TV-CHILD É UMA DESIGNAÇÃO QUE SE PODE DAR À MINHA GERAÇÃO, QUE CRESCEU
A VER TV. ESTE BLOG É 90% SOBRE TV, 10% SOBRE OUTRAS COISAS.

14 junho 2010

*escova de ar

Mais uma vez a tradução foi deixada em piloto (tradutor) automático: num dos episódios de Cake Boss, onde aliás são cometidos vários erros de tradução, traduziram airbrush por escova de ar...

Meus senhores e minhas senhoras tradutores: airbrush em português é aerógrafo e como é um instrumento que serve para pintar, quando muito pincel de ar... mesmo assim é ridículo, uma vez que a palavra aerógrafo existe e está cá para ser usada.

Nem sequer consigo ser sarcástica, de tal forma é deprimente esta demonstração de incompetência, ignorância e preguicite aguda.

airbrush
aerógrafo

09 junho 2010

A máfia dos bolos



Imaginem se Os Sopranos abrissem uma pastelaria, qual seria o resultado? Cake Boss, o reality show mais delicioso da TV!

Desde que comecei a ver os teasers de Cake Boss no Discovery Travel & Living (anterior People & Arts) que percebi que este era um reality show que gostaria de ver e acertei, o programa é o máximo!

Porque é que este reality show, em tudo semelhante a todos os outros do Travel & Living, câmaras acompanham o dia-a-dia de uma família/negócio/pessoa invulgar (riscar o que não interessa) apenas mostrando aquilo que tem interesse/é escandaloso/puxa à lagriminha (riscar o que não interessa), é diferente ou me chamou a atenção?

1. Decoração de bolos. Tal como a personagem de Herman José, "eu sou mais bolos", gosto de fazer bolos e acho fascinante o ofício de decorador de bolos (já fiz umas tentativas tímidas onde não me saí nada mal).
2. Buddy, o Cake Boss. O homem é o típico italiano de New Jersey, a falar "new yorkeese" cerrado, exagerado, emocional, temperamental, mas, no fim das contas, um tipo simpático.
3. La Famiglia. Todos os elementos que trabalham na Carlo's Bakery se comportam como uma família de mafiosos, no seu lado mais pitoresco e engraçado. Berram, gritam, riem-se, espicaçam-se, divertem-se, discutem, comem.
4. O programa é divertido, os bolos são um espanto!

Ao contrário de praticamente todos os reality shows do género, este não puxa à lamechice, não vai buscar as tristes histórias do passado dos clientes, não pega nas discussões de forma alarmista de tablóide. Toda a narrativa e o tom da série é de comédia, em tudo semelhante à forma como n'Os Sopranos se pegou no "outro lado" de uma família de mafiosos, se mostrou que são gente, utilizando o humor como meio. Esta famiglia de pasteleiros funciona nuns moldes em tudo semelhantes à ideia que normalmente se tem da máfia. O chefe que ninguém quer contrariar, a mamma que é a única que o admoesta, as sorellas, que mesmo sendo mais velhas têm de andar (contrariadas e a refilar) a toque de caixa, a família toda envolvida no negócio, o respeito religioso das tradições, etc., etc. Mas em vez de andarem a matar pessoas e afazer lavagem de dinheiro (sabe-se lá!) eles fazem bolos, e bolos magníficos. Dentro desse sensação de máfia que nos deixam, lembro-me sempre de umas escadas estreitas e íngremes dentro da pastelaria, onde sempre pensei se nunca teria caído nenhum bolo por ali abaixo. Eis que num episódio um bolo de 3 andares, todo decorado, estatela-se por ali abaixo no dia da entrega... Pensei, "ai que agora é que vão ser elas", não, Buddy coloca as mãos na massa e consegue fazer novo bolo, igual ao que se espatifou, em questão de horas! Claro que o moço de entregas, o primo Anthony, já não faz a entrega, mas a bronca, propriamente dita, é deixada fora dos ecrãs. Gostei!

Por outro lado as histórias dos clientes apresentadas vão dos bolos para instituições, com histórias mais ou menos sérias, em que os sentimentos de honra da famiglia vêm sempre ao de cima, até aos clientes exóticos onde há de tudo: a menina bem do Upper East Side de Nova Iorque que, com um ar enjoado diz entre dentes que não acredita que está em New Jersey, a "bridezilla" que saca das bisnagas de corante e estraga o próprio bolo, o marido dedicado que encomenda um sortido de especialidades (italianas) da casa para satisfazer os desejos da mulher grávida, etc.

No meio disto tudo até se aprendem algumas técnicas de pastelaria à italiana e de decoração de bolos. Todos ganham!

Cake Boss

04 junho 2010

Entre novelas

Viver a Vida ainda mal acabou e já deixou saudades... É raro eu falar de telenovelas, apesar de acompanhar com alguma assiduidade as novelas da Globo, mas Viver a Vida foi sem dúvida especial.

Sempre achei as novelas de Manoel Carlos viciantes, mas o excesso de melodrama quotidiano costuma me enjoar, pelo que tenho visto quase todas. Nenhuma (excepto talvez Felicidade) tem sido verdadeiramente marcante para mim, que em geral gosto mais das novelas da hora do almoço ou da tarde.

Mas, como já disse, Viver a Vida foi especial. As Helenas de Manoel Carlos costumam me desagradar, despertar em mim instintos particularmente violentos, independentemente da actriz que as interpreta. Taís Araújo não foi excepção. Não gosto nem desgosto dela como actriz, gostei muito da sua interpretação em Da Cor do Pecado, a sua primeira novela como protagonista, mas não há meio de gostar da sua Helena. Serão as Helenas demasiado reais? Talvez. Numa novela procuro verosimilhança mas não naturalismo, portanto personagens demasiado naturais, como se fossem alguém que pudéssemos conhecer pessoalmente, raramente me chamam a atenção. Para isso já tenho a realidade.

Mas o que mais gostei em Viver a Vida foi a reviravolta de protagonista que a novela deu, até bastante cedo, com a troca de protagonismo de Helena para a Luciana tetraplégica. Desde o início sempre gostei mais da personagem da Luciana por ser caprichosa e muito rica (de personalidade, não de dinheiro - que por acaso também era), com imenso espaço para se desenvolver, ao contrário da Helena que é uma personagem algo estagnada que pouco evolui dentro das tramas. Luciana é sem dúvida a interpretação da vida de Alinne Morais, ela vai ter de se esforçar muito para se desligar e desligar o público da "sua" Luciana. Não foi apenas a interpretação física, por sinal bem dominada, de uma teraplégica, mas mais a riqueza de uma personagem, que é uma lutadora com um humor interessante, e que certamente comoveu muito boa gente, pois até me comoveu a mim, osso duro de roer que sou...

Outra qualidade de Viver a Vida foram algumas mulheres, nomeadamente a insolente Isabel, Adriana Birolli, e a doida/bêbada Renatinha, Bárbara Paz. Ambas as actrizes estreantes em novelas e ambas a surpreenderem e certamente a superarem as expectativas das personagens. Também gostei bastante da Tereza de Lília Cabral, uma actriz que me tem chamado a atenção desde sempre. Desta vez os homens ficaram claramente em desvantagem, havendo poucos verdadeiramente estimulantes e ficando todos os louros para o também estreante em novelas Mateus Solano, com o papel duplo dos gémeos Miguel e Jorge. O rapaz, não cumprindo o modelo de galã típico de novela da Globo (esse mérito ficará mais para a dupla Bruno, Thiago Lacerda, e Felipe, Rodrigo Hilbert) não é nada de se jogar fora, é extremamente sedutor com a câmara e deu muitíssimo bem conta do recado do esforço que é fazer um papel de gémeos numa novela destas onde provavelmente trabalhou todos os dias durante uns 9 meses.



Entretanto estreou Passione, uma novela de Sílvio Abreu, cheiinha de vedetas até ao tecto, praticamente não há nomes desconhecidos no elenco principal e secundário, mas da qual tenho bastantes receios. O primeiro é que seja O Clone - Parte III (O Clone - Parte II foi O Caminho das Índias), pois ando com um bocadinho de falta de paciência de ver um bando de actores com méritos confirmados a fazer papel de idiotas a falar meio português, meio italiano, só porque fica bem ter um bando de gente aos berros com sotaque e uns 4 ou 5 maneirismos. Não, se for isso desisto. Mas ainda há esperança, O Clone e O Caminho das Índias foram ambas escritas por Glória Perez (gostei bastante de O Clone, mas não tive paciência para O Caminho das Índias) e esta é escrita por Sílvio Abreu, que costuma fazer novelas ágeis e cheias de intriga. Sou fã de Glória Perez, acho que ela herdou o estilo de dramalhão à antiga de Janete Clair (de quem foi assistente) mas n'O Caminho das Índias ela auto plagiou-se e a novela era um seca onde a verosimilhança se perdeu em prol do folclore colorido e exótico.

Com a sua intriga de conspiração e traição, apesar de ter no elenco muita gente que gosto de acompanhar (Reynaldo Gianecchini, Mariana Ximenes, Carolina Dieckmann, Rodrigo Lombardi, Elias Gleiser, Leandra Leal, Gabriela Duarte, e muitos outros) não sei porquê, nestes primeiros episódios, não me cativou e não sei se vou ter paciência de acompanhar.

Mas como as novelas são longas e criam o hábito de saber que algo está a dar àquela hora, acho que ainda lhe vou dar o benefício da dúvida mais uma semanita. Para já as duas da tarde, A Armadilha (no original Cama de Gato) e Caras e Bocas, a primeira mais que a segunda, já me satisfazem a quota diária de telenovelas.

Viver a Vida
Passione

28 maio 2010

Em Portugal???

Quem lê este blog já há de ter notado que sou FÃ do Project Runway, aliás até agora vi todas as séries excepto a sétima e última. Entretanto a SIC-Mulher tem estado a passar o spin-off Project Runway Canada, apresentado pela fabulosa Iman (mulher do mais fabuloso ainda David Bowie), mas de que apenas vi uns pequenos excertos.

Eis que na semana passada soube pelo Twitter da RTP que vai ser lançado um Project Runway Portugal. A minha primeira reacção, semelhante à reacção que tive acerca do Project Runway Canada, mas mais exagerada, foi: "Sem Tim Gunn e uma top model à séria não tem graça!" O Project Runway Canada ao menos cumpre 50% dessa condição e Iman tem uma "poker face" perfeita para apresentar tal programa, mas ainda lhes falta o Tim Gunn (continuo a defender que deveriam ser produzidos Tim Gunns em série para consumo doméstico)...

Mas Portugal não cumpre nem 100% dessa condição, ora vejamos: top model top model a sério não temos nem nunca tivemos nenhuma. O que mais se aproxima seria ou Júlia Schonberg, uma manequim super discreta que desfilou com os grandes costureiros (Jean-Paul Gaultier, etc.) ou Sofia Aparício, que apesar de certas embirrações que tenho com ela é o que mais se aproxima de uma top model doméstica. Mas e o Tim Gunn? IMPOSSÍVEL!! Aquelas bichas betas (já me pronunciei acerca delas noutro post) que povoam a SIC-Mulher não lhe chegam nem remotamente aos calcanhares!

Com isto tudo, curiosidade cada vez mais aguçada, sobram os concorrentes, que deve muito provavelmente vir a ser o melhorzinho que o programa tem... Até que dei um pulinho à Feira dos Tecidos [loja baratucha de tecidos] em Lisboa e vi na bancada da caixa uma fotocópia (podia ser impressão num computador) manhosa, em papel amarelo, a anunciar os castings para o programa. Foi aí que achei que o caldo estava entornado. Para além da top model e do Tim Gunn o programa precisa de uma BOA casa de tecidos para apoiar. OK, em Lisboa não temos nada de sonho como aparenta ser a Mood, cheia de tecidos de luxo e de costureiros até ao tecto e uma panóplia de retrosaria, ferramentas e acessórios de envergonhar a inteira R. da Conceição [rua dos retroseiros em Lisboa], mas, apesar de as melhores infelizmente já terem fechado, ainda temos boas casas de tecidos, com retrosaria e acessórios incluídos. Imediatamente pensei que a vizinha da porta ao lado, a Ouro Têxteis, cumpriria muito melhor os requisitos (se bem que não sei até que ponto que os funcionários antiquados e algo antipáticos da loja tolerariam uma invasão em fast forward dos concorrentes), e logo a seguir pensei na Santo Condestável em Campo de Ourique, uma loja bastante completa e abrangente (para além de espaçosa e clara) de tecidos e também retrosaria. Com este novo factor se percebe imediatamente que quem está a divulgar/produzir o programa não percebe patavina do contexto português/lisboeta... brrrrrr MEDO!

Sabendo ainda que o formato Project Runway pertence à Fremantle e que a Fremantle portuguesa está nas mãos da betalhada (que pensa que percebe de moda mas no fim das contas apenas percebe de sapatos de vela e pullover sobre os ombros), temo de pensar como será o Project Runway Portugal...

A ver vamos, com certeza blogarei mais sobre o programa, para já deixo um muito mal amanhado blog (não)oficial:
Project Runway Portugal

PS - Já existe um site oficial, mais decente. Vamos lá ver no que isto dá.
Projecto Moda (Project Runway) - RTP

15 maio 2010

Música moderna portuguesa!

Sim, música moderna portuguesa na TV! Tive, aliás como sempre com o Indie Music, imensa pena de perder os Music Box Club Docs no festival Indie Lisboa, mas a RTP2 resolveu cumprir (e bem!) o seu papel e eis que umas semanas depois eles estavam a passar na TV!

Começou bem. O genérico, uma animação de uma maqueta simplificada em cartão do Cais do Sodré e arredores, com direito a eléctrico a passar, é simplesmente fabuloso deixando excelentes expectativas para o que vier. Os documentários têm um formato bem simples de concertos no Music Box intercalados com entrevistas/conversas com os músicos em cenários nas redondezas do Cais do Sodré, em Lisboa. Os músicos/bandas foram muito bem escolhidos, dentro de um leque semi-underground, abrangendo vários tipos de música distintos: J.P. Simões, uns blues com bossa nova; Micro Audio Waves, música electrónica e experimental; Dealema, o hip-hop; Terrakota, world music e X-Wife o punk rock.

Aviso desde já aos puristas da música que não sou especialista, não tenho por hábito dar rótulos à música, muitas vezes nem sei ao certo o que estou a ouvir, portanto posso me ter enganado nos termos correctos dos géneros. Música gosto de a ouvir, de a sentir... o resto é paisagem. Portanto posso dizer que em termos musicais gostei mais dos X-Wife e dos Micro Audio Waves, por ser o tipo de música de que gosto mais de ouvir, e das entrevistas gostei mais dos Dealema e dos X-Wife.

Nas entrevistas J.P. Simões foi críptico, os Micro Audio Waves pareciam estar a falar num contexto privado, deixando o espectador de fora, os Dealema falaram, e muito bem, das questões sociais que os levam a fazer música, os Terracota viajaram pelo mundo étnico musical em palavras e os X-Wife falaram do contexto actual dos músicos e da produção musical.

Os únicos defeitos que consigo encontrar nestes documentários foi que principalmente com J.P. Simões e os Micro Audio Waves, parecia que estavam a falar com amigos e para pessoas que os conhecem bem, ficando pessoas como eu, que apenas conhecem mais ou menos a sua música, um bocado a apanhar do ar... O outro "defeito" é o texto que aparece no final, contando resumidamente a história dos músicos, tinha uma letra num tamanho super pequenino, muito difícil de ler numa televisão, e era demasiado rápido a passar...

Fiquei mesmo muito satisfeita com estes documentários, primeiro por mostrarem música portuguesa boa sem ser mainstream e depois pela sua qualidade e cuidado geral, muito esmerados e profissionais, deitando por terra toda uma "tradição de ausência" de documentarismo em Portugal. VENHAM MAIS, quero mais! Programas assim fazem-me sentir uma bela dose de orgulho na nossa cultura portuguesa que anda aí mas que pouca gente conhece como deve ser!

MUSIC BOX CLUB DOCS - J.P. Simões
MUSIC BOX CLUB DOCS - Micro Audio Waves
MUSIC BOX CLUB DOCS - Dealema
MUSIC BOX CLUB DOCS - Terrakota
MUSIC BOX CLUB DOCS - X-Wife

08 março 2010

5 gajos bons 2010

Este ano o meu post dos 5 gajos bons coincide com os Oscars. É pena, gosto de ter este post "limpinho" no dia 8 de Março, mas não há nada a fazer.

As minhas escolhas deste ano não foram particularmente difíceis (principalmente a primeira! ) e até tenho, pela primeira vez, um português!

1. David Tennant
Palavras para quê? Só precisei de verificar se o Doctor Who (ou um qualquer outro segundo de tempo de antena de David Tennant) estava no ar por estas alturas para o meu campeão estar aqui! Este homem é LINDO!



2. Patrick Dempsey
O 2º lugar do ano passado também. Sempre gostei dele, acho-o engraçado e interessante. Apesar de não chegar aos calcanhares do Tennant, é um bom partido em toda a sua justiça! Lá continua em A Anatomia de Grey, série que mal vejo.


3. Eriberto Leão
Parece que tem sempre que haver um brasileiro neste top, mas eles realmente fazem por isso... Eriberto Leão, protagonista da novela Paraíso, não é o clássico gajo bonzão das novelas brasileiras, mas aqueles olhos verdes carismáticos conquistaram-me! Ou terá sido o ar de cowboy?

4. George Clooney
"Who else?", como disse Alec Baldwin ontem à noite nos Oscars. Clooney é um clássico, está sempre na televisão, quando não é com ER (já não é), é com o Nespresso, o Martini ou até mesmo ontem à noite nos Oscars, com um cabelo invulgarmente comprido mas que lhe fica muito bem! Já esteve no 1º lugar deste top em 2007 e no 3º em 2006.

5. João Manzarra
OK, não é um top model, e também não é o típico galã de TV ou semelhante, está longe disso, mas moços como o Manzarra apetecem meter no bolso e levar para casa... Basicamente João Manzarra é CUTE!

82 Oscars no feminino!

THE HURT LOCKER - 6     AVATAR - 3

Desde o ano Schindler's List que não fiquei tão satisfeita com os Oscars de Melhor Realizador e Melhor Filme . Ao contrário do ano Schindler's List não estava a torcer por The Hurt Locker nem por Kathryn Bigelow, não por não gostar do filme ou da realizadora, muito pelo contrário, The Hurt Locker foi o melhor filme que vi nos últimos 2-3 anos (e está muito longe de ser o tipo de filme que gosto) e sou fã de Kathryn Bigelow desde o início dos anos 90, quando perdi, por um preconceito parvo contra Patrick Swayze, Point Break em 70mm no magnífico cinema Condes, em Lisboa.

Não sendo de todo surpreendente esta vitória, principalmente pelo Oscar de Melhor Realizador(a), não estava a torcer por este filme por não ser um filme típicamente oscarizável, sem um clássico "Oscar clip", sem vedetas como protagonistas, sem os "grandes" elementos que normalmente fazem os filmes do ano nos Oscars e achar que por isso tinha poucas hipóteses. The Hurt Locker é um filme independente, com características clássicas de filme independente, de orçamento baixo, actores desconhecidos, uma realização invulgar, uma forma diferente de contar a história, uma mão muito sólida e criativa de realizadora que Bigelow nos tem vindo a demonstrar nos seus filmes anteriores. Posso dizer que já vi quase todos os filmes dela, que adorei todos eles, uns mais que os outros, mas que este, e desculpem o anglicismo, blew my mind!


PARABÉNS MISS BIGELOW, foram dois Oscars justos e mais que merecidos!


Aham! Agora para o que costumo comentar nos Oscars: o espectáculo. Dourado, dourado, dourado, dourado! Quando não era dourado eram os brilhos, eram os beijes, eram os acetinados a atirar para... o dourado! Será que as moças da passadeira vermelha queriam competir com a estatueta? Os cabelos estavam soltos e atirados para um lado e poucas foram as variantes a esta silhueta portanto quem não o fez destacou-se e muito: Vera Farmiga com um vestido a arriscar o anos 80 piroso, num rosa vivo cheio de folhos, mas que resultava de forma surpreendente e muito interessante, Carey Mulligan, a Sally Sparrow do excelente episódio de Doctor Who, Blink, levava o meu vestido preferido da noite, preto, armado, mais curto à frente e salpicado de brilhantes (OK, era Prada...). Por fim não posso deixar de destacar o magnífico colar art déco de Kate Winslet (não consegui averiguar de quem é). Se ela tivesse ido com um trapo qualquer, aquele colar faria sempre o seu visual! Sandra Bullock ia muito bonita e elegante, Myley Cyrus é insuportável, Cameron Diaz tinha um vestido lindíssimo mas parecia velha (?), Robert Downey Jr. foi o único homem que se destacou pois levava um laço azul e ténis, havia muitos homens de gravata escura e estreita, os actores escoceses deviam ser OBRIGADOS a usar kilt na passadeira vermelha (de que serve a Gerard Butler ser considerado sexy se não mostra as pernas?), o vestido de Jennifer Lopez era indescritível (mas não era mau), o de Helen Mirren era uma versão azul claro do do ano anterior (ou anterior).

 

Definitivamente gosto do Kodak Theater, tem uma configuração de palco muito bonita que faz com que os cenários da cerimónia dos Oscars sejam sempre muito interessantes. Devido a cortes orçamentais ou não, o deste ano era simples e elegante.

Steve Martin já teve melhores performances como apresentador dos Oscars, mas também este ano quase nem teve tempo útil de mostrar do que é capaz. Ele dividiu de uma forma irónica e engraçada o palco com o surpreendentemente divertido Alec Baldwin, como desde Beetlejuice já não o víamos. Foi uma apresentação discreta e pequena, mas sóbria e eficaz como se deseja. O que não percebi foi o Doogie Houser a fazer o número musical (aliás com uma bonita encenação de homenagem a Busby Berkeley) de abertura. Volta Hugh Jackman, estás perdoado! Doogie Houser não canta NADA!

As restantes estatuetas não surpreenderam, foram para quem já se previa, sem grandes histerismos, a cerimónia em geral foi escorreita e sem momentos mortos, que aliás tem sido o objectivo da organização. A opção de colocar as vedetas teen de Hollywood a apresentar é que talvez tenha sido o tiro que saiu pela culatra: a maioria foi apagada, estava claramente nervosa e não se soube encaixar naquele humor de palco que tanto caracteriza os Oscars.

O The Hurt Locker ganhou! Ainda nem acredito!...

Oscar.com

20 fevereiro 2010

*"Lado Marmelada"

"Lado Marmelada" é a reinterpretação do título da canção "Lady Marmalade", outrora interpretada por Christina Aguilera. Esta brilhante reinterpretação foi feita pelo/a tradutor(a) do episódio de Project Runway (série 6), onde os concorrentes tinham de fazer um vestido para Christina. Mas o/a tradutor(a) deve andar escondido debaixo do mesmo pedregulho que o designer, que falhou redondamente o desafio (mas não foi eliminado)...

Por momentos ainda pensei tratar-se de uma gralha (não sei como lady se pode tornar em lado, mas nunca se sabe...), mas o erro foi repetido uma segunda vez. Ah! As aspas são opção do/a tradutor(a), pelo menos tinha noção de que era uma referência qualquer...

Já agora, se tal espécie de tradutor me estiver a ler, marmalade não quer dizer marmelada, marmalade é doce de laranja amarga.

13 fevereiro 2010

Que delícia!


DODOT Básico - Jan. 2010

Eu ando a blogar que nem uma maluca... qualquer dia isto passa e volta à pasmaceira de sempre. Mas este anúncio delicioso da Dodot, divertido, simples e muito bem executado merece! Desde que os bebés da Dodot deixaram de falar que um anúncio deles não me deliciava tanto. De notar que os anúncios da Dodot raramente são maus e bebés, só de família e amigos.

12 fevereiro 2010

McQ


Como desta vez o ditado "uma imagem vale mais que mil palavras" é a única coisa que me vem à mente, fica esta mais que singela homenagem a um dos homens mais criativos do final do séc.XX e da 1ª década do séc.XXI: Alexander McQueen.

08 fevereiro 2010

O técnico de som gosta da banda

... dos Ídolos.

Nos castings e nas fases de ensaio não senti isso, mas em todas as galas dos Ídolos sempre me pareceu que os níveis de som estavam mais altos para a banda que para os concorrentes/cantores, que deveriam ser os protagonistas do programa. Daí cheguei à conclusão que o técnico de som deve ser amigo da banda. Nas vozes mais poderosas não se sente tanto mas nas vozes mais suaves, como da Mariana e da Inês, elas quase eram engolidas pela banda e consequentemente acabaram por sair relativamente cedo...

Na gala de hoje (a gala pré-final - ou coisa que o valha) era flagrante. Não sei como se ouviria a munição no auditório, mas o júri queixou-se dela, o impressionante é como vozes fortes e poderosas como da Diana e do Filipe, especialmente a da Diana, se perdiam e eram completamente abafadas pela banda, que é boa, mas está lá para acompanhar. Para além de que uma voz poderosa como a da Diana não precisa de reverberação nenhuma para ter corpo, aliás pelo contrário, mas isso prova que o técnico de som, para além de ser amigo da banda, não percebe grande coisa de metal ou então deveria ser despedido!

A propósito de Ídolos, na gala da noite em que escrevi o post anterior dedicado ao concurso, a criticar as farpelas da apresentadora Cláudia Vieira, finalmente a rapariga aparece vestida com um vestido, por sinal bem bonito, digno de uma passadeira vermelha internacional, e desde aí tem aparecido mais bem vestida. Figurino (finalmente) aprovado.

06 fevereiro 2010

*pré-rafaelesco

Acabei de saber através de um documentário acerca de (Sir) Andrew Lloyd Weber, no Biography Channel, que o senhor possui muitos quadros pré-rafaelescos...

Eu sei... ultimamente o meu blog parece ter sido tomado pelo TV-glossário, mas é que isto anda cada vez pior, para além do exagero pseudo-chique da utilização de termos em inglês ou preguicite aguda em procurar a tradução para termos mais técnicos que (ainda) têm equivalente em português, cada vez mais me sinto uma alien (OK, extraterrestre) por defender a minha língua! Desabafo terminado! E é pré-rafaelitas!!!

pré-rafaelita

05 fevereiro 2010

*açúcar glaceado

Tudo começou com glacear o bolo mas depois Nigella Lawson, do programa Nigella Bites, na SIC-Mulher, foi buscar o açúcar glaceado para o fazer. Vá lá que o que ela fez não foi um "glacê", porque senão eu vomitava aqui e agora o acordo ortográfico...

Já não bastava os erros recorrentes de traduzir mal false friends, não perceberem expressões coloquiais e um total desconhecimento de vocabulário mais específico de certas áreas, agora os maravilhosos tradutores televisivos também INVENTAM vocabulário! Como se a língua portuguesa não fosse já rica o suficiente...

Podem procurar nos dicionários, mas glacear e glaceado não existe (nem no corrector ortográfico do Firefox - por amor de Deus!)! E o que Nigella Lawson estava a fazer era uma cobertura de bolo com açúcar em pó (basta prestar atenção às prateleiras do supermercado para saber isso!)!

04 fevereiro 2010

Coração Panorâmico


O português é romântico
Tem coração panorâmico
Lá disse o Tilo Castelo Brânquico
No amor, no 'Amor de Perdição'
É preciso ser pragmático
Não o deixar sorumbático
Dar-lhe um tema profilático
Um humor, um humor de perdição

Troque a tinta, parta o prato
Ponha a bata, tire a mão
Pinte a manta, coma a papa
Regue a planta, coza o pão
Tire a espinha da chaputa
Trinque a fruta, mate o cão
Perca a queca, mas não perca o 'Humor de Perdição'

Tenha um sentido político
Nenhum comentário crítico
Nenhum recorte satírico
Por favor, a menor provocação
É um programa afonético
De grande contorno estético
Somente um pouco indiscrético
O humor, o 'Humor de Perdição'

Colha figos, faça figas
Com amigos ao serão
Vá de volta, vá de moto
Pé no vento, pé no chão
Tenha tino, faça o pino
Toque o sino do portão
Perca a queca, mas não perca o 'Humor de Perdição'

genérico do programa Humor de Perdição
por Rosa Lobato Faria e Herman José
1988

31 janeiro 2010

*artes plásticas

Artes plásticas é a criativa tradução para plasterworks no programa Super Homes no recém reciclado Travel & Living (antigo People + Arts). O que o/a tradutor(a) se esqueceu de verificar é que plasterworks, como as imagens bem indicavam, são estuques. OK, não existe um termo único e específico para os estuques mostrados, que são mais concretamente baixos-relevos ou ornamentos em estuque, mas francamente, olhando para as imagens e utilizando, correctamente, a palavra estuque, acho que fica tudo bem explicado pois a nomenclatura está correcta. Se por acaso o espectador não sabe o que são aqueles determinados estuques, não cabe ao tradutor dar essa explicação (principalmente no espaço limitado de uma legenda).

Mas às tantas estou a sobrestimar as capacidades do/a tradutor(a), pois ao olhar para as imagens, apesar de se tratar de uma casa do séc. XVIII, deve ter pensado que aquilo era feito em plástico... mas plaster quer dizer gesso ou estuque. Uma coisa é certa, quem traduz estes programas deveria ter noções mínimas de decoração, arquitectura e... moda! Sim, as falhas no Project Runway são de bradar aos céus!

plaster
plasterwork (Wikipedia)
estuque

10 janeiro 2010

Max é campeão de parkour


Anúncio Friskies "Free Running"

Simplesmente adoro este anúncio, acho que é a primeira vez que vejo um anúncio de comida para gato que não é "blá blá blá Whiskas Saquetas"...

Peço desculpa, não encontrei a versão portuguesa.

03 janeiro 2010

Quem veste Cláudia Vieira?

Devo ter acordado para 2010 com uma sensibilidade para os trapos maior que o habitual... mas há uma coisa que me tem vindo a fazer confusão no concurso Ídolos (o único concurso que gosto de ver), as roupas que vestem à apresentadora Cláudia Vieira.

Já nos castings não achava muita graça ao que ela vestia, mas como era um casual-hippie-chic, que por mais que não seja um estilo muito do meu agrado, passava bem como o estilo pessoal da apresentadora... é caso para dizer que gostos não se discutem... Mas desde que começaram as galas que não lhe acertam na vestimenta! A cada gala que passa os vestidos vão piorando e nenhum até agora é minimamente interessante.



Ora vejamos:
1ª gala
Vestiram-lhe uma blusa de chiffon larga, com mangas de balão vermelha e calças de cabedal pretas... até poderia passar por um visual rock, mas não é, definitivamente, um visual para uma gala...
2ª gala
Mais uma vez uma blusa/túnica larga, com mangas de balão, cujas mangas lhe ficavam permanentemente compridas, com uns detalhes brilhantes em sítios pouco estratégicos e franjas um bocado estranhas e novamente calças pretas (menos brilhantes...)
3ª gala
Cláudia envergava até agora a melhor peça mas igualmente estranha. Um vestido comprido vermelho, estilo deusa grega, mas com umas pregas muito pouco elegantes a partir do peito e um detalhe assimétrico brilhante horroroso...
4ª gala
A pior fatiota até agora: um vestido justo preto, minissaia, com uns ombros de envergonhar qualquer vestido anos 80 ainda por cima com franjas! Como Cláudia já tem um pouco de barriguinha, o vestido era colado ao corpo, só se via barriga... e ombros! EWWW!

O que me faz confusão é como uma rapariga bonita, magra, nova, bem feita (apesar do silicone) é vestida com fatos tão pouco elegantes, com péssimo corte, totalmente desadequados para uma apresentadora de galas musicais em palco... É verdade que Cláudia está grávida, mas há tanta roupa de grávida giríssima! Basta ver a cerimónia dos Oscars de há 2 anos, onde metade das actrizes estava grávida e nenhuma delas envergava vestidos que não lhe assentassem bem, nem Kate Blanchett que já estava na fase "baleia" desengonçada, isto é, prestes a dar à luz. Felizmente safam-se (de vez em quando) os cabelos e até as concorrentes, amadoras nestas lides mediáticas, estão, em geral, muito mais elegantes e bem vestidas que a apresentadora, que deveria ser a mais elegante e chique de todas! A não ser que brilhos e franjas sejam sinónimo de chique... se forem já não digo mais nada!

02 janeiro 2010

Pior que um beto é um beto bicha

No zapping de dia 1 de Janeiro (adoro maratonas televisivas/de filmes no dia 1!) esbarrei na SIC Mulher e numa série de make-overs que ainda não conhecia. Que a moda está cheia de bichas aspirantes a stylists é um facto, nacional e internacional, mas o que as bichas televisivas nacionais não conseguem é passar de betos bichas... Infelizmente a televisão portuguesa está nas mãos de betos e isso sente-se. Os betos (diga-se betos verdadeiros) são, felizmente, uma raça em extinção, mas infelizmente concentram-se todos nas televisões, monopolizando tudo quanto é o lado supostamente criativo e artístico, criando uma imagem, ela também ultra formatada, que não é realista e sempre igual, mimetizando o fenómeno que já observava nos betos com que fui forçada a conviver na minha infância e adolescência.

O princípio básico de um beto é pertencer ao grupo, portanto não destoar e ser como o vizinho do lado. Isso implica os clichés que todos conhecemos: o sapato de vela, a roupinha de marca tipo Quebramar ou Throttleman e outras marcas semelhantes, o cabelo à f***-se, a camisinha de riscas ou quadrados, o pullover por cima dos ombros, uma predominância de azuis, verdes e beijes, etc.... Um beto bicha é mais "criativo" o cabelo está lá (essa irredutível marca do beto) mas abandona os outros itens para adoptar um visual mais exuberante (bicha) cheio de preto e branco, calças mais justas, sapatinho afiambrado e o raio da écharpe ao pescoço!! O problema é que são todas iguais umas às outras com a agravante que são mais irritantes por serem bichas pedantes.

Como a SIC Mulher (melhor, SIC Gaija) anda a tentar imitar os programas de make-overs norte americanos e britânicos, com as suas qualidades e defeitos, mas integrados nas respectivas sociedades, e como boa televisão portuguesa que é, é gerida por betos, vai buscar o que o beto acha que é um especialista de moda (fashion): ex-modelitos que já não desfilam e o beto bicha. Escusado será dizer que o resultado são programas narcisistas, de auto-promoção, atolados de mau product placement, onde a "vítima" é completamente afogada nos seus conselhos tudo menos práticos, individualizados ou aplicáveis no dia-a-dia... Mas o pior de tudo é que são programas histéricos onde a câmara padece do mesmo mal, não pára quieta, e até nos sentimos enjoados só de olhar mais de dois minutos para o ecrã.

O que me assusta no meio disto tudo é a lavagem cerebral à beto com que levamos diariamente, que tenta formatar o imaginário visual e artístico nacional à sua imagem... EU NÃO QUERO!!! Viva o individualismo! Deixem-nos errar à vontade, não nos obriguem a ser como vocês pois não gosto do vosso mundo!

NOTA: por norma não sou uma pessoa preconceituosa e/ou xenófoba, excepto com betos que é "raça" que só tolero em doses reduzidas e em grande excepções (que as há, felizmente!).

03 dezembro 2009

Adeus Grissom


Fez algum sentido, quase como o fechar de um ciclo, coincidir na mesma semana em que o TV-Child fez mais um ano (já não sei a quantos anda...) Gil Grissom ter deixado (no AXN) o CSI. É que foi com CSI que dei início a este blog, quando andava completamente entusiasmada com o misto de ciência e história de detectives da série e com o carisma de Grissom, que chegou a dar lugar a William Peterson mais que uma vez no meu top dos 5 Gajos Bons.

O certo, e já o manifestei aqui no blog, é que continuo algo saturada das séries norte-americanas, mas apesar de tudo ainda sigo algumas com uma certa fidelidade, estando o CSI no topo da lista (as outras são NCIS - gosto da dose de parvoíce que esta série acrescenta -, Medium - Patricia Arquette, sem dúvida -, Criminal Minds - geeks em acção! - e, às vezes, Damages - que não ando a conseguir seguir como deve ser a 2ª série).

Apesar de ainda adorar a personagem, não foi com pesar que vi Grissom ir se embora. Não foi pois a série já tinha chegado a um certo nível de saturação, a precisar de uma boa reviravolta ou de sangue fresco, que veio da parte de Laurence Fishburne, uma espécie de Morpheus, versão professor universitário mas novato nestas lides, uma personagem que foi introduzida durante o canto do cisne de Grissom, de forma inteligente e sem ser forçada. Já não sendo fã fervorosa de CSI e grande parte do meu entusiasmo já ter esmorecido, Fishburne tem trazido à série novamente aquelas primeiras impressões de quem não está 100% familiarizado com o universo e as regras dos CSI e portanto renovando ou reavivando alguns dos conceitos iniciais da série.

Vou continuar a ver moderadamente o CSI, a saída de Grissom foi convincente, se bem que nos "livrou" de um certo melodrama que se infiltrou lentamente numa série e numa personagem onde inicialmente isso não tinha lugar. Vamos ver no que dá o CSI renovado, pelo menos o humor negro mantém-se e Laurence Fishburne é mais do que competente para manter a série de pé e em boa saúde!

03 novembro 2009

*séptico

A palavra séptico existe em português e o erro desta vez não é tão aberrante quanto os que costumo encontrar, mas neste caso as consequências a nível de significado (portanto do domínio da língua portuguesa) são graves.

No episódio de ontem da série Medium, o procurador Manuel Devalos procurava tranquilizar a sua assistente e médium Allison Dubois dizendo que ainda se sentia um pouco séptico em relação às ameaças de que ela era vítima e a sua relação com os seus sonhos premonitórios.

O problema é que séptico não quer dizer incrédulo ou descrente, o significado da palavra céptico, derivada da doutrina chamada cepticismo. Séptico é algo relativo a putrefacção... é preciso explicar mais?

céptico
cepticismo
séptico

17 outubro 2009

Futilidade

Sim, o anúncio do Pingo Doce é horrível e para além disso uma enorme decepção... volta Rita Blanco, estás perdoada! Quero voltar ao "sítio do costume" e "de Janeiro a Janeiro" apenas se me apetecer...

Mas não é acerca do anúncio do Pingo Doce em concreto que me apetece escrever agora, é acerca do modo como as pessoas agora dão demasiada importância a coisas sem importância e cada vez menos se fala das coisas verdadeiramente importantes. É claro que este é um assunto subjectivo, mas de qualquer forma deveria implicar algum raciocínio e sentido de oportunidade.

A minha irritação vem dos recentes escândalos televisivos/internéticos que começam como pequeníssimos nadas, pequenas parvoíces ou futilidades, mas que rapidamente porque alguém se sente indirectamente ofendido chegam a escândalo nacional. Foi assim com os caroços da Carolina Patrocínio, está a ser com o anúncio do Pingo Doce (se bem que esse é MESMO MAU!) e com o vídeo de Maitê Proença em Portugal.

Carolina Patrocínio não passa de uma menina mimada com uma empregada sobrevalorizada e Maitê Proença não passa de uma actriz brasileira um tanto ignorante, mas mesmo assim com perspicácia suficiente para descobrir alguns dos nossos defeitos nacionais. Só é pena não ter ironia, inteligência ou sentido de humor suficiente para fazer uma critica engraçada que afinal não passou de uma mera parvoíce.

Para muitos a futilidade é gastar rios de dinheiro em compras, jogar conversa fora, fazer um pouco de má-língua inofensiva. Para mim a futilidade é isto, é perder-se tempo e a paciência de algumas pessoas (a minha!) a dissertar por coisas destas sem importância. Ao exagerarem desta forma acerca de futilidades assim, as pessoas que o fazem estão a colocar-se ao mesmo nível dos criticados, ao dar-lhes uma importância e protagonismo que eles não merecem, pois o que apenas merecem é a nossa indiferença. Cada vez mais sinto que a idiotice, a burrice e a ignorância são sobrevalorizados em detrimento do raciocínio, da inteligência e do bom senso... vão cuidar das vossas vidinhas, façam má-língua inofensiva com os vossos amigos, pois sabe muito bem, mas não me encham a paciência com idiotices destas!

Ah sim! O anúncio do Pingo Doce é realmente mau!

09 outubro 2009

*tinta acrílica

Oh meu Deus! Quando é que esta gente aprende a fazer traduções como deve ser? Ainda por cima enganam-se nas coisas mais simples!

A tragédia desta vez deu-se nos olhos de uma vítima de make-overs, no programa Tim Gunn's Style Guide na SIC-Mulher. Estava a dita senhora já na fase em que lhe ensinam a pintar os olhos e a maquilhadora a explicar que as cores devem se interligar como aguarelas. Qual foi a tradução de watercolour para português? Tinta acrílica!!! Quem pseudo-traduziu este programa das duas uma:
1. naturalmente não percebe patavina de tintas, mas também não é a isso obrigada;
2. também não percebe inglês: water=água + colour=cor;
3. e também não percebe português: aguarela;
4. não percebe rigorosamente nada de maquilhagem, mas também não é obrigada a saber;
5. não viu o programa para verificar a tradução;
6. não tem um dicionário Inglês-Português;
7. ou nem sequer saber para o que serve um dicionário ou sequer que eles existem!!

Para além de que, se estivesse com atenção, o/a "tradutor/a", bem, e se soubesse ou pesquisasse alguma coisa sobre tintas, que as aguarelas têm tradicionalmente cores pastel, mais claras, e com frequência são feitas aguadas, que são efeitos com o papel molhado que fazem um gradiente de cor sem linhas delimitadoras. E também saberia que tintas acrílicas são tintas mais espessas e opacas,com cores mais vivas e mais eficazes em superfícies lisas de cor. Mas como eu disse antes, ninguém é obrigado a saber estas coisas, mas um tradutor é sim obrigado a, no mínimo, saber usar o dicionário em caso de dúvida! Não me parece que a ideia de estilo e elegância de Tim Gunn nos olhos de uma mulher sejam sombras tipo desenho animado, com cores vivas e sólidas tipo Malvina Cruela (Cruella De Vil, no orginal)!

watercolour
aguarela | aguarela (Wikipedia)
tinta acrílica (Wikipedia)

23 setembro 2009

Adeus Emília!


Dirce Migliaccio 1933 - 2009

17 setembro 2009

A grande Dama



Passei praticamente o Verão inteiro numa fase baixa do vício, a televisão. Durante a semana vi cerca de uma hora de televisão por dia e ao fim de semana por vezes nem a ligava! [espanto!] Posto isto parece que essa fase está a passar lentamente e ando a tentar colocar-me a par das novidades, que na maior parte dos casos são as estreias de novas temporadas de séries que já seguia, C.S.I., NCIS, True Blood, Gossip Girl agora na SIC, etc.

Mas não é acerca disso este post. Num zapping recente apanhei um programa Mátria, da famosa e polémica Natália Correia e tive um momento de nostalgia. Mas atenção que não foi uma nostalgia melancólica e saudosista, mas sim porque quando o programa era emitido regularmente eu era uma fiel seguidora, facto que constatei agora com muitas razões bem válidas. Lembro-me de começar a ver o Mátria cerca dos 13 anos e de parar de o ver perto dos 17, quando o programa terminou sem nunca perder as suas qualidades excepcionais.

Mátria era um exemplo raríssimo de televisão progressista e vanguardista, no seu conjugar de todas as artes mais nobres, num ecletismo avant-garde, mantendo sempre um ritmo leve e acessível que captou o meu interesse ainda pré-adolescente. A personagem de Natália Correia impunha respeito e até algum temor, à partida os seus programas pareciam ensaios de uma densidade intelectual inatingível a uma miúda, mas revelavam-se num segundo visionamento o absoluto oposto, eram imensamente cativantes. Nessa conjugação da poesia (o forte de Natália), história (de Portugal), pintura, música, teatro e cinema criava-se, através da televisão numa linguagem acessível e divertida, conteúdos pedagógicos e informativos, transformando assuntos e temas à partida chatos em experiências sensoriais que muito me deram a nível de formação intelectual, artística e histórica, mais que muitas aulas do ensino secundário. Esses sim eram tempos em que a RTP fazia serviço público.

Depois de tudo isto, só tenho pena que Natália Correia já não esteja entre nós. Se o nosso país tivesse pelo menos uma pessoa com uma voz assim, talvez esta embrulhada onde nos encontramos fosse outra, onde a visão das pessoas não andasse tão toldada por peneiras mediáticas.

15 setembro 2009

Cozinheiro louco



Enquanto que quase todas as mulheres da minha geração estão chorosas de luto por causa de Patrick Swayze, eu fico por Keith Floyd, o primeiro cozinheiro arrojado a diferente que vi na televisão. Uma pessoa como Keith Floyd, apesar de ter entrado numa dolorosa e alcoólica decadência que o levou até à morte, nos últimos anos, abriu as portas da televisão a chefes mediáticos como Jamie Oliver e a uma série de programas culinários que deixaram de se resumir a uma senhora com ar de dona de casa atrás de um balcão de cozinha a enfiar as coisas cruas no forno e a tirar a sua réplica já pronta no momento seguinte.

Os especialistas na matéria hão de discordar do seu eventual interesse culinário, mas para nós, total ignorantes da matéria e completamente necessitados de um refrescamento em matéria de culinária televisiva, os programas de Floyd na BBC Prime, onde grelhava borrego rodeado dos mesmos num grelhador portátil ao ar livre são memoráveis! Era fã de Floyd há muitos anos, não tanto pela comida que cozinhava (nesse aspecto Jamie Oliver acertou na mouche!) mas por ser o primeiro cozinheiro-pop da minha história televisiva.

O que vais cozinhar nas nuvens agora Floyd?

13 setembro 2009

Já lá vão 10 anos que a Lua foi p'ró espaço...



Pois é, já se passaram 10 anos desde a tragédia na Base Lunar Alpha que fez com que a Lua saísse da órbita da Terra e passasse a vaguear no espaço sideral. Pergunto-me o que será feito do Comandante Koenig e dos seus companheiros de aventuras extraterrestres. Será que eles tinham um sistema de manutenção de vida que durasse 10 anos? Será que encontraram o planeta prometido?

Numa noite em que esteve quarto minguante, e portanto tornou realista o cenário da minha série de ficção-científica preferida de sempre, SPACE:1999, comemorei estes 10 anos da melhor maneira possível, com um jantar extremamente agradável em companhia de outros dois membros do núcleo duro de fãs do Espaço:1999 em Portugal e de uns trekkies em perfeita harmonia de fãs de ficção-científica a trocarmos histórias divertidas de como estas séries e filmes marcaram e transformaram as nossas vidas para todo o sempre.

O ponto alto (para mim) desta comemoração foi poder ver e tocar pela primeira vez em adereços e figurinos do Espaço:1999 ao vivo e a cores. Tirei fotografias, claro, mas por respeito ao coleccionador ficarão para todo o sempre para uso pessoal e não as publicarei jamais (a internet é um lugar perigoso...). Deixo aqui um enorme agradecimento público ao Nuno Miranda, cuja generosidade em partilhar connosco a sua maravilhosa colecção muito prazer me deu. Quero ser assim quando for grande! Quem tiver curiosidade em conhecer a sua colecção, pode vê-la no seu blog pessoal: Nuno Miranda's Original Film Prop and Memorabilia Collection. MUITO OBRIGADA NUNO!!

14 agosto 2009

bits & pieces



A 4ª série de Doctor Who é talvez a melhor das 3 de David Tennant. Não me interpretem mal, a minha companion preferida ainda é e será para sempre Rose Tyler, mas é inquestionável o aumento progressivo da qualidade dos argumentos e visível a paixão com que a série tem vindo a ser feita. E, convenhamos, Donna Noble é genial! Não tem papas na língua e coloca o Doctor imediatamente no seu lugar quando ele se deixa levar pela própria inteligência e uma certa dose de arrogância intergaláctica. "Oi, spaceman!"

Como não tenho muito mais a dizer, só um chorrilho de elogios palermas, resolvi compilar uma série de pedacinhos, que por alguma razão me chamaram a atenção. Deixas, impressões in loco (o que significa que este post há de ser escrito aos bocadinhos), etc.

Aos mais incautos leitores deixo a advertência que este post contém grandes spoilers. Se passarem deste parágrafo sem terem visto a série, vão ficar a saber coisas que provavelmente não gostariam de saber para já! FORAM AVISADOS!



  • A primeira reaparição de Rose, logo no primeiro episódio é, no mínimo, sinistra... brrr! Deu-me arrepios na espinha.......
  • "He... is too skinny for words. You give him a hug and you get a paper cut!"
    Donna Noble para Martha Jones [S04-E04]
  • O episódio 7, The Unicorn and the Wasp, é com Agatha Christie! No universo britânico que habita na minha cabeça Agatha Christie é um dos elementos vitais se bem que actualmente guardada numa estante esquecida e provavelmente cheia de pó. Como Doctor Who, apesar de não ter crescido a ver as séries antigas tenho memórias vagas de Tom Baker e o seu cachecol e dos Daleks, é outro desses elementos vitais, mesmo que menor que Agatha Christie, vê-los juntos é para mim uma pequena maravilha! Estou em pulgas para ver o episódio!!
  • "I am the Doctor and I just snogged Mme. de Pompadour!"
    Doctor [S02-E04]

    Eu sei que esta frase não é desta série, mas apareceu novamente num Confidential e não resisti!
  • O episódio de Agatha Christie é um whodunnit maravilhoso que conjuga habilmente ambos os universos. Lembra as gloriosas séries da BBC dos anos 80.
  • Alex Kingston anda a dar-me sérias razões para embirrar com ela!
  • Até tenho medo de ver o próximo episódio [E11, Turn Left]. Duas razões: o final que se aproxima e Rose Tyler. O trailer é assustador...
  • Faltam dois episódios... vou chorar tanto......
  • Russel T. Davies é um homem cruel! Cruel com as suas personagens e cruel com o público...
  • O último episódio, monumental como nunca, é surpreendentemente alegre, principalmente tendo em conta que a série tem se vindo a tornar progressivamente cada vez mais grave e negra de episódio a episódio. Mas não deixa de ser extremamente dramático e emocionante e com uma "family reunion" que provavelmente ficará para a história, aliás como John Barrowman (o Captain Jack Harness) o disse.
  • Last but not least, não me posso esquecer de elogiar a fantástica escolha de músicas dos Doctor Who Confidentials. Só para mencionar um exemplo, o último episódio começa com o Firestarter dos Prodigy!
  • Ah! Sim, chorei baba e ranho...
Há muitos anos que não via uma série ou programa de televisão assim, excitante, emocionante, com que empatizo e que me enchesse de tal forma as medidas, que parecesse que foi feito à medida para mim. Doctor Who tem os ingredientes certos na medida certa. Tem fantasia e realismo q.b. tem excelentes histórias e personagens e emoção, muuuuita emoção! O lado mau nisto tudo é que agora me sinto extremamente melancólica e não vai ser fácil ultrapassar esta melancolia de tal forma esta série é envolvente (mas eu tenho bom remédio em DVD: Monty Python's Flying Circus ). Ainda me faltam os specials com o David Tennant/10º Doctor, que são quatro, mas o último só estreia no Natal...

A seguir, em 2010, estreia a 5ª série, já com o 11º Doctor, Matt Smith, que vou continuar a ver, claro, mas não será a mesma coisa. Apesar da direcção de argumento passar para as brilhantes mãos de Steven Moffat, Russel T. Davies e David Tennant já lá não estão e mesmo sendo Moffat o 3º vértice do triângulo impusionador desta nova série, fica um triângulo muito manco. Sei que Doctor Who fica em mãos mais que capazes, algumas das melhores histórias das 4 primeiras séries eram dele, mas não vai ser mesmo a mesma coisa...

Ao ver Doctor Who neste momento, em que ando a ficar um bocado saturada ou desiludida com as séries norte-americanas de televisão, volta a dar-me fé na ficção televisiva, melhor, na ficção televisiva britânica, com a qual eu cresci e que se mantém uma referência imutável no meu léxico televisivo. Não que as séries norte-americanas sejam más, mas olhando à distância começam a tornar-se num aglomerado em tudo semelhante, como quando se mistura plasticina de várias cores, ao princípio dá um arco-íris bem interessante e excitante mas no fim acabamos com um pedaço de plasticina inevitavelmente castanha.

Doctor Who - Series Four

09 agosto 2009

Um tipo às direitas



Por mais que não me apetecesse tirar do topo do TV-Child a foto de David Tennant, também me é impossível deixar passar em branco a morte de Raúl Solnado.

Raúl Solnado é uma das minhas referências televisivas portuguesas, era um actor fenomenal que era tão bom em comédia como em drama e sempre um tipo simpático, quando estava à civil. Era uma figura que sempre que aparecia no pequeno ecrã, me deixava um boa sensação e me punha bem disposta.

Por mais que admire a sua carreira no seu todo, para mim Raúl Solnado estará para sempre directamente ligado ao concurso A Visita da Cornélia (primeira versão), onde foi um excelente apresentador, que facilmente alcançava todo o tipo de espectadores. Era engraçado, leve e simultaneamente inteligente sem entrar em humor barato ou em preguicite televisiva, tão comum hoje em dia. Infelizmente só consegui encontrar o vídeo acima no YouTube, gostava de colocar aqui mais...

Mais recentemente, já numa fase de menor popularidade e de outros mediatismos, impressionou-me o seu desempenho no telefilme Facas e Anjos, do invulgar projecto SIC-filmes, onde fazia o oposto daquela imagem de tipo simpático e engraçado a que estava habituada.

Descansa em paz, deixaste-nos muito Raúl!

01 agosto 2009

Confidências de David Tennant


hehee... nas minhas buscas pelo YouTube fiquei a saber que foi Billie Piper (Rose Tyler) quem deu esta T-shirt a David Tennant, quando começaram a gravar a 2ª série de Doctor Who

Por vezes ao arranjar as coisas pela net têm-se surpresas simpáticas (canais de TV: APRENDAM!). Como já disse, ando a seguir apaixonadamente a 3ª série de Doctor Who mais os Doctor Who Confidentials. Ainda não percebi se os Confidentials que encontrei são especiais de DVD ou os mesmos que passaram na BBC, uma coisa é certa: são mais longos que os que vi da 1ª e 2ª série na BBC-Prime, têm cerca de 50 min.

Para além de eu andar a babar litros por causa do David Tennant, o sotaque escocês natural dele, que não disfarça nos Confidentials deixa-me completamente derretida . Pois não é que ao 10º Confidential, Do You Remember the First Time?, tenho um episódio INTEIRINHO de David Tennant, realizado e conduzido por ele? (baba2). Bem, baba à parte, o episódio não é nada menos que excelente. Tudo isto porque se trata de uma busca de Tennant pelos profissionais que actualmente trabalham na série do Doctor Who e que cresceram a ver e foram influenciados nas suas escolhas de carreira exactamente pela longa série Doctor Who. Dá vontade de ter passado a infância no Reino Unido...

Ao longo do episódio temos testemunhos do fantástico argumentista Steven Moffat, também ele escocês e de uma cidade vizinha à de Tennant, Russel T. Davies e muitos outros profissionais da série, desde os Daleks (voz e corpo) às directoras de produção. Para além de um testemunho histórico interessantíssimo acerca da TV britânica de ficção, nomeadamente a BBC, e uma análise da influência sociológica que a televisão teve numa geração, é um episódio extremamente bem disposto e hilariante, que se eu já não fosse totalmente fã da série e não me importasse realmente nada de trabalhar com eles (se bem que ia babar tanto pelo Tennant que acho que não ia trabalhar nada ), com este Confidential ficava!

Doctor Who Confidential

PS - com tanta baba e o calor de Agosto, tenho de beber muita água!!!

23 julho 2009

Quando levar as coisas à letra...

Não sei porque será, mas ultimamente algumas publicidades têm tido a tendência para levar os seus conceitos de marketing à letra e isso resultar em publicidades más e deveras irritantes.


IKEA cozinhas

Já há uns tempos que tem passado a publicidade do IKEA (ou da IKEA, não sei que género será) cujo conceito será qualquer coisa como "cozinhas tão confortáveis, que nem parece que está na cozinha". Mas esta publicidade é ordinária, barulhenta, irritante e pouco abonatória a esse conceito de conforto que se quer transmitir... Uma verdadeira decepção para quem, como eu, acha que a IKEA (OK, desta vez utilizei o "a") deveria ser canonizada.


Optimus campanha de Verão

Mais recentemente apareceu este da Optimus, que normalmente tem publicidades decentes, às vezes até boas, mesmo que demasiado melancólicas, mas que exagerou no conceito de "pré-histórico". A publicidade não é somente parva como misógina da pior espécie...

Será que os criativos não têm noção de quando ultrapassam o risco? Adoro coisas arrojadas e provocadoras, mas tanto uma como a outra publicidades são tudo menos isso, chegando até a ser ordinárias.

20 julho 2009

Reclamação

OK, eu sei que a Rebelde Way (e seus congéneres) não são pérolas de argumento nem realização, aliás estão muito longe disso. É mesmo o facto de estas séries/novelas serem tão básicas que me atrai. É um bocado como gostar de música pimba, é pela piada de ser tão previsível e piroso.

Portanto, consciente da ausência de argumentos inteligentes e profundos, não estou à espera de ver em Rebelde Way um True Blood, uma Gossip Girl ou afins, estou à espera de uma novela palerma e exacerbadamente romântica, com tantas reviravoltas que até os argumentistas perdem a coerência e a plausibilidade. Mas uma "qualidade" têm estas novelas, os picos do argumento costumam ser emocionais e engraçados apesar de quase sempre previsíveis. Rebelde Way soube se manter mais ou menos constante, não tendo demasiados episódios para encher e mantendo equilibrada a distribuição desses picos emocionais... excepto no final! Sim, nos finais as conclusões das personagens principais precipitam-se em catadupa, e, nestes casos, quase sempre nos 2 ou 3 últimos episódios. Não faço a mínima ideia do que foi o último episódio, pois a SIC, na última semana, repetia 75% do episódio anterior antes de aparecerem cenas novas, portanto a cena pela qual me sinto na obrigação de pedir o Livro Amarelo foi repetida, que eu tenha dado por isso, três, sim três vezes. A cada vez que a via mais irritada ficava!

A sequência em questão foi a união mais-que-previsível dos dois casalinhos principais: Mia e Manuel e Lisa e Pedro. A primeira união que se deu foi a de Mia e Manuel, que já namoravam mas que a coitadinha da Mia se via frente a frente com o dilema de perder a virgindade em grande estilo (eu já disse coitadinha?). Até aí tudo bem, sem problema. Os dois finalmente lá se decidiram, quando Mia, sabe-se lá como, encontra Manuel à alvorada numa falésia (para uma rapariga que faz questão de usar saltos altos até a dormir, até que o encontrou bem facilmente). Segue-se a cena da reconciliação, sem nenhuns diálogos especiais ou marcantes (sim, por vezes houve uma ou outra deixa interessante durante a série) mas com uma actuação particularmente má, basicamente dois monos a debitar texto, mesmo para os padrões da Rebelde Way. A cena termina com o casal aos grandes beijos a "mergulhar" no enquadramento, ficando a paisagem da falésia e do mar para nos deixar completar a cena.

Eu até engolia esta cena não fosse a união de casalinho desavindo seguinte. A reaproximação de Pedro e Lisa nos episódios anteriores já tinha sido extremamente forçada, não havendo rigorosamente empatia nehuma entre o casal e entre as personagens e o espectador, portanto já não ia ficar natural a união que tinha forçosamente de acontecer entre os dois, pois o cronómetro estava a contar. E não é que a cena da união de Pedro e Lisa é praticamente igual à de Mia e Manuel? Desta vez foi Pedro que, vá se lá saber com que GPS, encontra Lisa à tarde numa falésia. Seguem-se os dois monos a debitar texto, ainda piores que o casal anterior. A cena termina com o casal aos beijos a "mergulhar" no enquadramento, ficando a falésia e o mar para contar a história. Descubra as diferenças!???? Está bem, está bem, era duas rochas para a esquerda.

Desde o início da série que imaginei que Pedro e Lisa iriam ser os primeiros a se entenderem, um ou dois episódios antes de Mia e Manuel, em parte porque os dilemas que os separavam eram bem menores e mais infantis, e com uma cena de sexo (mesmo que apenas implícito) mais ou menos escaldante. Atenção, não é preciso mostrar pele ou acto sexual propriamente dito para fazer uma cena de sexo escaldante, mas também não é preciso esconder tudo atrás de uma falésia! Em Gossip Girl já houve várias e nunca se viu mais que um ombro ou uma coxa, coisa que certamente as meninas de Rebelde Way não têm pudor nenhum em mostrar. Continuando com Pedro e Lisa, imaginava mais qualquer coisa como dentro do vagão abandonado, que lhes serviu tantas vezes de refúgio, ou então nos bastidores do palco onde iriam dar o concerto final. Ou até mesmo qualquer coisa mais soft, mas nunca, nunca mesmo uma repetição da cena do casal Mia e Manuel.

Será que os argumentistas de Rebelde Way baralharam os papéis da sinopse original de Cris Morena e perderam as páginas das cenas finais de Lisa e Pedro? Vendo o resultado, parece que sim!

E aqui termina Rebelde Way, infelizmente não em grande nem com estilo nem fogos de artifício, só muito artifício muito mal amanhado.

12 julho 2009

New New New New New New New New New New New New New New New York

Este é um post sobre um fim e um início. Continuando a minha decisão de deixar de esperar pelas TV's (neste caso a BBC-Prime), ao terminar de ver a 2ª série de Gossip Girl, a série que se segue é a 3ª de Doctor Who.

Não posso deixar de falar aqui do final da 2ª série de Gossip Girl, pois dentro deste tipo de séries de televisão, que muitas vezes acabam num cliff hanger mais ou menos vago, para dar a eventual possibilidade a uma continuação, muitas vezes ainda não assegurada, gostei muito do final quase fechado de Gossip Girl. Quase porque deixa o espaço necessário a uma 3ª série (que espero ansiosamente pela estreia em Setembro) mas sem deixar de rematar as histórias pessoais iniciadas na 1ª série. Sendo esta a série do ano de finalistas e uma mudança de vida para quase todas as personagens, foi inteligente terem agarrado nesse facto para não deixar as mesmas pontas soltas e ainda por cima darem um final feliz a uma série que por vezes é demasiado realista nas inconstâncias e incoerências das suas personagens, fazendo-as mudar de objectivo e direcção tantas vezes quantas por vezes nós fazemos no nosso dia-a-dia.

Na 2ª série de Gossip Girl, concentramo-nos mais no humanismo de todas as personagens, deixando qualquer uma delas os seus traços maniqueístas para trás (um Dan um pouco menos irritante, uma Serena não tão boazinha e redimida, uma Blair mais emocional e insegura, um Chuck com bom coração, um Nate inconstante, uma Jenny ambiciosa mas rebelde e uma Vanessa não tão fiel aos seus princípios como poderíamos crer), tornando a segunda série numa muito agradável surpresa em crescendo, não desvirtuando nem decepcionando. E pronto, não há dúvida que Chuck e Blair se merecem... vamos lá ver até quando.......

Gossip Girl


Como já disse anteriormente, não gosto de ver o Doctor Who com legendas, acho que distraem mais do que ajudam e tiram-me o prazer de me concentrar no british english que tanto adoro. Daí não ter acompanhado a 3ª série de Doctor Who na SIC-Radical, também por causa da ausência dos imprescindíveis Doctor Who Confidential.

Já tinha visto dois episódios com as ditas legendas e ao revê-los agora confirmo a minha convicção de que as legendas distraem. Em séries ou filmes rápidos, mas com bastantes diálogos e ainda por cima cheios de ironia, como em Doctor Who, muita da compreensão esvai-se ao ler, nem que seja por vício, as legendas e descobri que frequentemente me escapam os detalhes mais engraçados, exactamente porque estou distraída a ler. É muito difícil transmitir esse tipo de subtilezas para uma legendagem, mais ainda quando na grande maioria são feitas em cima do joelho e sem esse tipo de cuidados, portanto, volto a apostar em Doctor Who sem legendas e, claro, a adorar cada vez mais.

Claro que sinto imensa falta da Rose, Martha Jones é uma boa personagem, faz um bom par com o Doctor de David Tennant ( desmaia...), mas é demasiado inteligente e educada. Prefiro a corkiness da Rose, é mais terra a terra, mas uma personagem bem mais engraçada e empática! Ai deles se começarem a criar um clima romântico entre Matha e o Doctor!!!! Acho que me zango à séria!

PS - adoro, simplesmente adoro, quando o Doctor diz "New New New New New New New New New New New New New New New York"!!!

Doctor Who

08 julho 2009

Vestido a dobrar

Já aqui tinha mencionado que desisti de esperar pelas cadeias de TV para ver a 2ª temporada de Gossip Girl e também disse no mesmo post que das poucas coisas que ando actualmente a ver na TV é a novela juvenil da SIC (o meu guilty pleasure) Rebelde Way.


Jenny Humphrey em Gossip Girl

Mia Rossi em Rebelde Way

Não é que ao ver Gossip Girl me deparei com Jenny Humphrey (uma aspirante a designer de moda) a vestir o mesmo vestido que Mia Rossi (uma aspirante a socialite fashionista) vestiu no seu aniversário? Pesquisando na net (excusado será dizer nos sites de Gossip Girl, pois os de Rebelde Way não têm informação útil de jeito) descobri que o dito vestido é da H&M. Ora se em Rebelde Way o vestido foi "vendido" como sendo de um designer ascendente, que na realidade seria a costureira de Sónia Valentino (actriz), em Gossip Girl é o vestido que Jenny usa para o seu Guerrilla Fashion Show, dentro do mesmo estilo dos vestidos que desenha, mas sem menção da marca/designer.

O que tem piada no meio disto tudo é que, ao ver Mia envergando o vestido no seu aniversário (com umas meias de ligas pretas com fitas muito engraçadas e um saiote preto bem rodado), situação onde o vi primeiro (nem na loja o tinha visto) pensei: "ora, vá lá que de vez em quando alguém tem ideias de moda arrojadas nesta série!". Mia estava muito coquette, muito a condizer com o lado mais aparente da sua personalidade, o vestido (ao contrário do da Lisa, que era horroroso! - aliás acho que quem veste a Lisa não tem muita noção do que são roupas punk) funcionou às mil maravilhas! Depois disto vê-lo em Gossip Girl, que na minha opinião é uma referência em termos de tendências de moda, e, melhor, numa conjugação semelhante (Jenny usou-o com collants pretas e um penteado semelhante) e numa situação de festa, só me deixou com orgulho nos nossos profissionais, que pelo menos de vez em quando acertam na mouche, pois o vestido é lindo!

Também acredito que muitas vezes as asas criativas de quem trabalha nestes produtos a metro para a televisão por cá sejam cortadas de raiz antes mesmo de as séries, etc. começarem a ser gravadas...

Apesar de cá "oficialmente" o vestido ter aparecido primeiro em Rebelde Way (Gossip Girl está a dar/deu no SET, mas estreou algum tempo depois dos Estados Unidos), em relação à cronologia e a quem "copiou" quem, o episódio de Rebelde Way deu a 29 de Abril deste ano mas o de Gossip Girl, o 9º, There Might Be Blood, estreou a 3 de Novembro do ano passado... acho que não preciso dizer mais nada...

Escusado será dizer que a imagem de Jenny, arranjei no site oficial de Gossip Girl com toda a facilidade (não sem alguma paciência) e que para a de Mia, incomparavelmente de pior qualidade, tive de garimpar imenso e mesmo assim acabei por ter de fazer um print screen do vídeo no site oficial de Rebelde Way, de onde também veio a outra foto apesar de não ter sido nada fácil encontrá-la. Os sites das séries populares nacionais continuam a ser deficientes mentais e físicos, como se explica que um acontecimento tão importante como o duplo aniversário das duas protagonistas não tenha uma galeria decente de imagens??

30 junho 2009

Bailarina é pouco...



Confesso que estava desejosa de postar novamente para "limpar" a aura MJ, mas infelizmente é novamente por um motivo triste: hoje foi a vez de Pina Bausch nos deixar.

Não foi das participações televisivas mais evidentes, mas a RTP2 ainda passou com uma certa regularidade muitos dos seus bailados filmados, que são muito mais que meros bailados, são performances que apelam a todos os sentidos, dignos trabalhos cinematográficos, que felizmente a imortalizam no seu melhor.

Tive o privilégio de ver dois dos seus espectáculos que vieram a Lisboa (um no CCB, outro na Gulbenkian) que até hoje me deixam memórias fortes e vívidas que creio nunca mais vou esquecer. Pina Bausch não era apenas uma bailarina e coreógrafa, ela rompeu barreiras, transformando a sua arte num híbrido extremamente abrangente e universal, em que o melhor de tudo era a sua acessibilidade dentro da abstracção. Os seus espectáculos não eram densos nem pesados, apesar de as suas temáticas muitas vezes o serem, transmitiam-nos emoções com uma facilidade que poucas vezes a dança o fez.

Pina Bausch já não dançava ela própria há uns anos, mas os seus espectáculos continuavam a ser completamente pessoais, diria até "da tripa"! Noutro registo fica-me também para sempre a memória da sua participação no filme E la Nave Va do meu querido Federico Fellini. Espero que ela seja recebida por gente como ele...

26 junho 2009

R.I.P. part II

Pois... é como costumo dizer, uma morte nunca vem só...

Michael Jackson era daquelas celebridades que na minha cabeça são imortais, de certa forma é verdade, mas saber que Michael Jackson morreu (mesmo que ele tivesse 80 anos e não 50) foi e seria sempre um choque!

Nunca fui grande fã de Michael Jackson, excepto da sua fase infantil-Jackson Five que ainda adoro. Na sua fase Thriller, que lhe deu protagonismo nos anos 80, adorei o videoclip, altamente arrojado para a época, mas o pouco que eu possa ter gostado dele passou imediatamente com a moda e também ao descobrir que Michael Jackson no passado fez/cantou música muito mais intressante.

Agora ele é verdadeiramente imortal, era sem dúvida um ícone, e já estou com raiva por estar a escrever mais sobre ele quando gostava muito mais da Farrah Fawcett! GRRRR!

25 junho 2009

Goodbye Angel!



Agora que Os Anjos de Charlie estão a dar novamente na RTP-Memória (actualmente na fase pós-Farrah), o Anjo Farrah Fawcett deixa-nos... Sempre achei que precisava de óculos escuros para ver aquele sorriso Pepsodent.

20 junho 2009

Gossip2

Tenho visto muito pouca televisão... eu tenho destas fases "down" no vício e as razões são várias, mas as principais são que ando a seguir com regularidade muito pouca coisa (Rebelde Way, Três Irmãs - tem de haver sempre uma novela da Globo, Criminal Minds e mal e porcamente Kyle XY). Ainda caí no engano de achar que a 2ª série de True Blood iria estrear esta semana, mas é apenas a reposição da primeira e nem sequer era a estreia...

Entretanto devido à estranha estratégia do AXN, que passou a 1ª season de Gossip Girl mas aparentemente não irá passar a 2ª (e eu não tenho o Sony Entertainment Television) e de a BBC Prime nunca mais se decidir a passar a 3ª série do Doctor Who (perdi os primeiros episódios na SIC-Radical e gosto de ver sem legendas e com o extra Doctor Who Confidential), até eu, fiel devota do aquário~, ando a desistir da TV em prol da internet...

Chegando onde queria, comecei a ver a 2ª série de Gossip Girl e relembrei-me das razões porque me apaixonei por esta série (é fresca, sarcástica, tem deixas magníficas, belas paisagens, excelente guarda-roupa...). Adorei rever aquela gente bonita de novo, ver a Serena mais serena (passe a redundância), a Blair cada vez mais bitchy e cada vez mais bem vestida, o Chuck cada vez mais extravagante, a Jenny a utilizar os seus talentos com mais inteligência e, last but not least, ver o Dan menos pateta e a fazer merda.

Como o 1º episódio se centra nos Hamptons, tem um ambiente e é visualmente diferente, deixando aquele ar quente veranil e menos cosmopolita. Afinal eles também merecem férias! Uma coisa é certa: com a temperatura que está lá fora e o Verão a aproximar-se a passos largos (demasiado largos, até) é engraçado ver este episódio de Gossip Girl.

E, caramba, JÁ TINHA SAUDADES!

Gossip Girl

04 junho 2009

Adeus Grasshopper...

Isto definitivamente dá-lhe em série.

Hoje foi a vez de David Carradine, o eterno Kwai Chan "Grasshopper" Caine da série Kung Fu e também o Bill de Kill Bill.

Carradine era de tal forma uma figura mítica que até custa a crer a forma como morreu.

BBC NEWS

*sequências

Esta foi hilariante: Tyra Banks, no seu Tyra Show, acompanhava a cantora Beyoncé numa reportagem acerca do backstage dos seus concertos e tournées e, naturalmente um dos locais obrigatórios de passagem era o seu guarda-roupa.

Estavam as duas a enumerar os materiais de alguns figurinos e, entre tanta outra retrosaria de luxo, Tyra disse sequins, que foi brilhantemente traduzido por sequências. Lindo! Um disparate destes já não lia desde a Martha Stuart! É verdade que podem ser cosidas em sequência, mas daí a serem chamadas de sequências... Meninos e meninas tradutores: sequins são lantejoulas ou, para aqueles com costela brasileira, paetês.

sequins
sequências

13 maio 2009

Fashion Video


H&M - Summer 2009

Acabei de apanhar isto na TV, que publicidade mais fashion! Faz-me lembrar os gloriosos anos 90, das top-top models, em que ser fashion victim era um estilo de vida!

04 maio 2009

Amiguinho

Se fiquei triste com a morte de J.G. Ballard, fico triste ao cubo com a morte de Vasco Granja.

Vasco Granja foi um dos meus heróis de infância e adolescência, tive o privilégio de me ter cruzado pessoalmente com ele mais que uma vez e é e há de ser para sempre a minha referência máxima para cinema, televisão, cinema de animação e banda-desenhada, artes que fazem parte da minha vida e da minha existência. Se ele não tivesse existido, talvez não me tivesse interessado tão cedo por estas artes que se tornariam determinantes para mim. Ainda guardo (e agora guardarei com mais carinho) muitos dos artigos que publicou para a TV-Guia, que deveriam, junto com outros artigos e textos dele, ser publicados dignamente em livro, pois acho que ele teve muito para nos ensinar e dessa forma poderá continuar a fazê-lo!

Espero que Vasco Granja se tenha juntado ao seu herói Norman McLaren, que foi ele que nos apresentou, num paraíso cheio de animação...

19 abril 2009

Voo...

Há cerca de mais de um ano falei aqui da morte de um dos meus escritores de ficção-científica preferidos: Kurt Vonnegut. Hoje foi a vez de outro grande escritor de ficção-científica partir para outros voos: J. G. Ballard.

Apenas li três livros dele: O Mundo de Cristal, Olá América e Aparelho Voador a Baixa Altitude, mas nunca li, e quero ler há muito, os seus dois livros semi-autobiográficos que deram origem a dois excelentes filmes e alguma notoriedade fora dos círculos da escrita de ficção-científica: O Império do Sol (realizado por Steven Spielberg) e Crash (realizado por David Cronenberg).

É um escritor de que gosto bastante pela sua escrita simples e directa, paixão por aviões e capacidade de transformar situações áridas e catastróficas em histórias envolventes, românticas e cheias de humanidade.

Hoje é um dia triste para o mundo...

jgballard.com

15 abril 2009

um pouquinho de nostalgia (ainda) dos 70s...


Lene Lovich - Bird Song

Lene Lovich, nascida nos Estados Unidos mas que sempre conheci como residente em Inglaterra, de origem sérvia e inglesa, foi a primeira cantora/banda musical de que fui fã na vida. Um amigo recordou-me este vídeo fabuloso que agora coloco aqui!

Ela surgiu com o a decadência do punk e o início da new wave e foi muitas vezes algo injustamente comparada a Nina Hagen (por causa do exotismo e da voz treinada) e a Kate Bush (apenas por causa do exotismo). Infelizmente acabou por ter um papel mais secundário na história da música popular, à sombra destas duas cantoras.

Lene Lovich veio a Portugal pela primeira vez dar um concerto em 1978 e voltou o ano passado. Infelizmente não vi nenhum dos concertos, o primeiro por os meus pais não me deixarem, o último por falta de t€mpo...

Apesar de há bastante tempo já não ser a minha cantora preferida, até porque a sua carreira musical abrandou consideravelmente, ainda me sabe muito bem ouvir as suas canções que, em parte, definiram muito do que eu sou!

Lene Lovich

10 abril 2009

making of - separadores RTP1



Já aqui tinha mostrado e mencionado a originalidade dos novos separadores da RTP1, pois deixo aqui um mini-making of, que me escapou na altura que deu, aparentemente no Telejornal.

*casa verde

Sexta-feira santa, 10 de Abril, tarde de ronha em frente à TV... Na versão dobrada de O Segredo de Terabithia, que me pus a ver por um amigo meu me ter recomendado múltiplas vezes o filme, aparece-me esta pérola da má tradução de filmes para português: a irmã mais nova de Jesse irrompe pela sala com a maravilhosa deixa: "pai, pai, anda ver na casa verde!" Claro que a dita casa verde não era nada mais que uma estufa!

Se já não fosse grave o/a tradutor(a) do filme não saber inglês como deve ser (e não sabe topar false friends), também não tem olhos na cara! E, pior ainda, os actores e director(a) de dobragem também não!!! Ainda por cima greenhouse é uma palavra só, bastava ir ao dicionário... é mesmo triste...

greenhouse
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