23 maio 2005
Mais uma Saia Justa
"Apesar das saudades que me deixaram Marisa Orth, Fernanda Young, Marina Lima e Rita Lee, é com todo o prazer que vejo regressar a nova Saia Justa ao GNT em Portugal!
Envio aqui os meus votos a cada uma das meninas:
Mônica, bem-vinda de volta, conto com o seu bom senso para continuar a ser um programa fantástico.
Betty Lago, sou sua fã desde a novela Quatro por Quatro até dei o nome de Bibi à minha gata mais velha. É com enorme satisfação que tenho a possibilidade de conhecer melhor o seu lado pessoal.
Luana Piovani, apesar de (também) ser uma modelo que se tornou actriz, desde que a vi pela primeira vez na minissérie Sex Appeal que fiquei fascinada, mas acho que a sua vocação é a comédia. Aliás, actores que fazem bem comédia só podem ser pessoas inteligentes (isto também se aplica à Betty).
Márcia Tiburi, não a conheço nem sei o que faz fora do programa, mas seja muito bem-vinda a entrar também pela minha sala.
Amei o cenário novo, é muito exótico e invulgar e, apesar de ficar sempre alguém de costas, achei super aconchegante e eficaz.
Beijinhos a todas!"
http://globosat.globo.com/gnt/programas/programa_new.asp?gid=51
GNT
5ª, 16:30
2ª, 13:30
Gatos animados
Ao por a gravar a, definitivamente excelente série, Clone Wars ao fim-de-semana de madrugada também gravei um daqueles anime a que, quem diz que anime são as séries que passam na SIC-Radical, nunca diria que é anime. Para sua informação o anime tem uma multitude gigantesca de géneros e públicos, o anime para crianças pequenas é um deles.
A série chama-se, na sua versão reeditada pelos americanos, Tama and Friends. Mas também me parece, em grande parte dado ao conteúdo com poucas razões para a conservadora censura americana pegar, que pouco ou quase nada foi alterado fora um ou dois nomes e os genéricos.
A série é, definitivamente, para um público infantil e as histórias são bastante simples e pedagógicas, mas o que me chamou a atenção foi o facto de os gatos, protagonistas da série, serem fa-bu-lo-sos para fazer T-shirts! Confesso que sou parcial, adoro gatos, mas estes são mesmo giros! O mais fixe é quando estão sentados, ficam com a palma das patas de trás viradas para a frente! Irresistível!!
http://www.tamaandfriends.tv/
http://www.sonymusic.co.jp/MoreInfo/Chekila/Tama/index.html (site oficial japonês)
[obrigada pelo link Ru-ru chan, não o tinha conseguido achar]
SIC
sáb. e dom., algures entre as 6:45 e as 9:00
Escola Secundária
Desde a estreia de Beverly Hills 90210 - a primeira série era bastante invulgar na época, todos os protagonistas eram brancos, ricos e bastante fúteis o que fugia aos padrões vigentes, baseados em estereótipos: o capitão da equipa, a loira burra, o gordo, o geek, etc. - que não ficava tão surpreendida com uma série do género até chegarem estas duas.
A primeira foi Popular, cujo conflito principal era entre loiras e morenas, com o objectivo da popularidade versus intelectualidade, sendo que as respectivas chefes e rivais, Brooke McQueen e Samantha 'Sam' McPherson tinham de partilhar a vida privada como meias-irmãs devido ao casamento do pai da primeira com a mãe da segunda. Mas quem me ficou verdadeiramente na memória era a hilariante, loira burra (e milionária) Mary Cherry! Mary Cherry, como o próprio nome indica era o exagero a todos os níveis, mas com os disparates que dizia ou a habilidade (e originalidade) com que resolvia os problemas eram demais! Era o cúmulo da futilidade e a actriz, Leslie Grossman, tem talento para comédia desbragada. A série intercalava o seu tom principal de comédia com algumas histórias mais sérias e profundas que abordavam temas como leucemia, bulimia, homosexualidade ou solidão com bastante inteligência sem perder o interesse. Pena que não teve popularidade suficiente para haver mais seasons, mas, segundo li na net, foi principalmente porque foi substituir uma série com demasiada popularidade, mas para um público-alvo diferente e também porque não foi suficientemente propagandeada (até parecem as séries portuguesas).
A segunda é, então, Freaks and Geeks, com a qual me identifiquei, pela primeira vez, quase a 100%. Talvez porque também estive no ciclo e na secundária nos anos 80, porque sempre tive preferências mais alternativas e nunca fui conformada, acabei por viver um pouco situações semelhantes. O guarda-roupa, a caracterização das personagens, os pequenos (às vezes não tão pequenos) actos de rebeldia contra o sistema e os pais, o facto de não serem personagens estereotipadas e todas as referências pop que foram as mesmas (mesmo com os atrasos a chegar cá), todos esses foram ingredientes suficientes para me identificar, seja porque os vivi ou os testemunhei. Mas uma das maiores qualidades da série foi não pegar nos habituais grupinhos populares, mas sim, como no título, nos marginais/marginalizados nas hierarquias das escolas.
http://www.imdb.com/title/tt0202748/ (Popular)
http://www.freaksandgeeks.com/home.shtm (Freaks and Geeks)
NOTA: Pois é, não sei exactamente quando dá Freaks and Geeks, vi parte de um episódio, domingo à tarde, antes de Stargate. Estive à procura no site da SIC-Radical e, como também não me lembro do título em português e a única coisa que estava lá nesse horário (chamada Nova Geração) tinha o link mal feito, continuo sem saber o horário.
20 maio 2005
O eterno esquecido...
Depois de ter sido esquecido no primeiro Star Wars (Episódio IV) e mais tarde terem acrescentado o nome ao genérico, agora voltaram a esquecer-se? Só se eu não vi, mas bem que procurei o nome dele no genérico... Isto leva-me a levantar inúmeras teorias da conspiração, mas a mais simples é que o Lucas ou alguém na hierarquia não gosta dele...
Será que enfiaram o David Prowse no fato de novo e também resolveram não pôr o nome? Ele ao menos foi creditado no Episódio IV.
Ah! As distribuidoras portuguesas voltaram a fazer o disparate de porem o texto inicial em português! MAS PORQUÊÊÊÊÊ???
http://www.starwars.com
18 maio 2005
O outro lado da força
Com a estreia amanhã do Episódio III de Star Wars lembrei-me de comentar a série de desenhos animados, Clone Wars, que está a dar, algures de madrugada, na SIC e que já deu na Cartoon Network. Por causa do horário só vi recentemente, e por acaso, um episódio, mas já tinha visto imagens e sabia, em traços largos, a narrativa principal.
A história passa-se algures entre o Episídio II e III, quando Anakin Sywalker ainda é um padawan, já perdeu o braço, mas ainda não passou para o lado negro da força. Gostei muito do character design, é bastante interessante e invulgar para os americanos, mas também é feito por ninguém mais do que Genndy Tartakovsky que ganhou fama com as Powerpuff Girls e Dexter's Lab. A animação não tem defeito, mas também, hoje-em-dia isso é difícil, e ainda bem! Infelizmente, por um episódio não deu para avaliar o todo e tenho pena que uma série destas passe às horas que passa.
Quanto à dobragem (questão fundamental para mim), apesar de eu ser contra, percebo porque ela existe melhor do que percebo a hora a que a série passa, não tenho grande defeito a apontar apesar de estranhar um pouco um universo, que me é muito próximo há bastantes anos estar, de repente, em português... parece que estamos a ver a publicidade do Cola Cao ao ouvir o Yoda falar.
É daquelas séries que deveria ser bastante mais respeitada!
Citando Obi-Wan Kenobi: "May the force be with you!"
http://www.starwars.com/clonewars/
SIC
sáb. e dom., algures entre as 6:45 e as 9:00
13 maio 2005
Tudo o que é em demasia, enjoa!
Se formos a reparar na programação da SIC temos novelas/séries brasileiras nos dias de semana das 16:30 às 20:00, depois das 21:30 às 23:30 (com variações no horário) e aos fins de semana ainda o Sítio do Picapau Amarelo algures de madrugada, ao sábado também das 21:30 às 23:30 e agora até ao domingo (dia que tinha passado incólume do sotaque brasileiro) inventaram de pôr episódios da nova série Mad Maria!
O pior é que vão repôr, muitíssimo pouco tempo depois de ter dado pela primeira vez, a novela Chocolate com Pimenta. Eu adorei essa novela, era engraçada, colorida, tinha romance, comédia e intriga bem doseados, boas performances dos actores e passava-se nos anos 20 o que a torna um pouco exótica e charmosa. Também a combinação de chocolate com pimenta me parece apetitosa, mas repetir uma novela tão cedo? Será que a SIC não arranja mais nada para progamar?
E estou a achar Como uma onda uma grande seca...
Nova leva de anime
Dos 5 que estrearam, 4 foram produzidos pelos estúdios Gonzo, que desde Ao no 6-go [Submarino Azul nº 6], se especializaram em anime com CGI (Computer Graphic Images). Enquanto que em Ao no 6-go ainda se limitavam a excelentes sequências em 3D para um resto de animação dentro de moldes mais convencionais, hoje-em-dia também se adoptou "pintar" a animação a 100% em computador. Este novo método de pintar não só embaratece e acelera a produção como nos proporciona ambientes gráficos mais elaborados e ricos. Estes 4 anime usufruem, e muito bem dessa vantagem.
Embora todo este avanço técnico seja um elemento muito apelativo nos mais recentes anime, a narrativa tem vindo a perder em qualidade e empatia e a ficar "americanizada", o que me fez, lentamente, ir desinteressando pelos anime mais recentes e continuar a apreciar os mais antigos, apesar da animação ser um pouco mais rudimentar.
Então os anime, um-a-um, pela ordem a que passaram no sábado passado (sim, houve falhas na programação):
Last Exile
A situação passa-se em ambiente de guerra em que dois adolescentes, Claus e Lavie, são correio num avião/nave. Como curiosidade os escritos (nomes das naves, etc.) são em grego, o que vem continuando uma tendência de variar os escritos em língua estrangeira que eram apenas em inglês, nos anos 80 e 90. No final dos anos 90 começaram a aparecer primeiro em francês e mais tarde em alemão, é engraçado ver como os japoneses integram a sua visão da cultura ocidental nos seus produtos. A música é engraçada e este anime deixou-me alguma curiosidade para continuar a ver.
Hellsing
Acho que de todos foi o de que mais gostei. Apesar da história muito simples e óbvia: Alucard é um vampiro que caça outros vampiros para a organização Hellsing. Gostei da voz de Alucard, uma daquelas clássicas vozes masculinas de anime vindas "da tripa", da personagem da chefe (Integra Hellsing), uma mulher determinada mas perturbada com algo e também da pistola de Alucard (apesar de gostar mais de armas brancas face a armas de fogo).
Najica
Este é o único anime que não pertence aos estúdios Gonzo e tem um visual mais clássico com cores mais vivas e menos efeitos. De todos foi o anime de que gostei menos, Najica é uma espécie de James Bond barato de minissaia com direito a muitos, demasiados, panty shots gratuitos! Não há pachorra!
Kiddy Grade
Do conjunto era o anime a que tinha reparado mais anteriormente. É ficção-científica com gajas: Lumiére e Éclair são duas adolescentes agentes de uma organização de defesa convenientemente chamada GOTT (Deus em alemão). Tem bastante acção e, nos misteriosos poderes de Éclair, deixou curiosidade suficiente para querer continuar a ver.
Zaion
Vá se lá saber porquê, este anime, no original, chama-se i- wish you were here- e "traduziram" para Zaion... enfim, há coisas que nem o diabo explica...
A história consiste numa elite militar que tem, no organismo, nanomáquinas que se transformam em armadura e que combate um virus extraterrestre mortal. Há uma rapariguinha aparentemente apática que, na realidade, é um arma secreta. Não me impressionou, até achei a qualidade abaixo da média para esta produtora, também não gostei do excesso de informação logo no primeiro episódio, entre prestar atenção à imagem, ler as legendas e digerir tanta informação, acaba se perdendo alguma coisa...
No geral achei o conjunto fraquinho, continuo a achar que a SIC-Radical gastou os cartuchos todos com a primeira leva de anime e que agora é complicado manter-se à altura. Lógicamente não falo de anime "vintage", isto é, de Urusei Yatsura [Lum] ou Lupin the 3rd, falo de anime recentes (do final dos anos 90 para cá).
Também tenho pena de serem todos muito ao mesmo estilo e com um character design demasiado parecido, apesar de gostar imenso de ficção-científica e de terror (facto que me faz ser mais exigente).
http://www.gonzo.co.jp/
http://www.gonzo.co.jp/english/titles/0303.html (Last Exile)
http://www.gonzo.co.jp/english/titles/0102.html (Hellsing)
http://www.mediafactory.co.jp/anime/najica/ (Najica - em japonês)
http://www.gonzo.co.jp/english/titles/0202.html (Kiddy Grade)
http://www.gonzo.co.jp/english/titles/0104.html (i -wish you were here-)
SIC-Radical
2ª a 6ª, 02:30, 19:00
sáb., 09:30-11:30 (compacto)
29 abril 2005
Onda portuguesa
- Nem todo o Portugal é o "jardim à beira-mar plantado" cheio de castelos, monumentos, igrejas e arquitectura antiga que aparece nas novelas (eles deviam ver o que fizeram ao Algarve!).
- Nem todos os portugueses são pessoas educadas, rígidas mas idealistas e românticas como é a personagem de Daniel Cascaes (Ricardo Oliveira). Muito pelo contrário!
- Raramente os nomes portugueses têm grafismos diferentes como o caso do apelido Cascaes (o normal seria Cascais). E para um açoriano o nome Cascaes é completamente insólito, há outros bem bonitos e invulgares no Brasil que poderiam ter sido utilizados.
- O autor da novela já se justificou diversas vezes, mas o nome Almerinda é realmente pouco comum nas gerações mais novas (mesmo numa cidade de província).
- A questão da virgindade é menos falada mas vista com um bocado de menos pudor que nos foi apresentada na novela.
- Os portugueses não são tão católicos como os brasileiros e difícilmente um português filho de um defensor da liberdade na época da Guerra Colonial (e que partilha os valores do pai) será católico, quando muito comunista.
- Já agora: da ribeira do Porto a Matosinhos é um valente esticão, não se faz de uma corridinha. Mas isto já é uma picuinhice minha, não é assim tão importante.
Em relação à prestação de Ricardo Pereira, ela é bastante "pra brasileiro ver". Não que esteja a fazer uma má prestação, os primeiros episódios não são, de todo, suficientes para avaliar, mas, para mim ainda não foi desta! Até hoje os únicos actores portugueses que realmente gostei de ver nas novelas da Globo foram o Nuno Lopes (Esperança) e Maria João Bastos (O Clone e No Comando - GNT), nenhum dos dois perdeu a pronúncia de Portugal.
Uma concessão que não consigo fazer à prestação de actores portugueses no Brasil é a de abrasileirarem a pronúncia! É verdade que há muitos vocábulos que não são comuns e que muito do nosso vocabulário os brasileiros não percebem, mas falar com gramática e pronúncia "abrasileiradas", não perdoo! Irrita-me imenso e acho falta de conhecimento da própria (dos portugueses) língua. Se são actores têm obrigação de defender e conhecer o que é um dos seus primordiais instrumentos de trabalho! Também vejo de outra maneira: se já houve quem o conseguisse, porque é que se desvaloriza a nossa diferença?
Já falei diversas vezes com brasileiros (amigos, conhecidos, turistas, recém-chegados, residentes e não residentes em Portugal) e, apesar de me dar gozo de falar, entre amigos, à brasileira, a única necessidade que sinto, para me fazer compreender é ter um certo cuidado em utilizar vocabulário que seja compreensível para eles. Sinto que, numa conversa séria, estar a fazer pronúncia brasileira é o mesmo que falar com um outro estrangeiro qualquer, que fale/compreenda mal o português, "à Tarzan", um desrespeito.
É um grande elogio a Globo se interessar tanto, ultimamente, em "puxar" actores portugueses para dentro do seu maior produto, é uma exelente oportunidade de mostrar, com orgulho, amor-próprio e dignidade que temos valor e que somos dignos de tal convite. Temos de defender o que é nosso e tenho a certeza de que os brasileiros mais do que compreendem e aceitam!
De resto a novela é uma clássica novela da tarde para a Globo, com uma história um pouco mais leve e um lado de comédia e juvenil mais marcado. Está pejada de vedetas e actores que já deram provas, e, sendo a temática de "praia paradisíaca" está cheia de "belezas naturais". Comigo ainda não pegou, falta-lhe o factor X, que talvez ainda não tenha chegado, acho que a trama inicial não foi suficientemente forte e não durou mais que os 2 ou 3 episódios iniciais, isto é, já se arrasta um pouquinho (é cedo demais). Dentro das ditas "belezas naturais" de notar a presença de Sérgio Marone, directamente (ou quase) de Malhação.
http://comoumaonda.globo.com/
SIC
2ª - 6ª, cerca das 23:20
23 abril 2005
Assessores de Porcaria Nenhuma
As siglas e os memos são hilariantes e ponto de partida para mal-entendidos mirabolantes, grande parte da acção e dos diálogos servem-se exactamente disso. A série goza com a ausência de coisas para fazer das instituições públicas que ninguém sabe para que servem. O recém-chegado chefe, face a esta dificuldade, decide então mudar o significado da sigla FMDO de "Fichário Ministerial de Documentos Obrigatórios" para "Falar Mal Dos Outros", mas fazê-lo sem sentimentos de vingança. A missão destes 5 Aspones passa a ser gozar e dar uma lição aos cidadãos comuns que cometem pequenos abusos diários.
Promete ser divertida e acutilante, os actores são de primeira, o espaço do escritório claustrofóbico e cheio de arquivos, as personagens muito bem caracterizadas. Os textos são de Fernanda Young, a mais nova das meninas do Saia Justa.
GNT
5ª, 23:30
sab., 13:00
3ª, 02:00
http://redeglobo.globo.com/Osaspones/0,22985,3946,00.html
16 abril 2005
Changing Rooms vs. Querido, mudei a casa!
Não querendo só dizer mal de programas nacionais eu fiz um esforço para gostar do programa, mas é-me impossível. Resolvi fazer uma lista comparativa de ambos os programas para me justificar.
O título
Changing Rooms [CR]
É simples e indica com clareza o objectivo do programa.
Querido, mudei a casa! [QMC]
Um bocado comprido, um bocado sexista também. Parece que só as mulheres é que tratam destas coisas o que o próprio programa tem vindo provar ser o contrário.
Apresentador/a
CR
A primeira apresentadora, Carol Smillie, é uma clássica apresentadora popular que toda a gente conhece (em Inglaterra, claro). É informal e está à vontade. Ajuda esforçadamente os concorrentes.
O segundo apresentador, Laurence Llewelyn Bowen, é o típico designer extravagante, mas como é engraçado, irónico e desenha lindamente, ajudando a melhorar as decorações acaba sendo divertido.
QMC
Sofia Carvalho é mole e um bocado sonsa, não gera empatia e tem atitudes mariquinhas irritantes. Não produz nada de significativo. Não é divertida.
Formato
CR
2 famílias, em geral vizinhas, decoram, com a ajuda de um designer de interiores e alguns amigos, divisões nas casas inversas. Como ajudante fixo têm o carpinteiro faz-tudo, Handy Andy. O espectador vê a divisão a ser decorada com direito a imprevistos e noitadas.
QMC
O candidato escreve para o programa a pedir redecoração de uma divisão. A equipe vem fornecida de designer de interiores e profissionais técnicos (pintores, carpinteiros, etc. ) que fazem tudo fora do écran. O espectador não vê nada a ser feito. Não sei porquê há uma rúbrica que acaba por ser sómente publicidade a uma loja de decoração para encher tempo de programação.
Designers
CR
A minha opinião sobre os designers varia, há alguns que em geral detesto o que fazem, (Anna Ryder Richardson, Laura McCree) mas que como personagens televisivas acabam sendo engraçados e há três (Oliver Heath, Gordon Whistance, Linda Barker), que são os meus favoritos, que costumam acertar (no meu gosto) sempre e fazer divisões habitáveis.
QMC
Ainda não vi nenhum programa de que gostasse do resultado, em que achasse que as divisões eram habitáveis e que houvesse ideias originais, criativas sem serem pré-formatadas a tendências demasiado batidas de design muito "fashion".
Peças e preços
CR
Muitas das peças são fabricadas em MDF na altura (não percebo a predilecção por MDF dos ingleses) ou então são usados materiais antigos (não forçosamente das instalações) e reciclados. Não há publicidade descarada, mas ficamos a saber, de forma genérica quanto custaram algumas das peças mais relevantes e o preço geral da divisão, eles têm de cumprir um orçamento.
QMC
A pouca reSIClagem que é feita acaba sendo pintar mobília já existente nas divisões. Há demasiada publicidade às marcas, desde product placement até à própria indicação no final. Mas preços/orçamentos, não há rigorosamente nada e, convenhamos é a maior preocupação do consumidor geral.
Resultados
CR
Como já disse depende muito do designer. Os ingleses adoram amarelo e cor-de-rosa (vá se lá saber porquê?!), mas no geral têm uma preocupação em não usar tons saturados ou primários e preocupam-se sempre com pormenores como flores, plantas ou velinhas. Nem sempre respeitam as indicações dos donos. As "peças de arte" que fabricam costumam ser, no mínimo, interessantes, nem que seja para aprender truques e técnicas.
QMC
É sempre a parede de uma cor viva ou o papel de parede da moda (carooo!). Dá-me a sensação que, apesar de a permissa do programa se adequar mais a isso, não há uma preocupação com o cliente, mas sim com o que se mostra no programa. Como não vemos ninguém a fazer nada nem para aprender truques costuma servir. É demasiado pretensioso!
Música
CR
Música composta para o programa, nada de extraordinário, mas fácilmente identificável.
QMC
Hip-hop ou Drum & Base da moda demasiado presente, chega a ser irritante.
http://www.bbc.co.uk/homes/tv_and_radio/cr_index.shtml
http://mulher.sapo.pt/sic/XtD8
Changing Rooms
People + Arts
5ª, 20:00, 23:00 (há mais horários)
Querido, mudei a casa!
SIC Mulher
3ª, 22:00 (há mais horários)
14 abril 2005
Cerimónias célebres (ou seja: um casamento e três funerais)
Tudo começou com a morte, e subsequente funeral da Irmã Lúcia com o Papa já doente... depois a doença e morte do Papa (que ainda não terminou em termos mediáticos), a morte do Príncepe Rainier do Mónaco e o casamento do Príncepe Charles e da Camila.
A uma conclusão chego: as mortes de pessoas religiosas são verdadeiramente importantes nas nossas televisões, quanto mais o Papa. Eu ainda me lembro dos dois anteriores Papas que morreram um seguido do outro, nos anos 80, apesar de nessa altura também parar tudo, o impacto foi completamente diferente. A televisão não tinha a relevância que tem hoje neste tipo de acontecimentos e, ao contrário do seu antecessor (não me perguntem o nome, que não me lembro), João Paulo II aqueceu, e bem, o seu lugar no Vaticano.
Foi é pena que com tanto alarido à volta do Papa a morte do Príncepe Rainier, uma pessoa bem mais simpática e interessante aos meus olhos, ter sido um bocado abafada. Mas como também acho que se deve é recordar as pessoas em vida e não na morte, isso acaba por não ser tão relevante assim.
O casamento de Charles e Camila é outra história. Quem viu o Casamento dele com a Lady Di e até mesmo o funeral dela, poderá dizer que este foi mais do que discreto, tanto em acompanhamento como em escala. Apesar de ter sido celebrado nos idos anos 80, o casamento de Charles com Lady Di foi um acontecimento tão gigante que teve direito a celebrações de fazer inveja a qualquer cigano que se preze! Lembro-me que teve direito a todo o tipo de merchandising e antecipação e preparativos de meses. Este, pelo contrário foi minúsculo, não foi em Londres e teve muito pouca gente, convidados e povo nas ruas. Os convidados deslocaram-se da conservatória para a igreja (do outro lado da rua) num autocarro ou a pé (os príncepes William e Harry foram a pé com as primas) as câmeras da BBC esforçavam-se para apanhar os grupos maiores e mais juntinhos de povo a assistir e em não apanhar buracos na assistência. No meio dos convidados foram imensas celebridades, principalmente actores, como Rupert Everett, Phil Collins, Rowan Atkinson, Joanna Lumley e um dos dois casais do "Goodness Gratious Me!". Foi tudo muito elegante e discreto, ao contrário dos casamentos dos príncepes e princesas de Espanha não se viram quebras de protocolo nem toilettes mais arrojadas. Tudo muito inglês, tudo muito cínico, pelo modo como a BBC fez o programa até parecia que os ingleses já estavam conformados com a heresia que Charles cometeu à querida (dear) Lady Di que nunca, nunca mesmo sairá dos seus corações.
Enfim, com isto ocuparam-se manhãs e tardes televisivas, adiando filmes, séries, telenovelas e enchendo telejornais.
03 abril 2005
Letras
Fazendo um zapping, fui parar à MTV, uma destas madrugadas, hora a que a MTV, em geral passa os melhores clips nos programas de música alternativa ou de dança. Todo feito em computadores, em 3D, o vídeo que estava a dar, é um vídeo já algo antiguinho, The Child por Alex Gopher, cuja música é bastante conhecida mas o vídeo nem por isso. Vi este vídeo a primeira vez numa das fa-bu-lo-sas mas infelizmente não continuadas exposições Cyber no CCB.
O vídeo consiste principalmente em planos/cenas nas ruas de Nova Iorque mas em que todos os objectos e personagens são substituídos, dentro do possível, pelas palavras que designam o que são. Por exemplo para as pessoas está escrito "person" ou "rasta", para os edifícios "building" ou "Chrysler" ou "Brooklyn Bridge" (com um grafismo muito engraçado) e para os carros "taxi" ou, o meu preferido: "veryveryverylonglimo".
Já a ideia é muito boa mas a fluidez com que as imagens se conjugam e a pequena narrativa que conta, tornam o vídeo um todo muito interessante e eficaz.
http://www.mtv.com/bands/az/gopher_alex/artist.jhtml
31 março 2005
Curiosidade mórbida
É a curiosidade mórbida, do título, que me faz ver, pelo menos de vez em quando, os diversos reality shows que passam nas nossas TV's. Os que segui com maior fidelidade foram os Big Brother's, os Ídolos e agora as Quintas das Celebridades. Sinceramente não percebo, para além dessa curiosidade e do voyeurismo, que não me preocupo em conter, o que me faz ver esses programas. Nunca me interessei muito por qualquer tipo de concursos, excepto, em tempos de deserto televisivo, a Cornélia e o 1, 2, 3 (o do Carlos Cruz), portanto não percebo. Agora, tal como me aconteceu com os Big Brother's, que tiveram mesmo muito impacto, com os mais recentes o interesse vai decrescendo conforme as versões se vão multiplicando.
Uma coisa curiosa me aconteceu com a última Quinta das Celebridades:
Normalmente há sempre um favorito, ou menos detestado, mas dei por mim a odiar, uns mais, outros menos, todos os participantes. O primeiro motivo pelo qual é difícil eu gostar de alguém num reality show destes é o facto de se exporem da maneira que se expõem, eu era totalmente incapaz, nem ser fotografada eu gosto lá muito! Mas isso são motivos pessoais e as quantias que lhes são oferecidas devem dar jeito, eu que o diga! Mas por mais que a polémica faça audiências, um clima sempre cheio de intrigas e de gente a meter-se na vida uns dos outros faz com que eu perca o interesse e isso fez com que não tenha seguido esta segunda versão (ou todas as segundas versões) do mesmo modo que a primeira (até agora só vi a 1ª gala e não foi completa). Mas, se uma pessoa opta por se expor desta forma, e no Big Brother era pior, ao menos que seja minimamente íntegra e esteja com vontade de se divertir o que gera melhor ambiente.
Tudo o que vemos nestes reality shows, com mais celebridade, menos celebridade, são reflexos da nossa própria vida e de certeza que toda a gente que assiste se identifica mais ou menos com certos acontecimentos. O mau ambiente de intrigas que se viveu na primeira versão fazia me lembrar o mau ambiente que se vivia no último local onde trabalhei (muito provávelmente muitos mais por esse país fora)... Talvez, se a nossa sociedade estivesse melhor, mais construtiva, não houvesse necessidade de satisfazer curiosidades mórbidas através de um programa de televisão...
De uma coisa valem todos os reality shows de que falei: os seus spin-offs no Herman SIC que são hilariantes! Para acompanhar os "Big Bredas", "Cromos" e "Quintais dos Ranhosos", tem de se ver, pelo menos uma vez, os originais! Vejam os vídeos no site.
http://www.tvi.iol.pt/quinta/home.html
http://idolos.sapo.pt/
http://sicprogramas.sapo.pt/sicprogramas/index.php?article=7&visual=2
http://xl.sapo.pt/comedia.html
13 março 2005
Armação Ilimitada
Não é por acaso que a TV Globo é uma das melhores cadeias de televisão do mundo, e nós temos a sorte de falarmos a mesma língua, o que nos possibilita acesso a produtos que, de outra forma, provávelmente desconheceríamos.
Armação Ilimitada foi uma das melhores séries juvenis dos anos 80 que partia de uma fórmula simples de sitcom, partindo de um cast fixo e de histórias mais ou menos autónomas cheias de referências da cultura pop e cinéfila, com artistas convidados de primeiro plano. Por cá deu, em 1990/91 às 6ªs à hora do almoço na RTP 2 (episódios completamente fora de ordem e reeditados) e agora está a repor, integral, no GNT.
A produção tinha meios tipo série B, utilizando tudo o que os estúdios da Globo tinham para oferecer, desde cenários, guarda-roupa e efeitos até actores. O elenco principal partia de um triângulo feito pelos dois heróis da Armação, Juba (Kadu Moliterno) e Lula (André de Biasi) e a sua, dos dois, namorada Zelda Scott (Andréa Beltrão) uma jornalista apaixonada pelos ideais existêncialistas de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. Como ajudante os dois heróis têm o sensato "menor abandonado" Bacana (Jonas Torres) e Zel ainda tem a melhor amiga na comilona, grávida e depois mãe solteira Ronalda Cristina (Catarina Abdala) e o severo Chefe (Francisco Milani) com valores mais tradicionais e interesseiros que os de Zel.
Apesar de ser uma série de aventuras, baseada num estilo de vida próprio da juventude brasileira do Rio com surf, gatinhas e muito sol, cada episódio seguia um tema independente onde o investimento era total. Se o tema era Western os actores falavam com sotaque gringo, o guarda-roupa era feito de chapéus "stetson" e botas de cowboy, havia cavalos e estrebarias e a música era de westerns americanos. Se o tema era espionagem ou James Bond, havia um alter-ego do próprio, vestido de forma elegante e Bond (será blond?) girls de origem convenientemente Russa e com uma homenagem ao filme de Stanley Kubrick, Dr. Strangelove pelo caminho. A banda sonora também contava com temas de Bernard Herrmann de filmes de Hitchcock.
Os temas eram variadíssimos desde sereias, Havaii, mitologia grega, futebol, grandes romances e temas tradicionais brasileiros passando por filmes famosos com Salteadores da Arca Perdida, James Bond, Fantasma do Paraíso, Dr. Strangelove, Rollerball, Rambo, Os Olhos de Laura Mars, Glauber Rocha e muitos outros, uns óbvios outros fragmentados pela intriga dos episódios.
Os textos e diálogos eram incisivos, cheios de humor e timing, como quando aparece Maurício do Vale vestido de cangaceiro e Bacana diz: "Glauber Rocha... não morreu!" ou em nomes como "Alvorada de Hiroxima" no episódio do Fantasma do Rock.
Os actores convidados eram outro trunfo da série, eram todos de primeira e muitos deles muito conhecidos até em Portugal: Miguel Falabella, Maurício do Vale, Lucélia Santos, Regina Casé, Paulo José, Patrícia Travassos (uma das co-autoras), Diogo Vilela, Luiz Fernando Guimarães, Débora Bloch, Evandro Mesquita, Ítalo Rossi e muuuuuitos mais! Estes são apenas alguns dos que me lembro.
A banda sonora era escolhida a partir do tema do episódio e incluia muitos temas de bandas rock brasileiras, muitas delas viriam a ser famosas, desde Caetano Veloso a Barão Vermelho ou Blitz, passando por Rita Lee. Os temas internacionais ou eram "colados" ao tema do episódio ou eram temas populares na época.
Infelizmente, devido à fraca qualidade técnica dos anos 80, a série envelheceu um bocadinho mal, a qualidade de imagem e som são fracas e a concepção artística é, por vezes, demasiado anos 80. Os episódios também são um bocado desequilibrados, alguns episódios são execelentes e outros assim-assim, que se vêm com algum sacrifício. Mesmo assim a série ainda diverte pelos temas, pela acção e pela enorme criatividade.
Os autores da série, Antônio Calmon, Guel Arraes, Euclydes Marinho e Daniel Filho têm tido carreiras importantes na TV Globo, na maioria realizando/criando novelas da tarde, de comédia com parte da história e elenco constituído por grupos de crianças, em geral um rol de filhos como em Top Model ou Vamp.
http://www.teledramaturgia.com.br/armacao.htm
http://www.imdb.com/title/tt0143026/
http://www.infantv.hpg.ig.com.br/armacao.htm
GNT
dom. 12:30
08 março 2005
5 gajos BONS!
É BOOOM! É raro eu babar por actor de novela, mas o Gianecchini faz 100% o meu género e tem uma vantagem: é muito, mesmo muito fotogénico e telegénico! Ah! Também não é mau actor, de todo! Neste momento não está no ar... snif...
Não sei se é a personagem que ele faz em CSI, se é mesmo carisma próprio, o certo é que este homem é um íman de écran e envelheceu muitíssimo bem!
Quando comecei, desta vez, a rever a Gabriela, percebi porque é que o Dr. Mundinho arrasava tantos corações em Portugal (e muito provávelmente também no Brasil) nos anos 70. Com aquela voz e aquele olhar o homem era mesmo um arrasa-corações. Envelheceu bem, mas o charme actual dele vem mais de ser um excelente actor. A foto não está grande coisa mas foi o que consegui arranjar mais próximo do visual da Gabriela, é do filme Dona Flor e seus dois maridos.
Alex Atala é o cozinheiro do programa de culinária, que aliás recomendo, do GNT, Mesa Pra Dois. O homem é lindo, tem um charme irresistível e ainda por cima cozinha bem! Não há discussão possível! Ah! É ruivo!
O nome não ficou na memória, ele é o Parker Lewis que agora também anda pelo Stargate SG-1. Não é o meu modelo de gajo bom, mas tem um ar super-cute e há qualquer coisa naquele sorriso que tira a respiração...
06 março 2005
A nova coqueluche da TV
O protagonista Jack (Matthew Fox), não é senão o irmão mais velho de Party of Five com uns quilitos a mais mas também mais atraente. Outras caras conhecidas são Dominic Monaghan como Charlie (o Merry do Senhor dos Anéis) e Harrold Perrineau, de Romeo+Juliet e dos Matrix Reloaded e Revolutions.
Como curiosidade há um casal de Coreanos que não falam inglês que me faz lembrar o casal de Japoneses, com o seu tradutor electrónico Mandarax, do hilariante livro Galápagos de Kurt Vonnegut, que também trata de náufragos numa ilha deserta. Como no livro também há uma grávida. Não há dúvida que J.J. Abrams leu Kurt Vonnegut! Só isto já é suficiente para me agarrar ao aquário domingos à tarde.
http://abc.go.com/primetime/lost/index.html
RTP1
dom., 15:15
28 fevereiro 2005
77 Oscars
As cerimónias dos Oscars estão cada vez mais curtas, já lá vão os anos em que me deitava perto das 6h da manhã para dormir umas meras 1 ou 2 horitas e acordar para o trabalho a curar a ressaca de sono. O ano passado terminou por volta das 5h e este ano às 4h e qualquer coisa... qualquer dia a cerimónia é feita em fast-forward e já nem é preciso fazer o compacto de 2h para as televisões passarem no dia seguinte, é só legendar!
Parecia ao início que ia tudo acontecer sem grandes surpresas, The Aviator levou as primeiras estatuetas, mas as surpresas começaram a acontecer mais para o fim e os Oscars mais importantes não foram para The Aviator mas sim para Million Dollar Baby e Ray. Confesso que tenho um certo prazer em ver o blockbuster favorito perder esses Oscars, neste caso então, apesar de ainda não ter visto o filme, foi um prazer ver Leonardo DiCaprio, que me irrita imenso e que não acho grande coisa como actor, perder. Tenho pena para Scorsese, mas não acredito em filmes como este a não ser para passar 2h bem passadas numa sala de cinema. Para além disso acho que Clint Eastwood anda a fazer filmes muito interessantes e gosto imenso de Hillary Swank e, desculpa Anette Benning, ela é mais fixe que tu! Também ainda não vi o Ray, mas como Ray Charles é um músico excelente e o actor Principal, Jamie Foxx é igualzinho a ele, ainda bem que ganhou o Oscar! Gostei também de ver Alejandro Almenábar ganhar o Oscar po Mar Adentro (Penélope Cruz e António Banderas emocionados, chuif, chuif...) e mais ainda a curta de animação, que tive o privilégio de ver na sessão do Cinanima que vi na Culturgest, Ryan. Ah sim! os cinéfilos de cinema americano devem estar radiantes: Charlie Kaufmann ganhou o Oscar pelo melhor argumento original.
Os discursos. Este ano estava na moda agradecer à mãe, já ninguém agradece a Deus (antigamente fazia apostas a ver quem agradecia primeiro a Deus ou à família), Clint Eastwood até levou a dele! Velhinha, velhinha! O melhor discurso foi do autor da melhor canção, Jorge Drexler que, depois da vergonhosa performance de António Banderas a cantá-la, cantou somente um pouquinho da canção e não agradeceu a ninguém.
Por falar em velhinhos, foi com um enorme prazer que vi, ainda vivinho da silva e com um ar muito cute, Mickey Rooney. Outra surpresa nos convidados foi Prince, que pelos vistos já voltou a chamar-se "Prince". Outra ainda foi Yo-Yo Ma, o excelente, maravilhoso, fantástico violoncelista que foi tocar o 6º Concerto para violoncelo de Bach na homenagem aos falecidos em 2004.
Ah sim, falta-me falar do apresentador. Ao início parecia que Chris Rock ia ser agradávelmente políticamente incorrecto mas ficou-se pelo discurso de abertura em que deu algumas alfinetadas a George Bush mas depois a sua presença foi extremamente apagada e limitou-se quase a somente apresentar os apresentadores dos Oscars. De notar a falta de sentido de humor de Sean Penn que se sentiu ofendido por Chris Rock gozar com as multiplas presenças de Jude Law em filmes deste ano. Não achei nada de especial fora uma mini-reportagem à porta de um cinema em que se provou a ignorância do povo americano que desconhecia os filmes Oscarizados e para quem os melhores filmes eram títulos como Alien vs. Predator ou outros do género.
http://www.oscar.com/
http://www.imdb.com
TVI
madurgada de 27 para 28 de Fev.
25 fevereiro 2005
Tesouros Russos
O primeiro foi o que me pareceu "O Homem da Câmara de Filmar" um clássico do cinema Russo documental (mudo) que marcou o cinema pelo mundo fora, com, aparentemente, uma nova banda musical que me soou a Michael Nyman dos seus tempos de colaboração com Peter Greenaway. O filme é um percurso mais ou menos alucinante pela vida diária da época, numa espécie de retrato realista com uma única mediação, a câmara de filmar. Já o apanhei a meio e acabei por não ver tudo, mas o que me parece estranho é que nem no site da SIC encontro informação alguma, portanto nem com certeza absoluta posso afirmar que era este o filme, porque, sendo a raridade que é, nunca tive antes a oportunidade de o ver.
http://www.imdb.com/title/tt0019760/
O segundo, que deu em seguida, e continuo sem certezas absolutas, foi o "Russian Ark", um filme recente experimentalista, que se trata de um único plano de sequência (plano único, sem cortes) filmado com as facilidades das novas tecnologias de video digital. Neste filme faz-se um percurso histórico sobre os vários acontecimentos que se passaram dentro das paredes do Museu Hermitage em S. Petersburgo. Sei que o filme teve um trabalho invulgar, tendo sido ensaiados os actores e inúmeros figurantes durante longo periodo de tempo para depois ter sido filmado, de uma só vez num único take. Este filme passou nas saudosas sessões da Associação Zero em Comportamento no Cine 222 em Lisboa, mas também não tive oportunidade de o ver na altura. Escusado será dizer que dada a hora não vi o Russian Ark até ao fim.
http://www.russianark.spb.ru/eng/index.html
É uma pena que tais obras passem a tais horas e pior, como se de alucinações se tratassem, sem uma única menção nas listas de programação!
21 fevereiro 2005
Eleições na TV?
A ver se este país melhora!
19 fevereiro 2005
O Fahrenheit original
Fahrenheit 451 é um dos melhores e mais sublimes filmes de ficção-científica, realizado pelo realizador da Nouvelle Vague, François Truffaut, baseado no livro homónimo de um dos melhores e mais conhecidos autores de ficção-científica, Ray Bradbury.
Ray Bradbury fez parte de um grupo de apaixonados pela ficção-científica nos anos 50-60 que difundiam a sua paixão por variadíssimos meios desde a conceituada revista Omni a guiões para a série de televisão Twilight Zone (Quinta dimensão) de Rod Serling. Para além de Ray Bradbury e de Rod Serling alguns dos nomes envolvidos nessa vaga foram o sarcástico escritor Kurt Vonnegut e o actor, por vezes também autor, William Shatner. Os livros de Ray Bradbury são de leitura bastante acessível mas muito poéticos e cheios de conteúdo. Em Portugal encontram-se editados e traduzidos para português bastantes títulos, principalmente em edições baratinhas de bolso. Não há desculpa para não os ler, vale a pena!
De François Truffaut é difícil falar em poucas linhas, mas os seus filmes são os mais poéticos e acessíveis do grupo da Nouvelle Vague, onde experimentou muitos géneros, sendo este exemplo um dos seus mais belos e politizados filmes. São filmes como este que mostram que a ficção-científica não é um género menor, reduzido a naves espaciais e heróis intergalácticos, que há obras de primeira categoria, mas que infelizmente a grande maioria fica no papel e poucas sobrevivem no grande écran. Fahrenheit 451, apesar de dentro do género da ficção-científica, não é um bom filme só por causa disso, ultrapassa o género tornando-se, pelo seu subtexto num filme sobre a liberdade de expressão e a liberdade pessoal que ninguém nos pode arrancar.
http://www.imdb.com/title/tt0060390/
SIC Radical
brevemente, talvez para a semana
Mais CSI
Com o mega-sucesso que o muitíssimo carismático e charmoso William Petersen (eu gosto dele, confesso) deve ter tido como Gil Grissom, os produtores não quiseram deixar os créditos por mãos alheias e escolheram para as séries "filhas" dois excelentes actores que têm o seu "quê" de carisma: David Caruso para o CSI: Miami e Gary Sinise, excelente no seu ar perturbado de quem sofre sempre por não-sei-o-quê, para CSI: NY. Tanto um como outro, apesar de não terem o mesmo impacto que o practicamente desconhecido William Petersen (entrou no filme Manhunter, primeira adaptação de Red Dragon da saga do Silêncio dos Inocentes), têm ambos créditos firmados em TV e cinema e preenchem muito bem o papel de chefia das séries.
Outra coisa engraçada de que me apercebi nas 3 séries é a limitação da paleta de cores. Em CSI é essencialmente um ambiente nocturno com a predominância do preto rasgada pelo colorido pontual mas vivo dos neons. Em CSI: Miami predominam os pôr-do-sol com cores quentes e abusam, um pouco demais, a meu ver, dos filtros castanhos para dar aquela atmosfera quente de praia ao fim do dia. Em CSI: NY é uma paleta quase monocromática de cinzentos e azuis frios. É interessante ver como através de um estratagema tão simples eles diferenciam as séries para o olho menos atento do espectador comum.
A ver se o genérico também tem a música dos The Who!
http://www.cbs.com/primetime/csi_ny/
AXN
3ª, 21:30
14 fevereiro 2005
Levi's + Shakespeare
A última que vi é um diálogo romântico entre um rapaz e uma rapariga, num ambiente urbano americano, nada de especial até aqui não fora o texto, o primeiro diálogo entre Bottom e Titânia na peça de William Shakespeare, "Sonho de uma noite de verão". Sendo esta peça uma das minhas preferidas do meu dramaturgo mais-que-preferido pude reconhecer o texto o que me deixou imensamente orgulhosa. Está aqui mais uma prova da riqueza das peças de Shakespeare e da sua fantástica versatilidade.
Deixo o link da minha modesta abordagem a esta peça, feita mais ou menos há um ano sob a forma de hipertexto: SNNV2004
http://www.eu.levi.com/index.jsp?lang=en®ion=pt
12 fevereiro 2005
Myth Busters
Jamie e Adam são dois técnicos de efeitos especiais para cinema que resolveram se dedicar a desmascarar mitos populares. Os dois são doidos varridos e têm um aspecto a condizer: Jamie é careca, anda sempre com uma boina à francesa e tem uma bigodaça farfalhuda que mais parece uma morsa, Adam é um pouco mais convencional, tem o cabelo e a barba ruivos e costuma andar com um fedora de abas largas.
Os mitos que tentam desmascarar vão desde ver se implantes de silicone rebentam em grandes altitudes ou se é mesmo perigoso falar ao telemóvel numa bomba de gasolina! Para isso constroem gadgets inimagináveis com a ajuda de assistentes e ainda têm uma folklorista para assistir na parte da pesquisa. Não é raro as experiências acabarem em explosões ou muito malcheirosas!
http://dsc.discovery.com/fansites/mythbusters/mythbusters.html
Discovery Channel
sáb. 20:00
10 fevereiro 2005
Goodness Gratious Me!
Sim, os indianos irritantes já estão de volta há umas 3 semaninhas.
Não podia deixar de comentar esta hilariante Britcom que tem imenso de original e de auto-crítica. Estes indianos não se vêem como os melhores do mundo ou "o povo coitadinho mais infeliz do mundo" (usando uma frase da Doremi). Eles vêm-se, de forma naturalmente exagerada, pelos vícios e maus hábitos de um povo imigrante há, pelo menos, 3 gerações em Inglaterra.
Com racismos, sem racismos, a ordem do dia é ser politicamente incorrecto e com isso rir às gargalhadas!
http://www.screenonline.org.uk/tv/id/521352/index.html
http://epguides.com/GoodnessGraciousMe/
2:
sab. 23:00
09 fevereiro 2005
Finalmente ficção Nacional...
Confesso que não vi tudo pois só a ideia de ver 3 horas seguidas de uma história, no mínimo densa, para além de assustador é seca! Mas o que vi deu-me uma ideia bastante boa do conteúdo geral e é disso que vou falar.
Em geral achei a série (?) sem mácula, com uma produção extremamente bem cuidada, fotografia excelente, cenários muito bem trabalhados e guarda-roupa sem as pequenas falhas de modernidade que de vez em quando se infiltram. O trabalho de actores foi muito sério e profissional, estando todos os intervenientes muito convincentes sem "teatralices" e vedetismos. A história faz parte de uma fase muito importante da nossa história do séc. XX que é pouco ou mal ensinada nas escolas e que os portugueses ainda têm alguma dificuladade em assimilar. 10 pontos só pela escolha da história! Em suma um excelente produto.
A apontar, achei talvez um pouco demasiadamente cinematográfico, isto é, planos muito abertos, poucos grandes planos e o genérico com letras demasiado miudinhas para um écran de televisão. Também achei a banda sonora demasiado repetitiva, apesar da extrema importância que Luís Cilia teve na época do 25 de Abril. Este tipo de banda sonora torna-se cansativa, principalmente em televisão. A cadência da acção por vezes também era muito repetitiva e lenta o que, da forma como foi programada a série, resulta em desvantagem.
Por último o maior "crime": porque resolveram programar uma série de 6 episódios de cerca de 1 hora em duas noites? Ainda por cima a começar às 22-23 horas e a acabar à 1-2 da manhã? Se era para apanhar o prime-time e a fidelidade do espectador, acho que teria sido mais interessante passar os 6 episódios de segunda a sábado, sempre no mesmo horário, por exemplo depois da novela. Até porque o espectador é fiel, o problema são as cadeias de televisão que alteram os horários constantemente sem pré-aviso o que faz com que se percam episódios pelo meio... Espero que reponham a série brevemente, por exemplo na semana entre o 25 de Abril e o 1º de Maio, e desta vez um episódio por dia em horário nobre.
Mais um mau pormenor: o site da SIC, que se dá ao trabalho de ter mini-sites das novelas brasileiras (que já os têm mais completos na globo) e de séries como o CSI, nem uma páginazinha tem dedicada a esta série... assim a promoção das produções nacionais vai longe...
http://www.sic.pt
http://www.imdb.com/title/tt0229881/
Foi-se um ídolo nacional
Canto e Castro era um dos melhores e mais interessantes actores nacionais que era tão bom tanto em comédia como drama, televisão ou cinema. Este tipo de actores não são frequentes no panorama nacional, julgo que se tivesse feito carreira fora de portas e gostasse de protagonismo como algumas jovens "vedetas" nacionais, o facto da sua morte teria sido mais notado e mais pessoas de várias gerações se lembrariam da carreira dele. Não tive o prazer de o conhecer pessoalmente mas calculo que quem o tenha feito, tenha tido a possibilidade de aprender imenso com um grande profissional e artista.
A fase da sua multifacetada e muitíssimo rica carreira que mais me marcou foi curiosamente a mais discreta delas todas, as dobragens de desenhos animados. No tempo em que os actores que faziam as vozes eram sempre os mesmos, Canto e Castro fazia sempre de avôzinho e ocasionalmente um vilão secundário, graças à sua voz rouca. É pena esse tipo de trabalho não ser considerado importante no nosso país, Canto e Castro fazia-o de modo excelente!
Fica aqui a minha modesta homenagem a quem foi, para mim, o maior actor português meu contemporâneo.
Henrique Canto e Castro, 1930-2005
http://www.imdb.com/name/nm0134611/
17 janeiro 2005
CSI Miami
Apesar de não gostar tanto desta versão como do original, as minhas preferências nesta série estão mais divididas. Gostei bastante de ver de novo no pequeno écran David Caruso (Horatio Caine), bastante conhecido de "NYPD Blue", é um chefe mais emotivo e menos enigmático que Grissom. As duas mulheres Calleigh Duquesne (Emily Procter), uma loira com ar de Barbie, especialista em armas, e Alexx Woods (Khandi Alexander) a médica legista que trata os cadáveres com carinho e lhes chama "baby", são muito estranhas mas carismáticas. Já agora Eric Delko é Adam Rodriguez, o marido de Isobel em "Roswell".
Quanto às histórias, são semelhantes em estrutura com as devidas diferenças geográficas e de carácter das personagens. Foi engraçado ver o misto de rivalidade e admiração que se gerou entre ambas as equipes. E Miami é uma cidade que me desperta a curiosidade, nem que seja por causa dos pântanos (óptimos para intrigas policiais).
http://www.cbs.com/primetime/csi_miami/home.shtml
AXN
4ª, 21:30
Enapá 2000
Para surpresa minha, apesar de a SIC viver às vezes de expedientes do género, passaram um filme/documentário sobre o "Candidato Vieira" seguido do concerto dos 20 anos da banda. Sendo os Enapá uma banda algo marginal, que não se verga a imposições de modas e que mantém tanto a configuração da banda como o estilo, é de louvar que para além de terem passado os ditos programas os terem publicitado sobejamente. Parabéns SIC pelo risco e sem ser no "porto seguro" da SIC-Radical!
SIC
4ª, 12.Jan.2005, 00:00
A propósito do Superhomem...
É talvez, em termos visuais, para além dos projectos recentes da Cartoon Network, das ideias mais originais vindas dos Estados Unidos. Gosto particularmente deste character design directamente inspirado na antiga série do "Superhomem", criada nos anos 40 e que muito de vez em quando ainda passa um episódio ou outro, também na 2:. A história desenvolve-se de forma cativante ao longo dos episódios que acabam quase sempre num algo irritante "continua...", mas as personagens têm muita densidade e a intriga é concebida de uma forma moderna apesar do visual um pouco datado.
http://www.cartoonnetwork.com/tv_shows/jlu/
2:
2ª a 6ª, cerca das 11:00
08 janeiro 2005
Shaolin Soccer
Se há filme que me pôs a rir às gargalhadas no meio do chão, "Shaolin Soccer" foi um deles. Vi este filme pela primeira vez há uns 2 anos na casa de um amigo meu de Macau que é o meu "fornecedor" deste tipo de filmes uma vez que cresceu a vê-los. Eu não ligo a mínima a futebol e, nessa época, ainda nem tinha sido ainda o Euro 2004, mas este filme pôs-me a ver futebol!
Digamos que é uma comédia com efeitos especiais centrada nas temáticas de futebol e shaolin kung-fu numa espécie de east meets west para consumo asiático. Todas as personagens são muito caricaturadas e estereotipadas mas a conjugação está equilibrada, o humor, apesar de um pouco infantil para olhos ocidentais, é excelente e as artes marciais aliadas a efeitos especiais barrocos são engraçadíssimas. Eles têm poderes equivalentes a qualquer Son Goku, mas em imagem real! Reparem bem no fato do guarda-redes [Bruce Lee], uns aninhos antes de Kill Bill - vol.1.
Pelo que o meu amigo me falou o protagonista e o velhote, seu mentor, são actores muito conhecidos em Hong Kong e Macau e os nomes são o que leva o público de lá a ver filmes como este que se tornam em blockbusters!
E isto tudo vai dar na RTP!
http://www.miramax.com/shaolin_soccer/
RTP
dom. 09.01.2005, 15.45
Smallville
Apesar de não ter visto com muita atenção as séries anteriores, gosto bastante desta adptação dos tempos de adolescente e jovem adulto de Clark Kent/Kal El mais humano que kryptoniano. Clark sofre, de uma forma realista as dores e alegrias de qualquer adolescente numa situação equivalente, não é o bonzinho de sempre, da mesma forma que Lex Luthor também não é só mau.
Esta série tem uma das boas características da vaga moderna de séries de ficção para TV americanas em que as personagens não são planas ou preto e branco, têm mais densidade e saem do padrão de comportamento com alguma frequência.
Outra vantagem é que o cast está bastante bem escolhido, todos são convincentes e não há actores/personagens irritantes. "Lois & Clark" nunca me convenceu porque sempre achei ambos os protagonistas muito irritantes.
http://abcfamily.go.com/smallville/index.html
http://www.thewb.com/Shows/Show/0,7353,126,00.html
RTP
sab. 15:45
PS - GRRRR! a SIC deu o CSI hoje mais cedo! Mais tarde ainda vai, mas mais cedo?!!
03 janeiro 2005
2 ou 3 coisinhas boas que vieram com o Ano Novo
Apesar do que aconteceu no Oceano Índico, fica sempre bem alguns filmes-catástrofe no Ano Novo, pode parecer demasiado humor negro, mas a vida continua e são o tipo de filmes excelentes para passar dia 1 de ressaca em casa.
Apesar da sua recente e excelente edição em DVD, foi simpático da 2: passar o filme "E Tudo o Vento Levou" um dos meus all time favourites. Outro clássico que sabe bem rever e que cai muito bem em tempo de férias é "A Música no Coração" que apesar de musical, mostra com algum realismo uma pequena parcela do que foi a 2ª guerra mundial sem recorrer às temáticas de sempre. É de nota que ultimamente a RTP tem passado muitos e bons filmes em horário nobre ou quase nobre, portanto vou continuar com atenção.
Com o Ano Novo vêm novas grelhas de programação e o CSI no AXN foi adiado uma hora para as 21:30 (mesmo dia) e o GNT promete, para a semana, novidades.
02 janeiro 2005
Spike & Drusilla
Revendo a 1ª season confirmei a minha convicção de que a Buff é uma das séries de TV mais bem escritas da actualidade. Começou um pouco low profile com um ou outro episódios mais interessantes para ir amadurecendo ao longo das diversas épocas. Os últimos episódios que vi (season IV) eram, na grande maioria, excelentes mas pelo meio houve episódios mesmo muito bons como o dos pesadelos ou o da troca de corpos entre a Buffy e Faith. Uma das grandes qualidades da série é a combinação de humor irónico/sarcástico com histórias de vampiros, fantásticas e de terror.
O que primeiro me cativou na série foi o casal de personagens Spike (James Marsters), um vampiro poderoso, inglês com bastante sotaque, humor sarcástico e muito sádico, de cabelo branco com um ar cool, e Drusilla (Juliet Landau), uma vampira também inglesa com um ar infantil e desamparado vestida com um vestidinho império branco muito diáfano a contrastar com os cabelos compridos pretos e que brinca com bonecas vitorianas mas é extremamente cruel e sádica. A actriz é, como o nome indica, filha de Martin Landau e Barbara Bain (antigos protagonistas da minha série de TV favorita, "Space: 1999" e excelentes actores). Spike e Dru são os arqui-inimigos da Buffy e seus "slayerettes" (isto é dito pela Willow num dos primeiros episódios) que lhe dão mesmo muito trabalho e só mesmo com a morte/desaparecimento de Drusilla (ela é pior do que o Spike) é que Buffy pode suspirar de alívio. O Spike continua na série com um papel um pouco mais cómico e acaba, um pouco a contragosto, aliado de Buffy.
Nas nossas TV's, para não descurar, a emissão foi confusa com muitas mudanças de horário desde o fim-de-semana à tarde às madrugadas acabando por, finalmente, estabilizar numa reposição na SIC-Radical. Só espero que dêm as séries todas porque da última vez ficámos, de novo a meio...
http://www.buffyweekends.com/
http://www.upn.com/shows/buffy/
http://www.buffydvd.com
SIC-Radical
2ª, 15:30
5ª, 10:00, 22:00
sab., 19:00
Na FOX (só quem tem Cabovisão pode ver) estão a dar "Angel", a série derivada com a personagem mais irritante da Buffy, mas até que está bem fixe. Ele não é tão irritante como na Buff.
