TV-CHILD É UMA DESIGNAÇÃO QUE SE PODE DAR À MINHA GERAÇÃO, QUE CRESCEU
A VER TV. ESTE BLOG É 90% SOBRE TV, 10% SOBRE OUTRAS COISAS.

09 junho 2012

Crónica Marciana


Ray Bradbury, o escritor de ficção-científica que me viciou em ficção-científica deixou-nos há uns dias.

Ray Bradbury não é apenas importante como escritor, mas também pela sua contribuição para cinema e televisão. Nas décadas de 50 e 60 era comum autores de ficção-científica contribuírem com contos ou adaptações para as inúmeras séries de TV de ficção-cientifica existentes, tais como Hitchcock Presents ou  Twilight Zone, onde Bradbury foi dos mais prolíficos. Foi quando tinha acabado de ler As Crónicas Marcianas (The Martian Cronicles, edição da Caminho Ficção-Científica) que me apercebi disso, pois repunha na RTP2 a Quinta Dimensão. Era muito nova para ter visto a série quando estreou, mas já era adolescente quando repôs e a engolir ficção-científica aos magotes. Naturalmente que reconheci diversas vezes autores das histórias da Twilight Zone, entre eles o meu preferido de então, Ray Bradbury.

Alguns anos mais tarde estreou, acho que na RTP1, o Ray Bradbury Theater, onde o próprio adaptava e apresentava cada episódio. Nessa altura já era o seu nome que me levava a ver a série. Anos antes, antes de saber quem era esse autor chamado Ray Bradbury, vi o filme de François Truffaut, Fahrenheit 451, adaptado de um livro de Bradbury com o mesmo nome, que me impressionou muito. Até hoje e infelizmente ainda não li o livro.

São inúmeras as adaptações a TV e cinema, não vou sequer enumerar as que vi, mas é de salientar a enorme importância que Bradbury teve no desenvolvimento e popularização da ficção-científica a sério nestes meios. Para mim, mesmo sendo fã incondicional da ficção-científica em qualquer meio, é na literatura que o género se revela no seu melhor e foi com literatura de ficção-científica que cresci a ler.

Sr. Bradbury, tiveste uma vida muito rica, partilhaste-a com o mundo inteiro, foste uma das grandes influências desta modesta blogger. Espero que te divirtas na Cidade Fantástica.

Ray Bradbury

09 abril 2012

O mistério de Downton Abbey


A SIC foi elogiada pelo jornal Público por finalmente apostar em séries de qualidade ao anunciar a exibição de Downton Abbey. Creio que a maioria dos espectadores portugueses se perguntou intrigada porque não na RTP2, o canal que em geral passa este tipo de séries.

Pois a SIC claramente nunca soube o que tinha em mãos, comprovou-o com uma sucessão de erros:
- estreou a série cerca da meia-noite coisa que, por exemplo,  para a minha mãe, que adora este tipo de séries, foi um sacrifício;
- anunciou pouco Downton Abbey, uma das séries mais elogiadas no mundo;
- anunciou a série, como "as divertidas intrigas de Downton Abbey", qual é a parte da palavra drama que eles não percebem?;
- rapidamente passou Downton Abbey para a 1h da manhã, cujos episódios têm mais que uma hora e é uma série curta, de 7 episódios.

O que é realmente uma pena!

Downton Abbey fez renascer um tipo de séries muito popular nos anos 70 e 80 a que em geral se chamavam as "séries da BBC" em Portugal. Séries essas, A Família Bellamy (Upstairs Downstairs), Reviver o Passado em Brideshead (Brideshead Revisited), entre outras, que marcaram para sempre o público de então. Produções de época que abrangem a Era Victoriana até à II Guerra Mundial, de um rigor histórico sem igual, que pontuavam entre a intriga do dia-a-dia e escândalos sociais até questões mais sérias como ambas as Guerras Mundiais ou grandes mudanças sociais. Estas séries revelaram imensos actores britânicos, agora sobejamente conhecidos tais como Jeremy Irons ou mesmo a Dowager Countess de Downton Abbey, Dame Maggie Smith, mais conhecida como Professor McGonagall de Harry Potter.

Isto tudo leva-me a acolher de braços abertos Downton Abbey, torcer pelo Mr. Bates, pelo Cousin Matthew, achar Daisy deliciosa, rir-me com as magníficas deixas da Dowager Countess e deleitar-me com todos aqueles rituais de um mundo que já não existe prestes a enfrentar mudanças sem volta. Como sempre, apesar de ser produzida pela ITV e não pela BBC, a produção é sem mácula, o guarda-roupa impressionante, a história viciante e o desempenho dos actores intocável.

Felizmente que actualmente já não se tem de depender de canais a meia-haste como a SIC para ver estas maravilhas da televisão de forma legal e consegui gravar a 2ª série na FOX Life da qual já vi 5 episódios desde sábado. A única transição da primeira para a segunda série é o rebentamento da I Guerra Mundial, de resto podia ser tudo uma única série pois claramente foram planeadas como um todo.

Downton Abbey

26 março 2012

Robert Fuest & Moebius

Soube por portas travessas, através deste post: Brontë Blog: Robert Fuest. In Memoriam, que infelizmente Robert Fuest morreu.

O nome pode ser um tanto obscuro, mas trata-se do relizador de alguns dos filmes com Vincent Price que mais me marcaram, The Abominable Dr. Phibes e Dr. Phibes Rises Again. O que eu não sabia e soube através do post acima, é que Robert Fuest também assina uma adaptação dos anos 70 do meu livro preferido, Wuthering Heights. Tendo em conta a ambiência e o estilo barroco anos 60 dos Dr. Phibes, a realização algo psicadélica e as críticas citadas no post do Brontë Blog, que provavelmente dão uma adaptação no mínimo insólita do livro, é um filme completamente A VER!

IMDb - Robert Fuest

Fica também a pena pela perda de Moebius, Jean Giraud, o conhecido e excelente autor francês de banda desenhada que também muito contribuiu para o cinema.

Wikipedia - Moebius

08 março 2012

5 gajos bons 2012

Ui, quase que me ia esquecendo!!! Mas não, os gajos bons da TV continuam a ser escrutinados no dia da mulher. Este ano volta a não haver 5ª posição. Não queria repetir séries, nas séries novas há poucos gajos que se qualifiquem, apesar de haver bastantes candidatos, e, apesar de achar que o C.S.I. NY tem a melhor média de gajos bons, pelo menos nos C.S.I.s, não queria repetir mais um.

1. David Tennant
Sim, Doctor Who continua a dar na BBC Entertainment, portanto, cá está ele. Este ano decidi colocar uma foto de como o vi pela primeira vez: quando o Doctor regenerou e eu comentei: "Mmm, este é giro!"



2. Gary Sinise
Sim, mais um repetente. Estou a gostar bastante dele como Mac Taylor nas novas séries de C.S.I. NY, especialmente da relação com Sela Ward (Jo), que também adoro (tanto a actriz como a personagem)! E sim, Gary Sinise fica melhor sério ou com aquele meio sorriso matreiro.

3. Mateus Solano
Já lhe tinha achado (muita) piada na novela Viver a Vida, como os gémeos Miguel e Jorge. Confesso que gosto mais dele com um ar desmazelado, portanto, apesar de o seu Ícaro em Morde e Assopra ter recebido um make over, a foto é da sua fase anterior de cientista louco.

4. Fernando Roncato
Renato, o enfermeiro de Alice em Morde e Assopra, chegou para trazer um rival para Guilherme e love interest para Alice. Mas sinceramente acho-o muitíssimo melhor actor que o rapaz que faz de Guilherme, que parece um autómato, e ainda por cima é muito mais giro! Mas eles lá sabem e aparentemente o final de Alice é previsivelmente ao lado de Guilherme e não de Renato. Tinham de ter a sua história de redenção... dupla.

5. ?
Pois é, este ano voltei a ficar indecisa quanto à quinta posição. Nas séries que ando a ver, os C.S.I.s, Criminal Minds, Once Upon a Time, Downton Abbey e as novelas da Globo, há vários candidatos, mas nenhum me deixa verdadeiramente babada. Portanto optei por não colocar ninguém na 5ª posição.

27 fevereiro 2012

84 Oscars - A Amnésia

 

Este ano não me apressei em comentar os Oscars por vários factores, mas essencialmente pelo desinteresse crescente desta cerimónia que, apesar de tudo, ainda gosto de assistir.

Nos últimos anos cada vez tenho menos disponibilidade de tempo e finanças para ver os filmes candidatos e este ano apenas tinha visto um: Midnight in Paris de Woody Allen, que naturalmente venceu a categoria de Argumento Original. Sacrilégio seria Woody Allen candidatar-se a esta categoria, não ganhar e aparecer em Los Angeles. Aqui começa a ausência de surpresas...

Os premiados foram aparentemente merecidos e pacíficos, não houve discursos polémicos, nem muitos agradecimentos a Deus ou à mãe. A Melhor Actriz Secundária, Octavia Spencer, fez a choradeira da noite, o Melhor Actor, o francês Jean Dujardin, o discurso emocionado/trapalhão e lá decorreu a cerimónia. Billy Crystal foi apagado, a sua performance de abertura foi uma sombra de anos anteriores e nem sequer houve piadas engraçadas para as celebridades no público. Tudo demasiado previsível. Cada vez mais o lado espectáculo é reduzido, as entregas de prémios múltiplas e apenas houve a participação especial do Cirque du Soleil. A GAFFE gigantesca do ano foi no In Memoriam terem-se esquecido de Eiko Ishioka, falecida há menos de um mês e vencedora de um Oscar pelo Guarda-Roupa de Bram Stoker's Dracula, de Francis Ford Coppola e nomeada por mais uns tantos. Por mais imperdoável que seja o esquecimento de Farrah Fawcett no ano passado, o de Eiko é bem pior, pois tinha sido galardoada e a sua morte está fresca na memória. Mesmo que só contem as mortes de 2011 é estúpido, pois os Oscars não são propriamente a 1 de Janeiro.

Na passadeira vermelha, o que realmente interessa, viram-se os vestidos deslumbrantes habituais com algum destaque para Angelina Jolie, com o meu vestido preferido da noite, ou Gwyneth Paltrow, com uma capinha que para além de resguardar da aragem ficava fabulosa num vestido despojado e poucos acessórios. Natalie Portman foi leve e elegante, Jennifer Lopez envergou um vestido que se não tivesse aquelas mangas seria perfeito, Penelope Cruz levou um vestido diáfano azul e cortou o cabelo (!), Glenn Close estava estupenda num  vestido verde escuro fabuloso e Rose Byrne estava quase irreconhecível num simples mas deslumbrante vestido tubo assimétrico em lantejoulas pretas. Viram-se bastantes braceletes largas como acessórios, cabelos soltos, alguns curtos ou apanhados em carrapito e os designers de sempre nestas andanças. Nos homens, Christopher Plummer, com ar fresco que nem uma alface em veludo (ahhh, homens de veludo!) e Sascha Baron Cohen que apareceu vestido de Dictator, personagem do seu último filme, rodeado de "dictatorettes" e que deixou cair as cinzas de Kim-Jong II em cima de Ryan Seacrest, apresentador de American Idol, na passadeira vermelha.

Este ano o espectáculo foi fora e antes da cerimónia propriamente dita, mas Sascha Baron Cohen ARRASOU!

Oscar.com

27 janeiro 2012

EIKO


A visão de Sally a descer a escadaria naquele magnífico vestido de noiva em renda, totalmente historicamente incorrecto para um século XIX victoriano, em Bram Soker's Dracula de Francis Ford Coppola, ficou marcada na minha memória até aos dias de hoje.

Conheci o trabalho de Eiko Ishioka a partir desse filme, onde ela oscila entre figurinos de época, historicamente correctos, exuberantes para o dia-a-dia e um misto medieval, renascentista, oriental (as sedas, as sedas!) e puramente fantasia da sua cabeça para o mundo de Drácula. Outros dois fatos que me marcaram desse filme foram o roupão do Drácula velho, de uma seda carmesim a lembrar-nos constantemente que se trata do maior sugador de sangue de sempre e, claro, a armadura muscular que Drácula usa enquanto Vlad Tepes.

Mais tarde Eiko Ishioka iniciou uma colaboração com Tarsem Singh, que durou quatro filmes e que foi cruelmente interrompida pela sua morte. A estética alegórica de Tarsem, liga na perfeição com a exuberância de Eiko. The Cell, o primeiro filme de Tarsem, divide-se entre um mundo real cinzento e sóbrio e um mundo psíquico que passa do erótico sado-masoquista barroco e sombrio do vilão à luz e beleza natural com um pouco de inspiração latino-americana da psicóloga interpretada por Jennifer Lopez. Em The Fall a colaboração de ambos antingiu uma simbiose quase perfeita onde havendo também a separação mundo real/mundo fantasia, o contraste é menor, reforçando mistura que a miúda vai fazendo entre realidade e ficção.

Ainda não vi os dois últimos, Immortals e Mirror Mirror, mas pelas sinopses e imagens que já vi, sei que me vou deleitar com ambos e lamentar a enorme perda que é Eiko Ishioka e o vazio criativo que deixa ao mundo. Felizmente Eiko deixou-nos uma obra bastante vasta e variada, só nos resta disfrutar dela o melhor que conseguirmos. É o que pretendo fazer!

Eiko Ishioka, Multifaceted Designer and Oscar Winner, Dies at 73 - NY Times

24 janeiro 2012

*anos 20

O programa What Not to Wear americano, do TLC, é insuportável, pois põe toda a gente a vestir-se da mesma maneira (iiik! a Stacy é do mais irritante que há), mas as traduções costumam meter mais os pés pelas mãos que as vítimas do programa!

Uma rapariga descrevia o seu estilo como hippie-ish vintage, que foi traduzido como hippie anos 20... será que o tradutor achou que vintage, palavra bastante utilizada para designar uma qualidade do vinho do Porto, era uma variante da palavra vinte? Será que não reparou que a rapariga estava a falar inglês?

vintage

10 dezembro 2011

*comoção

Que comoção! Para os tradutores do C.S.I., temporada 11, no AXN, "concussion" é comoção! Realmente um traumatismo craniano pode deixar muita gente comovida, até a vítima pode ficar comovida...

concussion
comoção
traumatismo craniano

09 dezembro 2011

*mostarda

Quem anda a traduzir Doctor Who para o SyFy não percebe nada de culinária britânica. A razão porque "fishfingers and custard" e não "mustard", é uma combinação de alimentos estranha é porque custard é leite creme e não mostarda! Pelo que parto do princípio que o/a tradutor(a) para além de preguiçoso/a também é disléxico.

Mas isto leva-me a uma questão mais séria: até que ponto deve ou não um tradutor alterar o texto e o seu significado por estranhar a combinação de palavras na origem? Neste caso concreto trata-se do Doctor, nada com o Doctor é previsível ou comum, portanto a tradução correcta seria douradinhos com leite-creme! Bom, "douradinhos" é uma marca, portanto panados de peixe...

custard
mustard

24 novembro 2011

Feliz Bloganiversário!

Já nem sei quantos anos o TV-Child faz, mas o que importa é que mesmo que lento, o blog continua vivinho da silva!

Quanto a TV, agora ando a ver mais coisas: para além do Doctor Who, que não me canso de dizer ontem fez 48 anos, ando a ver Game of Thrones, também no SyFy, promete bastante, gosto dos cliffhangers, às vezes Warehouse 13, giro, muito giro!, Pan Am, na SIC, estou a adorar, é refrescante algo fora do universo do mistério ou ficção-científica, Morde e Assopra, a novela da Globo que dá à tarde, engraçada, as Investigações Criminais, CSIs e afins repetidos na SIC, pois sabem bem ver, e o vício do Querido Mudei a Casa, nem que seja para me rir com as bacoradas. Ah, claro séries de anime no Panda, mas isso é para outro blog que hoje não faz anos.

No próximo domingo a ver se não me esqueço de ver Super-Homem, o Regresso no Hollywood, pois com alguma pena perdi no cinema.

Não é grande coisa de post, mas vá lá, lembrei-me de celebrar! Deve ser por a minha Blythe Strawberry Fields ter chegado neste dia há 3 anos, ela também está de parabéns.

23 novembro 2011

Feliz 48º Aniversário, Doctor!

 
Pois é, o Doctor Who já faz 48 anos, continua vivo e pronto para mais!

Tenho andado a ver a 6ª série moderna de Doctor Who através do SyFy, mas apesar de ainda adorar a série, tenho algo a dizer:

VOLTA RUSSEL T DAVIES, QUE ESTÁS PERDOADO!

Por mais que Steven Moffat seja um excelente argumentista, porque é, não creio que seja a pessoa ideal para estar ao leme de uma série como Doctor Who. Chateia-me o facto de a motivação/permissa de cada série ser demasiado clara em cada episódio, preferia as pistas subtis que Russel T Davies nos ia deixando. E, por mais que ele o faça como ninguém, não gosto das reviravoltas tão intrincadas na linha temporal, acho que nos fazem perder detalhes, a paciência e ter de ver cada episódio com uma atenção exageradamente pormenorizada para no fim não ficarmos com um nó na cabeça. Há episódios que são tão rebuscados que nos obrigam a vê-los mais que uma vez para desatar os nós e não forçosamente porque gostámos tanto deles que os temos de ver novamente. É a razão errada para repetir o visionamento de um episódio logo a seguir a vê-lo pela primeira vez.

Confesso que a explosão de popularidade, principalmente nos Estados Unidos, de Doctor Who também me anda a enervar. É um facto inevitável, mas a própria série parece ter se vendido a um determinado tipo de mercado e estar a ficar menos "British". Eu sei, sou picuinhas e um bocado conservadora no que toca a assuntos Doctor Who, mas tenho pena de algumas das coisas que mais gostava na série se andarem a perder lentamente, nomedadamente uma certa ingenuidade britânica.

Matt Smith não me convenceu totalmente e, apesar de adorar Amy Pond e gostar bastante de Rory, também tenho pena de a minha personagem preferida agora ser uma companion e não o Doctor. Quanto a River Song, é demasiado óbvia a relação dela com eles todos e já me irrita um bocado tanto "mistério insondável"... Preferia concentrar-me mais nas histórias individuais para ter um climax portentoso onde finalmente se sabia exactamente qual é a dela. Nem o episódio escrito por Neil Gaiman passou do "meh"... "meh" não é uma boa opinião para nada...

Vou continuar fiel à série, até porque tal como Russel se foi embora, outros virão a seguir a Steven, cujo trabalho também irei seguir de perto, pois ele é um excelente argumentista!

Deixo aqui o primeiríssimo episódio, The Unearthly Child, exibido há 48 anos, neste dia.

BBC - Doctor Who

30 agosto 2011

Jaquelinda

 

Ti Ti Ti deve ser a primeira novela que acompanhei tanto o original como o remake. Nos anos 80 (a original é de 1985, mas não sei a data certa em que passou por cá), quando vi Ti Ti Ti, achei uma novela da tarde divertida mas um pouco exagerada em certos aspectos e sem nada que a tornasse verdadeiramente original, excepto o tema: a moda. Mas a Ti Ti Ti de 2010 é uma novela muitíssimo mais pertinente e actual, pelo que talvez se possa dizer que a versão de 85 foi de certa forma profética em relação ao mundo da moda.

Em 85 ainda a moda, tal como é encarada hoje, não tinha explodido, ainda não tinha havido a época das top models que não saíam da cama por determinada quantia exorbitante, ainda não se falava em moda de rua, a moda era mais uma ditadura e menos um modo de expressão pessoal, não estava tão presente no nosso dia-a-dia como está agora e, fundamental na versão de 2010, não havia o mediatismo e imediatismo actual e não existiam os BLOGS. Portanto, o tema, o que vende um bom estilista, se a qualidade das suas criações ou o marketing que o envolve, é agora mais actual do que nunca! A isso podem-se acrescentar as políticas de gestão de uma revista de moda, as rivalidades das divas (se bem que no Brasil, nos anos 80 isso talvez fosse mais actual) e a importância da rapidez ou da honestidade de uma opinião expressa em público.

Não me lembro se havia algo equivalente ao blog de Beatrice M. na versão original, mas nesta foi uma pedrada no charco e golpe de génio dos criadores da novela, que através do blog e da brilhante Mabi (Clara Tiezzi), criaram uma espécie de "rei vai nu" da novela, usando um meio que tem explodido na internet nos últimos anos: o blog de moda. Mabi é uma miúda de 12 anos, que opina de forma perspicaz e franca acerca da moda, criada à semelhança da famosa blogueira de moda infanto-juvenil norte-americana Tavi.

O elenco em geral foi muito bem conseguido e, excepto num ou dois casos, é bom ver alguns dos actores que interpretam os protagonistas a fazer comédia. Alexandre Borges (Jacques Leclair/André Spina), sempre um galã bonzão nas novelas, mas tipo sério e elegante, faz uma caricatura brilhante de um costureiro piroso e afectado, que, por menos credível que possa ser num contexto real, encaixa-se como uma luva com as duas outras partes do seu trio. É um prazer voltar a ver Murilo Benício (Victor Valentim/Ariclenes Martins) de volta à comédia. Ele é bom actor em qualquer circunstância, mas é na comédia que gosto mais de o ver, pois é mais comovente e vulnerável. O seu Ari, sendo uma personagem à partida simples e básica, é de uma complexidade subtil que com certeza muito deve ao actor.

Mas eis que chego ao terceiro vértice deste triângulo pouco amoroso, Jaqueline Maldonado! Porque é que Claudia Raia não faz mais comédia?? A sua Jaquelinda é um regresso de Ninon, a "bailarina da coxa grossa" de Roque Santeiro, num misto de ingenuidade, bom coração, coragem e uma dose cavalar de trapalhice e fanatismo pela Xuxa. Sempre que Claudia Raia entra em cena, rouba a cena! Há muito que não a via em comédia e com Ti Ti Ti percebe-se que é onde está como peixe na água, fazendo de Jaqueline a "minha" personagem!

Por fim, nada bate Jaqueline a chamar a Suzana Martins (Malu Mader) "fera radical"!!! Outra novela dos anos 80 que deixou excelentes memórias. E é sempre agradável ver roupa bonita e a Globo, como sempre, não desaponta nesse campo.

Ti Ti Ti - Globo

20 agosto 2011

Rever o Espaço: 1999 (S2)


Space: 1999 - The Metamorph
Mentor (Brian Blessed) e Maya (Catherine Schell) em Psychon

Separei os meus comentários acerca do Espaço: 1999 num para cada série por três razões: a primeira porque acho que a série merece, a segunda porque apesar de partilharem o mesmo título, permissa, local e elenco principal, a 1ª e a 2ª séries do Espaço: 1999 parecem duas séries completamente diferentes, tamanhas foram as mudanças de uma para a outra, e por fim porque ficaria um post gigante, que seria uma seca.Eu adoro ambas as séries, mas por razões completamente opostas, só tenho pena que as qualidades de ambas não tivessem existido nas duas produções.

A 2ª série teve um aumento no orçamento, mas passei todos os episódios (excepto um ou dois) a perguntar-me onde foi parar o dinheiro a mais. No geral a 2ª série é consideravelmente menos sofisticada que a 1ª em quase todos os aspectos. Os cenários repetem-se (sempre os mesmos adereços, sempre o mesmo backlot), o elenco principal é dividido para poupar nas rodagens (muitas vezes dois episódios eram filmados em simultâneo), os efeitos especiais são mais manhosos, recorrendo demasiadas vezes ao foco de luz verde (scanning alienígena) ou ao secador de cabelo (gravity pull) e os argumentos são uma porcaria.

Transformaram o Comandante Koenig, um homem admirável e um líder muito humano, num comandante prepotente e arrogante que está sempre aos berros, a Drª. Helena Russell numa tontinha que deixou de ser convincente como médica, o Paul Morrow metamorfoseou-se em Tony Verdeschi, que apesar de ser uma personagem com potencial, é irritante, a Sandra dividiu-se em duas (Sandra e Yasko) e não faz muito mais que carregar em botões e as piadinhas finais eram completamente desnecessárias. A única personagem, e o grande trunfo da 2ª série de Espaço: 1999, que funcionou bem foi a introdução da Maya.

Ah a Maya, o sonho de todas as raparigas dos anos 70 era serem como ela! É incrível como conseguiram estragar quase todas as personagens que transitaram da 1ª série mas criaram uma tão boa, principalmente face à ausência de profundidade geral. Sendo ela uma extraterrestre, podiam fazer o que quisessem com ela e tornaram-na uma princesa inteligente, engraçada e dinâmica. Sim falta-lhe mais profundidade, se eu fosse a última da minha espécie, com certeza que não seria tão alegre e levezinha como ela, que quando o assunto é mencionado apenas responde com alguma tristeza. A Maya também serve como um mecanismo fácil para tirar as personagens de enrascadas e isso é facilitismo narrativo. Alguma angst e talvez mais pontos fracos evidentes, tornariam a Maya na heroína perfeita! Mas ela ainda é a minha!!

Ora bem, se queriam tirar o ar grave e sério ao Espaço, a Maya foi realmente uma mais-valia, ela é leve, algo frívola, divertida, interessante, mas não precisavam de tornar a Drª. Russell assim, aliás se houvesse contraste entre as duas seria muito mais interessante como relação interpessoal. Os habitantes da Base Lunar Alpha pertencem a uma organização para-militar, portanto são profissionais sérios e têm pela frente um problema mais sério ainda. Não significa que não possam ser pessoas divertidas nos tempos livres, aliás isso foi abordado pontualmente na 1ª série, mas não é de cervejas experimentais nem de brindes que trata o Espaço: 1999! Também exageraram em introduzir dois casais, bastava um. O casal Drª. Russell/Comandante Koenig podia continuar pela sugestão ou tensão sexual, que são sempre muuuuito mais interessantes, e como casalzinho "júnior" teriam então a Maya e o Tony, que acabam por sê-lo muito menos que deveriam. Mas eram os anos 70 e ainda não tinham sido criados a Maddie Hayes e o David Addison, de Moonlighting, ou o Mulder e a Scully, de X-Files. Nisso os argumentos não ajudaram, na grande maioria são mais do mesmo, a fórmula repete-se de modo demasiado óbvio e não têm um tema individual e profundo como tinham os da 2ª série.

Mas nem todas as mudanças foram más! Os uniformes evoluíram, tornaram-se menos "abstractos" com a adição de casacos e novas peças, a banda-sonora, apesar de mais americanizada, continua interessante, há personagens novas que é pena não serem aprofundadas e bons temas em potencial. Infelizmente os episódios verdadeiramente bons, ou pelo menos à altura dos da 1ª série, contam-se pelos dedos (The Metamorph, The Exiles, The Mark of Archanon, The AB Chrysalis) e há episódios que uma pessoa se pergunta o que estão ali a fazer (The Taybor). E depois há outros que ficaram na memória por causa da componente visual, quem se esqueceu dos monstros "esparguete à bolonhesa" de Bringers of Wonder?? Ou das amazonas escarlate de The Devil's Planet?

Em suma: 1ª série pelos argumentos e pela sobriedade, 2º série pelo factor kitsch e pela Maya.

Space: 1999 Net, Português
Catacombs - Space: 1999 Year 2

18 agosto 2011

Rever o Espaço: 1999 (S1)

Space: 1999 - Guardian of Piri
o meu episódio preferido da 1ª série

Apesar de já ter revisto mais que uma vez o Espaço: 1999, acho que desta vez, através da RTP Memória (eu tenho os DVDs mas é mais divertido ver na TV), foi a vez que mais gostei de rever a minha série preferida. Isto vai completamente contra a ideia geral que o Espaço: 1999 envelheceu mal, OK o guarda-roupa pode ser datado (mas eu gosto) mas o resto está muito longe de o ser.

Resumidamente o meu maior prazer em rever a série é ter ficção-científica a sério. Lá porque uma série, filme ou livro se passa no espaço ou no futuro, isso não significa que seja ficção-científica a sério. A verdadeira ficção-científica encontra-se essencialmente nos livros e costuma colocar questões pertinentes e filosóficas. Todos os episódios sem excepção da 1ª série do Espaço: 1999 são assim! E o que gostei mais ainda foi o facto de muitas questões serem religiosas, ou mesmo católicas (Deus existe?), mas nunca haver uma conclusão fechada e estanque e a escrita da série é liberal o suficiente para não evangelizar nem nos dar lições de moral. Para mim é o melhor tipo de escrita narrativa, num sentido mais clássico, e foi esse o meu maior prazer, ver esses episódios que nos falam de humanidade aliados a um pouco de aventura e sim, ciência! Há também uma notória preocupação com o rigor científico e é surpreendente ver que muita da tecnologia "de ficção" de 1975 existe actualmente, mesmo que com outro design. O commlock é a melhor delas, quem me dera ter a pachorra que um fã teve, para transformar um em telemóvel! Assim talvez lhe ligasse mais!!

E os efeitos especiais?? Arcaicos? NUNCA!! Há coisas que são óbvias, como as maquetes e algumas explosões, mas líquidos, fogo e fumo sempre foram um problema por causa da escala. As pessoas que trabalharam nesta série fizeram escola nos efeitos especiais. Actualmente contam-se entre os maiores gurus da especialidade e olhando para o Espaço: 1999 em 2011, há lá coisas que ainda não se consegue perceber como foram feitas, de tão boas que são. Hoje-em-dia seriam resolvidas de forma barata e fácil com um 3D.

Não percebo a razão de traduzir e retraduzir coisas que já estão feitas, Espaço: 1999 já passou umas 4 vezes em canais portugueses e tem uma edição em DVD nacional e pelo menos 4 dessas traduções (3 na TV + 1 DVD) são diferentes. A da RTP Memória pecou por já utilizar o acordo ortográfico, enquanto ainda não é obrigatório o seu uso, e por uma clara falta de atenção em alguns detalhes facilmente pesquisáveis na Wikipedia ou nas Catacombs, outra foi dizerem "as" Águias. OK, eu sei que está mais correcto, pois "águia" ou "nave espacial" são do género feminino, mas sempre foram "os" Águias até há dois meses atrás. Eu sei, é uma picuinhice, mas são daquelas coisas que um fã hardcore estranha sempre. Mas no geral a tradução não é nada má, foi raríssimo o erro de português encontrado e a ortografia estava impecável. Os episódios também passaram numa ordem estranha, principalmente para juma fã como eu, que já está habituada à ordem de produção, a mesma respeitada pelos DVDs da Carlton.

Com isto, a Moonbase Alpha voltou a ser um sítio onde não me importaria passar uns tempos e, com sorte, ainda apanhar algum planeta ou extraterrestre de brinde!

Space: 1999 Net, Português
Catacombs - Space: 1999 Year 1

10 junho 2011

Vodafone ganha mais pontos!

Sereia Chaves

Ao longo deste blog a Vodafone tem sido provavelmente a companhia mais repetente nas etiquetas YouTube e intervalo. Ultimamente têm andado sossegados, ou com publicidades pouco marcantes, mas esta, para além de um conceito brilhante, tem HUMOR!

Adoro como Soraia Chaves brinca com a sua imagem, não se encheu de pudores para fazer esta publicidade e gosto muito de toda a produção que manteve a ideia simples e portanto eficaz! Para além disso, tenho um fraquinho por sereias...

Mais uma vez: parabéns à Vodafone por se rodear de bons criativos!

29 maio 2011

Mini Darth Vader


Este vídeo já circula na net há MESES, mas agora que anda a passar nos canais de TV nacionais, não podia deixar de o colocar aqui! Já chega de comentários, o vídeo fala por si: DELICIOSO!

27 maio 2011

Novamente na Lua

Foi com todo o prazer do mundo que soube hoje que a minha série de televisão preferida vai voltar às antenas (?) portuguesas já a partir de 2ª feira, dia 30 de Maio, na RTP Memória!

Falo de Espaço: 1999 (Space: 1999), a série icónica em que a Lua foi p'ró espaço, a dos uniformes com as mangas coloridas e calças à boca-de-sino, do Comandante Koenig (maravilhoso Martin Landau), da Drª. Helena Russel (Barbara Bain), dos Águias, dos commlocks, da decoração futurista em branco e da Maya (2ª série)!

É a 4ª reposição em canais portugueses (sem contar com o Agora Escolha), relativamente pouco tempo depois da 3ª, na SIC-Radical. HERE WE GO!



ESPAÇO: 1999 - RTP Memória

01 maio 2011

Casório Real


Há 30 anos atrás assisti ao casamento de Charles e Diana na TV, o que me foi permitido ver. Lembro-me da minha prima entusiasmada a trazer merchandising do mais piroso que há de Londres e a contar, excitada, a febre do casamento real.

Desta vez não vi merchandising ao vivo mas, graças à BBC Entertainment pude assistir ao casamento real de Wills e Kate do princípio, da chegada dos convidados menos ilustres à Abadia de Westminster (os primeiros a chegar) até ao beijo dos noivos na varanda de Buckingham Palace. Tim-tim por tim-tim!


Gostei. Gostei muito! Tudo neste casamento foi extremamente bem pensado, tendo em conta todos os factores adversos: Kate ser plebeia, a realeza britânica já não ter a popularidade e imagem imaculada que tinha, a descontração a que os tempos modernos obrigam, a crise económica mundial.

Claro que houve pompa e circunstância, se não houvesse não seria um casamento de um membro tão importante da casa real britânica. Wills é o 2º pretendente à coroa e a realeza britânica é provavelmente a mais popular no mundo inteiro, para além de os ingleses, mesmo queixando-se, adorarem todo este espectáculo. A fotografia oficial do noivado é de Mario Testino, um dos melhores fotógrafos de moda do mundo, a igreja foi decorada com árvores (áceres) em vez de arranjos de flores que iriam inevitavelmente parar ao lixo, o vestido, embora extremamente sóbrio, foi desenhado por Sarah Burton, para a Casa McQueen, a ex-assistente de Alexander McQueen e a actual designer principal. Dentro do protocolo todos pareciam à vontade, principalmente o Príncipe Harry que estava claramente a meter-se com o irmão e com o avô e outros parentes durante a cerimónia, até os acenos robóticos de Lady Di foram substituídos por uns acenos mais leves e sinceros de Kate e por vezes até esfuziantes de Wills. São Pedro enviou o granizo para Benfica e os noivos puderam desfilar no Landau descapotável em vez do coche que ficou para  Rainha. O beijo, embora discreto, foi natural, e melhor: houve dois! Por fim os três aviões da II Guerra Mundial, um Lancaster, um Spitfire e um Hurricane, aviões com 60 anos, a saudar o casamento e os noivos foi maravilhoso! Sempre gostei muito do Spitfire, vi um exemplar pendurado no Museu da Ciência em Londres (é pequenino!) mas nunca pensei em ver um a voar, mesmo que na televisão! Fantástico!!


Nem me passou pela cabeça ver o casamento pelos canais nacionais tendo acesso à BBC. Toda a filmagem foi muito equilibrada, nada chata, câmaras por todo o lado, sendo as da igreja controladas por controle remoto, viu-se tudo o que interessava no momento em que interessava, os comentadores eram gente que sabia extremamente bem do que estava a falar, não houve disparates e até foi bem simpático e divertido, especialmente as entrevistas de Fearn Cotton, uma locutora de rádio inglesa muito popular, às pessoas que aguardavam o beijo real.

E às 13h30, à hora de ir almoçar, estava tudo despachado!

17 março 2011

*WAN

GLEE, 2ª série, episódio de Natal. Ouvem-se os primeiros acordes de Last Christmas e Rachel diz a Finn que essa é a sua canção de Natal preferida, dos WAN!

Credo! O tradutor(a) deste episódios deve ser mesmo mesmo mesmo mesmo mesmo muito novinho/a e nunca ter comemorado o Natal, para não saber que existia uma banda algo pirosa nos anos 80 chamada Wham!, que criou este super-êxito-natalício-de-centro-comercial. Não, essa pessoa passou ANOS enfiada numa redoma e escapou à tortura natalícia consumista dos tempos modernos! Como??? Gostava muito de saber!

Wham!

08 março 2011

5 gajos bons 2011

Desta vez um bocadinho atrasada, mas para anti-comemorar o dia da mulher cá vão os 5 gajos bons da nossa TV deste ano. Como ando a ver relativamente pouca TV, há uma série repetida, bastante sangue italiano, mas eles são giros na mesma!

1. David Tennant
Continua a ser o meu campeão, continua lindo apesar de já não estar a fazer o Doctor Who, mas a série continua a passar nos ecrãs em Portugal, tal como no Syfy.




2. Milo Ventimiglia
Já tinha babado para o moço em Gilmore Girls, mas em Heroes, com maior protagonismo (= mais horas no ecrã) como Peter Petrelli e mais maduro já dá para engarrafar a baba...




3. Gary Sinise
Este senhor continua a espalhar carisma no C.S.I NY e eu continuo a cair para o lado com aquele olhar. Pontos para Sinise, sim senhor!





4. Patrick Dempsey
Não vejo Grey's Anatomy (demasiado série de gajas para o meu gosto) mas de vez em quando, num zapping ou outro, lá babo um bocadinho para Patrick Dempsey que merece!




5. Carmine Giovinazzo
O segundo estreante desta lista, mas que já me tem chamado a atenção há uns aninhos como Danny Messer em C.S.I. NY. Acaba sempre um pouco ofuscado pelo Gary Sinise, mas não deixa de ser um jeitoso!

28 fevereiro 2011

*luxúria

A primeira vez que ouvi esta palavra mal utilizada foi quando a irmã do moço que matou o Carlos Castro se referia ao estilo de vida que ambos levariam em Nova Iorque. Dadas as circunstâncias, o significado real encaixava e deixei passar. Mais recentemente, na legendagem de Kochi Kame (uma série de anime a dar no canal Animax) apanhei o mesmo mal-entendido.

O que acontece é que as ditas pessoas, para se referirem a excesso de luxo, têm empregue a palavra luxúria, mas pelos vistos não frequentaram a catequese (eu não frequentei e sei!) e não decoraram os sete pecados mortais! Luxúria é sensualidade, lascívia, no sentido mais erótico e sexual que se possa pensar; luxo, por sua vez, é ostentação, é excesso.

No primeiro caso, teria de perguntar à moça a que se queria realmente referir quando empregou diversas vezes a palavra luxúria, enchendo muito a boca (a luxúria realmente pode encher muito a boca...). Mas no segundo caso, em que a personagem se referia a uma vida de luxo, a palavra luxúria está realmente muito mal empregue, até porque, mesmo que por vezes seja atrevida, Kochi Kame não é suposto ter uma conotação sexual ou erótica forte.

luxúria
luxo

83 Oscars (aborrecidos)

Este ano não estou com grande paciência para longos posts acerca dos Oscars, talvez por terem sido bastante aborrecidos e previsíveis, sem grandes momentos de emoção.

Hilary Swank em Gucci, Helen Mirren em Vivienne Westwood
e Natalie Portman em Rodarte

Concentrando-me na passadeira vermelha, este ano foi mais interessante que nos anteriores, uma vez que houve algumas mudanças nas tendências. Muito vestido de manguinha curta, poucas jóias, muito rabo-de-cavalo, muito azul, lindíssimo azul, tafetás e brilhos. No geral achei todos os vestidos que vi muito interessantes, excepto o da Nicole Kidman, mas no caso dela acho que nem era bem o vestido, era geral. Ela estava com um ar miserável, de quem tentou disfarçar com maquilhagem. Infelizmente Nicole Kidman perdeu toda a frescura que tinha com maquilhagens exageradas e abandonando os seus fabulosos caracóis ruivos. Mas é lá com ela, deve achar-se bonita assim... Apesar de aparentemente ter feito sucesso nas comunidades fashionistas, também não apreciei muito do vestido de Cate Blanchett apesar de ela o vestir fabulosamente bem! Os meus favoritos da noite foram Hilary Swank, com um vestido brutal cinzento claro, num degradé de lantejoulas e cristais para plumas de avestruz, de Helen Mirren, num tafetá cinzento escuro magnífico, com uns ombros bem interessantes e Natalie Portman, fantástica num drapeado cor de vinho. Quem diz que é difícil vestir grávidas?? Em geral acertam sempre nestas coisas. Aliás AMEI o vestido de Portman nos Golden Globes! Gostei do dourado de Gwyneth Paltrow, do assimétrico da mulher de Mark Ruffalo, dos vermelhos de Scarlet Johansen e Sandra Bullock, do vestidinho de princesa de Hailee Steinfeld e da liga com a Union Jack de Helena Bonham-Carter (ela tinha ameaçado ir embrulhada numa Union Jack!). Nos homens: laços. Gostei especialmente do de riscas preto e branco de Coppola.

Ganhou Alice no guarda-roupa, de Coleen Atwood (merecido! mas previsível); Christian Bale, em The Fighter (dispensava o barbum, mas ele merece!); Natalie Portman, em Black Swan (yaaaaaaYYY Natalie!!!) e Colin Firth, em The King's Speech (merecia mais o ano passado mas continua a ser mais que justo!). Torci por todos eles, todos venceram. Houve a f-word pela PRIMEIRA vez nos Oscars (heheee, Melissa Leo!), Florence Welch dos Florence and the Machine, e Gwyneth Paltrow cantou!

James Franco não serve para estas andanças, Anne Hathaway é fabulosa e, dentro do possível, foi ela quem aguentou a apresentação da cerimónia. Kirk Douglas ainda rula! Vivam os velhotes de Hollywood!!

Oscar

__________
ERRATA: O vestido de Helen Mirren não é Fitriani, fui induzida em erro pelo próprio site dos Oscars, mas no FaceBook de Vivienne Westwood vem que é Vivienne Westwood Couture, o que faz todo o sentido, é bem coisa para sair das mãos de Vivienne!

26 fevereiro 2011

*corpete

Mas o que é que a palavra corpete tem de errado? Tudo, quando o que foi dito no original foi corsage!

Basicamente quem traduziu tal disparate nunca deve ter visto um filme de adolescentes/escola secundária norte-americano na vida!!! Gostava de saber em que redoma viveu! O disparate aconteceu sim num filme de adolescentes, chamado qualquer coisa como Revolta! (é com o Jeff Bridges e não lá muito mau).

Corsage realmente pode ser corpete (o termo mais utilizado é corset), mas no caso concreto é o ramalhete de flores que as meninas norte-americanas levam no pulso, oferecido pelo seu par, para os bailes de finalistas. E era esse mesmo o caso! Nem sequer imagino um adolescente oferecer ao seu par no baile um corpete em público! (HA HA HA HA HA!) Se o erro aparecesse uma só vez, até poderia ser uma branca ou distracção do tradutor(a), mas não, ao longo do filme fala-se no assunto umas 3 ou 4 vezes e foi sempre traduzido por... corpete!

corsage
ramalhete
corpete

20 fevereiro 2011

Ninguém dorme!

Gosto do formato do Portugal Tem Talento, mas, caramba!, já chega de Nessun Dormas! É verdade que foi a canção/ária que colocou Paul Potts no mapa, no programa gémeo britânico, mas há muitíssimas mais árias para tenores, igualmente românticas e dramáticas para tentar impressionar o júri! Aliás é o que mais há... Só eu, que não tenho visto o programa com atenção, já contei dois a cantá-la. Achei mais piada ao que cantou a Granada. Pelo menos foi original.

Mas gosto de o programa ser informal, de parecerem as audições na Sociedade Recreativa lá da terrinha, de a Bárbara Guimarães parecer uma pessoa e não um autómato. É um programa ligeiro de variedades, bom para um domingo à noite.

Portugal Tem Talento

03 fevereiro 2011

Cisnes e sapatilhas


Se há filme que poderia ser a sequência ou o remake mais distorcido da história do cinema de The Red Shoes é Black Swan! Antes de ver Black Swan já desconfiava, os sinais estavam lá todos, o que não sabia é que o patamar de qualidade é equivalente, com uma visão moderna do tema, de filmar, de ver.

Os paralelismos são mais que os óbvios: ambos os filmes utilizam a metáfora de um conto de fadas, transposto para bailado (se bem que as origens de ambas as histórias são bem diferentes) para recontarem o que a metáfora original propunha ensinar. Também é sabido que os contos de fadas são uma forma económica de dar às crianças lições de vida, portanto, neste tema fico-me por aqui. Depois há o tema comum, o mundo cruel do ballet como microcosmos de escolhas de vida. A obsessão das protagonistas com o ballet, o desfecho a que as leva a obsessão. O grafismo promocional semelhante, simples, de cores planas, directo na abordagem e com uma estética parecida, variando na escolha das cores, naturalmente. E por fim no modo de filmar.

Aronofsky é mais arrojado, moderno, claustrofóbico, mas Michael Powell e Emeric Pressburger, quando a narrativa assim o exigia, também o foram em Red Shoes. Há planos e cenas em The Red Shoes de uma inquietude em tudo semelhante a Black Swan e notei várias "citações" ao filme de Powell e Pressburger enquanto via o filme. Apenas numa coisa divergem, Red Shoes é mais lento no desenrolar, e o próprio tempo da história se estende muito mais que em Black Swan. Em The Red Shoes passam-se anos em Black Swan, meses. Black Swan também se concentra mais na personagem de Nina, como se de uma grande angular colada a ela se tratasse, é talvez o seu salto para a modernidade. The Red Shoes "mostra" mais, é mais descritivo, não deixando de ser tão intenso e emocional como Black Swan.

Outro paralelismo engraçado é o facto de The Red Shoes ser um dos mais belos exemplos do technicolor e de Black Swan, para além de a cor ainda ser tratada pela empresa Technicolor, ter sido visto por mim em cópia digital, límpida, impecável, de ser um exemplo a seguir do bom uso para uma cópia digital...

O certo é que Aronofsky deve ter visto The Red Shoes vezes sem conta, e, para mim, esta é uma sentida e merecida homenagem a um dos meus filmes preferidos de sempre... e mais que à altura!! A-DO-REI!

The Red Shoes (IMDB)
Black Swan

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31 janeiro 2011

You Only Live Twice, or so it seems...



You Only Live Twice - John Barry, cantada por Nancy Sinatra
o raio do YouTube não me deixa fazer embed do vídeo

É com enorme tristeza que assinalo a morte do grande John Barry, o eterno compositor das maravilhosas bandas-sonoras dos filmes de James Bond. You Only Live Twice é uma das minhas favoritas e fica aqui como desejo para John Barry.

BBC Archive - James Bond - For Your Ears Only

27 janeiro 2011

Pausa para almoço

13h30, dia de semana, sintonizo o MOV (HD - tenho de aproveitar o ecrã panorâmico), mais um episódio de Heroes. Pois é! Estou finalmente a ver Heroes!! Para uma fã de ficção-científica como eu, até parece pecado ainda não ter visto a série! E estou a gostar... bastante! É agora a minha telenovela da hora do almoço...


É certo que não tem os diálogos acutilantes de Doctor Who ou mesmo de Sherlock (sim sou completamente tendenciosa e a ficção televisiva britânica é provavelmente a melhor do mundo) mas a premissa é fabulosa, lembra muito certas premissas de séries de anime, de gente normal com super poderes. Sim, e também já está muito visto em X-Men, que é naturalmente a primeira comparação que vem à cabeça quando se fala em Heroes, mas não vale a pena comparar, Heroes vive por si só e merece o êxito que tem tido.

Ainda estou no princípio-princípio, portanto não sei o que provavelmente já toda a gente sabe (consegui manter-me longe de spoilers) mas até agora gosto de todos os Heroes, até mesmo os "vilões". A série tem aquele lado soturno-misterioso de narrativa desconstruída, que se tem tornado muito popular ultimamente nas séries norte-americanas, mas que até agora só contribuiu para afiar a curiosidade. Acho piada ao japonês se chamar Hiro, que para um japonês soa exactamente igual à palavra hero! Mas quem realmente merece o meu destaque é Milo Ventimiglia, Peter Petrelli na série, que já conhecia como Jesse em Gilmore Girls e que é BOOOM (apesar de baixinho...) !!!

Ui! Está quase na hora!

Heroes

Não achei necessário fazer novo post para isto, mas Heroes está CHEIO de referências à BD, ficção-científica, e outras fontes de inspiração óbvias. Passo a enumerar algumas das que reparei:
  • o pai de Hiro é nada mais que o Mr. Sulu, ou melhor George Takei, o actor que interpretou Mr. Sulu em Star Trek;
  • a matrícula do carro do pai de Hiro é NCC 1701, soa familiar?;
  • o 9th Doctor é um dos "heroes", bom, Christopher Eccleston, o actor que interpretou o 9th Doctor em Doctor Who, faz de "herói invisível";
  • Stan Lee faz mais uma das suas pequenas participações, como condutor do autocarro que Hiro apanha para Las Vegas;
  • Malcolm MacDowell faz de mega-vilão, Mr. Linderman;
  • já para não falar, mas aí o percurso foi inverso, que Sylar (Zachary Quinto) é o novo Mr. Spock!
  • Quinn Fabray a fazer de... Quinn Fabray! (antes do GLEE)

Se topar mais alguns com interesse, eu acrescentarei a esta lista.

22 janeiro 2011

Sexy boy

AXE Excite

A AXE tem uma tradição de boas publicidades, mas já há alguns aninhos que não faziam uma tão boa! A conjugação é perfeita: anjos, Itália (só podia ser em Itália), vespas, bons efeitos especiais, bonita "paisagem", e sim, uma versão "coro angelical" de Sexy Boy dos AIR, simplesmente uma das minhas músicas preferidas! DIVIRTAM-SE!!

17 janeiro 2011

Loira completamente BURRA!

Brittany S. Pierce

Estou com Joss Whedon nesta: Brittany é a personagem mais fixe de Glee! A partir do momento que o grande trauma da vida dela é se chamar Brittany S. Pierce e por causa disso viver na sombra da Britney Spears...

Brittany fala pouco, mas sempre que abre a boca, de lá saem pérolas de sabedoria semelhante:
So, Hairography. It works best when you pretend like you're getting tasered. So you just move your head around and pretend like you're spazzing and stuff. You guys, it's like cool epilepsy.
Portanto, Cabelografia. Funciona melhor quando finges que estás a apanhar um choque. Portanto mexes a cabeça e finges como se estás a ter um ataque e assim. Pessoal, é como epilepsia fixe.

Sometimes I forget my middle name.
Às vezes esqueço-me do meu nome do meio.

Did you know that dolphins are just gay sharks?
Sabias que os golfinhos são apenas tubarões bichas?

I'm pretty sure my cat has been reading my diary.
Tenho a certeza que o meu gato anda a ler o meu diário.

This room looks like the one on that spaceship where I got probed.
Esta sala parece-se com aquela na nave espacial onde fui sondada. [no dentista pela primeira vez na vida]
Mas, tenho mesmo uma relação complicada com pop-pastilha-elástica, nem o Glee conseguiu salvar as canções de Britney Spears e definitivimente a única que escapa é Toxic (dessa eu gosto!).

Glee

11 janeiro 2011

Júlia Pinheiro X Fátima Lopes


Já fiz aqui um elogio à Júlia Pinheiro, não me vou alargar com isso, o certo é, gosto da Júlia Pinheiro, detesto a Fátima Lopes. Mas o que nunca aqui escrevi são as razões porque detesto a Fátima Lopes. Acho-a sonsa, lamechas, pretensiosa, falsa, irritante e palerma. Chega?

Achei curioso o que se passou nas últimas semanas com estas duas apresentadoras. Primeiro percebi que a Fátima Lopes foi parar à TVI (por aqui se percebe o quanto eu vejo estes programas) e pensei: "finalmente ela está num canal a condizer com ela.", sendo a TVI um canal que vive de expedientes como reality shows. Depois vejo o anúncio do regresso de Júlia Pinheiro à SIC e pensei: "volta Júlia, que estás perdoada!", pois a SIC, sendo um canal mais descontraído, proporciona-se mais ao bom humor com uma pitada de irreverência de Júlia Pinheiro.

Resumindo, a única vez na minha vida que segui fielmente algum desses programas de variedades para entreter donas-de-casa, foi quando a Júlia Pinheiro apresentava o SIC 10 Horas. Ao contrário da grande maioria desses programas (e foi um dos primeiros) era um programa tudo menos lamechas, não vivia de explorar os desgraçadinhos e ainda incentivava de uma forma positiva o artesanato, ilustres desconhecidos com histórias interessantes para contar e pessoas com actividades criativas. Sim, tinha um cariz popular, mas desses programas quer-se isso, conteúdos para o povo. O que nunca suportei nos programas da Fátima Lopes, e por acréscimo da Rita Ferro Rodrigues e tais, é a exploração constante das tricas, do falar da vida dos outros, das desgraças alheias de uma forma que a única ajuda que em geral sai desses programas é meramente material. Existe o velho e conhecido ditado que "o dinheiro não trás felicidade" (mas ajuda). Não será mais construtivo ensinar as pessoas a melhorar as suas vidas em vez de lhes oferecerem electrodomésticos? Na grande maioria dos casos o que essas pessoas precisam é de saírem da ignorância em que a nossa sociedade de "gente-que-nasce-ensinada" as coloca.

27 dezembro 2010

Um génio que deu um salto no tempo

A-D-O-R-E-I o Sherlock! Ver o primeiro episódio fez-me pensar, tal como nos tempos de Sherlock Holmes com Jeremy Brett, porque raio é que nunca li os livros de Conan Doyle??? Adoro o raciocínio genial, adoro toda aquela agilidade mental e, neste caso também física, adorei toda a contextualização moderna, de partilharem o flat em Londres (sejamos realistas, só mesmo alguém que recebeu uma gorda herança poderia dar-se ao luxo de um apartamento em London W1), dos gadgets electrónicos, da guerra do Afeganistão (e Irão), dos media, das bocas gay, do serial killer. Apesar de não ter lido os livros, creio mesmo que Sir Conan Doyle teria feito algo semelhante se fosse nosso contemporâneo.

Sherlock é um série policial madura e divertida, com diálogos maravilhosos como realmente só os ingleses (aham, escoceses - Steven Moffat) sabem fazer, une a genialidade do original de Conan Doyle,  do raciocínio lógico, com a modernidade das séries policiais tipo C.S.I., que não são mais que herdeiras de Sherlock Holmes. Adorei as palavrinhas e gráficos que por vezes invadem o ecrã ("wrong!"), são suficientemente subtis para não perturbarem ou interromperem o resto. Também adorei o Dr. Watson e a sua improvável mas desejada parceria com Sherlock. Agora sim percebo porque meio Reino Unido ficou cheio de pena por serem apenas 3 episódios... felizmente vêm aí mais com o novo ano!

E ainda não ouvimos Sherlock a tocar violino...

Sherlock


PS - ainda não vi The Pillars of the Earth

26 dezembro 2010

Agenda TV para hoje

Duas séries bastante esperadas por mim estreiam hoje quase ao mesmo tempo:

Sherlock, por Steven Moffat e Mark Gatiss, RTP2 - 22:32
A adaptação para a modernidade, em três episódios, dos mais-que-famosos livros de Sir Arthur Conan Doyle, por dois dos grandes nomes ligado a Doctor Who. Esta série foi mais que elogiada por todos os meios e um sucesso retumbante no Reino Unido. Estou em pulgas!

The Pillars of  The Earth, adaptada de um romance de Ken Follett, AXN - 21:50
Recentemente tive oportunidade de ver pedaços desta série e deixou-me de água na boca. Uma das razões foi a presença de Lovejoy e de Van Gogh. Isto é, Ian McShane, o actor que deu vida ao protagonista da divertida série dos anos 80 Lovejoy, um negociante de antiguidades renegado, uma espécie de Antiques Roadshow cruzado com Robin Hood; e por Tony Curran, que para além de ser escocês, ruivo e bom actor, é a CARA CHAPADA de Van Gogh, que tão bem interpretou na 5ª série de Doctor Who.

Hoje à noite vejo televisão!

Sherlock
The Pillars of the Earth

20 dezembro 2010

Logorama


Logorama, por François Alaux, Hervé de Crécy e Ludovic Houplain

Este foi o filme vencedor da curta de animação nos Oscars 2010. Há muito que o queria ver, não resisti em partilhá-lo aqui. Gostei, é interessante, e que pesadelo de copyrights!! Gostava de saber como os autores ultrapassaram isso.

LOGORAMA

16 dezembro 2010

E assim acontece!

E até à próxima, Carlos Pinto Coelho.

Foi-se mais uma das minhas grandes referências televisivas nacionais, não tanto como o jornalista/apresentador do Telejornal, se bem que me lembro muito bem dele nesse papel, mas mais, muito mais pelo que o seu programa Acontece ajudou a levar a cultura a toda a gente que a quis deixar entrar. Não mais um programa assim houve, fracas foram as tentativas de algo semelhante. Até mesmo quando o programa continuou, mesmo sem Carlos Pinto Coelho, já não era a mesma coisa.

Mas, Carlos Pinto Coelho nãos e foi sozinho, hoje também morreu Blake Edwards, o grande realizador, principalmente de comédias, tais como The Pink Panther, Breakfast at Tiffany's ou Victor Victoria.

Espero que bebem um cházinho ou um whisky juntos.

12 dezembro 2010

Querido, Mudei a Banda-Sonora!

Acabei de ver os 3 minutos mais hilariantes de televisão (nacional) dos últimos tempos, quiçá do ano! O programa era o especial de Natal do Querido, Mudei a Casa!, em que remodelaram o refeitório de uma instituição de apoio a crianças com necessidades especiais.

O objectivo do Querido, Mudei a Casa! já é sobejamente conhecido: a (re)decoração de espaços, neste caso particular de uma instituição sem os meios para o fazer. Mas eis que resolveram intercalar as obras, provavelmente para elevar esse lado solidário-natalício do programa, com uma performance musical de um pequeno grupo de crianças. Sofia Carvalho perde largos momentos a fazer um discurso de apresentação, acentua o facto de algumas crianças serem surdas e dá-se início à função. Mas (aqui desato a rir à gargalhada!) se as imagens são do dito grupo de crianças a tocar tambores e ferrinhos, dirigidas pela professora, com a equipa do Querido, Mudei a Casa! a assistir entusiasticamente, o som era de uma versão CD-brinde-de-Natal de In Excelsis Deo foleira colada por cima, em vez do som das crianças a tocar. HAHAHAHAHA!

É caso para dizer: "de boas intenções está o inferno cheio!" A quem quiseram eles deitar areia para os olhos? Que raio de opção foi essa? Por mais desafinadas ou barulhentas que eventualmente fossem as crianças, o facto de não se ter ouvido um único som do seu pequeno espectáculo transforma por completo a intenção original e de demonstração de admiração pelo esforço daqueles com dificuldades físicas e cognitivas, passou a uma demonstração de estupidez e auto-comiseração! Será que ofendia os valores estéticos do programa? Por pior que fosse o desempenho dos miúdos, é uma total falta de respeito não se ouvir a sua música. Se era assim tão mau, não mostravam todo o espectáculo, mostravam apenas um excerto mais pequeno... Ou então não mostravam nada! Mesmo assim duvido que fosse assim tão mau para merecer uma censura tão descarada! Que vergonha!!

Que o Querido, Mudei a Casa! é mal realizado já todos sabíamos, mas poupem-me, por favor, de demonstrações de burrice aguda!

QUERIDO, MUDEI A CASA!

24 novembro 2010

...E feliz bloganiversário TV-Child!

Seis anos... já foi há seis anos que decidi despejar os meus bitaites publicamente neste espaço. Uau!

Bom, ultimamente tenho visto pouquinha TV: obcequei durante uns meses com Gilmore Girls, que terminou há cerca de 1 mês, tenho visto Doctor Who, mas no computador (não gostei tanto da 5ª série, apesar de ADORAR a Amy Pond), tenho visto mal e porcamente esta edição dos Ídolos, os vestidos da Cláudia Vieira continuam HORROROSOS (sem noção...), e acompanhado algumas novelas: Caras e Bocas, a terminar, e Escrito nas Estrelas, uma novela esotérica com quase todo o elenco de Paraíso, mas boa de se ver. Em breve irá estrear o remake de Ti Ti Ti, o qual espero ansiosamente. A Ti Ti Ti original era muito divertida e esta nova versão tem um excelente elenco que promete.

O outro aniversário é o 2º aniversário da minha Blythe Strawberry Fields, que aparece vestida de Doctor no post anterior.

23 novembro 2010

Feliz 47º aniversário, Doctor!


Não podia deixar de assinalar o 47º aniversário da série de televisão de ficção-científica mais antiga do mundo e também uma das minhas preferidas, Doctor Who! Para assinalar a data publico a foto da minha Blythe Strawberry Fields vestida como o 10º Doctor, acompanhada da amiga Alice, na TARDIS que lhe construí.

FELIZ ANIVERSÁRIO, DOCTOR WHO!

BBC - Doctor Who - Official Site

PS - E sim, amanhã há mais dois aniversários, internos, a ver se desta não me esqueço...

25 agosto 2010

O homem que é como o vinho...


Com tanto post de luto ultimamente, quase que me vejo forçada a dar os parabéns ao magnífico Sean Connery, pelo seu 80º aniversário hoje! Mas, pelo contrário, não é sacrifício nenhum ! Eu sou mais uma das muitas mulheres que há muito se rendeu ao charme deste escocês e que acha que ele é como o vinho: só melhora com a idade!

HAPPY BIRTHDAY MR. CONNERY!



OK, para comprovar a "teoria do vinho" e para me redimir da piroseira da foto do Zardoz, deixo aqui outra foto do Mr. Connery em kilt, a honrar (e bem) os seus genes escoceses.

The Official Website of Sir Sean Connery

16 agosto 2010

Xaiu...

O Projecto Moda de hoje foi fraco, muito fraco. Resolveram mexer na fórmula do programa original sem fazer melhoria alguma e dependem da "peixeirada" para fazer um programa de televisão. Por mais que tenha havido ou não peixeirada nos Project Runways norte-americanos, os designers escolhidos eram pessoas que se levavam a sério e levadas a sério pelo programa.

Hoje, com a "xaída" da "Rojina" viu-se que o Projecto Moda é um programa que está a gozar com a cara dos espectadores. Ora vejam: a bichinha de serviço, o André, mal sabe dar dois pontos num tecido, tudo o que ela fez até agora não vale nada, são umas trouxas de tecido mal-amanhadas em cima da manequim, não têm conceito nenhum por trás, são improvisadas. Ela só sabe ser isso, bichinha, e nem é das melhores... devia ver o Glee e inspirar-se no Kurt Hummel! A peixeira de xervixo, a "Rojina", pelo menos tinha uma construção e acabamentos impecáveis, não é de todo criativa, as peças dela são sem graça e pirosas, mas, levando em conta os critérios que têm transparecido no Project Runway, ela não merecia ter saído... já (ou neste programa). As pessoas que fazem maus acabamentos saem sempre primeiro.

A escolha de tecidos vai ser sempre assim? Não se pode sequer comparar remotamente a uma ida à Mood com quatro ou cinco peças de tecido peviamente escolhidas, onde colocam à disposição dos concorrentes para fazer "fardas futuristas" apenas sarja... Um bom observador verifica que as fardas nem sempre são feitas de sarja, há muitos mais tecidos adequados a fardas, e se o elemento "futurista" para eles é plástico transparente... coitados...

Como nota positiva, e infelizmente a única, a farda vencedora era uma peça interessante, digna de qualquer Project Runway, e provavelmente a primeira peça de que gosto verdadeiramente até agora, apesar de em geral não achar que o Pedro seja algo de especial como designer. Nenhum é!

A "cara" do Projecto Moda até pode ser uma cara de moda e estilismo, representada por uma manequim, um júri de pessoas ligadas à indústria, um produtor de moda e eventuais convidados ligados à área. Mas claramente a máquina de produção por trás não percebe nada do assunto, apenas se limitou a encarar um programa como este como um mero reality show, como se de um Big Brother se tratasse, cujos produtos dependem exclusivamente da qualidade, ou falta dela, dos patrocínios que lhes bateram à porta, sem se preocupar minimamente com os detalhes específicos que uma produção como esta necessita. Se a curiosidade não falasse mais alto (e também já faltarem poucos episódios) desistia de ver o Projecto Moda depois do programa de hoje.

Projecto Moda (Project Runway) - RTP

14 agosto 2010

Sósias


Esta já anda roer-me há tempos mas, por uma questão de horário, acabei por demorar a blogar. Não acham que os dois novos apresentadores do Disney Kids, na SIC, Catarina Mira e João Paulo Sousa, são iguaizinhos? Acho até que as maquilhadoras tentam "disfarçar" isso ao colocar imensa maquilhagem na rapariga.

Ambos têm a mesma estrutura facial, o mesmo tom de pele, cabelo semelhante, narizes iguais, olhos iguais, boca igual, só divergem um pouco nas expressões e nos sinais na cara e, vá lá, no comprimento do cabelo. Se fosse possível diria que um foi clonado do outro, com mudança de sexo... como o João é mais velho...

Isto deixa-me com uma teoria da conspiração: a Disney é conhecida pelo rigor com que trata os seus "duplicados", as vozes que dobram os seus, filmes, etc., costumam ser muito semelhantes e se googlarmos imagens com as palavras "disney kids" vemos que o que nos aparece é extremamente semelhante... mmmmm....

Disney Kids @ SIC

02 agosto 2010

*brega

Ultimamente as legendagens dos canais por cabo andam pelas ruas da amargura, já nem dá gozo ser sarcástica no meu TV-glossário. O Animax então, exagera!

Ora são legendagens com total ausência de acentos (e não, não é de acordo com o acordo ortográfico), ora são as legendagens (mal) feitas a partir do espanhol, ora são erros de meia-noite de português, ora são coisas simplesmente mal traduzidas.

Mas a que me chamou a atenção desta vez foi num episódio de Detective Conan em que Ran e Sonoko, a filha do Detective Mouri e namorada de Shinichi Kudo/Conan Edogawa, o protagonista, e a sua melhor amiga, se divertem a experimentar roupa numa loja de departamentos. Eis que Sonoko pergunta a Ran: "Não é demasiado brega?" BREGA???? Que eu saiba não atravessámos o Atlântico e fomos parar ao Brasil! É verdade que Detective Conan peca por normalmente ter o texto meio espanholado, neste episódio isso não aconteceu, mas não é preciso ir tão longe e, para deixar de ser espanholado e atravessar o Oceano!

No Brasil, ou se fosse uma legendagem brasileira (que NÃO ERA, este Animax é da Península Ibérica, existe um no Brasil/América Latina), aceitava o brega sem pestanejar, mas o que é que aconteceu ao piroso e ao foleiro??? Ficaram fora de moda?

Pelos vistos ou sim ou sopas, mas o meio termo, a língua falada há não-sei-quantas centenas de anos, a língua que é uma das mais ricas da Europa, a língua que se fala no nosso país, eles insistem em não utilizar correctamente! Isso sim, é brega!

brega (PT)
brega (BR)
brega (Wiki)
piroso
foleiro

01 agosto 2010

Moda reciclada

Juro, juro que não quero comentar os episódios do Projecto Moda um a um, quero vê-los a todos mas não quero massacrar este blog com eles. Mas não podia deixar de comentar o 2º episódio, nem que seja porque foi bem mais divertido!

Definitivamente os desafios "reciclados" do Project Runway são sempre dos mais interessantes e os que colocam melhor os concorrentes à prova. Pena é que parece quem nem toda a gente se apercebe disso. Este teria sido um excelente episódio para começar o programa já que é uma boa maneira de separar o trigo do joio.

O grande objectivo do Projecto Moda deveria ser escolher alguém que seja uma mistura equilibrada de técnica impecável e criatividade. Nestes dois episódios vejo três possibilidades, embora nenhuma ainda me tenha enchido as medidas: a Ana Brito, a Carina Duarte e a Vera Couto. Não simpatizo por aí além com nenhuma delas, nem sou grande fã do estilo de cada uma, mas em dois desafios já comprovaram alguma versatilidade e capacidade de contornar de forma criativa as dificuldades que se lhes colocaram. As bichinhas estão lá para isso: ser bichinhas e a "Rojina" é a palhaça de "xervixo". Aliás até custa a acreditar, apesar da sua técnica de costura realmente impecável, que não a tenham escolhido senão para apimentar o programa. Rosina é foleira, pimba, peixeira e ainda por cima fala com "xutaque". Mas, convenhamos, é divertidíssimo vê-la a correr com saltos agulha de 12 cm! Os restantes concorrentes: carne para canhão. Se chegarem a ser só estes seis, não digam que não avisei!

O que raio estava lá o Ricardo Araújo Pereira a fazer??? Fez figura de parvo, não foi engraçado e não avaliou rigorosamente nada. Tenham tino na escolha do júri convidado, é suposto a pessoa ter alguma relação directa com o episódio. Ou os concorrentes estão a conceber uma peça para essa pessoa ou essa pessoa está de alguma forma ligada à moda (não vou enumerar as possibilidades)

No geral, em termos técnicos o programa melhorou bastante, estava suficientemente mais leve para não se notarem tanto os problemas técnicos. Nayma estava consideravelmente melhor e só tenho a apontar a mania dos efeitos de cor, em 90% do programa a imagem tinha as cores saturadas!

Projecto Moda (Project Runway) - RTP

26 julho 2010

Projecto Moda: o início

Lá vi o primeiro programa do Projecto Moda (Project Runway, versão tuga) e a primeira pergunta que me vem à cabeça é: "Porque mexeram no que estava bem?"

A grande vantagem de se adaptar formatos televisivos é parecida com um franchise: a decoração da loja e método de comercialização vêm pré-formatados e são apenas ajustados às características locais. Sendo assim, as constantes de Project Runway são:
- a imagem gráfica (logótipo, cores, etc.) - PM: check!

- a apresentadora top model - PM: check! (não havia muito mais hipóteses em Portugal)
- o assistente mentor - PM: check!
- o júri constituído por três fixos, um estilista, uma directora de revista e a apresentadora e um convidado - PM: nem sim, nem não
- 14 concorrentes com diversas formações mas com experiência - PM: fail
- banda-sonora fixa - PM: check!
- patrocínio de hotel - PM: não percebi
- trabalho executado nas instalações de uma escola de moda e/ou estilismo - PM: FAIL
- patrocínios de qualidade (tecidos, acessórios, cabelos, maquilhagem) - PM: FAIL
- realização, trabalho de câmara e montagem formatadas/pré-definidas - PM: FAIL!
- apresentação de uma mini-colecção de 12/13 peças num grande evento de moda e um prémio avultado em dinheiro para iniciarem uma colecção própria - PM: FAIL

Vou trocar por miúdos:
A imagem gráfica está praticamente igual, as cores predominantes são o azul, o preto e o branco, só não gostei do protagonismo exagerado dado à Modalfa, que não tinha rigorosamente nada que ter o logótipo pespegado na passerelle.

Certo, Nayma estava visivelmente desconfortável e nervosa, debitou texto como um autómato e teve pouquíssimo protagonismo. Espero que com o decorrer dos programas a apresentação melhore, mas começou muitíssimo mal o que demonstra que não houve ensaios suficientes ou o casting foi mal feito.

Paulo Gomes cumpre bem o seu papel, não é um Tim Gunn, mas também não estava à espera disso.

O Júri. Aqui é que começa a "criatividade" tuga... No geral gostei das escolhas, Manuel Alves é um excelente estilista, diria até dos melhores de Portugal, e é um bom comunicador sem ser paternalista, é isso que se quer num júri deste programa. Pena ser apresentado como professor e não como o grande estilista que é! Fátima Cotta, directora da ELLE Portugal, é uma escolha óbvia e lógica e ainda por cima parece cumprir bem o papel televisivo, gostei. Cristina Pinho não percebo bem de onde vem... no Project Runway original os júris fixos são o estilista (Michael Kors) a directora de revista (Nina Garcia) e a apresentadora (Heidi Klum). Porque é que Nayma não opina? Não dá para ser lido no teleponto? Será por isso que foram buscar mais uma pessoa?

Será que quiseram economizar e por isso tiraram 4 concorrentes da lista? Já agora, porque não mostraram imagens dos castings? Para já é cedo para opinar acerca dos concorrentes, mas no primeiro programa estiveram longe de ser brilhantes, qualquer um deles. E as coisas que dizem... será que foram escolhidos não pelas suas qualidades como designers mas sim pelo potencial de escândalo? Não é assim tanto... Um dos meus Project Runway preferidos, a série 4, não teve escandaleira nenhuma e tinha o melhor grupo de criativos. Acho que isto é significativo.

A banda-sonora é um pouco irritante, mas é a original e serve para dar aquele tom de concurso ao programa. Está igual, muito bem. Mas cuidado ao utilizá-la em cima das pessoas a falar! A língua portuguesa é mais fechada que a inglesa...

Não percebi em que hotel ficam os concorrentes, não os mostraram nos quartos e filmá-los a conhecerem-se no átrio de um hotel é uma péssima aposta em termos técnicos, não se percebia nada do que diziam por causa do eco que um espaço daqueles tem.

Se os concorrentes estão numas instalações existentes... parece um estúdio. Um programa destes seria uma excelente oportunidade de promover o ensino do design de moda e, já que já lá está Manuel Alves, que antes de ser professor de design de moda é estilista (e dos bons!), porque não promover o curso de Design de Moda da Faculdade de Arquitectura de Lisboa desta forma? Promover o ensino é sempre positivo.

Os patrocínios, aqui realmente é feito à escala miserável e pouco ambiciosa nacional.
Os tecidos: a marca que patrocina o programa é tão conhecida que nem sequer me lembro do nome (compro tecidos há mais de 30 anos) [nota: revi o programa online, a marca chama-se Riopele]. Porque é que os tecidos foram escolhidos pelo programa? Por mais que eu goste de pied'poule e tenha ficado chocada com a "falta de identificação" da concorrente que ficou com o tecido, não é o tecido mais apropriado para um vestido de noite para uma tia 'spé' clássica! Claro que eu já imaginava qualquer coisa tipo Alexander McQueen, mas apesar da maioria dos concorrentes o apresentarem com a sua maior inspiração, parece que só ouviram falar dele pela primeira vez quando se suicidou. E de resto, um primeiro desafio em preto e branco é PÉSSIMA ideia já que são as cores (não-cores) mais difíceis de filmar! O branco fica queimado e no preto não se vêm pormenores nenhuns.
Os acessórios: francamente, Modalfa??? Nem digo mais...
Os cabelos: OK, Franck Provost chegou a Portugal há pouco anunciando-se como um grande cabeleireiro com excelentes produtos, mas não é uma L'Óreal Paris (que também se comercializa por cá há muitos anos).
A maquilhagem: não me chateia a Maybelline, tem uma boa variedade de produtos e é uma multinacional bem conhecida. Mas, ao ver os maquilhadores em acção, pareceu-me que a M.A.C tem melhores profissionais e os produtos estão acima da Maybelline. Mas é uma escolha como outra qualquer.

Na realização, câmara e montagem é que o programa se espalhou ao comprido. Não foram nada generosos com Nayma, que já estava a fazer um trabalho pouco interessante. Deram-lhe pouco protagonismo, filmaram todas as suas hesitações e pausas desconfortáveis, em suma: não a apoiaram. No decorrer do desafio não filmaram os concorrentes como no original. Quem vê o Project Runway há 6 séries há de reparar num sistema: normalmente os concorrentes que surgem na montagem de cada desafio são os três que ficam no topo, os três que ficam no fim e os eventuais escândalos ou tricas. A filmagem parecia aleatória, não se focaram em nenhum estilista em particular, escolheram mal os depoimentos (ou então os concorrentes não disseram nada de jeito e o casting falhou mais uma vez) e não houve uma coerência ao longo do programa. Durante a avaliação não mostraram as reacções dos concorrentes, não percebi se era da montagem mas os júris falavam uns por cima dos outros e, mais uma vez, Nayma não teve o protagonismo devido.
E o que é que eram aqueles efeitos horrorosos de cor ao princípio? Ew! Aquilo fez me lembrar as parvoíces que a SIC faz nas novelas juvenis... O Project Runway não é nenhuma Floribella!
No geral a realização e a montagem são muito pouco dinâmicas e os câmaras parece que às vezes acham que estão no Querido, Mudei a Casa...

E o que é que há com os prémios e a final do programa?? Um estágio numa escola à escolha do freguês? Em princípio os concorrentes não são aspirantes a estilistas, são pessoas com alguma experiência e que ainda não conseguiram vingar no mercado. O prémio deveria ser um incentivo a começarem/melhorarem o próprio negócio, mas o vencedor/a deveria poder decidir o que fazer com esse dinheiro e não ser recambiado para a escola!
E a final? Sempre é um desfile, digamos, na Moda Lisboa, com os três finalistas? Se sim e se ainda estão em gravações, vão fazer uma pausa para criar as colecções? Não percebi isso no primeiro programa e devia ter percebido. Que raio de gestão de calendário é esta? As Moda Lisboa ou outras fashion weeks têm épocas fixas, na Primavera e no Outono, será que a produção se esqueceu disso?

E, por fim, o que há com a estreia apressada do programa? O Project Runway norte-americano anuncia cerca de SEIS meses antes a data de estreia. O tuga (insisto no termo pois revela a pequenez e falta de ambição e organização do PM) anunciou, e nem sequer foi no site oficial mas na fanpage do FaceBook, na VÉSPERA que o programa ia estrear! Era para fazer concorrência à final do Achas que Sabes Dançar? Isso só os deve ter feito perder audiências, pois quem seguiu o programa desde o início, mesmo que queira ver o Projecto Moda, vai sempre querer ver a final. O que lhes custava ter anunciado as coisas como deve ser, esperar pelo menos uma semana e fidelizar um público? Parece que ninguém pensa nisso na RTP e na Fremantle.

Projecto Moda (Project Runway) - RTP

11 julho 2010

Vampiros vampirizados

Já tinha mencionado no post anterior ao de leve que Lua Vermelha, a telenovela/série juvenil com vampiros da SIC, era demasiado parecida com Twilight. Não é parecida, é um PLÁGIO DESCARADO!!!

Basicamente eles pegaram em Twilight, esticaram por não-sei-quantos episódios, mudaram dois ou três aspectos para a coisa não se tornar demasiado secante (nem aí foram originais, foram buscar tudo a Rebelde Way) e já está! Até o nome da protagonista está lá perto: Bella, Isabel? Vá lá que o Edward não é Eduardo mas Afonso. Hoje vi um bocado do episódio em que Isabel descobre que Afonso é um vampiro, ATÉ OS DIÁLOGOS SÃO IGUAIS! Que escândalo!

O moço que faz de Afonso é mais feiinho que Robert Pattinson (cuja única qualidade é ser uma carinha laroca) mas dá-lhe ares e é tão mau actor como ele. A moça que faz de Isabel, vá lá, está mais próxima de ser actriz que a moça que faz de Bella. É talvez essa a única qualidade de Lua Vermelha...

Prometo que não maço mais este blog com vampiros da tanga.

04 julho 2010

Sobre vampiros

Acabei de ver o Twilight na TV. É daqueles filmes que me recuso a pagar cerca de €5 num cinema para ver e, neste caso, ainda bem! Mas tinha de ver para tentar perceber do que se trata afinal tanto fanatismo.

Twilight é apenas um filme palerma, com péssimas actuações e um argumento tão frágil que se desfaz na primeira dentada. Sim, Robert Pattinson é uma carinha laroca, mas devia ter permanecido o Cedric Diggory de Harry Potter. A moça não lhe fica muito atrás, é bonitinha, se bem que para quem gosta tanto do Sol do Arizona ela é muito pálida e gótica, não? Só lhe faltam mesmo as rendas pretas. E, por favor, vampiros a jogar basebol?? Quem se lembrou de tal parvoíce?

Agora, a SIC não poderia ter sido menos literal no plágio que fez em Lua Vermelha? Até a protagonista se chama Isabel e as primeiras cenas do filme são replicadas literalmente... que falta de imaginação!

Mas deixei o melhor para o fim. Fora o Drácula canónico, do qual gosto de todas as versões que vi e li até agora, Nosferatu, Dracula de Coppola, os Draculas antigos de Bèla Lugosi e Peter Cushing, o Por Favor não Me Morda o Pescoço, de Polanski e afins, até hoje só gostei de um filme de vampiros, o Near Dark de Kathryn Bigelow e de duas séries de TV: Buffy, the Vampire Slayer (já escrevi profusamente neste blog acerca da série) e True Blood, de Alan Ball. Em todos estes três casos gosto de como respeitam os cânones (nada de vampiros à luz, mesmo que enevoada, do dia) e os subvertem criando uma nova narrativa original. No caso de Near Dark é o Sol abrasador do Arizona, que é o principal problema dos vampiros, em True Blood é a xenofobia no Sul white trash e racista dos Estados Unidos e na Buffy é a subversão do tema série juvenil e protagonista loira burra.

Enfim, eu gosto de vampiros, assim como gosto de filmes de terror, mas já me começa a irritar esta "moda" iniciada pelo Twilight, que ainda por cima trata os vampiros como humanos... é apenas uma desculpa lamechas para mais um high-school movie sem grande interesse...

27 junho 2010

Uma nova era


Como já contei na História da minha TV, passei a minha infância com uma TV, a preto e branco, apenas com a banda de VHF (que só permitia ver a RTP1) e ecrã de 6 polegadas. Depois passei a minha adolescência com televisões a preto e branco, com ecrã de 15 polegadas, com a ocasional variante para uma a cores e de ecrã de 20 polegadas. E a idade adulta passei-a essencialmente com uma TV, flatscreen, a cores, com ecrã de 15 polegadas (se bem que ultimamente não era a minha original, mas uma emprestadada de pior qualidade). Até Janeiro passado... mais concretamente até há 15 dias atrás quando montei a parafrenália toda.

Nesta nova era de flatscreens LCD, plasmas, etc. tornou-se relativamente fácil adquirir televisões novas a bons preços. Eu continuo a pelintra de sempre, mas, graças à generosidade de um bom amigo, essa facilidade transbordou para os meus lados e, pela primeira vez na vida, vejo televisão num ecrã panorâmico de 27 polegadas e em stereo!! Ainda é um cinescópio, mas eu gosto de cinescópios, não é o modelo mais moderno e sofisticado, para ver TV normal (4:3) fico com barras de lado e quando o programa é panorâmico a imagem fica meio a flutuar numa moldura negra, mas mesmo assim é o maior formato de imagem que já tive e o som... o som é o mais estranho! Estou de tal forma habituada ao som das TVs pequenas, que têm a coluna na parte de trás e cujo o som que oiço me chega reflectido pela parede por trás da TV, que ter duas colunas à frente e ainda por cima stereo é, no mínimo, estranho!

Ah, e o presente não veio só, veio com um leitor de DVD de sala! Se se perguntarem acerca da imagem na TV, sim é o Tenth Doctor , do episódio Idiot's Lantern da 2ª série (nova era) de Doctor Who, na BBC Entertainment. E ao lado está a minha sonic screwdriver, que utilizei para montar o armário da IKEA (assim é mais rápido! sou mesmo geek... ), e pode se ver parte da minha modesta mas seleccionada colecção de DVDs.

Hehee! Agora, mais que nunca, é que não me apetece descolar do aquário!
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