabem bem ver, e o vício do Querido Mudei a Casa, nem que seja para me rir com as bacoradas. Ah, claro séries de anime no Panda, mas isso é para outro blog que hoje não faz anos.

No próximo domingo a ver se não me esqueço de ver Super-Homem, o Regresso no Hollywood, pois com alguma pena perdi no cinema.

Não é grande coisa de post, mas vá lá, lembrei-me de celebrar! Deve ser por a minha Blythe Strawberry Fields ter chegado neste dia há 3 anos, ela também está de parabéns.

23 novembro 2011

Feliz 48º Aniversário, Doctor!

 
Pois é, o Doctor Who já faz 48 anos, continua vivo e pronto para mais!

Tenho andado a ver a 6ª série moderna de Doctor Who através do SyFy, mas apesar de ainda adorar a série, tenho algo a dizer:

VOLTA RUSSEL T DAVIES, QUE ESTÁS PERDOADO!

Por mais que Steven Moffat seja um excelente argumentista, porque é, não creio que seja a pessoa ideal para estar ao leme de uma série como Doctor Who. Chateia-me o facto de a motivação/permissa de cada série ser demasiado clara em cada episódio, preferia as pistas subtis que Russel T Davies nos ia deixando. E, por mais que ele o faça como ninguém, não gosto das reviravoltas tão intrincadas na linha temporal, acho que nos fazem perder detalhes, a paciência e ter de ver cada episódio com uma atenção exageradamente pormenorizada para no fim não ficarmos com um nó na cabeça. Há episódios que são tão rebuscados que nos obrigam a vê-los mais que uma vez para desatar os nós e não forçosamente porque gostámos tanto deles que os temos de ver novamente. É a razão errada para repetir o visionamento de um episódio logo a seguir a vê-lo pela primeira vez.

Confesso que a explosão de popularidade, principalmente nos Estados Unidos, de Doctor Who também me anda a enervar. É um facto inevitável, mas a própria série parece ter se vendido a um determinado tipo de mercado e estar a ficar menos "British". Eu sei, sou picuinhas e um bocado conservadora no que toca a assuntos Doctor Who, mas tenho pena de algumas das coisas que mais gostava na série se andarem a perder lentamente, nomedadamente uma certa ingenuidade britânica.

Matt Smith não me convenceu totalmente e, apesar de adorar Amy Pond e gostar bastante de Rory, também tenho pena de a minha personagem preferida agora ser uma companion e não o Doctor. Quanto a River Song, é demasiado óbvia a relação dela com eles todos e já me irrita um bocado tanto "mistério insondável"... Preferia concentrar-me mais nas histórias individuais para ter um climax portentoso onde finalmente se sabia exactamente qual é a dela. Nem o episódio escrito por Neil Gaiman passou do "meh"... "meh" não é uma boa opinião para nada...

Vou continuar fiel à série, até porque tal como Russel se foi embora, outros virão a seguir a Steven, cujo trabalho também irei seguir de perto, pois ele é um excelente argumentista!

Deixo aqui o primeiríssimo episódio, The Unearthly Child, exibido há 48 anos, neste dia.

BBC - Doctor Who

30 agosto 2011

Jaquelinda

 

Ti Ti Ti deve ser a primeira novela que acompanhei tanto o original como o remake. Nos anos 80 (a original é de 1985, mas não sei a data certa em que passou por cá), quando vi Ti Ti Ti, achei uma novela da tarde divertida mas um pouco exagerada em certos aspectos e sem nada que a tornasse verdadeiramente original, excepto o tema: a moda. Mas a Ti Ti Ti de 2010 é uma novela muitíssimo mais pertinente e actual, pelo que talvez se possa dizer que a versão de 85 foi de certa forma profética em relação ao mundo da moda.

Em 85 ainda a moda, tal como é encarada hoje, não tinha explodido, ainda não tinha havido a época das top models que não saíam da cama por determinada quantia exorbitante, ainda não se falava em moda de rua, a moda era mais uma ditadura e menos um modo de expressão pessoal, não estava tão presente no nosso dia-a-dia como está agora e, fundamental na versão de 2010, não havia o mediatismo e imediatismo actual e não existiam os BLOGS. Portanto, o tema, o que vende um bom estilista, se a qualidade das suas criações ou o marketing que o envolve, é agora mais actual do que nunca! A isso podem-se acrescentar as políticas de gestão de uma revista de moda, as rivalidades das divas (se bem que no Brasil, nos anos 80 isso talvez fosse mais actual) e a importância da rapidez ou da honestidade de uma opinião expressa em público.

Não me lembro se havia algo equivalente ao blog de Beatrice M. na versão original, mas nesta foi uma pedrada no charco e golpe de génio dos criadores da novela, que através do blog e da brilhante Mabi (Clara Tiezzi), criaram uma espécie de "rei vai nu" da novela, usando um meio que tem explodido na internet nos últimos anos: o blog de moda. Mabi é uma miúda de 12 anos, que opina de forma perspicaz e franca acerca da moda, criada à semelhança da famosa blogueira de moda infanto-juvenil norte-americana Tavi.

O elenco em geral foi muito bem conseguido e, excepto num ou dois casos, é bom ver alguns dos actores que interpretam os protagonistas a fazer comédia. Alexandre Borges (Jacques Leclair/André Spina), sempre um galã bonzão nas novelas, mas tipo sério e elegante, faz uma caricatura brilhante de um costureiro piroso e afectado, que, por menos credível que possa ser num contexto real, encaixa-se como uma luva com as duas outras partes do seu trio. É um prazer voltar a ver Murilo Benício (Victor Valentim/Ariclenes Martins) de volta à comédia. Ele é bom actor em qualquer circunstância, mas é na comédia que gosto mais de o ver, pois é mais comovente e vulnerável. O seu Ari, sendo uma personagem à partida simples e básica, é de uma complexidade subtil que com certeza muito deve ao actor.

Mas eis que chego ao terceiro vértice deste triângulo pouco amoroso, Jaqueline Maldonado! Porque é que Claudia Raia não faz mais comédia?? A sua Jaquelinda é um regresso de Ninon, a "bailarina da coxa grossa" de Roque Santeiro, num misto de ingenuidade, bom coração, coragem e uma dose cavalar de trapalhice e fanatismo pela Xuxa. Sempre que Claudia Raia entra em cena, rouba a cena! Há muito que não a via em comédia e com Ti Ti Ti percebe-se que é onde está como peixe na água, fazendo de Jaqueline a "minha" personagem!

Por fim, nada bate Jaqueline a chamar a Suzana Martins (Malu Mader) "fera radical"!!! Outra novela dos anos 80 que deixou excelentes memórias. E é sempre agradável ver roupa bonita e a Globo, como sempre, não desaponta nesse campo.

Ti Ti Ti - Globo

20 agosto 2011

Rever o Espaço: 1999 (S2)


Space: 1999 - The Metamorph
Mentor (Brian Blessed) e Maya (Catherine Schell) em Psychon

Separei os meus comentários acerca do Espaço: 1999 num para cada série por três razões: a primeira porque acho que a série merece, a segunda porque apesar de partilharem o mesmo título, permissa, local e elenco principal, a 1ª e a 2ª séries do Espaço: 1999 parecem duas séries completamente diferentes, tamanhas foram as mudanças de uma para a outra, e por fim porque ficaria um post gigante, que seria uma seca.Eu adoro ambas as séries, mas por razões completamente opostas, só tenho pena que as qualidades de ambas não tivessem existido nas duas produções.

A 2ª série teve um aumento no orçamento, mas passei todos os episódios (excepto um ou dois) a perguntar-me onde foi parar o dinheiro a mais. No geral a 2ª série é consideravelmente menos sofisticada que a 1ª em quase todos os aspectos. Os cenários repetem-se (sempre os mesmos adereços, sempre o mesmo backlot), o elenco principal é dividido para poupar nas rodagens (muitas vezes dois episódios eram filmados em simultâneo), os efeitos especiais são mais manhosos, recorrendo demasiadas vezes ao foco de luz verde (scanning alienígena) ou ao secador de cabelo (gravity pull) e os argumentos são uma porcaria.

Transformaram o Comandante Koenig, um homem admirável e um líder muito humano, num comandante prepotente e arrogante que está sempre aos berros, a Drª. Helena Russell numa tontinha que deixou de ser convincente como médica, o Paul Morrow metamorfoseou-se em Tony Verdeschi, que apesar de ser uma personagem com potencial, é irritante, a Sandra dividiu-se em duas (Sandra e Yasko) e não faz muito mais que carregar em botões e as piadinhas finais eram completamente desnecessárias. A única personagem, e o grande trunfo da 2ª série de Espaço: 1999, que funcionou bem foi a introdução da Maya.

Ah a Maya, o sonho de todas as raparigas dos anos 70 era serem como ela! É incrível como conseguiram estragar quase todas as personagens que transitaram da 1ª série mas criaram uma tão boa, principalmente face à ausência de profundidade geral. Sendo ela uma extraterrestre, podiam fazer o que quisessem com ela e tornaram-na uma princesa inteligente, engraçada e dinâmica. Sim falta-lhe mais profundidade, se eu fosse a última da minha espécie, com certeza que não seria tão alegre e levezinha como ela, que quando o assunto é mencionado apenas responde com alguma tristeza. A Maya também serve como um mecanismo fácil para tirar as personagens de enrascadas e isso é facilitismo narrativo. Alguma angst e talvez mais pontos fracos evidentes, tornariam a Maya na heroína perfeita! Mas ela ainda é a minha!!

Ora bem, se queriam tirar o ar grave e sério ao Espaço, a Maya foi realmente uma mais-valia, ela é leve, algo frívola, divertida, interessante, mas não precisavam de tornar a Drª. Russell assim, aliás se houvesse contraste entre as duas seria muito mais interessante como relação interpessoal. Os habitantes da Base Lunar Alpha pertencem a uma organização para-militar, portanto são profissionais sérios e têm pela frente um problema mais sério ainda. Não significa que não possam ser pessoas divertidas nos tempos livres, aliás isso foi abordado pontualmente na 1ª série, mas não é de cervejas experimentais nem de brindes que trata o Espaço: 1999! Também exageraram em introduzir dois casais, bastava um. O casal Drª. Russell/Comandante Koenig podia continuar pela sugestão ou tensão sexual, que são sempre muuuuito mais interessantes, e como casalzinho "júnior" teriam então a Maya e o Tony, que acabam por sê-lo muito menos que deveriam. Mas eram os anos 70 e ainda não tinham sido criados a Maddie Hayes e o David Addison, de Moonlighting, ou o Mulder e a Scully, de X-Files. Nisso os argumentos não ajudaram, na grande maioria são mais do mesmo, a fórmula repete-se de modo demasiado óbvio e não têm um tema individual e profundo como tinham os da 2ª série.

Mas nem todas as mudanças foram más! Os uniformes evoluíram, tornaram-se menos "abstractos" com a adição de casacos e novas peças, a banda-sonora, apesar de mais americanizada, continua interessante, há personagens novas que é pena não serem aprofundadas e bons temas em potencial. Infelizmente os episódios verdadeiramente bons, ou pelo menos à altura dos da 1ª série, contam-se pelos dedos (The Metamorph, The Exiles, The Mark of Archanon, The AB Chrysalis) e há episódios que uma pessoa se pergunta o que estão ali a fazer (The Taybor). E depois há outros que ficaram na memória por causa da componente visual, quem se esqueceu dos monstros "esparguete à bolonhesa" de Bringers of Wonder?? Ou das amazonas escarlate de The Devil's Planet?

Em suma: 1ª série pelos argumentos e pela sobriedade, 2º série pelo factor kitsch e pela Maya.

Space: 1999 Net, Português
Catacombs - Space: 1999 Year 2

18 agosto 2011

Rever o Espaço: 1999 (S1)

Space: 1999 - Guardian of Piri
o meu episódio preferido da 1ª série

Apesar de já ter revisto mais que uma vez o Espaço: 1999, acho que desta vez, através da RTP Memória (eu tenho os DVDs mas é mais divertido ver na TV), foi a vez que mais gostei de rever a minha série preferida. Isto vai completamente contra a ideia geral que o Espaço: 1999 envelheceu mal, OK o guarda-roupa pode ser datado (mas eu gosto) mas o resto está muito longe de o ser.

Resumidamente o meu maior prazer em rever a série é ter ficção-científica a sério. Lá porque uma série, filme ou livro se passa no espaço ou no futuro, isso não significa que seja ficção-científica a sério. A verdadeira ficção-científica encontra-se essencialmente nos livros e costuma colocar questões pertinentes e filosóficas. Todos os episódios sem excepção da 1ª série do Espaço: 1999 são assim! E o que gostei mais ainda foi o facto de muitas questões serem religiosas, ou mesmo católicas (Deus existe?), mas nunca haver uma conclusão fechada e estanque e a escrita da série é liberal o suficiente para não evangelizar nem nos dar lições de moral. Para mim é o melhor tipo de escrita narrativa, num sentido mais clássico, e foi esse o meu maior prazer, ver esses episódios que nos falam de humanidade aliados a um pouco de aventura e sim, ciência! Há também uma notória preocupação com o rigor científico e é surpreendente ver que muita da tecnologia "de ficção" de 1975 existe actualmente, mesmo que com outro design. O commlock é a melhor delas, quem me dera ter a pachorra que um fã teve, para transformar um em telemóvel! Assim talvez lhe ligasse mais!!

E os efeitos especiais?? Arcaicos? NUNCA!! Há coisas que são óbvias, como as maquetes e algumas explosões, mas líquidos, fogo e fumo sempre foram um problema por causa da escala. As pessoas que trabalharam nesta série fizeram escola nos efeitos especiais. Actualmente contam-se entre os maiores gurus da especialidade e olhando para o Espaço: 1999 em 2011, há lá coisas que ainda não se consegue perceber como foram feitas, de tão boas que são. Hoje-em-dia seriam resolvidas de forma barata e fácil com um 3D.

Não percebo a razão de traduzir e retraduzir coisas que já estão feitas, Espaço: 1999 já passou umas 4 vezes em canais portugueses e tem uma edição em DVD nacional e pelo menos 4 dessas traduções (3 na TV + 1 DVD) são diferentes. A da RTP Memória pecou por já utilizar o acordo ortográfico, enquanto ainda não é obrigatório o seu uso, e por uma clara falta de atenção em alguns detalhes facilmente pesquisáveis na Wikipedia ou nas Catacombs, outra foi dizerem "as" Águias. OK, eu sei que está mais correcto, pois "águia" ou "nave espacial" são do género feminino, mas sempre foram "os" Águias até há dois meses atrás. Eu sei, é uma picuinhice, mas são daquelas coisas que um fã hardcore estranha sempre. Mas no geral a tradução não é nada má, foi raríssimo o erro de português encontrado e a ortografia estava impecável. Os episódios também passaram numa ordem estranha, principalmente para juma fã como eu, que já está habituada à ordem de produção, a mesma respeitada pelos DVDs da Carlton.

Com isto, a Moonbase Alpha voltou a ser um sítio onde não me importaria passar uns tempos e, com sorte, ainda apanhar algum planeta ou extraterrestre de brinde!

Space: 1999 Net, Português
Catacombs - Space: 1999 Year 1

10 junho 2011

Vodafone ganha mais pontos!

Sereia Chaves

Ao longo deste blog a Vodafone tem sido provavelmente a companhia mais repetente nas etiquetas YouTube e intervalo. Ultimamente têm andado sossegados, ou com publicidades pouco marcantes, mas esta, para além de um conceito brilhante, tem HUMOR!

Adoro como Soraia Chaves brinca com a sua imagem, não se encheu de pudores para fazer esta publicidade e gosto muito de toda a produção que manteve a ideia simples e portanto eficaz! Para além disso, tenho um fraquinho por sereias...

Mais uma vez: parabéns à Vodafone por se rodear de bons criativos!
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