Dentro dos arquétipos da narrativa o meu preferido é sem dúvida o anti-herói (imediatamente seguido do vilão). Os heróis são demasiado bonzinhos, obedientes e previsíveis, o interesse amoroso às vezes pode ser interessante ou destabilizador (Eva) mas como a maioria das vezes é uma mulher (por oposição a um herói masculino) só está lá para fazer figura, o mentor é isso mesmo, o mentor, serve para fornecer informação útil mais tarde e o vilão, quando bem construído (Darth Vader), pode salvar uma história. O anti-herói está confortavelmente algures entre o herói e o vilão, conduz a história mas não é bonzinho e previsível, mas, mesmo que na maioria das vezes contrariado, está lá para salvar o mundo, tal como o herói. Às vezes temos ambos, herói e anti-herói, outras vezes apenas o anti-herói. Confesso que prefiro a primeira situação, normalmente é quando o anti-herói se revela no seu melhor (Han Solo).
Isto tudo para chegar a Leverage (Jogo de Audazes, na versão portuguesa), uma série em que todas as personagens principais são anti-heróis e todas simples mas bem construídas. É assim de presonagens multifacetadas que gosto! A história também é simples, o grupo é uma espécie de Robin Hood e os seus Merry Men moderno, mas com o protagonismo mais distribuído e com um grande buraco no argumento: de onde vem o dinheiro para eles montarem as suas operações sofisticadas ao nível de Mission: Impossible? Não vi as duas primeiras séries, só comecei a ver no início deste ano, quando estava com mais tempo livre, portanto talvez a explicação esteja aí. Mas se não estiver, é um bocado indiferente, pois Leverage é uma série que vive mais das personagens e planos rocambolescos. Venha a "suspension of disbelief"!
Então venham as personagens!
Nate Ford
O cabecilha, "o cérebro", do grupo e quem em geral dá a ordem de avançar. É um tipo muito inteligente, com muita experiência mas nunca temos a certeza se o que o motiva são as boas intenções ou se tem interesses secundários. Apesar de criar planos mirabolantes e intrincados, quando o lado emocional surge ele fica sempre muito perto de falhar. Também é extremamente vaidoso e simultaneamente inseguro, o que o torna imprevisível.
Sophie Devereaux
Uma das variadas identidades da "aldrabona" de serviço, e ninguém sabe se a verdadeira, com um passado obscuro que envolve multimilionários, fortunas, peças de arte lendárias e uma vida glamourosa internacional. Sophie domina a análise comportamental e é extremamente versátil e boa a improvisar. Tal como Nate é demasiado vaidosa para seu próprio bem, mas tem uma noção melhor que a dele das próprias capacidades. O seu calcanhar de aquiles é o mesmo passado obscuro que volta por vezes para a assombrar.
Eliot Spencer
"O músculos" é também um gourmet e chef cuja ambição de reforma é abrir um restaurante. Como manda o figurino, é um coração de manteiga por baixo da figura truculenta. É o que mais facilmente se envolve emocionalmente com os casos, mas sabe bem usar isso a seu favor quando necessário. Eliot é uma espécie de Chewbacca para Nate ou Hardison (e eu a dar-lhe nas referências a Star Wars!).
Parker
É a "cat burglar" com um passado intrigante de uma educação fora dos padrões comuns, roubos impossíveis e um conhecimento enciclopédico de obras de arte valiosas e alarmes e cofres impossíveis de arrombar. Parker é quem tem a personalidade mais fora, não se rege pelo senso comum normal, mas tem um raciocínio extremamente lógico. Ela é como uma espécie de criança grande com uma memória, inteligência e agilidade acima da média. O seu calcanhar de aquiles é a ignorância quase total das regras da sociedade comum ocidental - ela acredita no Pai Natal!
Alec Hardison
O "hacker" quase infalível. Sempre que as suas capacidades são postas em causa amua mas tenta imediatamente superar-se. É caprichoso e anda sempre às turras com Eliot, apesar de serem melhores amigos mas não o admitirem nem sob tortura.
Cada episódio de Leverage é divertido, intrigante e entusiasmante, mesmo quando a fórmula: chega cliente - elabora-se estratégia - coloca-se o plano em prática - lida-se com os imprevistos - saída estratégica - recompensa do cliente injustiçado; se repita em quase todos. É nos pormenores, nos detalhes de cada plano, nos tiques de Parker, nos disfarces de Sophie, nas reviravoltas dos planos de Nate, na brutalidade eficaz de Eliot ou no software infalível de Hardison que está a riqueza de cada episódio. Ao longo das séries vamos tendo arcos narrativos menos previsíveis, em geral ligados ao passado de um deles, mas cada episódio pode ser visto individualmente sem necessidade de ver os primeiros.
Leverage é uma série à antiga, simples, infinita, com um elenco fixo bem construído. É daquelas séries que se vê repetidas vezes, fora de ordem, mas que se quer ver inteira e mais ainda. Numa época de séries sofisticadas mas que perdem o rumo com facilidade no excesso de intriga ou personagens adicionais, prefiro ver Leverage que se mantém simples, divertida e fiel à permissa incial: uma espécie de cruzamento de Robin Hood com Mission: Impossible.
TNT - Leverage
Há 3 anos






). Não deixando a blogger de ter razão, pessoalmente gostei da elegância do vestido Prada de Anne Hathaway e pensei para os meus botões: por isto é que gosto da Prada!. E Anne Hathaway ficou magnífica nele com o seu cabelo curtinho. Calem-se as más-línguas~
, prestando homenagem aos musicais voltou a alguma da glória das cerimónias dos Oscars antes das Twin Towers caírem e animou uma noite que nos últimos anos foi ficando cada vez mais secante. Não houve momentos constrangedores de mudanças técnicas, como entregas de Oscars em diferido ou a orquestra demasiado implacável a cortar os discursos mais longos e houve números musicais, sim plural: NÚMEROS. Logo o número inicial pelo apresentador Seth Macfarlane incuiu quatro quadros, todos com convidados e todos com um bom sentido de humor e a cerimónia (I Saw Your Boobs, William Shatner como Captain Kirk) foi sendo pontuada com mais números, seja por causa da homenagem aos 50 anos de James Bond
no cinema (5 de Outubro de 2012), com a poderosa Shirley Bassey a arrasar mais uma vez com 'Goldfinger' ou seja noutras canções premiadas, 'Skyfall', por Adele ou 'Everybody Needs a Best Friend", por Norah Jones, ou ainda pelos números musicais de Chicago, Dreamgirls ou Les Miserables. Seth Macfarlane é competente, politicamente incorrecto q.b. e canta e dança melhor que muitos apresentadores anteriores. Sinceramente espero que volte para o ano.
. Um excelente exemplo disso é Gossip Girl, actualmente a exibir a 6ª série nos EUA e cá nem sequer a 5ª ainda passou! O mesmo com Doctor Who, se eu fosse esperar pela BBC Entertainment ou pelo Sy-fy apanhava com um monte de spoilers, mesmo que evitasse o tumblr ou o twitter durante meses, e teria de esperar quase um ano ou mais para a ver... Por outro lado tenho estado a ver Downton Abbey
na Fox Life, quase em simultâneo com a sua estreia no Reino Unido e apanhei um ou outro episódio de Don't Trust That Bitch in Apartment 23, que adorei e irei ver a eito em breve. Também vi uma série, Jane by Design, por curiosidade. Bonitinha, mas nada mais que mais uma série de adolescentes sem grande coisa a apontar (para variar cancelada com um cliffhanger) e de repente fiquei um bocado agarrada a Castle. Gosto do humor mordaz da série
. Para além destas séries vou sempre vendo Criminal Minds, dando um olhinho a The Mentalist, C.S.I, C.S.I NY, às vezes No Reservations (Anthony Bourdain põe-me bem disposta... sempre!), os programas de Jamie Oliver e Nigella Lawson (cabra! 

a ser exibido, a 23 de Novembro de 1963 na BBC. CONGRATULATIONS!
), adorei a promessa que deixou, mas o resto esmoreceu um bocado. Gostei da introdução de Brian, o pai de Rory (Mark Williams, o actor que fez de Arthur Weasley nos filmes de Harry Potter) mas, apesar do potencial interessante, achei a saída de Amy e Rory um bocado forçada. Não sei, durante quase toda esta metade da série já dava claramente a entender que eles iam acabar por se afastar e depois ter acontecido como aconteceu, pareceu uma tentativa de despedida tipo Ten e Rose, mas sem 1/10 do drama e tensão emocional...


1. David Tennant
2. Gary Sinise
3. Mateus Solano
4. Fernando Roncato
5. ?







