01 setembro 2008
Rumores à parte
Até esta fase existem apenas algumas grandes diferenças e essas relacionam-se mais com os adultos ou as personagens secundárias. Os pais de Serena estão os dois juntos, os de Chuck também, o irmão, Eric, é mais velho e está no primeiro ano da universidade. O pai de Dan e Jenny não é ex-músico mas editor de poetas alternativos, a mãe deles fugiu para a Europa de leste para viver uma vida artística e Vanessa continua sendo a melhor amiga de Dan mas é a personagem que mais mudou. Ela é colega de Serena, Blair e Jenny no colégio Constance Billard, é toda rebelde radical, tem o cabelo rapado, veste-se sempre de preto e amua pelos cantos do colégio. Aparece muito mais cedo na narrativa, está apaixonada por Dan, mas nunca tiveram nada. A banda de rock não pertence, claro, ao pai de Dan, que é bem menos moralista e "paizinho", mas sim à irmã mais velha de Vanessa, que não existe na série. No livro também temos mais a sensação de que os rapazes e as raparigas andam em colégios diferentes, enquanto que na série parece ser o mesmo colégio mas com aulas separadas por sexo.
No geral todas as personagens são mais arriscadas e tudo o que é implícito na série aqui acontece: as drogas, o álcool, o sexo, etc. Serena é mais simpática e sensível, Blair é bulímica, mais bitchy mas ao mesmo tempo mais insegura, Dan é mais introspectivo e muuuito menos moralista, mais interessante que na série, Nate é mais fútil e Chuck é o mesmo de sempre. Se Vanessa é radicalmente diferente, Chuck é igualzinho.
O livro é engraçado, super leve e lê-se num instantinho. Estou a morrer de curiosidade para ler como a história se desenvolve, já que no ponto em que ficou, fora os acontecimentos chave, tudo o resto poderá ser muito diferente.
27 agosto 2008
Rebeldia em categorias
No todo, o produto não é mau, mas também não é bom. É bom já não ver tantos chapões de luz nos exteriores, os cenários não parecerem cenários e o guarda-roupa, apesar de nada de extraordinário, ser credível. Apesar da participação dos Storytaylors, é uma pena que as roupas deles (de longe as mais interessantes da novela) só se vejam, e mal, num mísero desfile que nem destaque tem... Se eu não soubesse quem eles são e o nome não aparecesse no genérico final, nunca diria que tinham tido algum tipo de participação.
Mas vamos ao que interessa, os rebeldes:
A rebelde mimada
Ou seja, Mia Rossi. O nome é engraçado, mas pouco português, de todas as personagens esta é a que deveria ter um apelido "bem". Dos protagonistas é talvez a que está melhor caracterizada, tem demasiados maneirismos, mas é o formato televisivo. Dentro de uma personalidade fútil, temos mais que uma faceta e alguma densidade.
Fisicamente não acho a rapariga particularmente interessante e gostaria que se vestisse de um modo mais interessante, fashion e caro. Que se notasse que esteve em Paris às compras, porque o que vejo em cima dela bem que podia vir da Stradivarius, Bershka ou semelhantes. As tatuagens da rapariga também são muito pouco "bem", portanto deveriam ter sido tapadas. Não queria comparar com Gossip Girl, é injusto, mas é inevitável, elas sim sabem se vestir. E apesar de não gostar particularmente de nenhuma roupa de Serena, elas têm o ar de custar vários ordenados portugueses e são elegantes!
O rebelde sem causa
Pedro Silva Lobo. Praia, álcool, miúdas. Pouco mais tenho a dizer, densidade é coisa que esta personagem não sabe o que é.
O rapaz é feiinho, já na Floribella o tínhamos percebido. Um protagonista de uma novela, por mais preconceituoso que isso seja, quer-se bonitinho, quiçá um galã. Quanto à roupa, talvez seja o que tem as roupas mais convincentes, veste-se de cores escuras, t-shirts, polos e calças de ganga. Está de acordo com o corpo dele e com a personagem.
A rebelde desbocada
Lisa Scott. Porquê Scott?? Mais uma possidonice de estrangeirismo. Esta está na idade do "contra", ou seja, seis anos. Também tenho pouco a dizer da personalidade dela, a sua única motivação até agora é contrariar a mãe.
É a única que acho bonitinha e é uma pena a personagem ser tão desinteressante porque a miúda até leva jeito. Tem sotaque charmoso do nuorte. Acho a roupa demasiado freak, quando não está de biquíni, e aquele corte de cabelo apetece... nem sei... Devia ser mais punk ou vanguardista no modo de vestir. Devia parecer que só compra roupa em lojas alternativas e que inventa outras em casa.
O rebelde motário
Manuel Guerreiro. Não podia ter um apelido mais estereotipado! Tem ligeiramente mais densidade que o Pedro e a Lisa, mas pára por aí. ♪ Vin-gan-ça, vin-gan-ça! ♪ (acho que já ouvi isto nalgum lado...)
O rapaz, coitadinho, é muito feio! E, para parecer que está a sofrer, ou zangado, ou revoltado, só tem uma expressão: uma carantonha. Peço desculpa, mesmo calmo ou alegre a expressão é a mesma... A roupa, não é boa nem má, mas podia ser menos estereotipada.
A rebelde coitadinha
Íris. Leva pancada do namorado, está sempre a vir do supermercado, a mãe não quer que ela lute por um futuro melhor, não há nada de bom que aconteça a esta desgraçadinha! A moça até é engraçada mas aquele cabelo, liso à frente e encaracolado atrás, não lembra a ninguém! As roupixas, podiam ser menos slutty, falta de dinheiro não quer dizer forçosamente redução no pano.
O rebelde maria-vai-com-as-outras
Tomás, o melhor amigo do Pedrinho, faz tudo o que ele diz. Fisicamente é o mais bem caracterizado.
A rebelde palerminha
A que tem o nome mais adequado à sua condição social, Frederica Vasconcelos, Kika. É capacho de Mia, serve para tudo, satisfazer a sua vaidade, enviar recados, ouvir. É gira, apesar de gordinha. A roupa também podia ser mais fashion, afinal ela tem dinheiro para isso e é a Mia quem a veste.
O rebelde geek
Marco. O mais bem caracterizado, se bem que muitíssimo estereotipado.
A rebelde francesinha
Natalie, namorada de Manel.
Coitadinha, até numa boina a puseram! Viva o estereotipo.
O rebelde parvo
Gui. Quer parecer o que não é mas não convence ninguém. É chato!
A rebelde interesseira
Vicky. É gira, tem vergonha do que é.
A rebelde enjoada
Paula, a filha do director. Até agora a única coisa que soube fazer foi isso, cara de enjoada.
O rebelde religioso
Gabriel, o moço muçulmano com nome de anjo católico. Acho bem trazerem esta questão de religiões e culturas diferentes à baila numa novela leve para adolescentes. Só espero que não estraguem tudo por não fazerem o trabalho de casa.
É dos mais giros, ainda só o vi de kaftan.
A rebelde snob
Sofia. É altiva e arrogante, olha as pessoas de cima para baixo. Raquel Strada é das actrizes mais bonitinhas da nossa praça, mas infelizmente nem sempre muito expressiva. Um casting quase perfeito para o papel.
O rebelde nazi
Rodrigo. Menospreza TODA a gente menos a namorada. COITADINHO do actor! Onde foram fazer-lhe aquele corte de cabelo??? Eu sei, é para parecer austero e nazi, mas está mal feito e aquele tom de loiro-palha parece tudo menos natural! Pior só mesmo o "capacete" do Frederico na Floribella. mais umavez, viva o estereotipo!
A rebelde exótica
Hoshi Kyoko. Até agora ainda não apareceu, é uma japonesa interpretada por uma chinesa. O nome revela falta de pesquisa. Kyoko é nome próprio, nunca apelido, e Hoshi, que quer dizer estrela, é pouco apropriado para apelido. Pelo que li no site é mais um caso de estereotipite aguda.
Os adultos têm demasiado protagonismo, que deveria se focar 80% nos adolescentes e 20% nos adultos. Não houve nenhum que me convencesse verdadeiramente e se aos miúdos dou alguma tolerância pelos engasgos naturais dos primeiros episódios, a todos os adultos não dou nenhuma, a sua experiência em televisão deveria fazer com que saíssem dali performances no mínimo decentes. Estou um bocado apreensiva quando começarem as cantorias. O que ouvi até agora lá era afinadinho, mas trinados em músicas dos Xutos é um bocado piroso, para não dizer Festival da Canção.
Tecnicamente a montagem é muito má. A realização já é mediana e não ajuda, mas a montagem tem falta de ritmo, os cortes são feitos ou cedo demais ou tarde demais e não é fluida. É, definitivamente, a área a trabalhar.
Até me fartar, coisa que não aconteceu com a Floribella, que era viciante, e que aconteceu com as Chiquitontas, demasiado artificial, vou continuar a ver, pois sinto alguma coerência e objectivos sólidos na narrativa. Só espero, e espero mesmo, que não estraguem tudo com o velho mal de querer fazer render o peixe ou começarem a introduzir disparates pouco plausíveis.
Rebelde Way
19 agosto 2008
Querido, mudei a casa!
É o meu primeiro template de blog!!!! Altamente inspirado numa série de TV, no layout do blog da Gossip Girl. Não fiz 3 colunas como na série, não sinto necessidade delas e perdia espaço para os posts e ainda há uma ou duas coisitas para afinar. Também não fiz os botões, mas, quem sabe se no futuro não coloco aqui uma listas de programas de TV preferidos, ou qualquer coisa parecida e aí uso a ideia dos botões...
Bem, espero que a nova decoração agrade, pessoalmente só me sinto feliz por ter finalmente este blog mais personalizado.
xoxo Gossip Girl
09 agosto 2008
Fogo-de-artifício
Epa, no que toca a espectacularidade os chineses não há dúvidas que dominam! Quando comecei a assistir à cerimónia e ao "abuso" de fogo-de-artifício, já nem me lembrava que eles são os inventores da pólvora e que o fogo-de-artifício é uma tradição. Eles não se limitaram ao estádio, espalharam fogo-de-artifício pela cidade inteira! E como Pequim é plana e o fogo-de-artifício em si já era espectacular, original e lindíssimo, só isso já foi de deixar qualquer um a babar.
Mas se fosse só isso... os chineses não se deram por satisfeitos e, entre figurinos brutais, efeitos de luzes fenomenais ainda tinham os écrans de vídeo. Chamar-lhes écrans de vídeo é, no mínimo um eufemismo, mas não sei o que mais lhes chamar... O primeiro era óbvio, já lá estava, é o écran que circunda o anel da cobertura do estádio por dentro, o que já era suficientemente espectacular. Mas o segundo... após os primeiros quadros, já de si muito bem encenados e visualmente ricos, não é que, quando a cerimónia verdadeiramente começa, desenrolam, no meio da arena do estádio, um pergaminho (ou rolo de papel, se quiserem) gigante em écran LCD (ou semelhante)!!!! Um dos comentadores do Eurosport disse que aquilo tem 2cm de espessura!!! Claro que é para ser visto ao longe, e não há dúvida que toda a cerimónia foi muito bem pensada para ser filmada e foi muito bem filmada, não deixando escapar os efeitos mais bonitos.
Mas se fosse só isso... a cada acontecimento espectacular da cerimónia, sucedia-se um outro mais espectacular ainda! E outro, e outro, e outro... Ao princípio ainda me questionava: "Como raio é que conseguem fazer aquilo?", mas ao fim de uma hora já apenas usufruía do espectáculo! Foi tudo lindíssimo, inclusive o acender da chama olímpica, que de noite se destaca imenso no estádio, vista do exterior. No meio de tanta espectacularidade uma das coisas que mais me marcou, foi a miúda, adequadamente vestida de vermelho, que cantou o que percebi ser o hino da República Popular da China. Ela era tãããão cute!!! Não consegui encontrar fotos ;_;
Porque é que vi a cerimónia no Eurosport se estava a dar na RTP1 e quase uma hora antes? Na realidade comecei a ver (num zapping com excelente pontaria) na RTP1, mas ao chegar um intervalo de mais de 10 minutos comecei a ficar impaciente e resolvi espreitar o Eurosport que costuma transmitir os Jogos Olímpicos na íntegra. Ora, quando me apercebi que no Eurosport o som era melhor, os comentários mais pertinentes e inteligentes e os intervalos consideravelmente menores, nem vacilei. No Eurosport dizia no canto do écran que estavam a emitir em HD, talvez fosse isso. Eu tenho uma televisão miserável de 15 polegadas, que nem se quer é écran plano, quanto mais ter um bom som, e mesmo assim notei a diferença. O som na RTP1 parecia abafado... os comentários, parecia que nem sequer estavam a ler o guião disponibilizado pela organização... No Eurosport deram uma calinada que quase veio parar ao meu TV-Glossário, mas eles corrigiram o erro, sinal de bom profissionalismo. Apenas traduziram compass (bússola em inglês) por compasso! Heheee!
Agora a ver se dou uma espreitadela às minhas modalidades preferidas, ginástica, natação, saltos para a água, esgrima e algumas das outras, e também aos atletas portugueses (lá vou ter de ver o atletismo...).
The Official Website of the Beijing 2008 Olympic Games
06 agosto 2008
*ingenuidade
No mesmo episódio de NCIS, alguém diz: "...it's the American ingenuity." que foi ingenuamente traduzido como: "...é a ingenuidade americana.". Desta o/a tradutor(a) não se safou, ingenuity quer dizer engenho ou habilidade... talvez lhe falte o engenho para traduzir melhor.
ingenuity
ingenuidade
*decepção
No título do episódio de hoje de NCIS estava escrito deception e decepcionadamente traduzido como decepção... acho que o/a tradutor nunca ouviu falar em false friends no secundário, deve pensar que são amigos que lhe deram decepções.
Realmente deception até pode ser decepção, mas para além de a tradução mais comum ser engano, dissimulação, esta é uma série cujo título em português é Investigação Criminal, o que quer dizer que no contexto, as segunda e terceira hipóteses parecem mais lógicas. Já agora, decepção costuma ser dissapointment.
deception
decepção
03 agosto 2008
Rakelli
Rakelli no Caldeirão do Huck
Nas novelas brasileiras, mesmo que a novela seja mediana e se veja apenas por puro passatempo, há sempre um núcleo ou personagens cómicas para alegrar as hostes e, de vez em quando nos colocar com atenção os olhos no écran. Em Beleza Pura, uma daquelas novelas da tarde que não fazem grande impressão na memória, o espectáculo e os aplausos vão todos para Rakelli, interpretada por Ísis Valverde.
Ísis é uma rapariga bonitinha, engraçada, muito menina Malhação, que usualmente se costuma dispensar como sendo mais uma carinha laroca para compor o cenário. Mas com Rakelli, uma suburbana burra, ignorante, brega, muito trapalhona e ingénua, ela faz a festa, lança os foguetes e apanha as canas! Para começar o texto dela é genial, as trocas de palavras que ela faz são hilariantes, o estilo brejeiro mas encantador é daquelas coisas que torna as novelas brasileiras no suucesso que são. Mas quando a Rakelli começa a chorar............................. não há explicação possível, a reacção automática é desatar a rir à gargalhada. Os guinchos que ela faz são inexplicáveis e as bem aproveitadas reacções das personagens que estão à sua volta é imediatamente fazerem-na parar de chorar. Até porque os motivos porque ela chora são sempre completamente parvos, excepto, claro, para ela.
O grande sonho da vida de Rakelli é ser dançarina no programa de variedades Caldeirão do Huck. Para Rakelli, para concretizar esse sonho, ela tem um objectivo: ser famosa. Quando for famosa, Luciano Huck olhará para ela, irá gostar e contratá-la para o programa. É este o tipo de raciocínio de Rakelli, inacreditável! Como se ela já não fosse hilariante, ainda por cima contracena com o bonzão Marcelo Faria, que faz (como sempre) lindamente o bronco pedreiro Robson, a grande paixão de Rakelli e a causa para muitos dos ataques de choro.
Não consigo colocar decentemente para palavras o quanto Rakelli é engraçada, só mesmo vendo!
Beleza Pura - TV Globo
SIC
2ª - 6ª: 18h00
27 julho 2008
Fashion victim
Project Runway é feito no mesmo formato que The Apprentice, de Donald Trump: um número de canditados ultrapassa, episódio a episódio, uma série de provas específicas naquela área de trabalho, sendo um deles eliminado a cada prova, ficando apenas um vencedor no final.
O interessante para mim de Project Runway é primeiro que tudo a área profissional onde se enquadra, a moda e o estilismo. Porque gosto muito de moda e roupas, porque também costuro (mas dificilmente conseguiria vencer um concurso destes) e também porque, convenhamos, o mundo da moda oferece mais "sumo" televisivo que o mundo empresarial. É mais colorido, os candidatos são mais ecléticos e visualmente apelativos, têm reacções mais exageradas e portanto mais televisivas e depois há o lado da cusquice, nada como o mundo da moda para ter cusquice a 100, 200, 300%!!!
Mas para além disto tudo, Project Runway revelou-se um programa bastante profissional, sóbrio, pouco alarmista ou exagerado, onde os exageros ficam apenas para alguns dos candidatos. Heidi Klum, a apresentadora, é sempre sóbria sem ser demasiado séria, Tim Gunn, o mentor dos candidatos, é uma bicha elegante com imensos conselhos sensatos para dar e o juri, Nina Garcia (ELLE) e Michael Kors mais um convidado, sendo os mais irritantes de todos, têm sempre algo de construtivo a dizer sem serem demasiado agressivos e brutos. No fim das contas, como as provas são difíceis, muito difíceis, quem se candidata ou é bom ou não entra!
Prova a prova eu imagino o que faria e chego sempre à conclusão, na maioria das vezes, que não seria capaz, ou por falta de tempo ou por falta de capacidades técnicas. Os candidatos, para além de terem de ser criativos e originais, têm de ser bons e rápidos tecnicamente (têm normalmente um a dois dias para criar e construir uma média de três peças!). Duvido que, semana seguida de semana, eu conseguisse sequer inventar mais que um bom conjunto de roupas, quanto mais construí-lo! O que muitas pessoas não sabem, é que muitas vezes os estilistas são muito criativos mas metem pouco as mãos na massa, principalmente para fazer algumas coisas que vejo e bem feitas no programa. Mas também já reparei que às vezes existe alguma aldrabice, há quem, na pressa, use cola para juntar as peças e não a máquina de costura... Mas ainda bem que não sou estilista, já sei disso há muitos anos, mas com este programa confirmei isso.
Project Runway
SIC-Mulher
sab. 22h45
dom. 20h00
19 julho 2008
Eccleston vs. Tennant
Ah! Estou a falar de Doctor Who. Quanto mais vejo Doctor Who, mais apaixonada fico! É uma série com uma permissa muito simples e suficientemente aberta e flexível para que cada episódio seja literalmente uma aventura. Sem dúvida que esta série usufrui todo o excelente know-how da BBC!
É uma série de ficção-científica à antiga e às direitas, sem gore nem efeitos gratuitos, mas com histórias fortes, que não subestimam o espectador, mesmo sendo o público-alvo juvenil. É uma série que, no meio de toda a fantasia, é inteligente, carismática e ultra cativante!
Tenho tido alguma dificuldade em vê-la. Primeiro vi o primeiro episódio, ainda sacado da net, em casa de um amigo, mas não pude ver o resto. Depois começou a dar na BBC-Prime e não sei bem porquê só vi (e sempre) os mesmos episódios. Só quando comecou a dar a segunda série, também na BBC-Prime, é que finalmente me consegui fidelizar e a vi praticamente completa. Recentemente, quase em simultâneo com a estreia de Doctor Who na SIC-Radical, a BBC-Prime, ao acabar a 2ª série, recomeçou a dar a primeira e em pacotes de dois episódios. No meio disto tudo, aparentemente apenas perdi um episódio, o 2º da 1ª série.
Se já gostei de Christopher Eccleston, como o 9º Doctor, por causa do sotaque, da sua ironia britânica, do seu ar desengonçado, a mudança para o 10º Doctor, David Tennant, não podia ser mais feliz. Primeiro, o estratagema arranjado para a mudança de actor foi muito interessante, aproveitou um episódio duplo muito importante e emocionante (Daleks - 2ª volta), e não foi nada gratuito, para além de que o Doctor finalmente beijou a "sua" Rose (se bem que em circunstâncias excepcionais). Mas David Tennant faz um Doctor mais divertido, cheio de charme e sexy, sem perder a ironia e inteligência. A empatia com Rose parece aumentar e, convenhamos, é BEM mais bonito! E bem mais bem vestido, aquele fatinho dá-lhe um ar tãããão british!
Um dos grandes trunfos nesta série é a partenaire do Doctor, Rose, ser um elemento extremamente activo e um love interest muito bem resolvido ficcionalmente. Eles não namoram, não são amantes, marido e mulher, etc. Há uma ligação extremamente forte entre ambos, quiçá eterna, que ninguém parece conseguir romper, mas apesar de, como espectadora, desejar mais, é nesse desejo que está o grande atractivo da relação deles e que torna a série ainda mais empolgante. Rose é uma rapariga simples, até um pouco saloia, mas com uma enorme curiosidade, desejo de aventura e acima do que a vida lhe colocou à frente até ao encontro com o Doctor. O Doctor mudou tudo e ela nunca mais será a mesma. Nem ele!
Vou rever a 2ª série e morrer de curiosidade apra ver a 3ª e a 4ª, pois na 2ª a Rose "morre".
Uma dica: Na BBC-Prime, para quem não se importa com a ausência de legendas, dão dois episódios de cada vez, mais extras. Isto é, Doctor Who Confidential, um making of, episódio a episódio, onde agradavelmente percebemos que ainda se faz boa ficção-científica sem recorrer única e exclusivamente a efeitos digitais ou 3D.
Doctor Who
Doctor Who Confidential
BBC-Prime
sab. 18h00 - 20h00
O episódio-catástrofe
Há uma coisa nas comédias, principalmente quando são críticas: abrem-nos os olhos. HELP!!! é uma paródia às séries de hospitais, se bem que pressuponho que a mesma paródia se dirija mais a séries tipo General Hospital do que propriamente o ER. Mas uma coisa todas têm em comum e isso é usado como o clímax de HELP!!!, o episódio-catástrofe. O episódio-catástrofe serve como catalizador de emoções, pretexto para tomadas de decisão e oportunidade para mostrar os nossos médicos preferidos como verdadeiros heróis. Visto o episódio de ER de uma maneira fria e com estes parâmetros em mente, o interesse perde-se.
ER é daquelas séries cuja ideia base é muito boa, mas que não consigo ver muitos episódios seguidos, é por fases. Neste momento ando numa fase não, calhou ver o episódio.
30 junho 2008
Um bom arrepio
Ontem à noite revi, após quase 20 anos, o meu filme de terror preferido: The Haunting (A casa maldita em português).
The Haunting é um filme muitíssimo simples, com uma história básica, sem um único efeito especial, que assusta o espectador utilizando técnicas básicas do suspense e do cinema: ser filmado a preto e branco, muito contrastado, muitos planos em contra-picado, abuso de grandes angulares para distorcer o espaço, um cenário dramático q.b. e uma banda-sonora excepcional, porque efeitos sonoros tem de sobra! Tudo o que é ameaçador está fora de campo, fora do olhar do espectador e tudo é sugerido.
Mesmo depois destes anos todos é um filme que ainda arrepia e recomenda-se vê-lo às escuras. Pena que desta vez pareceu mais curtinho.
The Haunting (IMDB)
25 junho 2008
Rebelde Way?????? º_º
É que soa mesmo mal, piroso ou até chunga, como se fossem aquelas pessoas que não sabem falar inglês, mas que enfiam umas palavras em inglês na conversação para parecer que sabem...
Não sei que tipo de programa é, mas isto é talvez o mais baixo que a programação nacional consegue ir em termos de títulos de programas... ai, ai...
02 junho 2008
27 maio 2008
O horror...
Apesar da falta de timing, não queria deixar de comentar o Festival Eurovisão da Canção. A razão porque nunca comentei aqui um programa, que até ao início das TVs privadas via fervorosamente e até organizava festas para acompanhar, é porque desde aí deixei de ver. E ainda bem!
O ano passado (foi mesmo o ano passado?) já me tinha apercebido de algo estranho com a vitória de um grupo menos ortodoxo (para não usar uma outra expressão qualquer menos digna), mas este ano, que calhou ver 2 programas, fiquei, no mínimo, horrorizada!!!! Só vi efeitos especiais, coreografias de encher o olho, gajas boazonas e lantejoulas! E a qualidade das vozes era inversamente proporcional à quantidade de efeitos que cada país apresentava... O QUE RAIO ERA AQUILO????
O que nos safou, é que no meio de tanto fogo de artifício, Portugal mandou para lá uma canção minimamente decente e uma rapariga com muito boa voz. Só foi pena o figurino da rapariga ser tão gótico, tão pesado... e aquela maquilhagem também não a favorecia minimamente. Queriam uma Amália gótica? Já chega de viver à sombra dela no estrangeiro...
06 abril 2008
31 março 2008
Baba2
Justice - D.V.N.O.
22 março 2008
Nostalgia
Renault 9 Super Star, 1982
Quando via isto na televisão naquela altura, parecia-me a melhor publicidade do mundo. Agora já não parece, mas ainda impressiona.
21 março 2008
*sala da luz
OK, agora a sério: sunroom é solário, de lugar para banhos de sol. Só espero que a velhota que levaram para a sala da luz não tenha ficado encandeada...
sunroom
19 março 2008
Arthur C. Clarke
A recordação que me ficará para sempre dele foi o programa televisivo Os Mistérios de Arthur C. Clarke, que passou na RTP nos anos 80, muito antes de eu ter finalmente a possibilidade de ver o 2001, Odisseia no Espaço. Uma das duas imagens que me marcou do programa foi a caveira de cristal, tema do próximo e esperado Indiana Jones, do genérico inicial e a outra era vê-lo a passear-se, com um mega guarda-sol, nas praias do Sri Lanka.
08 março 2008
5 gajos bons 2008
Está no ar, está no meu top. Se bem que não ando a gostar tanto da sua interpretação na novela Sete Pecados, talvez o seu Dante seja demasiado bonzinho...
Ainda dá pica, está no ar na SIC com uma série mais antiga do CSI, mas a intriga das maquetes da 7ª série encheu-me as medidas.
Desde que o comecei a ver nas novelas que achei que tinha uma cara doce e exótica. Em Sete Pecados tem um ar mais maduro, já convence.
Este homem sempre me intrigou, adoro aquele ar carismático e é um excelente actor! No ar com CSI: NY.
Gosto do ar mais maduro e um bocado porco que tem em Jericho. Parece que sobreviveu, e bem aos filmes de adolescentes!
02 março 2008
Remodelações
Ultimamente tenho achado que as decorações do programa nacional melhoraram consideravelmente, tornaram-se mais palpáveis, mais habitáveis, mais realistas em relação às "vítimas", apesar de ainda achar que o programa não melhorou muito.
A máquina está bem mais oleada, já não se sente o programa a apalpar terreno, mas este último que vi, a decoração de uma sala em Albufeira, exagerou. O programa era mais uma reportagem sobre o que as Sofias e os queridos andaram a fazer em Albufeira (o que e onde comeram, o hotel onde ficaram, a piscina, etc.) do que sobre a decoração da dita sala. É verdade que num programa destes tem de haver um espaço maior para o product placement, são eles afinal que pagam as decorações, mas não exageremos: o que é que me interessa saber o que eles cozinharam para o lanche? Eu por acaso faço muito bem apple crumble (e não ponho passas, eww!), mas da última vez que verifiquei este era um programa de decoração e não de culinária! Aliás o catálogo final já é mais que suficiente. Existe uma necessidade de justificar tudo, mesmo o que é óbvio, há informação repetida várias vezes sem necessidade. O que gostaria de ver é o trabalho de mãos que eles andaram a fazer, também é engraçado uma piada ou outra lá pelo meio para descomprimir, mas haja sentido de humor! As piadas forçadas e supostas improvizações? Ew, que horror! Espero sinceramente que nenhum deles (Sofia Carvalho incluída) tenha aspirações ao palco... bem, os textos também não ajudam lá grande coisa... mas nem deveria haver texto (ou parecer que não há)!!
Mas enfim, o programa ainda é muito desequilibrado, dando demasiada atenção a temáticas ou assuntos que não são o objectivo do programa. Vá lá que melhorou e já inclui jardinagem e espaços verdes. Gostava um dia de ver o que fariam de uma casa inteira.
Querido, mudei a casa!
25 fevereiro 2008
80 Oscars 08
Ah, este ano a cerimónia foi tão aborrecida... Certo, John Stuart é um bom apresentador e manda excelentes bocas politicamente incorrectas, estava tudo muito bem produzido, a média de filmes interessantes era alta, mas... faltava aquele quê, uma barracada qualquer, uma surpresa na entrega do oscar, um número musical mais elaborado, uma montagem em video mais emocionante, um acontecimento inesperado.
O vestido de sereia de Marion Cotillard
Jean-Paul Gaultier
Amei o vestido da figurinista oscarizada Alexandra Byrne (Elisabeth: The Golden Age), odiei o de Anne Hathaway.
Quanto à cerimónia, o cenário era normal, com uma inspiração algo grega ou egípcia, todas as categorias eram antecipadas por videos nostálgicos com os vencedores na respectiva categoria nos 79 anos anteriores, os vencedores nas categorias de interpretação foram todos europeus: Tilda Swinton, inglesa (melhor actriz secundária); Javier Bardem, espanhol (melhor actor secundário); Marion Cotillard, francesa (melhor actriz) e Daniel Day Lewis, inglês (melhor actor). Talvez o acontecimento mais radical tenha sido a vencedora do melhor argumento original (por Juno), a tatuada ex-stripper Diablo Cody.
OSCAR.com
12 fevereiro 2008
Futilidades frescas
O episódio de ontem fez-me relembrar quando vi um dos primeiros episódios de Beverly Hills e passou a música-pop-psicadélico-do-momento: Betty Boo (não confundir com a personagem do desenho animado Betty Boop). Relembrei-me pois na fabulosa festa clandestina na piscina do colégio, de repente começam a passar LCD Soundsystem e ainda por cima a minha música preferida. Mas até nisso Gossip Girl é melhor, Betty Boo era apenas engraçada, com videos muito kitsch mas LCD Soundsystem é muitíssimo mais do que isso, é uma das melhores bandas do momento e já tem mais do que um êxito.
Para além de tudo isto, ligação de todo o universo ser feita através de um blog de coscuvilhice, que toda a gente envolvida lê e cuja autora permanece incógnita é bem pensada. Permite uma narração externa facilmente integrada na narrativa (há coisas que seria impossível a Gossip Girl saber, mas que são narradas) e usar os telemóveis luxuosos (mais do que a internet) como mais um veículo de comunicação e fonte de mal-entendidos.
Claro que temos ricos-bons, ricos-maus, ricos-mais-ou-menos, menos-ricos-(não se pode dizer que são pobres, só não são assim tão ricos)-bons, menos-ricos-maus, etc. Mas a história é suficientemente bem escrita, episódio a episódio, para nos deixar com aquela pontinha de curiosidade sobre o que mais irá acontecer.
E bem, temos um guarda-roupa cheio de estilo (não há uma única pessoa mal vestida), mansões, apartamentos, o colégio e hotéis fabulosos, para não mencionar o filme-fetiche de Blair (a pobre menina rica) ser um dos meus favoritos: Breakfast at Tiffany's (cuja fachada já vimos na série).
Gossip Girl
09 fevereiro 2008
Ninguém tem nada a ver com isso!
Lancia Musa c/ Carla Bruni
No tempo das Top Models ela era a que ocupava a posição mais baixa na minha lista de preferências, mas de todas as Top Models, Carla Bruni foi a que teve a pós-carreira mais rica, inteligente e interessante, sem seguir pelo caminho fácil de pseudo-actriz num qualquer filme romântico ou de acção que implicasse alguma pele à mostra.
Primeiro saiu elegantemente de circulação, passo estratégico para que se deixasse de associar a sua imagem ao universo mais materialista da moda, depois editou um disco em que convenceu (e bem!) de que sabia cantar e agora toda a sua postura na relação/casamento com Sarkozy, presidente da República Francesa tem sido do mais impecável e pessoal possível. Os dois estão a conseguir convencer o mundo que ninguém tem nada a ver com as vidas privadas das figuras públicas e que o que elas fazem nas suas vidas não implica um mau desempenho nas suas profissões públicas. Ah Sarkozy é presidente da França? Certo, mas o que é que a sua vida amorosa tem a ver com as suas ideias políticas? Ah Carla Bruni é cantora e ex-Top Model? Certo, mas porque raio é que tem de parar de cantar só porque se casou com o presidente de um país? Já só falta implicarem por ela ser italiana...
Acho muito bem que Sarkozy case com quem bem lhe apetecer e que Carla Bruni tenha garantido que não se vai tornar numa primeira-dama dondoca mas sim numa primeira-dama cantora. O que preferem? Uma dona de casa inútil, que oferece chás de caridade ou uma mulher bonita, elegante e activa que ainda por cima é boa cantora. Os tempos de Grace Kelly já lá vão e aqui nem sangue azul existe.
03 fevereiro 2008
e a flor murchou...
A segunda série começou logo coxa: o Frederico, o príncipe e grande amor de Flor, está morto, a série demorou demasiado tempo a estrear (quase 2 meses) e o horário mudou de nobre para vespertino, o que não ajudou nada.
Ao começar a ver a segunda série percebi logo uma série de elementos que passaram a fazer com que não desse nem metade do gozo a ver que a primeira: a empatia que existia entre Luciana Abreu e Diogo Amaral, não existiu entre Luciana e Ricardo Pereira (mesmo até ao fim). A continuação de um vício, que já se tinha notado no fim da primeira série, de aumentar em tamanho e número os subplots rocambolescos, sem grande critério e verosimilhança. A mudança de visual de Flor foi forçada deixando ela de ter o ar fresco que contrabalançava o excesso psicadélico do guarda-roupa e, por fim, a Flor quase não cantou ao vivo, todo o núcleo da banda foi de certa forma abandonado, sendo cantada apenas uma canção nova ocasionalmente e não por Flor. Nunca gostei muito das canções, continuei a não gostar muito das canções da segunda série, se bem que com alguma evolução, mas uma das "promessas" que nos fora dada inicialmente era a da banda, que seria o sonho da vida de Flor, mas isso perdeu-se de tal forma que já nem se tentava arranjar desculpas (na narrativa) para a falta de investimento na banda, no desfilar de peripécias na vida de Flor.
O próprio desempenho dos actores pareceu-me menos naturalista e senti um aumento de maneirismos em Luciana Abreu. Deu-me a impressão que se via um produto popular e colorido, mas sem que os envolvidos acreditassem muito nele. As bruxas, que muito tinham cativado o público na primeira série também ganharam demasiados maneirismos de modo a que já não convenciam ninguém, aos primeiros episódios, de que poderiam fazer algum mal a alguém. É verdade que todos sabíamos que elas nunca poderiam vencer, mas pelo caminho gostamos de achar que talvez até possam, é isso que faz um bom vilão e uma história cheia de picos de emoção.
Por outro lado, a campanha de promoção foi desequilibrada. Se por um lado houve mupis e anúncios de página inteira a anunciar a série e a qualidade do design do merchandising melhorou consideravelmente, por outro foi bastante demorada a sua chegada e muito menos numerosa. As novas peças de roupa marca Floribella eram bem mais vestíveis, engraçadas e bem feitas e o jogo, que saiu muito recentemente, tem muito bom ar.
Ao longo dos meses em que foi exibida a série a SIC demonstrou insegurança no produto através de anúncios contraditórios, mudanças de horário, falhas na exibição, tudo sem pré-aviso, episódios exibidos duas vezes seguidas, montagens em que só 25% do episódio eram cenas novas, a série arrastou-se infindavelmente até que acabou um mês depois do anunciado, sem pompa nem circunstância. Ainda existiram as polémicas cor-de-rosa acerca de uma provável zanga entre a protagonista e a estação, facto que não me parece que tenha beneficiado alguém.
Enfim... continuo cheia de pena que a Floribella tenha, apesar do sucesso, sido tratada acima de tudo como produto de segunda por ser alegre, colorido, excêntrico e para miúdos, mudando este tratamento apenas quando o dinheiro falava mais alto. Ainda acho que poderia ter sido um percurso mais digno, especialmente esta segunda série que ficou bastante aquém da primeira.
Floribella
13 janeiro 2008
12 janeiro 2008
*plutão
Nas legendas por quatro, sim quatro, vezes o comandante mandou enviar um plutão! Não sei em que dicionário o/a tradutor/a viu esta palavra, mas Plutão (com P maiúsculo) é o nome de um planeta (ex-planeta?) ou deus romano e pelotão é que é um grupo de soldados.
Será que eles foram atacados por um deus ou por um planeta?
É mesmo de rir à gargalhada...
Priberam - dicionário
(por favor inserir 'plutão' e 'pelotão', não dá para fazer um link directo)
02 dezembro 2007
3 x CSI
CSI: Crime Scene Investigation continua em forma e, das três, é ainda a minha série preferida. O novo plot das miniaturas é intrigante, fascinante e, se bem explorado, dá pano para mangas. Como pessoalmente gosto imenso de miniaturas e maquetes, a mim tem me sabido como mel. Só é pena a recente ausência de Grissom, que, claro terá de voltar em breve para continuar a resolver este mistério. A nova personagem do Keppler é intressante na sua abordagem mais bruta, mais policial, mas o Grissom é que é! Ainda por cima há finalmente uma relação mais íntima entre ele e Sara, a qual ainda não se percebeu bem em que parâmetros se desenvolve, mas que comum é que não é.
CSI: Miami é aborrecida. Estou farta daqueles filtros sépia, há qualquer coisa em Horatio Caine que me começa a enervar imenso e todos os subplots relacionados com os outros elementos da equipa parecem mal alinhavados e mal distribuídos pelos episódios. Só escapa a médica legista Alexx e ainda é viciante. Ainda vejo, mas confesso que, quando ponho a gravar para ver, muitas vezes é em fast forward que o faço.
CSI: NY é que tem vindo a evoluir bem, gosto dos subplots que apareceram: o pânico de Stella com a possibilidade de estar infectada com HIV, a relação de Danny com Lindsay (já tinha mencionado que o romance está no ar em todos os CSI?), Mac ter se tornado menos circunspecto mas mesmo assim ainda misterioso e intrigante. As histórias individuais dos episódios têm aproveitado bem os mitos urbanos de Nova Iorque o que enriquece bastante a série.
Pois é, continuo a "dar" nos CSI, continuam a ser as séries que mais acompanho na tv, quem sabe se não é por eu também ser um bocado coca-bichinhos. Ultimamente quase só tenho visto o canal AXN e, pontualmente a SIC-Radical, a MTV, a RTP1 e a SIC.
No AXN também acompanho Medium, Without a Trace, ER, The Nine e agora Gossip Girl. Na SIC-Radical é a Buffy que me faz carregar no botão do comando, se bem que a sétima série é ligeiramente mais fraca que as anteriores 4ª, 5ª e 6ª. A MTV tenho visto ocasionalmente no meu local de trabalho (não sou eu quem escolhe) mas apenas para chegar à triste conclusão de que se tornou num canal de reality shows estúpidos, pontuados por videoclips quase sempre iguais. Na RTP1 tenho visto os Gatos e o Conta-me como foi, por que são excelentes, e na SIC... ah sim! quando dá no horário, Ugly Betty. Nem sequer novelas da Globo tenho visto, a SIC anda mesmo muito mal......
CSI
CSI:Miami
CSI:NY
23 novembro 2007
Os 50 melhores programas de sempre
Eu já votei e, se der, volto a votar. Por mais que adore os programas, só não concordo com a inclusão da Rua Sésamo e do Contra-Informação porque são, para todos os efeitos, formatos adaptados.
OS MELHORES PROGRAMAS DE SEMPRE
Time Out Lisboa
19 novembro 2007
*gola redonda
Meninos tradutores, turtle neck não é gola redonda mas gola alta... nunca usaram? A analogia até faz sentido, se observarmos com atenção uma gola alta até que faz lembrar o pescoço de uma tartaruga. Ou será que a camisola precisa de ser verde para se perceber?
turtle neck (até tem uma imgem como exemplo)
14 novembro 2007
*gelar o bolo
Desta vez Martha estava a pôr a cobertura em queques (cupcakes que, a propósito, eram traduzidos apenas por bolos) e o nosso feliz tradutor disse-nos para gelar os bolos! O que Martha diligentemente nos disse foi frost the cupcakes, o que simplesmente quer dizer para pôr a cobertura nos queques, que de gelada não tinha nada...
frost (v.)
frosting
icing
PS - acrescentei icing ao dicionário para não haver nenhum mal-entendido, continuamos no tema da culinária.
07 novembro 2007
Lête
Para além dos excelentes anúncios televisivos, adoro o logotipo e as embalagens da Agros. Soube se manter fresca e actual sem remodelar um bom logotipo que já tem mais de 30 anos. Isto é que é bom design!
11 outubro 2007
Tipo simpático
Tenho pena que seja mais um daquela geração que agora, a medo, a RTP tenta recuperar, mas de quem se esqueceu durante uns aninhos em que se preocupava mais com audiências e em fazer mais do mesmo, plagiando as privadas, que por si já plagiavam o pior da RTP.
Felizmente que ainda semi-acordaram a tempo, nessa manhã houve uma homenagem, na Praça da Alegria, em que incluíram nos convidados dois outros ícones (menos discretos) dessa mesma geração: Júlio Isidro (Passeio dos Alegres forever!) e Eládio Clímaco.
05 outubro 2007
*casaco sueco
suede
swede
E as gralhas da TV-Cabo continuam!
12 setembro 2007
Loja das Meias
Ontem apercebi-me (infelizmente tarde demais) que a emblemática Loja das Meias do Rossio tem hoje o seu último dia de vida.
Há coisas que não se percebem, esta loja era a sede da marca, o seu logotipo é a praça do Rossio, tinha mais de 100 anos de actividade no mesmo local, é uma das lojas mais simbólicas da Baixa e de Lisboa, senão também Portugal, aparece no filme On Her Majesty's Secret Service (007 ao serviço de Sua Mejestade) e, aparentemente por razões económicas, os donos resolvem fechá-la para abrir novas lojas no estrangeiro. Por mais que seja defensora de exportar o que é nosso, nunca em detrimento do pouco e muito bom que ainda há cá.
Em notícias que li, os donos alegam que a vida na Baixa foi morrendo depois do incêndio do Chiado (verdade, mas que tem sido revertida) e que já não se justifica manter lá uma loja desta dimensão. Tretas, digo eu! A Loja das Meias do Rossio ainda se manteve mais de 10 anos sem alegar recessão, logo agora que finalmente temos uma Baixa que, a custo, se tenta reerguer é que a loja, símbolo máximo do comércio no local, fecha??? Realmente a Baixa nunca recuperou o bulício de antigamente, mas recuperou algum, nem a Loja das Meias dificilmente voltaria a ser o que me lembro de ser nos anos 70, cujos famosos saldos pareciam tirados de uma cena de banda desenhada, com o mulherio a lutar por uma peça de roupa que tinha de imprescindivelmente ter, mesmo que não lhe servisse. Mas a partir dos anos 90 com a diversificação do comércio e a abertura (finalmente) de marcas de prestígio internacionais justamente na zona, a justificação dos donos da Loja das Meias não faz sentido algum. O volume de vendas de uma loja como esta, naturalmente que decresce, mas também tem a ganhar com a concorrência saudável.
A primeira coisa que me veio à cabeça quando me apercebi foi: "se até a Loja das Meias fecha, é desta que a Baixa morre de vez!". Ao longo dos últimos 10 anos, tenho vindo a ver as grandes capelinhas da Baixa fechar, entre elas algumas lojas que davam vida e carisma às ruas e comércio local, sem elas outras lojas de ramos semelhantes tiveram e têm dificuldade em sobreviver, apenas lhes resta fechar as portas. A Baixa é o sítio onde ainda se encontram tesouros que tendem a entrar em extinção. E o que vai ser da loja? Uma megastore de chineses?
Visto isto tudo, a mim parece-me que o que falta à Baixa é uma estratégia de animação e comercio, pois à medida que lojas de qualidade e davam boa fama como o Celeiro (não o de dieta), a Loja das Meias, o Castelo Branco, etc. vêm a ser substituídos por comércio de qualidade inferior, a única coisa que sucede é o prestígio da Baixa, ter deixado de existir e dado lugar a um ambiente inseguro e chunga sem lojas diferentes com artigos que não se encontram em mais parte nenhuma. Fala-se muito na defesa do comércio tradicional mas, uma vez que num sábado à tarde até os cafés da baixa estão fechados, como esperam eles fazer negócio? Uma vez que, principalmente no verão, os cafés mais tradicionais e antigos da Baixa já estão fechados uns às 19h outros às 20h, como esperam manter uma dinâmica comercial e sacar dinheiro ao turista ou ao Lisboeta com necessidade de petiscar algo antes de um espectáculo?
Sem o apoio dos grandes antigos comerciantes da Baixa, é claro que os pequeninos não conseguem sobreviver.
08 setembro 2007
MOTELx
Como gosto desde sempre de filmes de terror, o meu realizador e escritor preferidos são ambos especialistas na matéria, lá fui eu testar o MOTELx.
Como em todos os festivais há secções diferentes, a série Masters of Horror, os filmes de Guillermo del Toro, os filmes de Ivan Cardoso, os documentários e as curtas. Apesar de algumas boas escolhas, o festival é, no geral, muito desequilibrado, dependendo, quase na totalidade da série Masters of Horror para preencher a programação menos vista em Portugal. De resto, foi interessante trazer Ivan Cardoso e a sua cinematografia, pois para além de virtualmente desconhecida do grande público é, no mínimo, invulgar.
Aproveitei para ver mais alguns filmes de um dos meus preferidos, Dario Argento, voltei a chegar à conclusão de que detesto Carpenter (acho os filmes dele cheios de clichés, com histórias pouco interessantes e mal desenvolvidas e, o pior de tudo, nem sequer me pregam um sustozinho aqui e ali), ver alguns dos filmes de Guillermo del Toro e o que mais viesse à rede. Senti a falta de alguns grandes como David Cronenberg, Roger Corman, e alguns clássicos, mas em 5 dias não seria fácil, por isso compreendo.
Tenho pena de, mesmo num festival do género, à grande excepção de Ivan Cardoso, os filmes de terror ainda pertencerem a um universo quase exclusivamente norte-americano (os meninos do CTLX já tinham demonstrado na sessão de Dog Soldiers que na Europa também se faz muito bom cinema de terror) ou então a nova moda do cinema oriental, de que of estival apresenta apenas um exemplo do já muito conhecido Takashi Miike. Com o apoio do Cinedie Ásia é mesmo uma pena que não se vejam filmes de outros realizadores menos exibidos em Portugal (como por exemplo Kiyoshi Kurosawa) ou outros menos conhecidos.
Também é pena haver algumas falhas quase imperdoáveis como a, que já se começa a tornar clássica, de projectarem os vídeos no formato errado, ou seja, esticadinhos, trocas de sessões (acontece), falhas na informação ou atrasos sem uma explicação a quem está à espera.
As duas exposições são interessantes, mas sabem a pouco, os objectos exibidos também são interessantes, mas talvez devessem estar identificados (por filme, etc.) e haver uma explicação de que não são originais, mas sim réplicas para venda. Gostei da decoração do espaço (mobília antiga, objectos com sangue, etc.), podiam ter abusado mais.
MOTELx
06 setembro 2007
Tenor de peso
Lá se foi o Pavarotti, que já andava a ameaçá-las há tempo. Nunca fui grande fã dele, mas a sua importância na divulgação e uma certa popularização da ópera é fundamental. Claro que a sua presença televisiva era muito frequente, seja nos especiais dos 3 Tenores ou seja nos inúmeros programas, recitais, eventos, encenações televisivas de ópera em que participou.
Era presença frequente nas nossas televisões (em especial a RTP2), vai fazer falta.
04 setembro 2007
Divina laca
Divine - Walk Like a Man
13 agosto 2007
Atrasados mentais
É triste ter crescido (e protestado) com este tipo de postura preconceituosa e paternalista, mas mais triste ainda é constatar que quem também cresceu com isto não aprendeu com os erros da antiga geração que não sabia fazer melhor!
Chiquititas
PS - vi alguns episódios das Chiquititas brasileiras, quando passaram, se não me engano, na TVI, e mesmo nessa altura achei aquilo sofrível... mas pelo menos as pessoas falavam todas de modo normal.
11 agosto 2007
Refresco
Bentley Rhythm Ace - Theme From Gutbuster
05 agosto 2007
Séries TV
Fui 'blogdesafiada' pelo Ricardo do CineArte a fazer um top de séries favoritas. O meu engano é que o fiz como comentário no post dele, mas vou colocar aqui uma cópia para continuar estes posts em cadeia (que ao contrário das cartas até é engraçado).
Respondendo ao desafio e como concordo com o Ricardo em relação aos top's, a minha lista é (salvo algumas excepções - assinaladas*) feita no momento:
SÉRIES TV:
ESPAÇO: 1999* (Space: 1999)
Inquestionavelmente a minha série preferida de sempre! Tem me acompanhado ao longo da minha vida quase toda e, apesar de ter envelhecido um tanto, ainda encontro nela uma imensidão de elementos que me fazem continuar a adorá-la: os ainda excelentes efeitos especiais, os actores, as histórias, a direcção artística, a música.
QUINTA DIMENSÃO* (Twilight Zone)
Acho que o Ricardo já disse quase tudo, só gostava de acrescentar que grande parte dos argumentos da séries foram escritos por alguns dos melhores escritores de ficção-científica dos anos 60, o primeiro que me vem à cabeça é Ray Bradbury.
PALMEIRAS BRAVIAS (Wild Palms)
Concordo com Twin Peaks ter sido groundbreaking, sem TP não existiria Wild Palms. Mesmo assim prefiro a série de Oliver Stone, mais sucinta e bem planeada, em que cada episódio foi realizado por excelentes e conhecidos realizadores de cinema, entre eles uma das minhas preferidas, Kathryn Bigelow.
PRAIA DA CHINA (China Beach)
Quase ninguém se lembra desta excelente série com um ponto de vista invulgar sobre a guerra do Vietname. Era o ponto de vista das enfermeiras, médicos e militares lesionados, acampados num hospital de campanha numa praia da china. Reflexions das Supremes no genérico foi das músicas mais marcantes numa série de televisão e não esquecer Marg Helgenberger no papel da prostituta local.
OS VINGADORES* (The Avengers)
Especialmente as duas séries de Emma Peel (Diana Rigg). Esta série de espionagem fantástica, cheia de intrigas misteriosas e cenários barrocos (para não falar do guarda-roupa de Mrs. Peel), e das deixas tipicamente british, sem as quais eu não veria as séries de TV do mesmo modo. Tenho imensas saudades, bem que poderia passar na SIC-Radical e ser editada em DVD!
As menções honrosas são tantas que não vou mencionar nenhuma. Bem... Duarte & Companhia.
SITCOMS:
OS MALUCOS DO CIRCO* (Monty Phython's Flying Circus)
Não há muito a dizer: "and now, for something completely different"
Por causa desta série, deixei o vício das novelas brasileiras durante mais de um ano! (e já tenho em DVD)
BLACK ADDER
Especialmente a primeira, e mais sádica série, mandam-me ao chão a rir! A participação de Miranda Richardson como "Queen Bess" é verdadeiramente antológica!
ALLO'ALLO!
A quantidade de deixas que ficaram no imaginário das pessoas acho que diz tudo acerca de Allo'Allo! Os erros do Officer Crabtree são os melhores de todos: "I have a guin in my picket"; "The Fullen Madinna with the big bibies"
OFF CENTRE
Passou discretamente mas era hilariante. Uma sátira à vida boémia nova-iorquina, com grande parte do cast de American Pie. O descaramento de Chau, o amigo vietnamita, era simplesmente demais!
Menções honrosas: Absolutely Fabulous, Dharma & Greg, Popular, Freaks & Geeks, etc...
ANIME:
CANDY CANDY*
É shoujo, é comprida, ainda não a vi até ao fim (não passou completa em Portugal) mas não há nada a fazer, foi A série de anime que colocou (juntamente com Conan, o rapaz do futuro) o anime no mapa para mim. Dizem que não há paixão como a primeira.
SAILORMOON*
Esta série foi um marco para mim, fez-me descobrir o anime de outra forma e iniciou-me num percurso sem fim nesta área. Gosto do realismo de adolescentes normais, com defeitos, inseridas numa vida dupla de super-heroínas que me fez imediatamente pensar nas séries sentai que davam antes dos Power Rangers.
BIA A PEQUENA FEITICEIRA* (Majokko Meg-chan)
Esta é uma série invulgar, bem velhinha, que, apesar de ser um anime de magical girls, é muito à frente para a época. A protagonista é mimada, impertinete, mas também boa rapariga e partilha o protagonismo com uma rival egoísta e carente. Dentro dos cenários de inspiração mediterrânica, um dia-a-dia muito japonês e guarda-roupa ultra-fashion anos 70, não há dúvida que é um anime único.
LUM (Urusei Yatsura)
Este foi dos primeiros anime/manga que procurei e conheci. Desde a primeira leitura/visionamento que me apaixonei pela personagem de Lum e me parto a rir com o completo disparate que é a série inteira a começar pelas canções dos genéricos.
COWBOY BEBOP
Deve ter sido um dos primeiros anime de qualidade em que não há um único episódio para encher, de fraca qualidade ou que não faça sentido no todo. Com uma das melhores bandas-sonoras para anime de sempre, personagens tão boas que, até hoje, não me consigo decidir numa favorita, não há dúvida que é um dos melhores anime de sempre!
Menções Honrosas: Shin Seiki Evangelion, Gokinjo Monogatari, Victorian Romance Emma, Shoujo Kakumei Utena, Conan o Rapaz do Futuro, Lupin III, Glass no Kamen, Versailles no Bara, Card Captor Sakura, Antologia da Literatura Japonesa, Saint Seiya, Rurou ni Kenshin, Daddy Longlegs e muitas mais... tantas...
E eu desafio para dizerem as suas 5 séries preferidas de televisão (com ou sem categorias):
O Kiryu
A Confissão das Artes
A Rita
A Alice
O Paulo
PS: O excesso de séries novas, inovadoras, de qualidade, etc, etc... chegou a tal ponto que me saturou um bocado. Por agora estou apenas a acompanhar duas ou três, quando tiver paciência para mais lá verei algumas de todas as outras que têm vindo a estrear.
02 agosto 2007
Do rádio
Chamaram-me a atenção para este clip na rádio (Oxigénio) e é fa-bu-lo-so à moda antiga, dos tempos em que a MTV era rainha!
Justice - D.A.N.C.E.
31 julho 2007
Sempre na TV
Ao contrário de Bergman, nunca vi um único filme de Antonioni em grande écran. Mas com muita pena e alguma frustração minha, pois mais uma vez é um cineasta de filmes para ver em sala.
Antonioni era sublime, os seus filmes mais do que especiais, só me vem à cabeça o cliché: o cinema mundial ficou bastante mais pobre esta semana. O que nos vale (e fica) são os filmes.
Não-televisivo
Acho que só vi a adaptação para série televisiva de Fanny e Alexander há muitos anos na RTP2 e, apesar de haver mais cenas e narrativa, sinto que só vi verdadeiramente todos os meticulosos pormenores do filme no cinema.
89 anos é uma boa idade, deixou-nos maravilhosos filmes.
09 julho 2007
Alien girl
Aqui fica o texto, afinal o sotaque escocês é cerrado:
"Let me tell you what bugs me of the human endeavor
I've never been a human in question, have you?
Mankind went to the moon
I don't even know where Grimsby is
Forget progress by proxy
Land on your own moon
It's no longer about what they can achieve, out there on your behalf
But what we can experience
Up here and of our own time
It's called mental wealth."
05 julho 2007
*UNISEF
Francamente, em que mundo vive a pessoa que faz essas legendas... ou será redoma?
Martha Stuart anda a provar ser uma excelente fonte de erros televisivos.
- 2
Pessoalmente preferia Filipe Ferrer, mas ambos fizeram alguns dos mais memoráveis e convincentes vilões da televisão portuguesa.
27 maio 2007
1968
Eu sabia que actores como Miguel Guilherme, Rita Blanco e Catarina Avelar não envergonham ninguém, muito pelo contrário, e realmente temos excelentes desempenhos nesta série, sem pretensiosismos, nem excessos. O forte elenco sénior apoia e estimula o restante elenco juvenil que tem prestações largamente acima da média sem recorrer a maneirismos ou exageros irritantes.
Talvez pela primeira vez numa produção televisiva nacional (de época mas sem ser de há mais de um século atrás) vejo excelentes cenários, muitíssimo convincentes e históricamente correctos. Pode parecer estranho, mas quanto mais próxima de nós é a época mais dificilmente o lado da direcção artística funciona como deve ser, acabando muitas peças actuais infiltradas onde não devem ou uma paleta de cores ser mal definida. Na casa do Lopes temos a típica mobília de uma classe média baixa (não havia muita escolha de mobília e bibelots, portanto as casas eram quase todas iguais), e o melhor de tudo é, realmente a dita paleta de cores: vejo nas paredes da sala aquele típico verde seco, horroroso, que só entristecia e escurecia as salas, mas que toda a gente usava para pintar as paredes. Não havia salas brancas ou de cores pastel, essa é uma noção demasiado anos 80. Também vejo os adereços certos: o criado-mudo em madeira no quarto, os dois sofás de napa, alinhados em canto com uma mesa de camilha entalada entre eles, os naperons, os quadros de flores, os calendários de gatinhos ou cachorrinhos, a banda-desenhada do Mandrake (se bem que eu escolheria o Tarzan ou o Capitão Marvel), etc.
Todos estes objectos fizeram parte da minha infância, conheci-os bem, apesar de já ter apanhado a fase de transição do 25 de Abril, onde surgiram as mobílias de contraplacado e uma primeira abordagem ao design prático e integrado que resultava em compostos de cama-mesa-de-cabeceira ou armário-roupeiro-secretária.
A integração de um humor leve mas que não se leva demasiado a sério num contexto políticamente complicado é muito bem feita e inteligente. Outra coisa interessante é termos aqui três gerações, com pontos de vista sobre a sociedade e a vida diversos, que partilham o mesmo espaço mas que vivem as novas situações de maneiras muito próprias. As idosas tentam ter uma vidinha descansada entre idas à mercearia e a tagarelice no cabeleireiro. Os de meia-idade preocupam-se em demasia com o futuro deles e dos seus e os mais novos alheiam-se de tudo, sendo sempre o mais importante o que de mais diferente houver: desde a série 'Os Invasores' até à mini-saia da prima que veio da França.
Pena que a ideia original não seja nossa (é espanhola), mas pelo menos foi muito bem adaptada, não se notando as costuras e é uma série muito divertida de ver, sem pensar se é portuguesa ou de outra nacionalidade qualquer.
De notar que o site oficial é bastante bom (coisa rara) e até tem os guiões disponíveis, no meio de uma ficha técnica e artística muitíssimo completa.
Conta-me como foi - RTP
RTP1
dom., 22:35
06 maio 2007
*cada vez mais careca
bold
bald
01 maio 2007
Página 888
Recentemente, ao carregar inadvertidamente no respectivo botão da televisão emprestada que tenho usado, resolvi, por curiosidade, experimentar a dita página 888.
É estranho ver a novela Páginas da Vida com teletexto. Até percebo que, por uma questão de espaço e de tempo, por vezes o texto tenha de ser cortado ou reduzido, mas faz-me confusão estarem os actores a falar português do Brasil e as legendas serem em português de Portugal. Se por um lado até faz sentido, uma vez que as legendas supostamente existem para quem não ouve ou ouve mal e porque estamos em Portugal, por outro lado é extremamente confuso até porque às vezes o texto é completamente alterado (como numa má tradução de uma língua estrangeira) ou até letras de canções não são colocadas literalmente, como aconteceu hoje em "Sapo Cururu", uma canção que conheço desde criança, apesar de nunca ter posto os pés em terras brasileiras.
Por outro lado, as pessoas surdas que consigam ler nos lábios devem ter alguma dificuldade em perceber o texto, quando na maioria das vezes não bate certo. Sendo o português do Brasil na mesma português, e algumas das suas expressões, ao longo dos quase 30 anos em que temos contacto com o vocabulário brasileiro através da televisão (e não só), já sido adoptadas pelos portugueses e outras tantas até já constarem nos dicionários portugueses, não vejo o porquê de uma percentagem tão alta de alterações aos diálogos, até porque às vezes alteram o significado das mesmas. Um exemplo que vi hoje foi alguém a dizer "ela é fresca" e as legendas tinham escrito "ela é fraca"... Que eu saiba a dita expressão é tão usada por cá como no Brasil, não percebo a transformação.
Isto tudo para chegar à conclusão que o teletexto, que nunca chegou a todos pois nem todos os aparelhos de televisão têm acesso ao mesmo, não nos serve para nada, nem para ver a programação, pois nem isso é actualizado a tempo e horas. Quem é surdo ou ouve mal vai ter de continuar a contentar-se com pouquíssimos programas de língua portuguesa legendados e os poucos que o são, pelos vistos com uma qualidade ainda mais duvidosa que algumas legendagens de programas estrangeiros. De resto a navegação é algo limitada e muito demorada, portanto é um sistema antiquado que deveria levar uma bela de uma remodelação, tanto a nível tecnológico como de qualidade.
Como ainda só vi as legendas em teletexto da SIC, ainda me resta dar uma olhada aos da RTP e eventualmente da TVI e canais de cabo, mas infelizmente sou um bocado céptica nestas coisas e duvido que haja grandes melhorias.
23 abril 2007
Mais e mais Buffy
Todas as séries de televisão americanas têm, mais cedo ou mais tarde, episódios de spin off de outros géneros, séries ou filmes. Nos Simpsons há-os aos pontapés, os primeiros que me lembro de ver foram em Moonlighting (excelentes homenagens ao film noir e às primeiras sitcoms americanas, dois géneros presentes na série), mas posso citar muitíssimas mais, sérias ou de comédia, se bem que a comédia se presta mais a estas homenagens.
Na série VI de Buffy, com o pretexto dos variados encantamentos e do sobrenatural possíveis dentro do contexto, aparece-nos Once More, With Feeling, um episódio no estilo de um musical dos anos 70 onde reviravoltas importantes da história nos são reveladas. É, sem dúvida, um episódio para ver com atenção, apesar da aparente frivolidade de termos todos (incluindo Spike) a cantar. Para além disso, todos eram muito afinadinhos, com especial destaque para Sarah Michelle Gellar (Buffy), Amber Benson (Tara) e Michelle Trachtenberg (Dawn). Os moços é que já não se safaram assim tão bem, especialmente Nicholas Brendon (Xander). Mas, conscientes disso, os autores deram-lhe um número onde ele canta muito dentro do estilo de Gene Kelly, onde passa a maior parte do tempo num falar cantado.
Aliás, apesar de a maioria das canções, nas palavras deles mesmos, serem um retro-pastiche, louvo-lhes a capacidade de engendrarem um episódio musical com letras muito bem escritas, rimam e têm coros, como se esperaria de um musical e ao mesmo tempo contam a história, que é bastante sombria e triste. As próprias canções são muito coerentes entre si o que fica comprovado no dueto final entre Buffy e Spike.
Está me a parecer que a sexta série, um pouco como a quarta, é uma série da decadência das relações do Scooby Gang, que já tinha começado há algum tempo a apresentar sinais de cansaço. Os autores também aproveitaram a morte de Buffy para a fazerem renascer incompleta, tornando-a numa personagem bastante mais sombria, madura e, por consequência, fazê-la aproximar-se definitivamente de Spike (um claro objectivo surgido na série anterior).
Está visto que só descanso quando acabar de ver a Buffy, na sétima, próxima e última série.
Buffy, the Vampire Slayer - IMDB
12 abril 2007
Kurt Vonnegut... assim foi
O meu preferido é "Galápagos" mas o mais conhecido é o que foi também adaptado ao cinema, "Slaughterhouse Five", ambos publicados em Portugal pela Caminho.
assim foi
08 abril 2007
Tenho uma sensação de...
Ora vejamos:
Donas de Casa Desesperadas parece coladinho a imensos elementos do filme The Stepford Wives que, por sua vez, já foi alvo de um remake cinematográfico recente e que deu na SIC há umas semanas. Desperate Housewives
Entre Vidas tem exactamente a mesma ideia inicial que a série Medium, com a diferença que Medium é bem menos cor-de-rosa e Jennifer Love-Hewitt, com o seu visual pseudo-gótico, não chega nem por sombras aos calcanhares de Patricia Arquette. Ghost Whisperer
Betty Feia, sem os exageros, não é nada mais que um desenvolvimento do tema do filme The Devil Wears Prada. Vá lá que tem Vanessa Williams a fazer da cabra-de-serviço e o love interest de Betty está inserido no mundo da moda para que a história possa continuar no mesmo meio. Ugly Betty
Estranho ou não, aparentemente as três séries vêm das mesmas mentes criativas...
