TV-CHILD É UMA DESIGNAÇÃO QUE SE PODE DAR À MINHA GERAÇÃO, QUE CRESCEU
A VER TV. ESTE BLOG É 90% SOBRE TV, 10% SOBRE OUTRAS COISAS.

26 fevereiro 2011

*corpete

Mas o que é que a palavra corpete tem de errado? Tudo, quando o que foi dito no original foi corsage!

Basicamente quem traduziu tal disparate nunca deve ter visto um filme de adolescentes/escola secundária norte-americano na vida!!! Gostava de saber em que redoma viveu! O disparate aconteceu sim num filme de adolescentes, chamado qualquer coisa como Revolta! (é com o Jeff Bridges e não lá muito mau).

Corsage realmente pode ser corpete (o termo mais utilizado é corset), mas no caso concreto é o ramalhete de flores que as meninas norte-americanas levam no pulso, oferecido pelo seu par, para os bailes de finalistas. E era esse mesmo o caso! Nem sequer imagino um adolescente oferecer ao seu par no baile um corpete em público! (HA HA HA HA HA!) Se o erro aparecesse uma só vez, até poderia ser uma branca ou distracção do tradutor(a), mas não, ao longo do filme fala-se no assunto umas 3 ou 4 vezes e foi sempre traduzido por... corpete!

corsage
ramalhete
corpete

20 fevereiro 2011

Ninguém dorme!

Gosto do formato do Portugal Tem Talento, mas, caramba!, já chega de Nessun Dormas! É verdade que foi a canção/ária que colocou Paul Potts no mapa, no programa gémeo britânico, mas há muitíssimas mais árias para tenores, igualmente românticas e dramáticas para tentar impressionar o júri! Aliás é o que mais há... Só eu, que não tenho visto o programa com atenção, já contei dois a cantá-la. Achei mais piada ao que cantou a Granada. Pelo menos foi original.

Mas gosto de o programa ser informal, de parecerem as audições na Sociedade Recreativa lá da terrinha, de a Bárbara Guimarães parecer uma pessoa e não um autómato. É um programa ligeiro de variedades, bom para um domingo à noite.

Portugal Tem Talento

03 fevereiro 2011

Cisnes e sapatilhas


Se há filme que poderia ser a sequência ou o remake mais distorcido da história do cinema de The Red Shoes é Black Swan! Antes de ver Black Swan já desconfiava, os sinais estavam lá todos, o que não sabia é que o patamar de qualidade é equivalente, com uma visão moderna do tema, de filmar, de ver.

Os paralelismos são mais que os óbvios: ambos os filmes utilizam a metáfora de um conto de fadas, transposto para bailado (se bem que as origens de ambas as histórias são bem diferentes) para recontarem o que a metáfora original propunha ensinar. Também é sabido que os contos de fadas são uma forma económica de dar às crianças lições de vida, portanto, neste tema fico-me por aqui. Depois há o tema comum, o mundo cruel do ballet como microcosmos de escolhas de vida. A obsessão das protagonistas com o ballet, o desfecho a que as leva a obsessão. O grafismo promocional semelhante, simples, de cores planas, directo na abordagem e com uma estética parecida, variando na escolha das cores, naturalmente. E por fim no modo de filmar.

Aronofsky é mais arrojado, moderno, claustrofóbico, mas Michael Powell e Emeric Pressburger, quando a narrativa assim o exigia, também o foram em Red Shoes. Há planos e cenas em The Red Shoes de uma inquietude em tudo semelhante a Black Swan e notei várias "citações" ao filme de Powell e Pressburger enquanto via o filme. Apenas numa coisa divergem, Red Shoes é mais lento no desenrolar, e o próprio tempo da história se estende muito mais que em Black Swan. Em The Red Shoes passam-se anos em Black Swan, meses. Black Swan também se concentra mais na personagem de Nina, como se de uma grande angular colada a ela se tratasse, é talvez o seu salto para a modernidade. The Red Shoes "mostra" mais, é mais descritivo, não deixando de ser tão intenso e emocional como Black Swan.

Outro paralelismo engraçado é o facto de The Red Shoes ser um dos mais belos exemplos do technicolor e de Black Swan, para além de a cor ainda ser tratada pela empresa Technicolor, ter sido visto por mim em cópia digital, límpida, impecável, de ser um exemplo a seguir do bom uso para uma cópia digital...

O certo é que Aronofsky deve ter visto The Red Shoes vezes sem conta, e, para mim, esta é uma sentida e merecida homenagem a um dos meus filmes preferidos de sempre... e mais que à altura!! A-DO-REI!

The Red Shoes (IMDB)
Black Swan

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31 janeiro 2011

You Only Live Twice, or so it seems...



You Only Live Twice - John Barry, cantada por Nancy Sinatra
o raio do YouTube não me deixa fazer embed do vídeo

É com enorme tristeza que assinalo a morte do grande John Barry, o eterno compositor das maravilhosas bandas-sonoras dos filmes de James Bond. You Only Live Twice é uma das minhas favoritas e fica aqui como desejo para John Barry.

BBC Archive - James Bond - For Your Ears Only

27 janeiro 2011

Pausa para almoço

13h30, dia de semana, sintonizo o MOV (HD - tenho de aproveitar o ecrã panorâmico), mais um episódio de Heroes. Pois é! Estou finalmente a ver Heroes!! Para uma fã de ficção-científica como eu, até parece pecado ainda não ter visto a série! E estou a gostar... bastante! É agora a minha telenovela da hora do almoço...


É certo que não tem os diálogos acutilantes de Doctor Who ou mesmo de Sherlock (sim sou completamente tendenciosa e a ficção televisiva britânica é provavelmente a melhor do mundo) mas a premissa é fabulosa, lembra muito certas premissas de séries de anime, de gente normal com super poderes. Sim, e também já está muito visto em X-Men, que é naturalmente a primeira comparação que vem à cabeça quando se fala em Heroes, mas não vale a pena comparar, Heroes vive por si só e merece o êxito que tem tido.

Ainda estou no princípio-princípio, portanto não sei o que provavelmente já toda a gente sabe (consegui manter-me longe de spoilers) mas até agora gosto de todos os Heroes, até mesmo os "vilões". A série tem aquele lado soturno-misterioso de narrativa desconstruída, que se tem tornado muito popular ultimamente nas séries norte-americanas, mas que até agora só contribuiu para afiar a curiosidade. Acho piada ao japonês se chamar Hiro, que para um japonês soa exactamente igual à palavra hero! Mas quem realmente merece o meu destaque é Milo Ventimiglia, Peter Petrelli na série, que já conhecia como Jesse em Gilmore Girls e que é BOOOM (apesar de baixinho...) !!!

Ui! Está quase na hora!

Heroes

Não achei necessário fazer novo post para isto, mas Heroes está CHEIO de referências à BD, ficção-científica, e outras fontes de inspiração óbvias. Passo a enumerar algumas das que reparei:
  • o pai de Hiro é nada mais que o Mr. Sulu, ou melhor George Takei, o actor que interpretou Mr. Sulu em Star Trek;
  • a matrícula do carro do pai de Hiro é NCC 1701, soa familiar?;
  • o 9th Doctor é um dos "heroes", bom, Christopher Eccleston, o actor que interpretou o 9th Doctor em Doctor Who, faz de "herói invisível";
  • Stan Lee faz mais uma das suas pequenas participações, como condutor do autocarro que Hiro apanha para Las Vegas;
  • Malcolm MacDowell faz de mega-vilão, Mr. Linderman;
  • já para não falar, mas aí o percurso foi inverso, que Sylar (Zachary Quinto) é o novo Mr. Spock!
  • Quinn Fabray a fazer de... Quinn Fabray! (antes do GLEE)

Se topar mais alguns com interesse, eu acrescentarei a esta lista.

22 janeiro 2011

Sexy boy

AXE Excite

A AXE tem uma tradição de boas publicidades, mas já há alguns aninhos que não faziam uma tão boa! A conjugação é perfeita: anjos, Itália (só podia ser em Itália), vespas, bons efeitos especiais, bonita "paisagem", e sim, uma versão "coro angelical" de Sexy Boy dos AIR, simplesmente uma das minhas músicas preferidas! DIVIRTAM-SE!!

17 janeiro 2011

Loira completamente BURRA!

Brittany S. Pierce

Estou com Joss Whedon nesta: Brittany é a personagem mais fixe de Glee! A partir do momento que o grande trauma da vida dela é se chamar Brittany S. Pierce e por causa disso viver na sombra da Britney Spears...

Brittany fala pouco, mas sempre que abre a boca, de lá saem pérolas de sabedoria semelhante:
So, Hairography. It works best when you pretend like you're getting tasered. So you just move your head around and pretend like you're spazzing and stuff. You guys, it's like cool epilepsy.
Portanto, Cabelografia. Funciona melhor quando finges que estás a apanhar um choque. Portanto mexes a cabeça e finges como se estás a ter um ataque e assim. Pessoal, é como epilepsia fixe.

Sometimes I forget my middle name.
Às vezes esqueço-me do meu nome do meio.

Did you know that dolphins are just gay sharks?
Sabias que os golfinhos são apenas tubarões bichas?

I'm pretty sure my cat has been reading my diary.
Tenho a certeza que o meu gato anda a ler o meu diário.

This room looks like the one on that spaceship where I got probed.
Esta sala parece-se com aquela na nave espacial onde fui sondada. [no dentista pela primeira vez na vida]
Mas, tenho mesmo uma relação complicada com pop-pastilha-elástica, nem o Glee conseguiu salvar as canções de Britney Spears e definitivimente a única que escapa é Toxic (dessa eu gosto!).

Glee

11 janeiro 2011

Júlia Pinheiro X Fátima Lopes


Já fiz aqui um elogio à Júlia Pinheiro, não me vou alargar com isso, o certo é, gosto da Júlia Pinheiro, detesto a Fátima Lopes. Mas o que nunca aqui escrevi são as razões porque detesto a Fátima Lopes. Acho-a sonsa, lamechas, pretensiosa, falsa, irritante e palerma. Chega?

Achei curioso o que se passou nas últimas semanas com estas duas apresentadoras. Primeiro percebi que a Fátima Lopes foi parar à TVI (por aqui se percebe o quanto eu vejo estes programas) e pensei: "finalmente ela está num canal a condizer com ela.", sendo a TVI um canal que vive de expedientes como reality shows. Depois vejo o anúncio do regresso de Júlia Pinheiro à SIC e pensei: "volta Júlia, que estás perdoada!", pois a SIC, sendo um canal mais descontraído, proporciona-se mais ao bom humor com uma pitada de irreverência de Júlia Pinheiro.

Resumindo, a única vez na minha vida que segui fielmente algum desses programas de variedades para entreter donas-de-casa, foi quando a Júlia Pinheiro apresentava o SIC 10 Horas. Ao contrário da grande maioria desses programas (e foi um dos primeiros) era um programa tudo menos lamechas, não vivia de explorar os desgraçadinhos e ainda incentivava de uma forma positiva o artesanato, ilustres desconhecidos com histórias interessantes para contar e pessoas com actividades criativas. Sim, tinha um cariz popular, mas desses programas quer-se isso, conteúdos para o povo. O que nunca suportei nos programas da Fátima Lopes, e por acréscimo da Rita Ferro Rodrigues e tais, é a exploração constante das tricas, do falar da vida dos outros, das desgraças alheias de uma forma que a única ajuda que em geral sai desses programas é meramente material. Existe o velho e conhecido ditado que "o dinheiro não trás felicidade" (mas ajuda). Não será mais construtivo ensinar as pessoas a melhorar as suas vidas em vez de lhes oferecerem electrodomésticos? Na grande maioria dos casos o que essas pessoas precisam é de saírem da ignorância em que a nossa sociedade de "gente-que-nasce-ensinada" as coloca.

27 dezembro 2010

Um génio que deu um salto no tempo

A-D-O-R-E-I o Sherlock! Ver o primeiro episódio fez-me pensar, tal como nos tempos de Sherlock Holmes com Jeremy Brett, porque raio é que nunca li os livros de Conan Doyle??? Adoro o raciocínio genial, adoro toda aquela agilidade mental e, neste caso também física, adorei toda a contextualização moderna, de partilharem o flat em Londres (sejamos realistas, só mesmo alguém que recebeu uma gorda herança poderia dar-se ao luxo de um apartamento em London W1), dos gadgets electrónicos, da guerra do Afeganistão (e Irão), dos media, das bocas gay, do serial killer. Apesar de não ter lido os livros, creio mesmo que Sir Conan Doyle teria feito algo semelhante se fosse nosso contemporâneo.

Sherlock é um série policial madura e divertida, com diálogos maravilhosos como realmente só os ingleses (aham, escoceses - Steven Moffat) sabem fazer, une a genialidade do original de Conan Doyle,  do raciocínio lógico, com a modernidade das séries policiais tipo C.S.I., que não são mais que herdeiras de Sherlock Holmes. Adorei as palavrinhas e gráficos que por vezes invadem o ecrã ("wrong!"), são suficientemente subtis para não perturbarem ou interromperem o resto. Também adorei o Dr. Watson e a sua improvável mas desejada parceria com Sherlock. Agora sim percebo porque meio Reino Unido ficou cheio de pena por serem apenas 3 episódios... felizmente vêm aí mais com o novo ano!

E ainda não ouvimos Sherlock a tocar violino...

Sherlock


PS - ainda não vi The Pillars of the Earth

26 dezembro 2010

Agenda TV para hoje

Duas séries bastante esperadas por mim estreiam hoje quase ao mesmo tempo:

Sherlock, por Steven Moffat e Mark Gatiss, RTP2 - 22:32
A adaptação para a modernidade, em três episódios, dos mais-que-famosos livros de Sir Arthur Conan Doyle, por dois dos grandes nomes ligado a Doctor Who. Esta série foi mais que elogiada por todos os meios e um sucesso retumbante no Reino Unido. Estou em pulgas!

The Pillars of  The Earth, adaptada de um romance de Ken Follett, AXN - 21:50
Recentemente tive oportunidade de ver pedaços desta série e deixou-me de água na boca. Uma das razões foi a presença de Lovejoy e de Van Gogh. Isto é, Ian McShane, o actor que deu vida ao protagonista da divertida série dos anos 80 Lovejoy, um negociante de antiguidades renegado, uma espécie de Antiques Roadshow cruzado com Robin Hood; e por Tony Curran, que para além de ser escocês, ruivo e bom actor, é a CARA CHAPADA de Van Gogh, que tão bem interpretou na 5ª série de Doctor Who.

Hoje à noite vejo televisão!

Sherlock
The Pillars of the Earth

20 dezembro 2010

Logorama


Logorama, por François Alaux, Hervé de Crécy e Ludovic Houplain

Este foi o filme vencedor da curta de animação nos Oscars 2010. Há muito que o queria ver, não resisti em partilhá-lo aqui. Gostei, é interessante, e que pesadelo de copyrights!! Gostava de saber como os autores ultrapassaram isso.

LOGORAMA

16 dezembro 2010

E assim acontece!

E até à próxima, Carlos Pinto Coelho.

Foi-se mais uma das minhas grandes referências televisivas nacionais, não tanto como o jornalista/apresentador do Telejornal, se bem que me lembro muito bem dele nesse papel, mas mais, muito mais pelo que o seu programa Acontece ajudou a levar a cultura a toda a gente que a quis deixar entrar. Não mais um programa assim houve, fracas foram as tentativas de algo semelhante. Até mesmo quando o programa continuou, mesmo sem Carlos Pinto Coelho, já não era a mesma coisa.

Mas, Carlos Pinto Coelho nãos e foi sozinho, hoje também morreu Blake Edwards, o grande realizador, principalmente de comédias, tais como The Pink Panther, Breakfast at Tiffany's ou Victor Victoria.

Espero que bebem um cházinho ou um whisky juntos.

12 dezembro 2010

Querido, Mudei a Banda-Sonora!

Acabei de ver os 3 minutos mais hilariantes de televisão (nacional) dos últimos tempos, quiçá do ano! O programa era o especial de Natal do Querido, Mudei a Casa!, em que remodelaram o refeitório de uma instituição de apoio a crianças com necessidades especiais.

O objectivo do Querido, Mudei a Casa! já é sobejamente conhecido: a (re)decoração de espaços, neste caso particular de uma instituição sem os meios para o fazer. Mas eis que resolveram intercalar as obras, provavelmente para elevar esse lado solidário-natalício do programa, com uma performance musical de um pequeno grupo de crianças. Sofia Carvalho perde largos momentos a fazer um discurso de apresentação, acentua o facto de algumas crianças serem surdas e dá-se início à função. Mas (aqui desato a rir à gargalhada!) se as imagens são do dito grupo de crianças a tocar tambores e ferrinhos, dirigidas pela professora, com a equipa do Querido, Mudei a Casa! a assistir entusiasticamente, o som era de uma versão CD-brinde-de-Natal de In Excelsis Deo foleira colada por cima, em vez do som das crianças a tocar. HAHAHAHAHA!

É caso para dizer: "de boas intenções está o inferno cheio!" A quem quiseram eles deitar areia para os olhos? Que raio de opção foi essa? Por mais desafinadas ou barulhentas que eventualmente fossem as crianças, o facto de não se ter ouvido um único som do seu pequeno espectáculo transforma por completo a intenção original e de demonstração de admiração pelo esforço daqueles com dificuldades físicas e cognitivas, passou a uma demonstração de estupidez e auto-comiseração! Será que ofendia os valores estéticos do programa? Por pior que fosse o desempenho dos miúdos, é uma total falta de respeito não se ouvir a sua música. Se era assim tão mau, não mostravam todo o espectáculo, mostravam apenas um excerto mais pequeno... Ou então não mostravam nada! Mesmo assim duvido que fosse assim tão mau para merecer uma censura tão descarada! Que vergonha!!

Que o Querido, Mudei a Casa! é mal realizado já todos sabíamos, mas poupem-me, por favor, de demonstrações de burrice aguda!

QUERIDO, MUDEI A CASA!

24 novembro 2010

...E feliz bloganiversário TV-Child!

Seis anos... já foi há seis anos que decidi despejar os meus bitaites publicamente neste espaço. Uau!

Bom, ultimamente tenho visto pouquinha TV: obcequei durante uns meses com Gilmore Girls, que terminou há cerca de 1 mês, tenho visto Doctor Who, mas no computador (não gostei tanto da 5ª série, apesar de ADORAR a Amy Pond), tenho visto mal e porcamente esta edição dos Ídolos, os vestidos da Cláudia Vieira continuam HORROROSOS (sem noção...), e acompanhado algumas novelas: Caras e Bocas, a terminar, e Escrito nas Estrelas, uma novela esotérica com quase todo o elenco de Paraíso, mas boa de se ver. Em breve irá estrear o remake de Ti Ti Ti, o qual espero ansiosamente. A Ti Ti Ti original era muito divertida e esta nova versão tem um excelente elenco que promete.

O outro aniversário é o 2º aniversário da minha Blythe Strawberry Fields, que aparece vestida de Doctor no post anterior.

23 novembro 2010

Feliz 47º aniversário, Doctor!


Não podia deixar de assinalar o 47º aniversário da série de televisão de ficção-científica mais antiga do mundo e também uma das minhas preferidas, Doctor Who! Para assinalar a data publico a foto da minha Blythe Strawberry Fields vestida como o 10º Doctor, acompanhada da amiga Alice, na TARDIS que lhe construí.

FELIZ ANIVERSÁRIO, DOCTOR WHO!

BBC - Doctor Who - Official Site

PS - E sim, amanhã há mais dois aniversários, internos, a ver se desta não me esqueço...

25 agosto 2010

O homem que é como o vinho...


Com tanto post de luto ultimamente, quase que me vejo forçada a dar os parabéns ao magnífico Sean Connery, pelo seu 80º aniversário hoje! Mas, pelo contrário, não é sacrifício nenhum ! Eu sou mais uma das muitas mulheres que há muito se rendeu ao charme deste escocês e que acha que ele é como o vinho: só melhora com a idade!

HAPPY BIRTHDAY MR. CONNERY!



OK, para comprovar a "teoria do vinho" e para me redimir da piroseira da foto do Zardoz, deixo aqui outra foto do Mr. Connery em kilt, a honrar (e bem) os seus genes escoceses.

The Official Website of Sir Sean Connery

16 agosto 2010

Xaiu...

O Projecto Moda de hoje foi fraco, muito fraco. Resolveram mexer na fórmula do programa original sem fazer melhoria alguma e dependem da "peixeirada" para fazer um programa de televisão. Por mais que tenha havido ou não peixeirada nos Project Runways norte-americanos, os designers escolhidos eram pessoas que se levavam a sério e levadas a sério pelo programa.

Hoje, com a "xaída" da "Rojina" viu-se que o Projecto Moda é um programa que está a gozar com a cara dos espectadores. Ora vejam: a bichinha de serviço, o André, mal sabe dar dois pontos num tecido, tudo o que ela fez até agora não vale nada, são umas trouxas de tecido mal-amanhadas em cima da manequim, não têm conceito nenhum por trás, são improvisadas. Ela só sabe ser isso, bichinha, e nem é das melhores... devia ver o Glee e inspirar-se no Kurt Hummel! A peixeira de xervixo, a "Rojina", pelo menos tinha uma construção e acabamentos impecáveis, não é de todo criativa, as peças dela são sem graça e pirosas, mas, levando em conta os critérios que têm transparecido no Project Runway, ela não merecia ter saído... já (ou neste programa). As pessoas que fazem maus acabamentos saem sempre primeiro.

A escolha de tecidos vai ser sempre assim? Não se pode sequer comparar remotamente a uma ida à Mood com quatro ou cinco peças de tecido peviamente escolhidas, onde colocam à disposição dos concorrentes para fazer "fardas futuristas" apenas sarja... Um bom observador verifica que as fardas nem sempre são feitas de sarja, há muitos mais tecidos adequados a fardas, e se o elemento "futurista" para eles é plástico transparente... coitados...

Como nota positiva, e infelizmente a única, a farda vencedora era uma peça interessante, digna de qualquer Project Runway, e provavelmente a primeira peça de que gosto verdadeiramente até agora, apesar de em geral não achar que o Pedro seja algo de especial como designer. Nenhum é!

A "cara" do Projecto Moda até pode ser uma cara de moda e estilismo, representada por uma manequim, um júri de pessoas ligadas à indústria, um produtor de moda e eventuais convidados ligados à área. Mas claramente a máquina de produção por trás não percebe nada do assunto, apenas se limitou a encarar um programa como este como um mero reality show, como se de um Big Brother se tratasse, cujos produtos dependem exclusivamente da qualidade, ou falta dela, dos patrocínios que lhes bateram à porta, sem se preocupar minimamente com os detalhes específicos que uma produção como esta necessita. Se a curiosidade não falasse mais alto (e também já faltarem poucos episódios) desistia de ver o Projecto Moda depois do programa de hoje.

Projecto Moda (Project Runway) - RTP

14 agosto 2010

Sósias


Esta já anda roer-me há tempos mas, por uma questão de horário, acabei por demorar a blogar. Não acham que os dois novos apresentadores do Disney Kids, na SIC, Catarina Mira e João Paulo Sousa, são iguaizinhos? Acho até que as maquilhadoras tentam "disfarçar" isso ao colocar imensa maquilhagem na rapariga.

Ambos têm a mesma estrutura facial, o mesmo tom de pele, cabelo semelhante, narizes iguais, olhos iguais, boca igual, só divergem um pouco nas expressões e nos sinais na cara e, vá lá, no comprimento do cabelo. Se fosse possível diria que um foi clonado do outro, com mudança de sexo... como o João é mais velho...

Isto deixa-me com uma teoria da conspiração: a Disney é conhecida pelo rigor com que trata os seus "duplicados", as vozes que dobram os seus, filmes, etc., costumam ser muito semelhantes e se googlarmos imagens com as palavras "disney kids" vemos que o que nos aparece é extremamente semelhante... mmmmm....

Disney Kids @ SIC

02 agosto 2010

*brega

Ultimamente as legendagens dos canais por cabo andam pelas ruas da amargura, já nem dá gozo ser sarcástica no meu TV-glossário. O Animax então, exagera!

Ora são legendagens com total ausência de acentos (e não, não é de acordo com o acordo ortográfico), ora são as legendagens (mal) feitas a partir do espanhol, ora são erros de meia-noite de português, ora são coisas simplesmente mal traduzidas.

Mas a que me chamou a atenção desta vez foi num episódio de Detective Conan em que Ran e Sonoko, a filha do Detective Mouri e namorada de Shinichi Kudo/Conan Edogawa, o protagonista, e a sua melhor amiga, se divertem a experimentar roupa numa loja de departamentos. Eis que Sonoko pergunta a Ran: "Não é demasiado brega?" BREGA???? Que eu saiba não atravessámos o Atlântico e fomos parar ao Brasil! É verdade que Detective Conan peca por normalmente ter o texto meio espanholado, neste episódio isso não aconteceu, mas não é preciso ir tão longe e, para deixar de ser espanholado e atravessar o Oceano!

No Brasil, ou se fosse uma legendagem brasileira (que NÃO ERA, este Animax é da Península Ibérica, existe um no Brasil/América Latina), aceitava o brega sem pestanejar, mas o que é que aconteceu ao piroso e ao foleiro??? Ficaram fora de moda?

Pelos vistos ou sim ou sopas, mas o meio termo, a língua falada há não-sei-quantas centenas de anos, a língua que é uma das mais ricas da Europa, a língua que se fala no nosso país, eles insistem em não utilizar correctamente! Isso sim, é brega!

brega (PT)
brega (BR)
brega (Wiki)
piroso
foleiro

01 agosto 2010

Moda reciclada

Juro, juro que não quero comentar os episódios do Projecto Moda um a um, quero vê-los a todos mas não quero massacrar este blog com eles. Mas não podia deixar de comentar o 2º episódio, nem que seja porque foi bem mais divertido!

Definitivamente os desafios "reciclados" do Project Runway são sempre dos mais interessantes e os que colocam melhor os concorrentes à prova. Pena é que parece quem nem toda a gente se apercebe disso. Este teria sido um excelente episódio para começar o programa já que é uma boa maneira de separar o trigo do joio.

O grande objectivo do Projecto Moda deveria ser escolher alguém que seja uma mistura equilibrada de técnica impecável e criatividade. Nestes dois episódios vejo três possibilidades, embora nenhuma ainda me tenha enchido as medidas: a Ana Brito, a Carina Duarte e a Vera Couto. Não simpatizo por aí além com nenhuma delas, nem sou grande fã do estilo de cada uma, mas em dois desafios já comprovaram alguma versatilidade e capacidade de contornar de forma criativa as dificuldades que se lhes colocaram. As bichinhas estão lá para isso: ser bichinhas e a "Rojina" é a palhaça de "xervixo". Aliás até custa a acreditar, apesar da sua técnica de costura realmente impecável, que não a tenham escolhido senão para apimentar o programa. Rosina é foleira, pimba, peixeira e ainda por cima fala com "xutaque". Mas, convenhamos, é divertidíssimo vê-la a correr com saltos agulha de 12 cm! Os restantes concorrentes: carne para canhão. Se chegarem a ser só estes seis, não digam que não avisei!

O que raio estava lá o Ricardo Araújo Pereira a fazer??? Fez figura de parvo, não foi engraçado e não avaliou rigorosamente nada. Tenham tino na escolha do júri convidado, é suposto a pessoa ter alguma relação directa com o episódio. Ou os concorrentes estão a conceber uma peça para essa pessoa ou essa pessoa está de alguma forma ligada à moda (não vou enumerar as possibilidades)

No geral, em termos técnicos o programa melhorou bastante, estava suficientemente mais leve para não se notarem tanto os problemas técnicos. Nayma estava consideravelmente melhor e só tenho a apontar a mania dos efeitos de cor, em 90% do programa a imagem tinha as cores saturadas!

Projecto Moda (Project Runway) - RTP
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