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19 outubro 2019

Por Favor, Alimentem os Tradutores!

Por favor, alguém dê comida a sério aos tradutores do Masterchef Australia! E, já agora, ensine-lhes que tumeric não é açafrão, que a designação correcta para nitrogen é azoto, que lemon grass é erva príncipe e muito mais.

Entre estes erros bastante comuns, palavras abrasileiradas e etc. o pior mesmo é que inventam nomes às coisas. Muitas vezes, quando não encontram equivalente em português, ou não procuram, em vez de deixar a palavra em inglês, não, têm de inventar e aportuguesam a coisa.

Quem traduz os Masterchef Australia e os programas de culinária em geral - lembro-me da risota que eram as traduções de Martha Stuart - pouco percebe de alimentos e técnicas de cozinha, mas o pior é não haver a preocupação em investigar, em consultar um dicionário, um glossário, usar vocabulário actualizado.

Pensando bem, não sirvam comida a sério aos tradutores do Masterchef Australia, eles não merecem.

Masterchef Australia

28 fevereiro 2014

Comida & Drama

Estou farta de dizer aqui que não gosto nem de concursos nem de reality shows, mas minto, gosto dos concursos do formato Project Runway/Masterchef, desde que o tema me interesse e o programa seja minimamente bem produzido. Dos que já vi, com maior ou menor atenção, Project Runway e Masterchef Australia são os meus preferidos. Project Runway porque é muito bem produzido, Heidi Klum e Tim Gunn mantém uma dinâmica muito equilibrada e há espaço para haver uma série satisfatória e com pouco drama. Outros que acompanho ocasionalmente são America's Next Top Model, Face Off, Rachel Zoe Project e às vezes os de decoração.

Acompanhei esporadicamente as 3 primeiras séries de Masterchef Australia, vi pedaços da 1ª, uns tantos episódios da 2ª, acompanhei cerca de metade da 3ª e vi fielmente a 4ª. Agora estou a ver a 5ª, mas há demasiadas mudanças que me desagradam um pouco. Mas como o programa tem provado ser bom, vou dar-lhe o benefício da dúvida.

A 4ª série de Masterchef Australia foi particularmente feliz. No início, na pré-selecção e no primeiro terço do Top 25, nem sequer conseguia escolher um favorito, de tal forma os concorrentes eram bons e simpáticos. Depois de algumas eliminações, previsíveis e imprevisíveis, passei a ter uns 3 ou 4 preferidos, entre eles Alice, a minha preferida, Mindy, Audra, Andy, Andrew e Beau. Porque preferi a Alice, apesar de ter percebido logo que era quase impossível ganhar? Alice arriscava muito, foi extremamente criativa e ao mesmo tempo teve o cuidado de perceber o que as pessoas queriam comer. Para além disso era mesmo muito engraçada e simpática. O que lhe faltava era disciplina e alguma técnica mais sofisticada.

Independentemente das preferências pessoais, o que me fez adorar este Masterchef Australia foi que todos, sem excepção, aprenderam imenso, começaram realmente como cozinheiros caseiros e sairam de lá com aptidões que, espero, tenham valido a cada um um estágio nalgum restaurante interessante. Até à série 4, Masterchef Australia, nos seus mentores/apresentadores Gary Mehigan, George Columbaris e Matt Preston, estimulou a aprendizagem, fez os concorrentes ultrapassar as suas capacidades e ir mais além. O melhor exemplo disso é o concorrente vencedor, Andy, que começou como um puto simpático que cozinhava umas coisas e atingiu um grau técnico e de sofisticação quase profissional.

Outro aspecto que me deixou colada ao ecrã, tal como na minha série preferida de Project Runway (também a 4 - Christian Siriano), foi que todos eram muito amigos uns do outros, não havia intriga nem má-língua, todos se ajudavam e apoiavam, de tal modo que até houve um desafio eliminatório onde nenhum dos dois concorrentes foi eliminado, pois a comida que ambos fizeram era tão boa e tanta foi a interajuda.

O grau de dificuldade foi aumentando de série para série e os próprios concorrentes pareciam cada vez melhores. Na 4ª série eles faziam e sabiam coisas que só mesmo um chef costuma saber e ao longo do programa foram aprendendo mais. Não me refiro a técnicas chamativas, como as "espumas", o uso de azoto líquido, etc. mas técnicas básicas como saber que a carne tem de descansar para estar no ponto, pré-cozer a massa das tartes para que não fique mole com o líquido do recheio ou como cortar um filete de peixe. O comum mortal compra os filetes já cortados. O espectador também aprende muito com o programa.

A ver vamos com esta 5ª série, para já há lá uns 2 ou 3 que espero sejam corridos o mais depressa possível e não me agrada a "guerra dos sexos" com que começou o programa e que felizmente só será nas primeiras semanas.

Como isto concluo que para realmente gostar de um reality show, o drama tem de ser pequeninas doses que não se sobreponham ao conteúdo e não mostrem os concorrentes como umas bestas desalmadas.

Masterchef Australia
Project Runway

20 fevereiro 2011

Ninguém dorme!

Gosto do formato do Portugal Tem Talento, mas, caramba!, já chega de Nessun Dormas! É verdade que foi a canção/ária que colocou Paul Potts no mapa, no programa gémeo britânico, mas há muitíssimas mais árias para tenores, igualmente românticas e dramáticas para tentar impressionar o júri! Aliás é o que mais há... Só eu, que não tenho visto o programa com atenção, já contei dois a cantá-la. Achei mais piada ao que cantou a Granada. Pelo menos foi original.

Mas gosto de o programa ser informal, de parecerem as audições na Sociedade Recreativa lá da terrinha, de a Bárbara Guimarães parecer uma pessoa e não um autómato. É um programa ligeiro de variedades, bom para um domingo à noite.

Portugal Tem Talento

24 novembro 2010

...E feliz bloganiversário TV-Child!

Seis anos... já foi há seis anos que decidi despejar os meus bitaites publicamente neste espaço. Uau!

Bom, ultimamente tenho visto pouquinha TV: obcequei durante uns meses com Gilmore Girls, que terminou há cerca de 1 mês, tenho visto Doctor Who, mas no computador (não gostei tanto da 5ª série, apesar de ADORAR a Amy Pond), tenho visto mal e porcamente esta edição dos Ídolos, os vestidos da Cláudia Vieira continuam HORROROSOS (sem noção...), e acompanhado algumas novelas: Caras e Bocas, a terminar, e Escrito nas Estrelas, uma novela esotérica com quase todo o elenco de Paraíso, mas boa de se ver. Em breve irá estrear o remake de Ti Ti Ti, o qual espero ansiosamente. A Ti Ti Ti original era muito divertida e esta nova versão tem um excelente elenco que promete.

O outro aniversário é o 2º aniversário da minha Blythe Strawberry Fields, que aparece vestida de Doctor no post anterior.

16 agosto 2010

Xaiu...

O Projecto Moda de hoje foi fraco, muito fraco. Resolveram mexer na fórmula do programa original sem fazer melhoria alguma e dependem da "peixeirada" para fazer um programa de televisão. Por mais que tenha havido ou não peixeirada nos Project Runways norte-americanos, os designers escolhidos eram pessoas que se levavam a sério e levadas a sério pelo programa.

Hoje, com a "xaída" da "Rojina" viu-se que o Projecto Moda é um programa que está a gozar com a cara dos espectadores. Ora vejam: a bichinha de serviço, o André, mal sabe dar dois pontos num tecido, tudo o que ela fez até agora não vale nada, são umas trouxas de tecido mal-amanhadas em cima da manequim, não têm conceito nenhum por trás, são improvisadas. Ela só sabe ser isso, bichinha, e nem é das melhores... devia ver o Glee e inspirar-se no Kurt Hummel! A peixeira de xervixo, a "Rojina", pelo menos tinha uma construção e acabamentos impecáveis, não é de todo criativa, as peças dela são sem graça e pirosas, mas, levando em conta os critérios que têm transparecido no Project Runway, ela não merecia ter saído... já (ou neste programa). As pessoas que fazem maus acabamentos saem sempre primeiro.

A escolha de tecidos vai ser sempre assim? Não se pode sequer comparar remotamente a uma ida à Mood com quatro ou cinco peças de tecido peviamente escolhidas, onde colocam à disposição dos concorrentes para fazer "fardas futuristas" apenas sarja... Um bom observador verifica que as fardas nem sempre são feitas de sarja, há muitos mais tecidos adequados a fardas, e se o elemento "futurista" para eles é plástico transparente... coitados...

Como nota positiva, e infelizmente a única, a farda vencedora era uma peça interessante, digna de qualquer Project Runway, e provavelmente a primeira peça de que gosto verdadeiramente até agora, apesar de em geral não achar que o Pedro seja algo de especial como designer. Nenhum é!

A "cara" do Projecto Moda até pode ser uma cara de moda e estilismo, representada por uma manequim, um júri de pessoas ligadas à indústria, um produtor de moda e eventuais convidados ligados à área. Mas claramente a máquina de produção por trás não percebe nada do assunto, apenas se limitou a encarar um programa como este como um mero reality show, como se de um Big Brother se tratasse, cujos produtos dependem exclusivamente da qualidade, ou falta dela, dos patrocínios que lhes bateram à porta, sem se preocupar minimamente com os detalhes específicos que uma produção como esta necessita. Se a curiosidade não falasse mais alto (e também já faltarem poucos episódios) desistia de ver o Projecto Moda depois do programa de hoje.

Projecto Moda (Project Runway) - RTP

01 agosto 2010

Moda reciclada

Juro, juro que não quero comentar os episódios do Projecto Moda um a um, quero vê-los a todos mas não quero massacrar este blog com eles. Mas não podia deixar de comentar o 2º episódio, nem que seja porque foi bem mais divertido!

Definitivamente os desafios "reciclados" do Project Runway são sempre dos mais interessantes e os que colocam melhor os concorrentes à prova. Pena é que parece quem nem toda a gente se apercebe disso. Este teria sido um excelente episódio para começar o programa já que é uma boa maneira de separar o trigo do joio.

O grande objectivo do Projecto Moda deveria ser escolher alguém que seja uma mistura equilibrada de técnica impecável e criatividade. Nestes dois episódios vejo três possibilidades, embora nenhuma ainda me tenha enchido as medidas: a Ana Brito, a Carina Duarte e a Vera Couto. Não simpatizo por aí além com nenhuma delas, nem sou grande fã do estilo de cada uma, mas em dois desafios já comprovaram alguma versatilidade e capacidade de contornar de forma criativa as dificuldades que se lhes colocaram. As bichinhas estão lá para isso: ser bichinhas e a "Rojina" é a palhaça de "xervixo". Aliás até custa a acreditar, apesar da sua técnica de costura realmente impecável, que não a tenham escolhido senão para apimentar o programa. Rosina é foleira, pimba, peixeira e ainda por cima fala com "xutaque". Mas, convenhamos, é divertidíssimo vê-la a correr com saltos agulha de 12 cm! Os restantes concorrentes: carne para canhão. Se chegarem a ser só estes seis, não digam que não avisei!

O que raio estava lá o Ricardo Araújo Pereira a fazer??? Fez figura de parvo, não foi engraçado e não avaliou rigorosamente nada. Tenham tino na escolha do júri convidado, é suposto a pessoa ter alguma relação directa com o episódio. Ou os concorrentes estão a conceber uma peça para essa pessoa ou essa pessoa está de alguma forma ligada à moda (não vou enumerar as possibilidades)

No geral, em termos técnicos o programa melhorou bastante, estava suficientemente mais leve para não se notarem tanto os problemas técnicos. Nayma estava consideravelmente melhor e só tenho a apontar a mania dos efeitos de cor, em 90% do programa a imagem tinha as cores saturadas!

Projecto Moda (Project Runway) - RTP

26 julho 2010

Projecto Moda: o início

Lá vi o primeiro programa do Projecto Moda (Project Runway, versão tuga) e a primeira pergunta que me vem à cabeça é: "Porque mexeram no que estava bem?"

A grande vantagem de se adaptar formatos televisivos é parecida com um franchise: a decoração da loja e método de comercialização vêm pré-formatados e são apenas ajustados às características locais. Sendo assim, as constantes de Project Runway são:
- a imagem gráfica (logótipo, cores, etc.) - PM: check!

- a apresentadora top model - PM: check! (não havia muito mais hipóteses em Portugal)
- o assistente mentor - PM: check!
- o júri constituído por três fixos, um estilista, uma directora de revista e a apresentadora e um convidado - PM: nem sim, nem não
- 14 concorrentes com diversas formações mas com experiência - PM: fail
- banda-sonora fixa - PM: check!
- patrocínio de hotel - PM: não percebi
- trabalho executado nas instalações de uma escola de moda e/ou estilismo - PM: FAIL
- patrocínios de qualidade (tecidos, acessórios, cabelos, maquilhagem) - PM: FAIL
- realização, trabalho de câmara e montagem formatadas/pré-definidas - PM: FAIL!
- apresentação de uma mini-colecção de 12/13 peças num grande evento de moda e um prémio avultado em dinheiro para iniciarem uma colecção própria - PM: FAIL

Vou trocar por miúdos:
A imagem gráfica está praticamente igual, as cores predominantes são o azul, o preto e o branco, só não gostei do protagonismo exagerado dado à Modalfa, que não tinha rigorosamente nada que ter o logótipo pespegado na passerelle.

Certo, Nayma estava visivelmente desconfortável e nervosa, debitou texto como um autómato e teve pouquíssimo protagonismo. Espero que com o decorrer dos programas a apresentação melhore, mas começou muitíssimo mal o que demonstra que não houve ensaios suficientes ou o casting foi mal feito.

Paulo Gomes cumpre bem o seu papel, não é um Tim Gunn, mas também não estava à espera disso.

O Júri. Aqui é que começa a "criatividade" tuga... No geral gostei das escolhas, Manuel Alves é um excelente estilista, diria até dos melhores de Portugal, e é um bom comunicador sem ser paternalista, é isso que se quer num júri deste programa. Pena ser apresentado como professor e não como o grande estilista que é! Fátima Cotta, directora da ELLE Portugal, é uma escolha óbvia e lógica e ainda por cima parece cumprir bem o papel televisivo, gostei. Cristina Pinho não percebo bem de onde vem... no Project Runway original os júris fixos são o estilista (Michael Kors) a directora de revista (Nina Garcia) e a apresentadora (Heidi Klum). Porque é que Nayma não opina? Não dá para ser lido no teleponto? Será por isso que foram buscar mais uma pessoa?

Será que quiseram economizar e por isso tiraram 4 concorrentes da lista? Já agora, porque não mostraram imagens dos castings? Para já é cedo para opinar acerca dos concorrentes, mas no primeiro programa estiveram longe de ser brilhantes, qualquer um deles. E as coisas que dizem... será que foram escolhidos não pelas suas qualidades como designers mas sim pelo potencial de escândalo? Não é assim tanto... Um dos meus Project Runway preferidos, a série 4, não teve escandaleira nenhuma e tinha o melhor grupo de criativos. Acho que isto é significativo.

A banda-sonora é um pouco irritante, mas é a original e serve para dar aquele tom de concurso ao programa. Está igual, muito bem. Mas cuidado ao utilizá-la em cima das pessoas a falar! A língua portuguesa é mais fechada que a inglesa...

Não percebi em que hotel ficam os concorrentes, não os mostraram nos quartos e filmá-los a conhecerem-se no átrio de um hotel é uma péssima aposta em termos técnicos, não se percebia nada do que diziam por causa do eco que um espaço daqueles tem.

Se os concorrentes estão numas instalações existentes... parece um estúdio. Um programa destes seria uma excelente oportunidade de promover o ensino do design de moda e, já que já lá está Manuel Alves, que antes de ser professor de design de moda é estilista (e dos bons!), porque não promover o curso de Design de Moda da Faculdade de Arquitectura de Lisboa desta forma? Promover o ensino é sempre positivo.

Os patrocínios, aqui realmente é feito à escala miserável e pouco ambiciosa nacional.
Os tecidos: a marca que patrocina o programa é tão conhecida que nem sequer me lembro do nome (compro tecidos há mais de 30 anos) [nota: revi o programa online, a marca chama-se Riopele]. Porque é que os tecidos foram escolhidos pelo programa? Por mais que eu goste de pied'poule e tenha ficado chocada com a "falta de identificação" da concorrente que ficou com o tecido, não é o tecido mais apropriado para um vestido de noite para uma tia 'spé' clássica! Claro que eu já imaginava qualquer coisa tipo Alexander McQueen, mas apesar da maioria dos concorrentes o apresentarem com a sua maior inspiração, parece que só ouviram falar dele pela primeira vez quando se suicidou. E de resto, um primeiro desafio em preto e branco é PÉSSIMA ideia já que são as cores (não-cores) mais difíceis de filmar! O branco fica queimado e no preto não se vêm pormenores nenhuns.
Os acessórios: francamente, Modalfa??? Nem digo mais...
Os cabelos: OK, Franck Provost chegou a Portugal há pouco anunciando-se como um grande cabeleireiro com excelentes produtos, mas não é uma L'Óreal Paris (que também se comercializa por cá há muitos anos).
A maquilhagem: não me chateia a Maybelline, tem uma boa variedade de produtos e é uma multinacional bem conhecida. Mas, ao ver os maquilhadores em acção, pareceu-me que a M.A.C tem melhores profissionais e os produtos estão acima da Maybelline. Mas é uma escolha como outra qualquer.

Na realização, câmara e montagem é que o programa se espalhou ao comprido. Não foram nada generosos com Nayma, que já estava a fazer um trabalho pouco interessante. Deram-lhe pouco protagonismo, filmaram todas as suas hesitações e pausas desconfortáveis, em suma: não a apoiaram. No decorrer do desafio não filmaram os concorrentes como no original. Quem vê o Project Runway há 6 séries há de reparar num sistema: normalmente os concorrentes que surgem na montagem de cada desafio são os três que ficam no topo, os três que ficam no fim e os eventuais escândalos ou tricas. A filmagem parecia aleatória, não se focaram em nenhum estilista em particular, escolheram mal os depoimentos (ou então os concorrentes não disseram nada de jeito e o casting falhou mais uma vez) e não houve uma coerência ao longo do programa. Durante a avaliação não mostraram as reacções dos concorrentes, não percebi se era da montagem mas os júris falavam uns por cima dos outros e, mais uma vez, Nayma não teve o protagonismo devido.
E o que é que eram aqueles efeitos horrorosos de cor ao princípio? Ew! Aquilo fez me lembrar as parvoíces que a SIC faz nas novelas juvenis... O Project Runway não é nenhuma Floribella!
No geral a realização e a montagem são muito pouco dinâmicas e os câmaras parece que às vezes acham que estão no Querido, Mudei a Casa...

E o que é que há com os prémios e a final do programa?? Um estágio numa escola à escolha do freguês? Em princípio os concorrentes não são aspirantes a estilistas, são pessoas com alguma experiência e que ainda não conseguiram vingar no mercado. O prémio deveria ser um incentivo a começarem/melhorarem o próprio negócio, mas o vencedor/a deveria poder decidir o que fazer com esse dinheiro e não ser recambiado para a escola!
E a final? Sempre é um desfile, digamos, na Moda Lisboa, com os três finalistas? Se sim e se ainda estão em gravações, vão fazer uma pausa para criar as colecções? Não percebi isso no primeiro programa e devia ter percebido. Que raio de gestão de calendário é esta? As Moda Lisboa ou outras fashion weeks têm épocas fixas, na Primavera e no Outono, será que a produção se esqueceu disso?

E, por fim, o que há com a estreia apressada do programa? O Project Runway norte-americano anuncia cerca de SEIS meses antes a data de estreia. O tuga (insisto no termo pois revela a pequenez e falta de ambição e organização do PM) anunciou, e nem sequer foi no site oficial mas na fanpage do FaceBook, na VÉSPERA que o programa ia estrear! Era para fazer concorrência à final do Achas que Sabes Dançar? Isso só os deve ter feito perder audiências, pois quem seguiu o programa desde o início, mesmo que queira ver o Projecto Moda, vai sempre querer ver a final. O que lhes custava ter anunciado as coisas como deve ser, esperar pelo menos uma semana e fidelizar um público? Parece que ninguém pensa nisso na RTP e na Fremantle.

Projecto Moda (Project Runway) - RTP

28 maio 2010

Em Portugal???

Quem lê este blog já há de ter notado que sou FÃ do Project Runway, aliás até agora vi todas as séries excepto a sétima e última. Entretanto a SIC-Mulher tem estado a passar o spin-off Project Runway Canada, apresentado pela fabulosa Iman (mulher do mais fabuloso ainda David Bowie), mas de que apenas vi uns pequenos excertos.

Eis que na semana passada soube pelo Twitter da RTP que vai ser lançado um Project Runway Portugal. A minha primeira reacção, semelhante à reacção que tive acerca do Project Runway Canada, mas mais exagerada, foi: "Sem Tim Gunn e uma top model à séria não tem graça!" O Project Runway Canada ao menos cumpre 50% dessa condição e Iman tem uma "poker face" perfeita para apresentar tal programa, mas ainda lhes falta o Tim Gunn (continuo a defender que deveriam ser produzidos Tim Gunns em série para consumo doméstico)...

Mas Portugal não cumpre nem 100% dessa condição, ora vejamos: top model top model a sério não temos nem nunca tivemos nenhuma. O que mais se aproxima seria ou Júlia Schonberg, uma manequim super discreta que desfilou com os grandes costureiros (Jean-Paul Gaultier, etc.) ou Sofia Aparício, que apesar de certas embirrações que tenho com ela é o que mais se aproxima de uma top model doméstica. Mas e o Tim Gunn? IMPOSSÍVEL!! Aquelas bichas betas (já me pronunciei acerca delas noutro post) que povoam a SIC-Mulher não lhe chegam nem remotamente aos calcanhares!

Com isto tudo, curiosidade cada vez mais aguçada, sobram os concorrentes, que deve muito provavelmente vir a ser o melhorzinho que o programa tem... Até que dei um pulinho à Feira dos Tecidos [loja baratucha de tecidos] em Lisboa e vi na bancada da caixa uma fotocópia (podia ser impressão num computador) manhosa, em papel amarelo, a anunciar os castings para o programa. Foi aí que achei que o caldo estava entornado. Para além da top model e do Tim Gunn o programa precisa de uma BOA casa de tecidos para apoiar. OK, em Lisboa não temos nada de sonho como aparenta ser a Mood, cheia de tecidos de luxo e de costureiros até ao tecto e uma panóplia de retrosaria, ferramentas e acessórios de envergonhar a inteira R. da Conceição [rua dos retroseiros em Lisboa], mas, apesar de as melhores infelizmente já terem fechado, ainda temos boas casas de tecidos, com retrosaria e acessórios incluídos. Imediatamente pensei que a vizinha da porta ao lado, a Ouro Têxteis, cumpriria muito melhor os requisitos (se bem que não sei até que ponto que os funcionários antiquados e algo antipáticos da loja tolerariam uma invasão em fast forward dos concorrentes), e logo a seguir pensei na Santo Condestável em Campo de Ourique, uma loja bastante completa e abrangente (para além de espaçosa e clara) de tecidos e também retrosaria. Com este novo factor se percebe imediatamente que quem está a divulgar/produzir o programa não percebe patavina do contexto português/lisboeta... brrrrrr MEDO!

Sabendo ainda que o formato Project Runway pertence à Fremantle e que a Fremantle portuguesa está nas mãos da betalhada (que pensa que percebe de moda mas no fim das contas apenas percebe de sapatos de vela e pullover sobre os ombros), temo de pensar como será o Project Runway Portugal...

A ver vamos, com certeza blogarei mais sobre o programa, para já deixo um muito mal amanhado blog (não)oficial:
Project Runway Portugal

PS - Já existe um site oficial, mais decente. Vamos lá ver no que isto dá.
Projecto Moda (Project Runway) - RTP

08 fevereiro 2010

O técnico de som gosta da banda

... dos Ídolos.

Nos castings e nas fases de ensaio não senti isso, mas em todas as galas dos Ídolos sempre me pareceu que os níveis de som estavam mais altos para a banda que para os concorrentes/cantores, que deveriam ser os protagonistas do programa. Daí cheguei à conclusão que o técnico de som deve ser amigo da banda. Nas vozes mais poderosas não se sente tanto mas nas vozes mais suaves, como da Mariana e da Inês, elas quase eram engolidas pela banda e consequentemente acabaram por sair relativamente cedo...

Na gala de hoje (a gala pré-final - ou coisa que o valha) era flagrante. Não sei como se ouviria a munição no auditório, mas o júri queixou-se dela, o impressionante é como vozes fortes e poderosas como da Diana e do Filipe, especialmente a da Diana, se perdiam e eram completamente abafadas pela banda, que é boa, mas está lá para acompanhar. Para além de que uma voz poderosa como a da Diana não precisa de reverberação nenhuma para ter corpo, aliás pelo contrário, mas isso prova que o técnico de som, para além de ser amigo da banda, não percebe grande coisa de metal ou então deveria ser despedido!

A propósito de Ídolos, na gala da noite em que escrevi o post anterior dedicado ao concurso, a criticar as farpelas da apresentadora Cláudia Vieira, finalmente a rapariga aparece vestida com um vestido, por sinal bem bonito, digno de uma passadeira vermelha internacional, e desde aí tem aparecido mais bem vestida. Figurino (finalmente) aprovado.

03 janeiro 2010

Quem veste Cláudia Vieira?

Devo ter acordado para 2010 com uma sensibilidade para os trapos maior que o habitual... mas há uma coisa que me tem vindo a fazer confusão no concurso Ídolos (o único concurso que gosto de ver), as roupas que vestem à apresentadora Cláudia Vieira.

Já nos castings não achava muita graça ao que ela vestia, mas como era um casual-hippie-chic, que por mais que não seja um estilo muito do meu agrado, passava bem como o estilo pessoal da apresentadora... é caso para dizer que gostos não se discutem... Mas desde que começaram as galas que não lhe acertam na vestimenta! A cada gala que passa os vestidos vão piorando e nenhum até agora é minimamente interessante.



Ora vejamos:
1ª gala
Vestiram-lhe uma blusa de chiffon larga, com mangas de balão vermelha e calças de cabedal pretas... até poderia passar por um visual rock, mas não é, definitivamente, um visual para uma gala...
2ª gala
Mais uma vez uma blusa/túnica larga, com mangas de balão, cujas mangas lhe ficavam permanentemente compridas, com uns detalhes brilhantes em sítios pouco estratégicos e franjas um bocado estranhas e novamente calças pretas (menos brilhantes...)
3ª gala
Cláudia envergava até agora a melhor peça mas igualmente estranha. Um vestido comprido vermelho, estilo deusa grega, mas com umas pregas muito pouco elegantes a partir do peito e um detalhe assimétrico brilhante horroroso...
4ª gala
A pior fatiota até agora: um vestido justo preto, minissaia, com uns ombros de envergonhar qualquer vestido anos 80 ainda por cima com franjas! Como Cláudia já tem um pouco de barriguinha, o vestido era colado ao corpo, só se via barriga... e ombros! EWWW!

O que me faz confusão é como uma rapariga bonita, magra, nova, bem feita (apesar do silicone) é vestida com fatos tão pouco elegantes, com péssimo corte, totalmente desadequados para uma apresentadora de galas musicais em palco... É verdade que Cláudia está grávida, mas há tanta roupa de grávida giríssima! Basta ver a cerimónia dos Oscars de há 2 anos, onde metade das actrizes estava grávida e nenhuma delas envergava vestidos que não lhe assentassem bem, nem Kate Blanchett que já estava na fase "baleia" desengonçada, isto é, prestes a dar à luz. Felizmente safam-se (de vez em quando) os cabelos e até as concorrentes, amadoras nestas lides mediáticas, estão, em geral, muito mais elegantes e bem vestidas que a apresentadora, que deveria ser a mais elegante e chique de todas! A não ser que brilhos e franjas sejam sinónimo de chique... se forem já não digo mais nada!

10 setembro 2008

E andá roda!

Não gosto de concursos, ponto. Costumo dizer que não nasci com o gene do jogador, talvez seja essa uma das razões. Mas um dos pouquíssimos concursos que assisti com regularidade na TV foi a primeira versão (RTP) da Roda da Sorte. O outro foi o 123. Por isso mesmo estava com alguma curiosidade em ver a nova Roda da Sorte na SIC.

A roda é tão pequenina!!! Parece metade do tamanho da anterior! De resto é a Roda da Sorte na era digital, o concurso sofreu poucas alterações de base. Acho mais piada à "assistente" Vanessa Palma que à anterior Ruth Rita. É verdade que a Ruth Rita, com aquele ar de parvinha, se predispunha mais ao gozo de Herman José, mas Vanessa, a quem já achava piada no QTT, que vi algumas vezes por razões profissionais (infelizmente!), é espevitada, atrevida e bubbly, que condiz muito mais com o tipo de programa que a nova Roda da Sorte poderá vir a ser. Herman José está muito comedido, mas felizmente não está chato, nem arrogante, nem com as parvoíces que infelizmente o têm caracterizado nos últimos anos. Vamos lá ver no que isto vai dar... Ah sim, as camisas são, de dia para dia, cada vez mais horrorosas! Em contrapartida gosto da vestimenta de Vanessa, condiz com a personalidade dela.

Nestes poucos dias em que vi a Roda da Sorte perguntei-me várias vezes porque não me aborreço de morte com este concurso como com os outros. Uma das razões está no próprio concurso: mesmo que uma pessoa não participe on camera ou pelo telefone, é o tipo de concurso que entretém sempre porque os passatempos podem facilmente ser respondidos em casa, até dá a oportunidade de famílias tentarem competir entre si e com o que vão acompanhando pelo écran. Outra razão é porque gosto de jogos de palavras (sou viciada em palavras cruzadas) e este concurso vai, de alguma forma, ao encontro desse gosto. Outra razão está em Herman José. Já não sou fã dele como outrora já fui, não digo as frases que ele tornou moda (talvez alguma das mais antigas...), desde há pelo menos 6 ou 7 anos que não sigo com atenção o seu trabalho. Mas mesmo a maneira comedida com que tem apresentado esta Roda da Sorte é totalmente diferente do habitual nos apresentadores de concursos e, de certa forma, menos popularucha ou imbecilizante. Também não é agressivo ou deliberadamente matreiro. Só uma coisa ainda não me convenceu nesta nova versão, parece que ele está a falar para si próprio com as piadas (nem sempre engraçadas) que vai contando por cima do jogo dos concorrentes. Mesmo assim, e talvez seja também a escolha dos concorrentes um factor, ainda não apareceram aquelas bocas completamente fora de propósito ou o excesso de bimbalhice (leia-se histerismo) que outros concursos populares despoletam. Ah! E Herman felizmente já não tem o cabelo naquele amarelo-mijo horroroso (apesar de continuar loiro).

Mas gostava, como provavelmente muitos dos fãs da antiga Roda da Sorte, que Herman conseguisse atingir de novo aquele difícil equilíbrio entre o disparate desbragado mas cheio de humor leve, descomprometido e ao mesmo tempo ligeiramente arriscado.

Roda da Sorte

27 maio 2008

O horror...

Tenho deixado este blog muito sozinho, mas a verdade é que ultimamente a disponibilidade não tem sido muita e veio seguida de alguma preguiça.

Apesar da falta de timing, não queria deixar de comentar o Festival Eurovisão da Canção. A razão porque nunca comentei aqui um programa, que até ao início das TVs privadas via fervorosamente e até organizava festas para acompanhar, é porque desde aí deixei de ver. E ainda bem!

O ano passado (foi mesmo o ano passado?) já me tinha apercebido de algo estranho com a vitória de um grupo menos ortodoxo (para não usar uma outra expressão qualquer menos digna), mas este ano, que calhou ver 2 programas, fiquei, no mínimo, horrorizada!!!! Só vi efeitos especiais, coreografias de encher o olho, gajas boazonas e lantejoulas! E a qualidade das vozes era inversamente proporcional à quantidade de efeitos que cada país apresentava... O QUE RAIO ERA AQUILO????

O que nos safou, é que no meio de tanto fogo de artifício, Portugal mandou para lá uma canção minimamente decente e uma rapariga com muito boa voz. Só foi pena o figurino da rapariga ser tão gótico, tão pesado... e aquela maquilhagem também não a favorecia minimamente. Queriam uma Amália gótica? Já chega de viver à sombra dela no estrangeiro...

25 maio 2006

É do metal!

Desde que comecei este blog, tenho tido algumas sugestões de programas a comentar, talvez o único de que recebi mais que uma recomendação, desde o início e em anos diferentes, tenha sido o Festival Eurovisão da Canção e eu, como me desinteressei do Festival já há algum tempo, fui dispensando a sugestão.

Este ano é-me impossível não comentar, nem que seja pelo resultado! Não vi o Festival todo e, pelo que percebi, agora funciona por eliminatórias que se estendem por alguns dias. Mas fiz algum zapping e, da primeira vez, reparei na banda Finlandesa que era, no mínimo, sui generis e a minha reacção foi: "Força, Finlândia!". Mais por acaso que de propósito, quando voltei a fazer zapping pelo Festival da Canção acabei por ver a revelação do vencedor, e não é que foi a Finlândia? Nunca pensei que tivessem alguma hipótese de vencer!

O triste foi perceber que a canção portuguesa, para variar, não valia nada e que o grupo que a cantava era uma imitação mesmo muito pobre das Doce!

Não há dúvida que o mundo televisivo está muito diferente: há bem pouco tempo quem imaginaria que um rap cheio de palavrões venceria a melhor canção dos Oscars e, menos ainda, uma banda metal, cujos elementos se caracterizam de monstros, saídos directamente de um filme de terror de George A. Romero, venceria o Festival Eurovisão da Canção!

Isto este ano anda estraaaanho...

Eurovision Song Contest

24 maio 2006

Campeões

Num país como o nosso, onde uma das maiores causas de morte são os acidentes rodoviários, haver um concurso para encontrar o Pior condutor de sempre... nisso devemos ser os campeões!

Realmente! Não tinham nada de mais original para inventar? Só espero que o prémio seja algo de construtivo como aulas de condução, ou então não deixarem o vencedor conduzir mais na vida...

SIC Online - Pior condutor de sempre

SIC
sáb. 19:00

27 março 2006

Salvem o GNT

Pode parecer piegas, mas o GNT realmente precisa ser salvo. É que, aparentemente a TV Cabo, sem informar a quem de direito, muito menos fazer um estudo de opinião a quem lhes paga o serviço (nós), resolveu, a partir de dia 1 de Abril (esperemos que seja mentira) trocar o GNT pela TV Record.

A falta de notícias na comunicação social em geral (a maioria limita-se a citar o comunicado do GNT) e a total ausência de informação no site da TV Cabo (que, aparentemente só serve para a listagem dos canais e tirar dinheiro aos mais ingénuos através de estratagemas de "apoio ao cliente") faz-me temer que, dia 1, ao tentar acompanhar algum programa do GNT vou ser surpreendida com algo radicalmente diferente.

Não tenho opinião sobre a TV Record, fora uma ou duas novelas que passaram na RTP1 e que mal acompanhei, mas o GNT é um EXCELENTE canal de televisão, talvez um dos melhores na lista de canais da TV Cabo.

A programação do GNT consta de três blocos base de programação:
As novelas e séries, reposições que nem sempre passaram por cá, e que passam com os horários "trocados" (as novelas que originalmente passaram no horário das seis, passam agora às 21h e as das oito, passam às 20h - mais cedo).
Os programas de entretenimento e informação da Globo, como o Mais Você (não gosto, mas é bastante popular e é bem feito), Domingão do Faustão, Caldeirão do Huck, Altas Horas (vejam enquanto é tempo, vale a pena), Programa do Jô (sem palavras, talvez um dos melhores programas de entrevistas que já vi), Video Show, Jornal Nacional, programas de desporto, etc.

E os magazines, feitos especialmente para o GNT (o internacional é um bocado diferente do nosso) como Saia Justa (adoro!), Mesa Pra Dois (o único programa de culinária que alguma vez segui fielmente, aprende-se mesmo!), GNT Fashion (talvez o melhor magazine de moda que já vi), +D (excelente programa de design e arquitectura, que só é pena ter apenas 1/2 hora), Marília Gabriela (isso sim, são entrevistas!), Super Bonita, Alternativa Saúde, Mundo Afora, sem falar nos inúmeros programas sobre desportos radicais, muito populares no Brasil e sempre um olhinho no público português.
Como bónus, uma vez por mês, o canal ainda nos brinda com um filme brasileiro. O Brasil tem uma cinematografia extremamente rica de que muito pouco chega cá.

O canal ainda tem a vantagem de ser 100% em português (brasilês, se quiserem, mas não precisa de legendas nem dobragens) e de os conteúdos serem 90% brasileiros e 10% portugueses feitos no Brasil (o tal olhinho no público português).

Por vezes penso que os profissionais de televisão portuguesa se deviam inspirar na qualidade destes programas: por alguma razão a Globo é uma das maiores e melhores companhias de televisão do mundo!

Por tudo isto e pelos extras, salvem o GNT! Ele merece!

Comunicado do GNT
http://www.gnt.pt

04 dezembro 2004

GNT

O canal da TV Cabo, GNT, apresenta uma das melhores gamas de magazines na nossa rede de TV.

Eu não costumo ter muita paciência para magazines, mas os do GNT cativaram-me quase a 100%!

O primeiro a "fazer estragos" foi o Saia Justa. São quatro mulheres, conhecidas (não tanto em Portugal), desinibidas que falam de tudo um pouco, desde política a puns (sim, conversa escatológica) com imenso humor e muito desprendimento. Comecei a ver ainda com a Rita Lee, que junto com Marisa Orth (a Magda do Sai de Baixo) eram as únicas que conhecia. As outras duas são Mônica Waldvogel, jornalista e Fernanda Young, argumentista de séries de televisão de humor. Muito de vez em quando levam convidadas (só mulheres) e em cada programa há mais que um tema, sendo pelo menos um a despertar o interesse. Recentemente Rita Lee teve de abandonar o programa e a recém-chegada, depois de um "casting" em que a cada semana ia uma convidada diferente, é Marina Lima, importante compositora de música brasileira. No conjunto nenhuma delas tem a preocupação de ser políticamente correcta, sendo Mônica uma espécie de "mãe" do programa, Marisa a mais desinibida, Marina a sossegada (engraçado que Rita Lee também era bastante calada e tímida) e Fernanda a "rebelde".

Das entrevistas de Marília Gabriela já muita gente ouviu falar, são sempre muito boas e nada cansativas, o único problema é quando não conhecemos o convidado ou não estamos por dentro dos assuntos da sociedade brasileira, que acaba por ser quase 50% dos casos.

O GNT Fashion é o melhor programa de moda que já vi, incluindo Fashion TV, MTV, SIC Mulher e tudo o mais que tenha passado moda na TV. Lillian Pacce, a apresentadora, é simples e discreta, sem petulâncias e fala um excelente francês e inglês (coisa rara em brasileiros), tem imensas reportagens internacionais como deve ser, com os nomes importantes do momento e a moda brasileira é muito criativa, interessante e usável!

Mesa Pra Dois é extremamente original como programa de culinária. No estúdio, com uma decoração minimalisata linda!, somos recebidos por Alex Atala, jovem cozinheiro, cheio de charme que nos ensina passos básicos e saborosos. Apesar de apresentar todo o tipo de pratos, não ensina a cozinhá-los passo-a-passo mas sim que existem métodos básicos e as variações criativas possíveis a partir dessas bases. A outra metade do programa é feita por Flávia Quaresma no exterior que, consoante o tema do programa tanto vai às brenhas da Amazónia ver métodos de confecção tradicionais, como vai a restaurantes de luxo provar pratos famosos.

Ao fim-de-semana viciei-me num concurso (costumo detestar concursos), o Video Game em que a famosa Angélica convida, em equipes rivais, estrelas das telenovelas ou séries de televisão a competir num programa cheio de "micos" e bom espírito de camaradagem que no final doam cestas básicas a instituições de solidariedade. O concurso é baseado em trivia da TV Globo e muito divertido.

Aos domingos é a Armação Ilimitada, mas para falar do Lula, Juba, Bacana, Zelda e Ronalda preciso de um post inteirinho.

http://www.gnt.com.br
http://www.gnt.pt (programação)
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