
Hoje foi um desses dias, apanhei, provavelmente a cerca de 2/3, uma daquelas maravilhosas comédias inglesas dos anos 60, actualmente caídas no esquecimento, mas muito picantes e engraçadas. O filme chama-se The Best House in London e é acerca da fundação de um bordel de luxo e comércio de jovens raparigas na Londres Victoriana.
O que me atrai nestes filmes é uma combinação de pequenos factores que no seu conjunto dão um resultado kitsch e ao mesmo tempo retro-chic, e extremamente divertido! O que salta primeiro à vista são os cenários exuberantes, barrocos, com uma paleta de cores psicadélicas que, apesar de serem de época, o que se nota logo ali é o ambiente sixties, e logo a seguir o guarda-roupa, as maquilhagens e os cabelos (extremamente bem penteados sem um único fora do lugar, nem nos homens!). A segunda coisa em que reparei foi no sotaque extremamente british, por vezes até cockney, como hoje-em-dia nem os ingleses mais ingleses falam. E por fim David Hemmings e George Sanders. Estes dois, principalmente David Hemmings, são sinónimo de sixties e da swinging London. Parece que todos os filmes que fizeram encaixam na perfeição neste universo camp, culminando Hemmings em Blow Up.
E depois o filme propriamente dito é uma estranha combinação de variados factores históricos, personagens descabidas e uma comédia desbragada, bastante picante com muitas meninas nuas, naquele misto de erotismo e ingenuidade que caracteriza imensos filmes ingleses dos anos 60. Não dá para não rir com o estranho dirigível do Conde Pandolfo nem com as cenas finais no bordel, em que cada quarto é uma encenação de uma situação potencialmente erótica: harém, sala de aula, pastorinha, selva, banhos romanos, etc.
Enfim... um filme divertido, sem subterfúgios, que é o que aparenta sem grandes pretensões a não ser apenas divertir.
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