TV-CHILD É UMA DESIGNAÇÃO QUE SE PODE DAR À MINHA GERAÇÃO, QUE CRESCEU
A VER TV. ESTE BLOG É 90% SOBRE TV, 10% SOBRE OUTRAS COISAS.

20 fevereiro 2009

O lado South Park da vitória de Obama

Boas notícias: o site oficial de South Park disponibilizou os episódios e gratuitamente sem restrições de países e afins.

Estive a ver o episódio "About Last Night", a visão South Park da noite da vitória de Barack Obama para presidente dos Estados Unidos e posso declarar que foi das melhores experiências em vídeo que já tive na net. OK o episódio é super divertido como sempre, não vou contar nada para não fazer spoilers a ninguém, mas recomendo!

O bom da experiência foi:
1. não haver restrições por país, coisa que me tem vindo a acontecer em playlists oficiais do YouTube;
2. o streaming do episódio (cerca de 20min) decorreu sem sobressaltos, engasgos, esperas ou interrupções (excepto para dois ecrãs negros/intervalos, devidamente assinalados na linha de tempo), como também me tem vindo a acontecer com vídeos bem menores no YouTube;
3. a qualidade de som e imagem em full screen é razoável, sem demasiada degradação de jpg nem engasgos de movimento.

Em suma: POSSO VOLTAR A VER SOUTH PARK!

obrigada Lu pela dica!

19 fevereiro 2009

Simpsons HD

Tinha de o pôr aqui...


obrigada Deuxieme!

17 fevereiro 2009

R2-D2 de trazer por casa



Graças ao Twitter cheguei a este R2-D2 em crochet! Dá realmente vontade de pegar nas agulhas e lãs! Adorei!
Para ver mais fotos, é só ir aqui:
Artoo Star Wars Craft: Lovable Crochet R2D2 Plush

Um verdadeiro fã de Star Wars devia ter sempre um a seu lado!

09 fevereiro 2009

*eremita perverso

Nunca ligo muito às legendas de Naruto (na SIC-Radical) pois é daquelas séries de anime em que normalmente estou mais a ouvir e a fazer qualquer outra coisa ao mesmo tempo. Mas como ultimamente a acção tem estado um pouco mais emocionante, os meus olhos viram-se mais para o ecrã e, como consequência, acabo por ler as legendas.

Não podia deixar de reparar que ero sennin, alcunha que Naruto dá a Jiraya, o seu terceiro mestre, está traduzida como eremita perverso. Ora bem, primeiro está ERRADO, segundo é óbvio que foi traduzido do inglês pervert master, terceiro quem traduziu não sabe o significado da palavra pervert em inglês neste contexto!

Passo a explicar: ero sennin em japonês pode-se traduzir como eremita tarado pois sennin quer dizer eremita ou, num sentido mais lato, mestre; ero há de vir do inglês erotic e pode ser traduzido como erótico ou, concretamente neste caso, porque se refere à pessoa do mestre Jiraya, tarado (ele anda SEMPRE atrás de mulheres). Portanto se em inglês estava pervert hermit, a tradução está adequada e mantém o significado.

Agora quem traduziu isto logicamente não percebe patavina de japonês, não vê a série e não sabe o significado da palavra perverso em português ou então nunca ouviu falar de false friends. Perverso em português quer dizer mau ou muito mau, portanto não tem nada a ver com Jiraya, que até é um tipo simpático. Por outro lado pervert em inglês quer dizer tarado, rebarbado, uma pessoa que não consegue deixar de pensar em sexo, o que já tem mais a ver com Jiraya que não resiste a um rabo de saia (passe a expressão).

Eu sei que normalmente as traduções das séries de anime são más, os erros mais que muitos e o cuidado é muito pouco para além do facto de serem sempre traduzidas em segunda mão. Mas neste caso, se as minhas suspeitas estiverem correctas, o erro não está na tradução americana, mas sim na ignorância do/a tradutor/a português(a).

エロ [ero]
せんにん [sennin]
pervert
perverso [escrever a palavra "perverso" no campo de pesquisa]

07 fevereiro 2009

as coisas boas vêm em embalagens pequenas


RTP1 separador JAN 2009

Estou a AMAR♥ os novos separadores da RTP1, especialmente este! Lembra-me o tempo todo o Traffic ou o Playtime de Jacques Tati. A banda-sonora é especialmente feliz e dá o corpo que o separador precisava. Quem quer que for o autor, tem os meus maiores parabéns, isto está brilhante!

19 janeiro 2009

borboleta com bom senso

Será que o meu blog atingiu as altas instâncias da SIC? Tenho sérias dúvidas, mas que o bom senso apareceu para os lados do programa da Lucy, apareceu!

Pois é, este fim de semana, deitei um olhinho ao programa e já vi a moça mais composta (até estava de casaco pelo joelho!!!) e alguns intertítulos em português.

O programa continua a ser um pretexto para colocar Luciana Abreu a cantar em playback, e muito pouco pedagógico ou instrutivo, mas pelo menos está mais adequado ao horário em que passa!

Programa da Lucy | Luciana Abreu | SIC Online

14 janeiro 2009

Sangue pasteurizado

Tenho andado a seguir True Blood e Kyle XY pelo MOV e True Blood é daquelas séries estranhas, que aparentemente tem pouco para eu gostar (fora os vampiros, se bem que isso também não é decisivo), mas pela intensa e estranha sensação que me deixa após cada episódio, não quero perder.

Gostei de Sete Palmos, a anterior série de Alan Ball, mas o excesso de personagens importantes e interessantes era um bocado distractivo. Estava lá a presença de um autor inteligente, que sabe criar excelentes personagens e narrativas inteligentes e que reflectem a realidade de um modo interessante, mas não me conseguia concentrar numa personagem favorita e acabei por não ver a série com atenção.

True Blood muda completamente o universo, deixa de ser uma família branca, classe média alta, mas um pouco excêntrica com um negócio diferente, tudo muito limpo na aparência mas sórdido por baixo dela, para ser uma comunidade "white trash" onde a protagonista serve num bar local num futuro próximo ou alternativo onde os vampiros saíram do armário graças à invenção japonesa de sangue artificial (tru Blood).

Apesar de ser um tipo de vida e gente que não quero conhecer na realidade, gosto muito mais deste universo mais "porco" e menos linear, que me tem surpreendido a cada episódio. Começando por Sookie Stackhouse, a protagonista, uma rapariga aparentemente pateta mas com uma personalidade forte e inteligente e que consegue ler os pensamentos das pessoas. Sookie, maravilhosamente interpretada por Anna Paquin, parece parva mas é uma força da natureza e sabe se defender muito bem apesar de se colocar constantemente em situações de risco, um bocado por um apelo do desconhecido. Bill, o vampiro, parece um tipo banal, calmo, circunspecto e pouco falador, mas luta o tempo todo contra a sua natureza apesar de claramente gostar de Sookie e não lhe ir fazer mal. Os dois iniciam uma relação na base dessa atracção pelo desconhecido, Sookie porque não consegue ler os pensamentos de Bill e sempre teve curiosidade em relação aos vampiros e Bill porque Sookie já lhe salvou a vida umas vezes, não o julga e quer conhecê-lo.

A relação de ambos vive de uma tensão sexual brutal, parece que sempre que estão juntos os dois têm de se estar a tocar, é de um magnetismo irresistível que tem pouca comparação com outras séries onde tensão semelhante existia, mas que alimentava-se do facto de o casal não se poder unir (Maddie e David - Moonlighting, Mulder e Scully - X-Files). Aqui eles vão poder unir-se pois não é com sexo que o mistério será desvelado, mas claro que Alan Ball faz render essa sensação, senão também não tinha piada.

Depois os dois têm de lidar com o preconceito numa terra pequena onde quando alguém espirra, toda a gente fica a saber, no sul dos Estados Unidos e o facto de os vampiros não se quererem verdadeiramente integrar, a luta deles não é uma luta pela justiça, mas sim de sobrevivência. Os humanos representam um lado bruto e ignorante e os vampiros um lado selvagem e irresponsável. Ninguém é verdadeiramente bom ou verdadeiramente mau, mas os vampiros são perigosos num modo mais físico e os humanos num modo mais psicológico de maquinações e intriga. E depois há sexo... como Sookie muito bem disse no episódio de ontem (o 4º, se não me engano) "está toda a gente a pensar em sexo!" ao que Bill respondeu "não é preciso ler mentes para perceber isso".

Seja onde for que Sookie e Bill forem, não vão encontrar o paraíso e o sossego, mas mais uma vez citando Bill a Sookie: "os vampiros estão sempre a correr riscos, prefiro corrê-los contigo.". É da união deles que vive a série, uma união e pêras!

Sendo séries com universos opostos, o cunho de Alan Ball sente-se na coerência da escrita e em personagens ricas, cheias de personalidade, mesmo que essa se manifeste pouco. Cada episódio introduz uma nova peça ao puzzle e deixa-nos a pensar em que mais poderá acontecer.

HBO: True Blood

MOV
3ª: 22:00

10 janeiro 2009

Lumières


não... não é a Av. da Liberdade, são os Champs Elysées

Sempre tive uma relação de amor-ódio com as luzes de Natal. Acho que na grande maioria são um desperdício de electricidade, mas por outro lado até gosto de as ver em zonas seleccionadas das cidade, principalmente quando são bonitas. Portanto gosto de ver as iluminações de Natal na Baixa, no Chiado, no Terreiro do Paço, na Av. da Liberdade, na Av. de Roma e no eixo entre o Marquês de Pombal e o Campo Pequeno e, vá lá, talvez também em Entrecampos.

Mas nos últimos anos cada vez gosto menos das iluminações de Natal, andam a ficar cada vez mais feias e a espalhar-se, qual praga, a zonas da cidade, como por exemplo a minha rua, onde não faz rigorosamente sentido nenhum haver luzes de Natal, pois o único comércio existente são sapateiros, mercearias, tascas e um videoclube. Sim, a minha lógica diz que as iluminações de Natal são um atractivo turístico, portanto devem centrar-se nas veias principais da cidade, em particular nas de comércio.

Este ano foi a grande desilusão, praticamente todas as iluminações de Natal da zona da Baixa eram particularmente feias, sem mencionar o HORROR que estava no Rossio! Escapavam algumas transversais da Baixa, a zona da Av. de Roma e a Av. da Liberdade, da qual gostei particularmente. Qual não é o meu espanto e desilusão quando, no fim-de-ano, naquelas mini-reportagens na TV dos fins-de-ano pelo mundo fora, vejo que os Champs Elysées em Paris tinham iluminações exactamente igiais às da Av. da Liberdade! E verdade que a Av. da Liberdade já é uma espécie de cópia dos Champs Elysées, mas não precisavam de levar isso tanto à letra copiando as iluminações da Natal!!

O único aspecto positivo das iluminações de Natal deste ano foi que pelo menos não foram pagas pela Câmara Municipal, isto é, pelos seus habitantes/contribuintes, mas por patrocínio de empresas privadas. Mas a Câmara ainda tem uma enorme responsabilidade pelo aspecto visual da cidade e não devia ter aprovado certo tipo de manifestações em que a publicidade se sobrepunha ao bom gosto da decoração. No primeiro ano em que tal foi visto, a Av. da Liberdade tinha uma decoração com bolas da Volks Wagen, mas, apesar da publicidade inerente, era uma decoração agradável e bonita, que não feria a sensibilidade natalícia dos transeuntes. Para além disso continuo com sérias dúvidas de onde vem o dinheiro das iluminações de Natal de freguesias mais residenciais como a minha, onde continuo a achar que as iluminações de Natal são um disparate! Pelo menos não votei em quem lá está, portanto a minha consciência está tranquila, apesar de a carteira não estar.

Ao contrário dos anos anteriores, achei que a horrorosa maior árvore de Natal da Europa até ficava bem no alto do Parque Eduardo VII. Não parecia tão açambarcadora...

30 dezembro 2008

Branca de Neve sexy


Fui ver o espectáculo de bailado Branca de Neve, muitíssimo anunciado pelas ruas da cidade e não só, mas cujo cartaz sempre me agradou. Sempre achei que as maminhas da menina se parecem com duas maçãs no negativo. Depois quando vi imagens e soube que os figurinos são de Jean-Paul Gaultier, sendo eu fã do estilista, em particular do seu trabalho mais criativo para espectáculos, e há muito que não via nada dele, visto que perdeu algum protagonismo na cena da moda internacional, entusiasmei-me!

Já não ia há que tempos ao grande auditório do CCB e, portanto, já não me lembrava do quão disparatada era a sala. Acho que depois deste tempo todo ainda vejo mais defeitos na sala, o primeiro de todos é não fazer rigorosamente sentido nenhum uma sala de espectáculos moderna, supostamente num edifício que deveria ter sido o último grito dessa mesma modernidade na época em que foi construído, ter uma planta à séc.XVIII onde se construíam as salas para o público se mirar a si próprio (nem as luzes eram totalmente apagadas) e não para olharem para o palco onde os espectáculos eram o pretexto para a sociedade se reunir e dar largas às intrigas, escândalos e encontros menos próprios, e mostrar a última moda nos vestidos das senhoras mais proeminentes. Era uma espécie de televisão portuguesa moderna das pseudo-vedetas e socialites. Depois a sala do CCB não tem uma acústica famosa e não se vê o palco como deve ser sem ser na plateia, e mesmo assim bem, bem só nos lugares centrais. As filas são demasiado próximas, eu que tenho 1,75m fico com os joelhos encostados à cadeira da fente e os acabamentos são frios e não particularmente bonitos. E ainda resta a questão das saídas de emergência, que são poucas e mal distribuídas...

Em geral gostei do espectáculo. Visualmente era muito bonito, o guarda-roupa ecléctico e sensual contrastava lindamente com cenários sóbrios mas eficazes, as luzes estavam maravilhosas e, apesar de não ser a maior fã de Mahler, gostei da escolha das músicas, só sentindo a falta de uma orquestra ao vivo, até porque a acústica das gravações não tinha nada a ver com a sala onde vi o ballet. A coreografia era uma espécie de reinterpretação do clássico, tornando-se mesmo assim bastante acessível a um público pouco conhecedor não sendo demasiado densa ou abstracta. Notou-se claramente que todo o espectáculo foi criado em redor do pas-de-deux entre a Branca de Neve e o Príncipe, quando ele a encontra no bosque desmaiada, uma lindíssima peça coreográfica, muito bem executada, claro está. Só não gostei da distribuição da narrativa, que se esticou demasiado ao início, assemelhando-se às coreografias tradicionais dos sécs. XVIII e XIX, onde o importante era mostrar dança, distorcendo a narrativa em função dela.

Em suma, Branca de Neve, do Ballet Preljocaj, é um bom espectáculo, mas, com tanta publicidade e marketing, estava à espera de algo mais moderno e arrojado, talvez tão arrojado como os figurinos, onde a Rainha Má era uma espécie de reinterpretação da Rainha Má da Disney, versão S/M Gaultier, a Branca de Neve de uma sensualidade e erotismo quase pueril, o Príncipe um toureiro e os Sete Anões uns mineiros sexy. Aliás nunca os Sete Anões foram tão sexy!!!

BALLET PRELJOCAJ - PAVILLON NOIR - CENTRE CHOREGRAPHIQUE NATIONAL

27 dezembro 2008

Velho clássico

Para variar o Natal deste ano foi pouco televisivo, à parte algum zapping, um episódio excelente do Futurama na FOX (Bender torna-se Deus e encontra Deus) e o 007 Casino Royale dia 25 à noite, pouco mais vislumbrei do aquário...

Infelizmente o 007 Casino Royale, que é em widescreen originalmente, tinha, na emissão da SIC, os lados cortados para evitar as barras negras . QUANDO É QUE APRENDEM???

Quando cheguei a casa, na tarde de dia 26, apanhei já o finzinho d'A Música no Coração, que me soube muito bem. A Música no Coração era daqueles filmes de que gosto mas que, juntamente com It's A Wonderful Life e Sozinho em Casa, já enjoava de tanto passar no Natal. Mas como já há uns bons anos que não o via, fiquei com pena de não o ter visto todo. Também a programação nas revistas (não tive grande oportunidade de a verificar online) estava tudo menos actualizada, pelo menos na Time Out... Mas não me compreendam mal, ainda não tenho saudades de It's A Wonderful Life e o Sozinho em Casa... provavelmente nunca mais vou querer vê-lo!

07 dezembro 2008

Redenção


Desde que o canal MOV passou a sinal aberto na TV-Cabo (ou ZON) que de vez em quando vou lá parar no zapping para me deparar com uma programação esquisita, comparável às antigas sessões de madrugada da TVI, mas sem o "espírito família". A únca coisa reconhecível eram um filme ou outro e a série Star Trek Enterprise.

Ontem, em parte na ausência de outra coisa de interessante em tantos outros canais, acabei por passar mais tempo no MOV que o habitual. Para além de ter visto grande parte do filme Transamerica, que infelizmente acabei por não ver no cinema (e de que gostei bastante), de madrugada vi grande parte de outro filme que há muito queria ver: Casshern.

Sendo fã atenta de anime, este filme chamou-me a atenção, na época do seu lançamento (2004), mas como ainda tinha alguma dificuldade em ter acesso a determinadas produções, acabou por se tornar mais um na minha longa lista de coisas que quero ver. Infelizmente também não foi desta que vi o filme em condições. Começou de madrugada, cerca das 4h da manhã, o que fez com que visse o filme, apesar dos esforços, com um olho aberto e outro fechado, o que não é lá grande coisa. Para além disso nem sequer vi o filme exactamente do início...

Casshern é um tokusatsu (filme de efeitos especiais) adaptado de um anime dos anos 70, que este ano está a ter em exibição no Japão um remake, novamente em anime, Casshern Sins. Como já disse, vi mal o filme, o que me ficou foi um trabalho artístico barroco e elaborado, com cenérios e guarda-roupa exuberantes e exóticos, mas também muito impressionantes. Dos efeitos especiais já não posso dizer o mesmo, faziam lembrar os maus efeitos da série Buck Rogers dos anos 80. Da história lembro-me pouco, apenas que, para um filme de ficção-científica e acção era particularmente palavroso e com poucas cenas de acção. Acho que infelizmente foi mais uma razão para me fazer adormecer, pois ao tentar concentrar-me nos diálogos em japonês, sem estar de cabeça fresca, tenho a óbvia tendência a adormecer. Aliás essa é uma das razões porque não gosto de ver filmes japoneses na TV.

Retiro todos os meus maus pensamentos acerca do MOV, a noite de ontem comprovou por A+B que é um canal actualizado e alternativo, que não passa apenas filmes baratos de 5ª intercalados com um ou outro filme ou série de melhor qualidade, que se perdem no meio do resto. Aliás segundo parece, a nova série de vampiros, criada por Alan Ball (Sete Palmos de Terra), True Blood, vai estrear em breve neste canal.

Vamos lá ficar atentos à programação do MOV (que, para variar, não tem site próprio)!

24 novembro 2008

4º Bloganiversário



Esqueci-me do aniversário do Anime-comic, mas do TV-Child não me esqueci!! Este ano o aniversário coincidiu com a chegada desta menina, a minha primeira Blythe, que baptizei Strawberry Fields como a última bondgirl de Quantum of Solace (elas são parecidas ) e ela até me fez um bolo!

Ontem foi com imenso agrado que constatei que a ficção portuguesa está de boa saúde apesar de por vezes não o aparentar, com a estreia da série Um Mundo Catita, que no geral agradou bastante.

Eu e a Strawberry vamos ver TV!

Um Mundo Catita

20 novembro 2008

*Holly Leveza

Esta é de rir à gargalhada! Por incrível que pareca esta é uma tradução(?) de Holly Golightly!!!! Já agora Azevinho Leveza, não? Já que holly quer dizer azevinho em inglês...

Esta gaffe monumental aconteceu num episódio de Project Runway [que já não via há demasiado tempo] onde o estilista e juiz do programa, Michael Kors, descreve um vestido como uma "Holly Golightly enlouquecida" ou coisa semelhante, já estava demasiado distraída a rir para fixar o adjectivo.

O mais engraçado disto tudo, como se já não fosse engraçado o suficiente o Holly Leveza, é que colocaram o nome com maiúscula, portanto quem traduziu até teve descernimento suficiente para perceber que se tratava de um nome, só não percebeu que se tratava de uma personagem emblemática para Nova Iorque. Holly é a protagonista do livro Breakfast at Tiffany's (Boneca de Luxo) de Truman Capote, que por sua vez teve uma inesquecível adaptação ao cinema com Audrey Hepburn a interpretar o papel de Holly, que ficou para todo o sempre ligado à actriz!

Para uma fã, como eu, do filme (confesso que nunca li o livro) o erro é chocante mas também extremamente divertido! Uma coisa é certa: quem traduz programas destes deveria ter um pouco mais de cultura de moda e de Nova Iorque, já que o programa é sobre moda e se passa em Nova Iorque...

A melhor casa de todas

Como já disse aqui várias vezes, não tenho muito o hábito de ver a TCM, principalmente por causa das repetições. Mas ultimamente tenho apanhado de vez em quando um ou outro filmes invulgares e bem interessantes.

Hoje foi um desses dias, apanhei, provavelmente a cerca de 2/3, uma daquelas maravilhosas comédias inglesas dos anos 60, actualmente caídas no esquecimento, mas muito picantes e engraçadas. O filme chama-se The Best House in London e é acerca da fundação de um bordel de luxo e comércio de jovens raparigas na Londres Victoriana.

O que me atrai nestes filmes é uma combinação de pequenos factores que no seu conjunto dão um resultado kitsch e ao mesmo tempo retro-chic, e extremamente divertido! O que salta primeiro à vista são os cenários exuberantes, barrocos, com uma paleta de cores psicadélicas que, apesar de serem de época, o que se nota logo ali é o ambiente sixties, e logo a seguir o guarda-roupa, as maquilhagens e os cabelos (extremamente bem penteados sem um único fora do lugar, nem nos homens!). A segunda coisa em que reparei foi no sotaque extremamente british, por vezes até cockney, como hoje-em-dia nem os ingleses mais ingleses falam. E por fim David Hemmings e George Sanders. Estes dois, principalmente David Hemmings, são sinónimo de sixties e da swinging London. Parece que todos os filmes que fizeram encaixam na perfeição neste universo camp, culminando Hemmings em Blow Up.

E depois o filme propriamente dito é uma estranha combinação de variados factores históricos, personagens descabidas e uma comédia desbragada, bastante picante com muitas meninas nuas, naquele misto de erotismo e ingenuidade que caracteriza imensos filmes ingleses dos anos 60. Não dá para não rir com o estranho dirigível do Conde Pandolfo nem com as cenas finais no bordel, em que cada quarto é uma encenação de uma situação potencialmente erótica: harém, sala de aula, pastorinha, selva, banhos romanos, etc.

Enfim... um filme divertido, sem subterfúgios, que é o que aparenta sem grandes pretensões a não ser apenas divertir.

17 novembro 2008

Daddy Longlegs

Há algum tempo que não comentava os rebeldes, hehee, vem aí mais! Na realidade este comentário é bem mais "leve" que os meus outros. A história tem decorrido, sem grandes surpresas mas com algumas emoções, nada digno de nota mas...

Ultimamente tem sido mais desenvolvida a história da Elsa (a rebelde desportiva), que supostamente sendo órfã só teria meios para estudar no colégio sendo bolseira, mas não, arranjaram-lhe um tutor misterioso, tem um estatuto protegido no colégio e recebe prendas caras, mas úteis (PC portátil, etc.). Pouco tempo após o foco cair sobre Elsa o colégio recebeu uma nova adição ao corpo docente, um "protegido" dos donos, jovem, bonzão, mas cretino e rígido como tudo que implica em particular com quem, com quem? Com a Elsa!

Tudo isto me faz lembrar uma história de que gosto muito, que conheço há muitos anos e que encaixa na perfeição no contexto: Daddy Longlegs, de Jean Webster. Conheci esta história através da sua adaptação para cinema dos anos 50, o filme Daddy Longlegs com Fred Astaire e Leslie Caron, uma adaptação livre do livro. Mais tarde vi e vibrei com a adaptação da Nippon Animation para série de anime, Watashi no Ashinaga Ojisan e só há pouco é que li ambos os livros. A adaptação do anime é mais fiel ao livro que, sendo pequenino, lhe acrescenta umas partes, algumas delas inspiradas no livro seguinte da autora, Dear Enemy.

Vamos lá ver como a história se desenvolve, mas pela minha experiência com as novelas de Cris Morena, não me espantaria rigorosamente nada se a história se desenvolvesse de forma semelhante. Se por um lado quero que a inspiração venha daí, pois a base é muito boa e o desenvolvimento emocionante e consistente, pelo outro acho muito descaramento se assim acontecer. Qualquer que seja o desfecho da história da Elsa, só espero é que não seja nem cansativo nem anticlimático.

05 novembro 2008

FOI DESTA!!!

Estou estupefacta! Por mais que tenha torcido por Barack Obama, tinha sempre uma sombra de resignação ao meu lado a dizer: "nã... não será desta." MAS FOI!!!

Quando era miúda, lembro-me de haver eleições nos Estados Unidos, Jimmy Carter, e de perguntar a um adulto porque nós não podíamos votar nas eleições norte-americanas, já que essa decisão nos influênciava também a nós. Nessa altura a NATO estava em grande em Portugal no auge da sua actividade militar, e ainda não tinha havido Ronald Reagan nem os Bushes...

Apesar de continuar a concordar com essa dúvida que tinha em miúda, confesso que nas últimas semanas me andava a começar a irritar dar-se mais atenção às eleições norte-americanas nos nossos media (não só na televisão) que às eleições portuguesas! Mas tudo está bem quando acaba bem, só espero que não vá funcionar como o Lula no Brasil.

01 novembro 2008

Chanel (ou: o que a alforreca gostava de ser mas não chega nem perto)

Se havia coisa que me enervava quando comprava a TV-Guia há uns anos, era a pessoa que escrevia a suposta coluna social, insistir em escrever a marca Chanel com dois "N". Uma pessoa que percebe de socialite é suposta também perceber minimamente de moda e Chanel pertence à crème de la crème dos criadores de moda ao longo da história. Para além disso as prateleiras das perfumarias (nem que seja) estão recheadas de frascos dos diversos perfumes da casa, muitos deles envergando o nome Chanel. Não é difícil!

Não sei se vi mal (muito sinceramente espero que sim - mas os portugueses não são rápidos no gatilho no que toca ao YouTube e a SIC também não tem nada), mas estava a fazer zapping e fui parar ao novo programa de apanhados da SIC (Não Há Crise ?) na altura em que começaram a dar um videoclip da alforreca chamada José Castelo Branco. Não sei se vi mal, porque no início do clip ele diz/canta(?) qualquer coisa "...Chanel" e no fundo animado pareceu-me ver escrito "channel". A letra era num cursivo onde posso muito bem ter confundido o "N" e ter me parecido que eram dois. Mas se não me enganei é muito grave. Como é que a dita criatura, que apregoa aos quatro ventos "Chanel" a toda a hora, deixa que escrevam mal o nome da sua "amada" marca no seu próprio videoclip? Só se ele mesmo não sabe como se escreve, o que é bem provável...

Quanto ao videoclip em si, José Castelo Branco deve pensar que é Ru Paul nos anos 90! Mas nem lhe chega aos calcanhares... Ru Paul é uma das drag queens mais famosas e reconhecidas da cena nova-iorquina, a música do seu videoclip, Supermodel, era bem divertida, a letra era boa, pertinente para a época (das supermodels Linda Evangelista, Christy Turlington, Naomi Campbell, Claudia Schiffer e Cindy Crawford, entre outras) e era mesmo muito cool e superfashion, pois a produção do video foi cinco estrelas, como seria de esperar de um performer como ele. O da alforreca, acho que fica à escala do que ela tem andado a fazer nas televisões portuguesas nos últimos anos: medíocre.

Ru Paul - Supermodel (You Better Work)

31 outubro 2008

*Nova York

Quem lê o título deste post à primeira poderá pensar: "onde está o erro?" Bem o erro está em misturar o português e o inglês no mesmo nome de uma cidade. Das duas uma: ou escreviam Nova Iorque (nome português dado à metrópole norte-americana), ou escreviam New York, o nome original da mesma cidade em inglês. Agora Nova York nunca! E se queriam optar, a versão mais correcta seria a portuguesa, uma vez que estamos em Portugal e somos portugueses.

Até pode não parecer um erro grave, mas isto aconteceu n'A Roda da Sorte, programa apresentado por Herman José, declarado fã de Nova Iorque e uma pessoa que costuma ter certos cuidados com a língua portuguesa.

Até se podia declarar que a versão portuguesa é mais longa, leva mais letras e que não cabia no painel, que já estava bastante cheio com a restante expressão: "Fim de ano em Nova York", mas são só mais duas letras, ficava à conta nos espaços disponíveis, mas cabia! Num passatempo onde cada letra conta, os erros ortográficos não podem ser admitidos.

Daytime TV

Infelizmente até eu fui atacada pelo frio e estou de molho. Ontem e anteontem fiz o que uma pessoa de molho faz, passar o dia a dormitar no sofá com a TV ligada. Já há bastante tempo que não via televisão durante o dia, excepto algumas novelas, e deparei-me com um panorama deprimente.

Não fiz muito zapping, fiquei-me pelos canais nacionais. A RTP1 continua com o Portugal no Coração que, apesar de tudo, até é um programa sóbrio e decente, mas às vezes demasiado aborrecido. A RTP2 passa desenhos animados, o que não é mau, pensando bem até é muito bom! A SIC, fora as novelas, é uma desgraça... já não via o Contacto à vontade há mais de um ano, nunca gostei particularmente do programa, sempre achei um bocado inútil, mas esta nova versão é para lá de inútil, é mesmo muito má! Tão má, tão má, tão má que até o excesso de anúncios do Nenuco no Canal Panda é melhor que o programa!

Nem sequer passei pela TVI, pus-me a ver um episódio de My Melody que tinha gravado no Panda e depois passei para o Discovery, História ou Biography Channel (já não me lembro qual) pois aí sabia que na pior das hipóteses via algum documentário repetido mas que dá bem para adormecer, que no fundo era o que eu queria.

03 outubro 2008

Auscultadores personalizados


Ando a amar os auscultadores da campanha Nokia Music Almighty. O design é fantástico, de uma senhora chamada Ida Gronblom, e os vídeos foram feitos pela mais fantástica ainda Tokyoplastic e podem ser vistos no site deles com excelente qualidade (cliquem em "work"). Aliás recomendo os restantes conteúdos do site, eles são muito bons!

Só tenho pena que ainda não encontrei todos os cartazes que andam nos mupis cá em Portugal, porque até encontrei outros que cá ainda não vi. O telemóvel é que é um bocado sem graça ao lado dos auscultadores. Fica o dos auscultadores barrocos (Lips) para ilustrar o post apesar de gostar mais dos Pop Princess e DJ.

A Nokia devia mandar construir uns protótipos de todos os auscultadores e fazer uma exposição/promoção ao vivo!
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