TV-CHILD É UMA DESIGNAÇÃO QUE SE PODE DAR À MINHA GERAÇÃO, QUE CRESCEU
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20 setembro 2006

Genéricos

Esta segunda-feira estrearam duas novelas na SIC, uma portuguesa e uma brasileira. A brasileira, Bang Bang, já tinha tido uma falsa partida e foi bastante esperada e desejada por mim (é comédia, é novela do disparate, é insólita, trilhões de citações cinéfilas não só de westerns e Sidney Magal). A portuguesa, Jura, despertou-me alguma curiosidade mas cedo me aborreceu (parece lamechas, o sexo tem um ar gratuito, e a intriga demasiado linear).

Mas o maior contraste de todos são realmente os dois genéricos (infelizmente o de Jura não encontrei no YouTube), que, de certo modo, dizem imenso ácerca das novelas:

O de Jura segue a fórmula dos genéricos das novelas da TVI em que o título da novela é o mesmo que um qualquer sucesso passado da música popular portuguesa que é a canção do mesmo, é um pouco pretencioso e mostra maminhas a mais para um objecto televisivo que chegou a passar mais que uma vez a horas diurnas, algo impróprias para certos públicos. E tanto sexo num genérico faz-me pensar em maus filmes com bons trailers: basta ver o trailer por que o resto não vale a pena. A imagem final (2 casais mais um trio, com uma loira e outra morena) parece que conta uma história básica e linear, para mim desinteressante pois aparentemente as intrigas de cada casal não se entrecruzam amorosamente, pena.


O de Bang Bang é muito bem feito em 3D, com bonecos muito engraçados, conta a intriga principal da história, mas deixa antever pouco das rocambolescas peripécias que uma novela brasileira, que é um western sem grandes preocupações com rigores históricos ou geográficos, pode prometer.

Após ver um pouco da cada episódio, pelo menos por enquanto já desisti de Jura mas quero acompanhar Bang Bang por imensas razões:
- os protagonistas Fernanda Lima, antes apresentadora da Globo com carisma, e Bruno Garcia, que é giro;
- Evandro Mesquita e Kadu Moliterno a fazerem de machões travestidos para usufruirem de uma "reforma" sem precalços;
- Tarcísio Meira, mais uma vez a gozar com a sua imagem de canastrão (apesar de só nos primeiros episódios);
- o regresso de Joana Fomm a um registo de comédia disparatada;
- ver Guilherme Berenguer e Daniele Suzuki fora da Malhação;
- o genial Ney Latorraca a fazer de cientista louco, à lá Regresso ao Futuro;
- Sidney Magal numa personagem a tempo inteiro;
- a fabulosa Betty Lago a fazer de Calamity Jane;
- personagens improváveis;
- os nomes das personagens;
- Marcos Pasquim, Marisa Orth, Nair Belo, etc...

As novelas brasileiras género comédia do disparate hão de ser sempre as minhas preferidas!

Jura
Bang Bang

SIC
2ª a 6ª, a partir das 23:00 (primeiro Jura e depois Bang Bang)

15 setembro 2006

Miserabilismo

Se há tendência que me tem vindo a irritar há uns anos, principalmente desde o início do "fenómeno" Big Brother, mas que a SIC, com programas como o Perdoa-me e afins já tinha timidamente começado, é que problemas chatos, graves ou porlongados parece que apenas têm solução à vista sendo expostos num programa de TV, principalmente se for para donas-de-casa (não me refiro às gajas boazonas da série americana).

Portanto: se alguém tem uma doença grave e não tem modo de financiar a cura, vai ao Fátima Lopes, se alguém tem apetências profissionais (sejam elas quais forem) mas não arranja trabalho, vai ao Você na TV ou então se alguém é (ou julga que é) um artista incompreendido, concorre aos múltiplos concursos de talentos existentes...

E quem não quer aparecer na televisão? E quem justamente tem necessidade de algum tipo de ajuda e prefere não recorrer à Floribella? O nosso país anda desesperado: ninguém arranja emprego, quem o tem mantém-no, à custa de aturar muitas chatices porque precisa de pagar contas, o sistema de saúde, para além de corrupto é mais que injusto, a cultura é desprezada e o verdadeiro talento ou competência é raramente reconhecido por quem deve.

Este pode parecer um discurso bastante negativo e pessimista, mas ao ver ontem, porque estive de cama, a SIC, no Contacto, a aproveitar-se indecentemente do desejo de uma miúda com um grave problema de saúde de conhecer a Floribella e da ignorância (ou ingenuidade) da mãe irritou-me. Nunca que uma situação deste tipo deveria ter sequer possibilidade de acontecer! Cada um cumpriu o seu papel: a mãe quis cumprir o desejo da filha porque gosta dela, a SIC aproveitou para espremer mais algum share de audiências à custa de desfavorecidos parecendo que estava a ajudar, mas o que eu vi foi uma grandecíssima hipocrisia que metia nojo! Coitada da miúda que era engraçada e inteligente, mas nova demais para se aperceber do abuso a que estava a ser sujeita, alimentado pelo desejo ingénuo de conhecer a sua heroína.

Recentemente, por outros motivos completamente opostos à desgraça alheia, dirigi-me à SIC (por e-mail, pelos canais próprios) para lhes fazer uma proposta de um pequeno projecto meu, a resposta que obtive foi qualquer coisa como: "... em que programa quer aparecer ou expor o seu trabalho?" ao que eu respondi prontamente que não quero nem nunca foi minha intenção aparecer na televisão. Claro que a este mail ninguém me respondeu.

Volto a perguntar: será que para se conseguir alguma coisa nesta terra uma pessoa tem de ter de se expor a programas dos coitadinhos na televisão?



Pronto, já desabafei!

12 setembro 2006

Torres censuradas



Este foi o "tal" trailer que após 11 de Setembro de 2001 nunca mais foi visto... o que nos vale é a partilha de ficheiros na net!

11 setembro 2006

Gémeas

Apesar do choque que foi há 5 anos (fiquei completamente abananada) acho que já não pensava sériamente no 11 de Setembro desde aí. Ontem achei o Herman SIC completamente despropositado (facto que anda a ser frequente) e felizmente zappei para RTP1 que estava a dar uma série de excelentes documentários sobre o acontecimento.

O melhor de todos foi um sobre a foto do suicida, 9/11: The Falling Man, publicada apenas uma vez e depois censurada e o facto de o governo e os media americanos terem "esquecido" que, em desespero de causa, muitos dos trabalhadores das Twin Towers escolheram o suicídio a serem esturricados. O motor desta busca foi o escritor Tom Junod que, em vez de sensacionalismo, procurou buscar o verdadeiro sentimento humano, por trás de toda esta tragédia, sem lamechices ou miserabilismos.

Claro que, não sendo americana e não tendo uma educação católica, é-me talvez muito mais fácil identificar-me e gostar de um documentário assim, nem sequer conheci alguém que conhecesse alguém que tenha sido vítima do ataque. Mas a censura posterior ao ataque que se reflectiu em diversos meios como uma banda desenhada do Super-Homem ou no filme do Homem Aranha (houve um trailer fabuloso em que o Spiderman fazia uma teia entre as torres) e muitos outros pequenos acontecimentos, sempre me fez imensa confusão. Tentar apagar um acontecimento tão grande apagando os seus vestígios nos media é totalmente idiota e impossível. O ser humano tem memória curta, mas não tanto.

Por outro lado foi pena que o alvo dos terroristas tenha sido um símbolo gráfico tão potente e interessante e que, infelizmente, era simultâneamente um símbolo do "poder do imperialismo americano".

Mais uma vez aqui prova-se que a RTP, quando quer, esmera-se, é preciso é estar com atenção ou o carregar mais no botão 1 do telecomando.

9/11: The Falling Man

07 setembro 2006

Brontë

Por acaso prestei atenção à programação da TV no jornal Metro de ontem e estive a ver, na RTP-Memória, o filme, dos anos 40, Jane Eyre.

Já há tempo que não via assim um filme na TV. Quero dizer um filme de ponta a ponta (sem me distrair com outra coisa qualquer cá por casa), um filme que não é a repetição da repetição da repetição, ou então a estreia na TV Portuguesa que já na semana passada tinha passado num qualquer canal de cabo e, mais ainda, um filme antigo, de uma fase que muito aprecio, apesar de datada.

Ainda tive mais dois incentivos externos: o facto de ser uma adaptação do livro homónimo de Charlotte Brontë e de ter, como protagonistas, Orson Welles e Joan Fontaine. O filme é uma adptação bastante interessante, mas muito datada. Confesso de que gostei mais de Joan Fontaine do que de Orson Welles (de quem sou fã), sempre imajinei Edward Rochester como um homem mais amrgurado ou torturado e menos frio e desapaixonado. Mas Joan Fontaine, se bem que também longe da Jane Eyre que sempre imaginei, consegue, dentro dos parâmetros de um filme do Studio System dos anos 40, ter uma actuação estranhamente apaixonada e intensa. Como brinde temos uma Agnes Moorhead (sem dúvida com dedinho de Orson Welles no casting, pois ela também pertencia à sua companhia, o Mercury Theatre) a fazer da cruel e mesquinha tia de Jane.

Não é a adaptação de Wuthering Heights, com Lawrence Olivier e Merle Oberon, mas cumpre bem e foi um serão bem passado frente ao aquário.

RTP-Memória
05.09.2006, cerca das 22:00

Jane Eyre (1944) - IMDB

06 setembro 2006

Anita

Tive dois ou três livros da Anita, pois a minha mãe (e com razão!) achava que promoviam um modo de vida pueril e conservador em que as mulheres são boazinhas, bem comportadas e primorosas donas-de-casa. O que a minha mãe falhou em ver nos livros da Anita (e talvez não) era o que apelava tanto a mim como às outras raparigas (até hoje!): as lindas e românticas ilustrações e a forma idílica como o mundo era mostrado, à laia de conto de fadas.

Há muito tempo que nem sequer folheio um livro da Anita, mas ando espantada com o facto de um produto, que já era considerado antigo quando era miúda, ainda sobreviver e a ter sucesso! Com a estratégia, até bem simples, de marketing de transformar a Anita em fascículos coleccionáveis com o bónus de uma boneca e de uma reprodução do "fato da semana" para vestir, a Anita tem tido um renascimento impressionante! Quase todos os dias vejo alguma miúda, dos 6 aos 8 anos, com um enorme cartão do fascículo da Anita na mão e com um sorriso de satisfação nos lábios, sem sequer lhe passar pela cabeça que, nos anos 70, miúdas da idade dela (provávelmente a mãe dela também) matariam para possuir algo semelhante, se existisse.

Não há dúvida que há desejos e sentimentos que são cíclicos e universais, com tanta crise ninguém quer pensar em realismo na ficção, as pessoas precisam de produtos para sonhar acordadas. Foi assim nos anos da depressão, nos anos 30, nos Estados Unidos, em que os musicais e estrelas como Shirley Temple vingaram e agora volta a repetir-se nesta crise indefinida e desfocada pela qual parece que o mundo anda a passar (talvez o culpado ainda seja o "el Niño" ou o Bin Laden).

Associo sempre picos de ficção fantasista a estes periodos, pode ser filosofia de algibeira, mas o certo é que não me tenho enganado.

02 setembro 2006

bombeiros...

Não tenho nada contra séries com ou sobre sexo e toda a gente sabe que sexo vende, mas ao ver (com muito pouca atenção) pedaços do episódio desta semana e da semana passada de Rescue Me pareceu-me que a série é sobre sexo e não sobre bombeiros, seu dia-a-dia, seus dilemas, etc., etc.

No episódio da semana passada era só sexo e conversas, no quartel de bombeiros, sobre sexo. Esta semana idem, até tinha uma tipa a medir o pirilau de um deles! Só faltava mostrar! (já agora...)

O que me faz confusão nisto tudo é o modo como a série é publicitada e divulgada ser completamente diferente do que depois tenho visto no écran, uma série sobre sexo que por acaso se passa no ambiente de um quartel de bombeiros e não uma série sobre a dura vida dos mesmos.

FX Networks - Rescue Me

SIC
6ª, 00:40

26 agosto 2006

Blitz

Hoje finalmente comprei a nova revista Blitz e fiquei muito bem impressionada! Mesmo a temática sendo quase exclusivamente musical, o antigo jornal, barato e modesto, que se lia num dia e cujo clímax era o "pregão da semana" cresceu, transformou-se num jornal mais sério, ganhando qualidade sem perder o sentido de humor nem se levar demasiado a sério para agora ser uma impressionante revista mensal.

Gostei dos artigos, com continuado interesse na contextualização nacional e textos originais. Gostei do grafismo que não tenta ser "moderninho" nem "design", tendo um ar mais manual e um visual muitíssimo adequado ao tema, a música com cores fortes, tipos de letra de jogo de computador e pormenores gráficos planos sem mariquices.

Espero que não seja mais um daqueles projectos excelentes, mas que, porque não trazem um guarda-chuva, saco, chinelos, colar, DVD, etc. todos os meses, acabam por morrer, pois parece que hoje-em-dia o jornalismo é vender extras...

Blitz: nunca se ouviu uma revista assim!

Pensava que este ano seria diferente...

Pois... andava eu, no início de Julho a achar que este verão não haveria travessia no deserto... enganei-me, mas a esperança é sempre a última a morrer!

Fora uma estreia ou outra nos espaços infantis algo alargados, mas nem por isso, a televisão pública tem sido uma conjugação de repetições e repescagens, algo cansativas. Só escapa a pequena nostalgia de rever um ou outro filme mais acarinhado nas noites da RTP1. A SIC tem exagerado na Floribella (confesso-me fã, mas não é preciso exagerar!) e a TVI tem cada vez menos interesse. A 2: lá continua, mas, por incrível que pareça, ainda não me habituei à grelha, ainda procuro a Britcom aos sábados à noite, a seguir aos Simpsons ou Futurama, ainda faço zapping lá para as 11 da noite na vã esperança de um filme decente a essa hora e não documentários ou entrevistas monótonas da Ana Sousa Dias a pessoas eventualmente interessantes. Há hábitos que custam a passar...

A acrescentar à falta de imaginação dos directores de programas e ao calor, também tenho andado com falta de paciência para zappings à procura de satisfazer o vício. Devo estar numa fase de "alta", não tenho sentido muita necessidade irracional de ficar colada ao aquário. Acho que a morte do GNT contribuiu bastante para isso.

14 agosto 2006

A gata e o morcego

Concordo com a maioria que o filme Batman: The Beguinning é mais fiel ao espírito da banda-desenhada e mais: gosto imenso do Christian Bale e acho que ele deu o melhor Batman de todos. Mas... ao rever Batman Returns hoje na RTP1 veio-me uma nostalgia tanto deste filme como dos filmes de Tim Burton antes de ele tentar ser um realizador sério.

Não é realmente um Batman genuíno, mas na sua versão Tim Burton adicionou bastante à personagem e este filme, que gozou de maior liberdade criativa, é um dos exemplos máximos da imagem de Batman na cabeça de Burton. Para além do óbvio ambiente gótico-dark, etc., etc., um dos factores mais deliciosos deste filme são os diálogos picantes entre Batman e a fa-bu-lo-sa Catwoman de Michelle Pfeiffer:


Batman: Mistletoe
can be deadly if you eat it.
Catwoman:
A kiss can be even
deadlier if you mean it.
Mesmo se não se vir o filme com atenção, outra coisa que salta à vista, mais aos ouvidos, é a fantástica banda-sonora de Danny Elfman, uma das suas obras-primas, anterior à fase de auto-plágio.

Por razões como esta vale a pena ver, de vez em quando, um filme na TV, principalmente se a escolha é melhorzita, como na RTP1.

Batman The Motion Picture Anthology 1989-1997 DVD Site

07 agosto 2006

*centro de cuidados diurnos

Mais uma pérola das traduções dos anime a passar nas televisões públicas. Desta vez foi na série Tokyo Mew Mew (Mew Mew Power no título adoptado, mas não traduzido, em Portugal). Até parece (provávelmente é) feita por um tradutor automático, tipo babelfish... Se for, o mais escândaloso é que não haja um director de dobragens/actor de dobragens que repare num erro tão estúpido!
Day Care Center é creche ou infantário em português!

day care

03 agosto 2006

A saia da Floribella

Se há coisa que nesta terra se continua a não saber fazer como deve ser é um bom merchandising ligado a um produto pop televisivo que não provenha de uma multinacional.

Já tinha visto no Herman SIC um desfile das roupas oficiais da Floribella ("com etiqueta!") e tinha ficado bem desconfiada que, para além de pouquíssima variedade, as roupas não têm graça nenhuma. Hoje tive de ir a um Continente e aproveitei para dar um olhinho e ver se valem mais a pena que as dos chineses e o que vi foi deprimente.

As roupas são fabricadas pela marca do Continente e da Sonae, mas não têm absolutamente graça nenhuma. A única peça que se safa são os ténis cuja marca, Bamba, é internacional e a mesma que os fabrica para o Brasil. As T-shirts não têm gracinha nenhuma, e mesmo ao lado havia umas, muito menina, muito Floribella, mas simplesmente da marca Continente, bem mais giras!
As verdadeiras saias (as da etiqueta) não as vi lá, deviam estar esgotadas, mas pelo que já me deu para perceber não valem nada. Quem as desenhou e fabricou não percebeu o que verdadeiramente fascina uma miúdinha de 6 a 8 anos nas roupas de Flor! O que as rapariguinhas querem é roupa colorida e de princesa, o que as eventualmente fascina na roupa da Flor são as cores vivas, os padrões (flores, borboletas, corações), as mangas de balão, as saias muito rodadas, o tulle, muito cor-de-rosa e tudo quanto pertence ao imaginário cor-de-rosa, cheio de folhinhos onde cabe também a Barbie e afins. Isto mais o stand do Continente que, para além de extremamente desarrumado e desfalcado, já agora poderia ter um cartaz ou letreiro (giro!) a indicar que é o stand das roupas da Floribella!

Ora as saias oficiais da Floribella são essêncialmente brancas ou cor-de-rosinha ou azul-bebé, lisas, com um único estampado, sempre igual, das mesmas flores, sem graça, tão pouco rodadas que em vez de serem saias semi-circulares são saias em A-quase-justas e o folho/saiote de tulle tem cores muito pouco vivas e contrastantes, para além de ser desporpocionadamente longo. Se as miúdas destas idades-alvo normalmente ainda não têm cintura definida e alguma pancinha de bebé, a única maneira de as saias fazerem um efeito engraçado é serem rodadas e não andarem a poupar tecido num produto óbviamente muitíssimo rentável!

Deveriam ter interpretado melhor o guarda-roupa da Flor que tem mais de infantil e do imaginário infantil que as roupas totalmente sem-graça que a Sonae colocou no mercado. Depois ainda se admiram de as pessoas as comprarem nos chineses: apareceram primeiro, são mais bonitas e coloridas e provávelmente mais baratas! Com a falta de genica e dinamismo com que um tão bom produto de merchandising é tão mal aproveitado, assim não há quem saia da crise económica!

Só espero que o restante merchandising não seja o horror que apareceu ligado à também horrorosa série infantil Neco...

SIC Online - Floribella

29 julho 2006

Product placement

Product placement é o termo técnico que se usa para falar da introdução de marcas patrocinadoras de um programa de televisão (ou filme) no próprio programa. Desde os primórdios da ficção televisiva portuguesa que o product placement é bastante mal feito: na maioria das vezes apesar de estar a decorrer acção com as personagens, o que é filmado em destaque são os produtos o que fica forçadíssimo, desconcentra o espectador da acção e, pior, toda a gente dá por isso! Infelizmente sei que muitas vezes a culpa de isso acontecer é o próprio patrocinador que "exige" que determinado produto de sua marca seja filmado em grande plano por x segundos.

O problema é que os produtos deveriam ser inseridos naturalmente, como se do dia-a-dia daquelas personagens se tratasse, aliás, quem vive num mundo moderno sem marcas? Impossível! Os produtos devem ter a ver com a situação e as personagens, isto é, deve haver uma escolha dos produtos, como se fossem as próprias personagens que os comprassem. James Bond ter um carro desportivo de luxo faz todo o sentido, mesmo que se tenha abdicado da marca Aston Martin. O carro que a BMW arranjou para substituir é plausível. O mesmo se aplica aos relógios da Omega, faz todo o sentido James Bond ter gadgets no relógio, portanto planos de pormenor do relógio fazem sentido.

Que as personagens de Uma Aventura passem a vida a lanchar faz sentido, são adolescentes, precisam repôr enenergias. Agora que coloquem repetidamente (num só episódio) os bolos da Dan Cake em grande plano para eles escolherem é idiota! Quando se lancha em casa esse tipo de bolos, normalmente, quando estão na mesa, já estão fora da embalagem. Se porventura estão dentro da embalagem não é introduzindo um diálogo completamente forçado de qualquer coisa como: «Que bolos Dan Cake vais escolher? Tostas, brioches ou queques?». Idealmente, e se querem que os bolos pareçam apetecíveis, põem os miúdos a atirar-se directamente à embalagem, filmada de modo a se ver o rótulo, mas sem desviar a atenção da acção, e a comer com um ar satisfeito. No episódio Uma Aventura no Algarve temos mais que uma situação com diálogos metidos à machadada na acção e nunca vemos os miúdos a consumir o dito produto. Para mim é estúpido e mal feito!

Por outro lado na Floribella, se bem que ainda artificial, com diálogos forçados e demasiada insistência em determinado produto, já o product placement tem sido feito de um modo ligeiramente mais integrado na acção e discreto. Se bem que quando alguém falasse da bandeira humana, não se falaria logo e com ênfase do BES, ou quando Pascoal instala o Pay Shop no café, bastava um deles, que não saberia o que é (e as personagens mais plausíveis seriam aquelas que pagam as contas, por exemplo Helga, a governanta) perguntar e utilizar uma vez, para, nas cenas subsequentes, em situações ao balcão, (e temos 3 personagens, três!, da novela a trabalhar naquele café!) se ver um figurante a fazer um pagamento.

Ainda há muito que aprender neste campo, mesmo os brasileiros de vez em quando não fazem o product placement de forma subtil e integrada, até agora só mesmo em filmes e séries norte-americanas é que vi product placement bem feito. Já não me lembro concretamente o que era, mas tenho uma ideia de ver personagens de uma qualquer série a beber Pepsi, quando o natural seria beber Coca-Cola, mas de modo tão integrado que só se percebia que era product placement pelo facto de se estranhar não ser um produto em vez de outro. Não havia ninguém a dizer «mmm, que boa é esta Pepsi!» ou coisa parecida!

Googlei a expressão product placement e, com a gigante quantidade de sites a falar de como fazer um bom product placement, começo a achar que não há mesmo desculpa para isso ser tão mal feito nas séries portuguesas. Só não faz bem feito quem não quer!

How Stuff Works - How Product Placement Works

19 julho 2006

Actor

Foi com muita pena mas pouca surpresa (devido ao cancro de que sofria) que soube hoje da morte de Raul Cortez. Como fã de novelas brasileiras que sou há tantos anos, este era uma daqueles actores cuja carreira já seguia com atenção desde os anos 80. Sempre me impressionou bastante o magnetismo e charme deste homem, que não era particularmente bonito, mas cuja presença no pequeno écran foi sempre inesquecível. Foi um excelente actor, cheio de estilo e com uma linguagem física fora do comum.

16 julho 2006

Intervalo

Não sei o que se passa ultimamente, mas a quantidade de publicidade engraçada e interessante na TV portuguesa tem proliferado. Entre vários estes três são os meus preferidos no momento:

3º lugar:

SKIP Sabão natural



É completamente pimba e popularucho, mas está hiper bem feito e, se olharmos com atenção, muuito engraçado. Por outro lado, usar música pimba, filmar em Alfama com decorações de Santos Populares tem tudo a ver com o produto, o sabão natural.

2º lugar:
Pedras melão



Goza com todos os clichés da praia, principalmente com a "gaja boa". A ideia de usar aquele jogo de praia do vai-e-vem foi brilhante. Não é costume a
Água das Pedras ser tão engraçada!

1º lugar:
B! Abacaxi



Ganha pelo surrealismo e pela ironia! É daqueles anúncios para ver e rever e analisar todos os pormenores. Gosto do gato a balir e do ar e da fatiota da "menina" no final!


Por último, o novo anúncio da Clix ADSL 20 Megas usa a música da Efémera da Vodafone, porque será??!!!!

13 julho 2006

Entrevistadores

Para mim os entrevistadores/moderadores de debates nas televisões portuguesas deveriam ser todinhos reeducados!

Ao ver um bocado da entrevista de Maria João Avilez ao Primeiro Ministro José Sócrates, por mais interessada que pudesse estar no conteúdo das informações que o P.M. pudesse me dar, acabei, como sempre, enervadíssima com a entrevistadora que não deixava o homem acabar uma única frase sem o interromper! Até José Sócrates a chamou a atenção para o facto mais que uma vez. Este é um péssimo hábito dos nossos entrevistadores que resulta não só em faltas de educação para com os entrevistados como numa enorme dificuldade em passar qualquer tipo de conteúdo para os espectadores de um modo fluido e acessível.

Neste caso concreto vejo duas possibilidades para isso acontecer (fora uma simples falta de educação, de não deixar o outro falar até ao fim): ou Maria João Avilez quer enfiar o Rossio na Rua da Betesga, pedir o relatório de contas completo de 16 meses de governo a José Sócrates (seeeeeecaaaaa) ou Maria João Avilez gosta mais de se ouvir (e que voz mais desagradável!) que ao seu entrevistado e, com isso ser-lhe-á impossivel deixá-lo falar até ao fim.

O que lhe vale é que José Sócrates é um tipo calmo e pragmático, que não tem por hábito ser um demagogo (dento da norma dos políticos portugueses), e por isso talvez algum conteúdo tenha passado ao comum mortal, que o que percebe de política ou economia é o que lhe toca diáriamente nas contas que tem de pagar ou ver se o orçamento lhe dá até ao fim do mês e se ainda dá para ir passar um fim de semana fora com a família.

A única excepção a esta regra é Ana Sousa Dias, mas neste caso o que acontece é o contrário: a voz suave, todo aquele excesso de boa educação e intelectualidade resulta em entrevistas que se arrastam e que fazem adormecer o mais eléctrico dos portugueses. Recomenda-se para quem sofre de insónias!

Não peço apresentadores ao estilo deste ou daquele, peço que sejam pessoas educadas mas que saibam estar em televisão, que sejam uns comunicadores. Que saibam quando interromper, aproveitar oportunidades para mudar de assunto e que elaborem a grelha de perguntas de um modo pertinente e flexível de maneira a abordar o mais variado leque de assuntos do interesse do espectador no menor espaço de tempo.

Maus muito maus e bons muito bons

Já há muito que não falo por aqui de novelas brasileiras, mas agora que estreou uma nova e que promete, talvez seja o momento.

Ultimamente as novelas brasileiras têm andado chatas, desde Da Cor do Pecado, Alma Gêmea ou Senhora do Destino que não estreia nada de interessante. Belíssima prometia muito com as lindíssimas imagens da ilha de Santorini e um cast de primeira, mas aborreceu logo aos primeiros episódios. Nem o Gianecchini num engraçadíssimo primeiro papel de comédia, ainda por cima a fazer de mecânico bronco (muitas imagens sem camisa) safou a novela.

Agora Cobras & Lagartos promete mesmo: tem Marília Pêra, que é simplesmente genial; Francisco Cuoco que tem sabido gozar com a própria imagem como poucos; Carolina Dieckman e Taís Araújo em papéis completamente opostos ao habitual e, principalmente aos últimos que lhes deram imensa notoriedade e sucesso (Isabel/Lindalva em Senhora do Destino e Preta em Da Côr do Pecado, respectivamente), como duas boazonas interesseiras de éticas duvidosas. Pena é que Mariana Ximenes, que tem imenso jeito para a comédia (ver o seu papel em Uga Uga que estava a dar no GNT - snif! -), tenha voltado ao papel da menininha ingénua e bonitinha... a ver vamos.

A suportar estes actores a Globo deve ter feito uma estatística dos actores com maior sucesso nas últimas novelas que estavam disponíveis e foi buscá-los a todos: à Senhora do Destino, a América, Da Côr do Pecado, A Lua me Disse, etc.

Outro factor extremamente importante e que normalmente me cativa ou não numa novela é o ambiente em que ela se passa: esta é claramente uma novela cheia de luxo como poucos usufruem, pejada de intriga palaciana e o clássico conflito exagerado entre pobres bonzinhos ou malandros e ricos cultos ou corruptos. Às vezes acho piada às novelas mais realistas, principalmente as de Glória Perez (se bem que América me desiludiu um bocado), mas o que se pede numa novela é exagero e não naturalismo. Em épocas de crise é quando mais ainda se gosta de ver gente bonita, bem vestida, a fazer coisas que o comum mortal só sonha ver na televisão. Maus muito maus, bons muito bons e um bom triângulo, quando não quadrângulo, amoroso à mistura. É a ilusão a funcionar no nível máximo!


Só foi pena a SIC não ter estreado Bang Bang (apesar de ainda a ter anunciado), pois só cá falta Sidney Magal para o pacote ficar quaaaase completo! Novelas de comédia, principalmente as que saem de ex-elementos da Armação Ilimitada, são as minhas preferidas!

Cobras & Lagartos

SIC
2ª-sab. 22:00 (mais coisa, menos coisa)

07 julho 2006

*vintoras

Juro que me irrita ouvir o locutor da SIC dizer: "... Alemanha - Portugal, às vintoras."
É vinte horas, homem!

02 julho 2006

*dividir e conquistar

Não é própriamente um erro, mas a tradução do título do episódio da série de animação Witch (02.07.2006, SIC) foi mal feita.
Divide and conquer, traduzido à letra, realmente é dividir e conquistar, mas aqui trata-se de uma expressão que, correctamente traduzida para português ficaria dividir para conquistar.

30 junho 2006

Mais uma facada no meu coração de Lisboeta

Costumam vir em vagas e devemos estar numa delas, de vez em quando há uma vaga de fechos de pequenos locais/comércio típicos de Lisboa.

Foi com choque e muita tristeza que li no jornal Metro que o Salão de Jogos Monumental, na Av. Pedro Álvares Cabral fechou. É raro eu jogar jogos de salão (snooker, bilhar, máquinas, etc.) mas sempre tive especial carinho por aquele estabelecimento e, sempre que por ali passava, dava uma miradela lá para dentro. É património, mas isso não o impediu de ser indecentemente fechado sem pré-aviso para muito provávelmente se transformar numa loja de chineses (como se já não houvesse suficientes)! Não é um espaço particularmente deslumbrante, trata-se de uma arquitectura simples e funcional, mas que impressiona no seu ambiente já um bocado esquecido de local de bairro onde o pessoal se reúne sob o pretexto de jogar. Não tem um ar soturno ou lúgubre mas sim convidativo e simpático. Deveria ter sido feito lá um filme antes do seu triste fim, era o ambiente perfeito...

Já nos anos 80 fecharam o Jardim Cinema, lá ao lado, que foi mais tarde transformado em estúdio de televisão (onde se gravam as Fátimas Lopes e afins...) mas o Salão Monumental sobrevivera milagrosamente, até agora... vai se juntar ao Cinema Paris, Cinema Alvalade, entre outros, no céu dos edifícios com estórias e memória.

25 junho 2006

Falta de alternativa

Sempre que há um evento de massas na televisão (futebol, eleições, morte do Papa, Páscoa, Natal, etc.), quem não segue o rebanho acaba por só ter a 2: como alternativa, ou, para quem tem, a TV Cabo.

Num fim de semana de futebol como este, a opção da 2: de fazer uma maratona de 24 (12h no sábado + 12h no domingo), por mais que o formato da série seja adequado e por mais que espectadores algo distraídos, como sou por vezes, nunca tenham seguido a série de início, não me parece a melhor das opções.

A primeira razão é que 24 tem um público fiel mas limitado e a segunda, e talvez a mais pertinente, num fim de semana de fim de Junho, com bom tempo, ficar 12h seguidas mais 12h agarrado ao televisor, não há pachorra nem gravador de vídeo que aguente! Mais vale arranjar a série em DVD e ir vendo ao ritmo de cada um!

A SIC não anda a exagerar no futebol, com emissões pela tarde toda (totalmente fúteis, cheias de Fátima Lopes e música pimba), em vez de se limitar a transmitir a hora e meia de jogo e uns especiais no Jornal da Noite?

24 - Fox TV

2:
sab. 24.06, 22:30
dom. 25.06, 12:00, 22:30

Desapontamento

Depois de uma tão grande campanha, logotipo novo, tudo levava a pensar que SIC Kids seria mais um canal de cabo da SIC. Ingénuamente eu acreditei, para chegar à triste conclusão de que se trata de mais um nome para a rúbrica de programação infantil da SIC.

Nem sequer se trata de nada de novo, muitos dos canais internacionais de cabo, mudam o logotipo de manhãzinha cedo para a sua programação infantil, como se de um canal diferente se tratasse. Agora só espero que nos tragam programação nova e não as infinitas repetições de Pokemon, Yugi-Oh, Power Rangers, Uma aventura, etc.

Aliás... que má escolha de nome. Se a palavra kids em inglês quer dizer crianças, associá-la ao nome da estação que, em inglês, quer dizer doente... basta ver o embaraço com que vedetas estrangeiras (falantes de inglês) às vezes fazem pequenas promoções de algum programa que passe na SIC.

SIC

20 junho 2006

Fans

Fiquei chocada com as imagens do pessoal em filas quilométricas no exterior do Centro Comercial Colombo, só para vislumbrarem ou tentarem um autógrafo de Luciana Abreu/Flor, da novela Floribella! Há bem pouco tempo só se viam imagens dessas nas estreias de filmes como Star Wars e em Hollywood.

Não há dúvida que este tipo de eventos em Portugal mudou. Se por um lado acho bom que as pessoas já não tenham "medo" de assumir que gostam de certo tipo de coisas, menos intelectuais ou eruditas, e que se assuma mais esse lado do fan(ático), por outro tenho algum receio da inconsciência que esse tipo de evento de massas tende a gerar... o que é mais assustador é a idade de algumas crianças, demasiado pequenas para estarem horas à espera de um evento que pode muito bem acabar em desilusão.

Floribella conquistou a popularidade à velocidade da luz, principalmente com os miúdos, mas eu já tinha dito aqui que, apesar de mal misturados, a novela tem os ingredientes certos. Também tenho notado alguma evolução pela positiva da maioria dos actores e Luciana Abreu já encarnou a Flor. Pena é o seu príncipe continuar a ser um actor tão mau... e não tem físico de príncipe e insistem em mostrá-lo sem camisa! Deviam ter vergonha!

SIC Online - Floribella
[o site continua péssimo apesar da adição de amostras das canções - motivo do banho de multidão]

SIC
2ª-sab., 21:00

18 junho 2006

Momento nostálgico


Neneh Cherry - Manchild

Ando com nostalgia do tempo em que cada novo videoclip mais elaborado marcava, do Vivámúsica, dos vídeos dos Kraftwerk ou Human League, do início da MTV em Portugal, do Vogue ou o Express Yourself da Madonna, de quando os bons clips andavam directamente associados à boa publicidade e eram feitos pelos fotógrafos de moda como Herb Ritts ou Jean-Baptiste Mondino.

Deixo aqui um dos muitos que me marcou, Manchild de Neneh Cherry, de Mondino, porque adoro a canção, porque o vídeo me transmite sensações interessantes e porque vi uma vez um making of onde se via que os efeitos eram do mais simples que havia e que a criança é o filho/a de Neneh Cherry e que a ideia de o incluir no clip e de Neneh estar com a toalha na cabeça surgiu de Mondino a ter "apanhado" assim no camarim e ter gostado da imagem.

11 junho 2006

Criatividade duvidosa

É impressão minha ou as empresas de tradução e legendagem andam a tornar-se criativas no modo como se identificam?

Hoje, uma empresa de legendagem identificava-se, no fim do Stargate: SG1, pondo a legenda com o seu site (em azul, quando as letras do genérico eram brancas) a aproximar-se, a afastar-se e a rodopiar. Uma outra empresa, desta vez de dobragem, num documentário sobre a saga Star Wars, a frase "versão portuguesa por..." foi passada por um sintetizador de voz numa tentativa bem fraquinha de imitar um pseudo-Darth Vader.

A perplexidade é tanta que nem sei como reagir... mas tenho a sensação que este tipo de coisas deveriam ser sóbrias, discretas e integradas nos programas de modo a que não desviem a atenção do espectador.

01 junho 2006

Batwomen

Bem... parece que o "desvício" foi realmente sol de pouca dura...

Hoje, talvez por ser dia da criança deu um dos filmes da série animada do Batman, Batman: Mystery of the Batwoman, na 2:.


Acompanhei o mais que me foi possível esta série quando deu, se não me engano, na SIC, mas dobrada em português. Foi a primeira numa nova geração de séries animadas de super-heróis americanos, com um grafismo estilizado e muito à semelhança da série dos anos 30 do Superhomem. Logo de seguida também foi produzida uma série do Superhomem, Supergirl e mais tarde a Liga de Justiça que também deu na 2: e de qua já falei neste blog e ainda surgiram os comics da Catwoman, que cheguei a coleccionar, e umas figuras em chumbo, extremamente bem feitas e muito baratas que estiveram à venda no Toy's "R" Us.

Outra razão porque gosto da série são as histórias, sempre um bocado negras, sérias e adultas q.b., e também muito bem estruturadas. O filme não o vi completo (devo ter visto cerca de 2/3) mas era no mínimo original dentro do universo do Batman. Introduziu personagens novas, nomeadamente as 3 Batwomen: uma filha de um milionário corrupto, uma detective da polícia de Gotham e uma técnica de informática das Wayne Enterprises. As três juntam-se para criar a "Batwoman", que se revezam a encarnar, para vingarem injustiças que sofreram e que estão interligadas. Quem é o culpado? Um dos arqui-inimigos do Batman, o Penguin. No desenlace da história é engraçado elas constatarem que a vida de super-herói, para além de cansativa é demasiado complicada.

O filme tem um tipo de produção mais cuidada que a da série de TV que já era muito bem feita, infelizmente só não sei se manteve a música de Danny Elfman, uma versão reorquestrada da dos filmes do Tim Burton.

Batman: Mystery of the Batwoman

31 maio 2006

Disclaimer

Não tenho escrito muito sobre televisão, talvez esteja numa fase down do vício ou há pouca coisa que me anda a chamar a atenção. Desde que acabaram indecentemente com o GNT e a Buffy foi cancelada que acho que perdi algum interesse (é temporário, hei de voltar à carga).

Então o que é que ando a ver com regularidade? Por ordem de horário, cá vai:
  • animação no Panda (o que estiver a dar, em geral Doraemon ou Tsubasa)
  • Malhação e New Wave (gosto, o que é que se há de fazer...)
  • Floribella (viciei-me!)
  • Medium, CSI: NY, Without a Trace (no AXN)
  • Dr. Who (às 5ªs no People + Arts)
  • a seguir, o que calhar (de preferência um filme)...

e ao fim-de-semana:

  • animação no Panda, SIC-Radical, SIC, TVI, RTP1, 2: (conforme o que me apelar mais, mas Noir já acabou)
  • Medium, CSI: NY, Without a Trace (os episódios que perdi durante a semana)
  • Stargate SG1
  • CSI na SIC
  • e à noite o que calhar estar a dar algures num zapping (se for filme, melhor)

Realmente anda um pouco desinteressante a minha lista de programas... Em contrapartida alguma publicidade e videoclips têm merecido a minha atenção (o dos Samurais da Rede4) e o video e o leitor de DVDs têm funcionado com frequência... E não ando a ver novelas brasileiras (fora a Malhação/New Wave), Belíssima é uma chatice e Sinhá Moça sem Lucélia Santos, não é Sinhá Moça... No zapping lá vou vendo Dharma & Greg, Mythbusters, Changing Rooms, A Juíza, Scrubs, Space:1999, alguma coisa do vício que é o Biography Channel, etc. e vi, finalmente, no outro dia, um episódio de Dr. House, pareceu-me interessante, mas é pouco provável que vá ver com regularidade (esqueço-me! ;P).
Perdi um bocado a paciência para as Desperate Housewives e não a tenho tido para a Senhora Presidente (peço desculpa à Geena Davis, gosto bastante dela como actriz), não percebi bem a que horário anda (ou andou a dar) o Lost e também acho que acabei por me zangar com a série da forma como foi maltratada pela RTP. Não tenho seguido nenhuma das séries da 2: e, desde que mudaram a Britcom para os domingos que me esqueço completamente de ver...

30 maio 2006

Minha TV

Recentemente estive na assistência técnica da SONY em Lisboa, perto do Beato, e eles têm lá, em exposição, uma televisão igual à minha, de 1961 (se não me falha a data), preta e tudo!

Acredito que deva ter chegado a Portugal depois da minha, pois nunca foram comercializadas por cá. Mas achei giro, ver em exibição, provávelmente o segundo exemplar em Portugal daquele modelo.

Lá também estavam o primeiro Walkman, a primeira Camcorder VHS (que calhamaço!) e outros "primeiros aparelhos" da SONY.

Quem a quiser ver ao vivo, é só deslocar-se à assistência técnica da SONY.

SONY Portugal

25 maio 2006

Antonieta II

Como o filme ante-estreia no Festival de Cannes, já existe um site oficial francês online com o primeiro trailer à séria (o anterior era o teaser). O site está bastante completo, incluindo uma entrevista com Sofia Coppola por Eleanor Coppola, sua mãe.

Gosto particularmente muito desta foto, porque acho que exprime bem o que Sofia Coppola diz que quer mostrar na sua Marie Antoinette: inocência, atrevimento, sensualidade e juventude.

Nós vamos tendo de nos contentar em não perder a cabeça até que o filme estreie por cá em Outubro.

Marie Antoinette [FR]

É do metal!

Desde que comecei este blog, tenho tido algumas sugestões de programas a comentar, talvez o único de que recebi mais que uma recomendação, desde o início e em anos diferentes, tenha sido o Festival Eurovisão da Canção e eu, como me desinteressei do Festival já há algum tempo, fui dispensando a sugestão.

Este ano é-me impossível não comentar, nem que seja pelo resultado! Não vi o Festival todo e, pelo que percebi, agora funciona por eliminatórias que se estendem por alguns dias. Mas fiz algum zapping e, da primeira vez, reparei na banda Finlandesa que era, no mínimo, sui generis e a minha reacção foi: "Força, Finlândia!". Mais por acaso que de propósito, quando voltei a fazer zapping pelo Festival da Canção acabei por ver a revelação do vencedor, e não é que foi a Finlândia? Nunca pensei que tivessem alguma hipótese de vencer!

O triste foi perceber que a canção portuguesa, para variar, não valia nada e que o grupo que a cantava era uma imitação mesmo muito pobre das Doce!

Não há dúvida que o mundo televisivo está muito diferente: há bem pouco tempo quem imaginaria que um rap cheio de palavrões venceria a melhor canção dos Oscars e, menos ainda, uma banda metal, cujos elementos se caracterizam de monstros, saídos directamente de um filme de terror de George A. Romero, venceria o Festival Eurovisão da Canção!

Isto este ano anda estraaaanho...

Eurovision Song Contest

24 maio 2006

Campeões

Num país como o nosso, onde uma das maiores causas de morte são os acidentes rodoviários, haver um concurso para encontrar o Pior condutor de sempre... nisso devemos ser os campeões!

Realmente! Não tinham nada de mais original para inventar? Só espero que o prémio seja algo de construtivo como aulas de condução, ou então não deixarem o vencedor conduzir mais na vida...

SIC Online - Pior condutor de sempre

SIC
sáb. 19:00

23 maio 2006

Bom português

Este fim-de-semana tive oportunidade de ver um bocadinho de Cabovisão e do Canal MGM. Ainda por cima, neste momento, a Cabovisão apresenta um pacote de canais bem mais interessante que a TV Cabo, agora que nos roubaram o GNT, que era um dos melhores canais (depois da "queda" das RAIs, do Arte, do Travel, do Fashion TV, etc...).

O MGM tem uma escolha simpática de filmes, mas tem um defeito que se torna numa qualidade: os filmes são legendados em brasilês, e pior, às vezes são dobrados em brasilês! As dobragens não consigo ver (lembro-me sempre de: "Kitchi ámigão: vem mi buscá!" ou "Vérrsão brásileirá: Herrbertchi Richardchis."), mas as legendagens, se conseguirmos ignorar eles tratarem-se por "você" e algumas outras palavras demasiado brasileiras, são muito melhor traduzidas e mais cuidadas que as portuguesas.

Infelizmente é um facto que as nossas legendagens, principalmente as da televisão e mais ainda ultimamente com a profusão de empresas anónimas, que não colocam sequer o nome de quem fez a tradução e legendagem, cada vez são piores e cada vez mais quem as faz sabe menos o que tem à sua frente. OK, as pessoas são provávelmente mal pagas, têm um tempo demasiado limitado para fazer o seu trabalho, mas então que se responsabilizem as empresas que fazem o trabalho ou as cadeias de televisão que encomendam e pagam o trabalho. Se não se exigir profissionalismo de lado nenhum, nem as legendagens e traduções melhoram, nem os funcionários passarão a ter o seu trabalho mais respeitado e eventualmente a terem uma remuneração mais justa.

Cabovisão
THE MGM Channel - Portugal

22 maio 2006

Guias ConVida

Ando a desviar-ma algumas vezes do meu assunto preferido daqui, a TV, mas nunca o fiz muitas vezes, acho que ando a aproveitar os 10% retroactivos deste ano e meio.

É-me impossível resistir, como Lisboeta que sou, a comentar as lindíssimas capas dos Guias Lisboa ConVida de Maio e Junho, que, ao que parece também têm saído com o jornal Público de sábado (ainda só saíram três). Só arranjei o da Baixa, ainda vou ver se consigo arranjar os outros quatro, do Bairro Alto, Chiado, Liberdade e Príncipe Real & São Bento.

As ditas capas têm um aspecto muito Art-déco, mas no caso do da Baixa, com uns pormenores fantásticos! O seu padrão geométrico central é formado por sardinhas e ondas de água. A escolha dos tipos de letra, muito anos 20-30, é linda e as cores e os pormenores a prateado, muito bem pensados.

No dito guia não diz quem é o autor ou autora das capas, mas o design gráfico está a cargo de Kahn, atelier de design (cujo site não tem - ainda - nenhum exemplo) de onde parto do princípio vieram também as ilustrações das capas. No site dos Guias ConVida vêm outras capas, também bonitinhas, mas sem metade da beleza destas.

Se entretanto arranjar imagens das capas, hei de as colocar aqui.

Guias ConVida

20 maio 2006

Anti-herói


Beastie Boys - Body Movin

Recentemente voltei a ver este video, que ainda por cima é uma divertidíssima homenagem a um filme que adoro: Diabolik.

Beastie Boys
Diabolik - IMDB

15 maio 2006

Rir com os erros dos outros

... é uma carcaterística humana. Acabei de passar um bom bocado a ler um blog sobre os erros comuns do uso de caracteres asiáticos no ocidente, Hanzi Smatter, e lembrei-me de uma recente, avistada na cidade de Lisboa.

Dentro do meu modesto conhecimento da cultura nipónica e da sua língua, se há coisa que me anda a enervar nos últimos tempos são os restaurantes chineses reconvertidos em fashionable e caros restaurantes pseudo-japoneses. Para além da enorme possibilidade de se comer comida de má qualidade, ainda por cima os clientes deixam-se aldrabar voluntáriamente em prol de uma moda parva.

Um dos últimos exemplos é um ex-restaurante chinês, na R. da Praia da Vitória, perto do Saldanha, ao lado do Cine 222, hoje-em-dia chamado "Osaka". Como "subtítulo" consta do letreiro que dá para a rua a seguinte frase: スカートが焼く, ou seja: sukaato [skirt] ga yaku. Ora bem, durante alguns dias que passei por ali, esta frase intrigou-me, até duvidei do kanji (caractere chinês) e fui ver ao dicionário, não fosse estar enganada, mas o que esta frase quer dizer, em bom português, é "aqui grelham-se saias".

Em tempos, quando este restaurante ainda era chinês, jantei lá, nos anos de um amigo. Nessa noite o restaurante estava às moscas e, todas as outras vezes que passei lá em frente, continuava às moscas. A mudança de "nacionalidade" da culinária praticada sempre levou lá alguma clientela, já não anda tão vazio. Mas, se antes já não tinha grande vontade de lá comer, agora é que, de certeza, não ponho lá os pés. Saias grelhadas não são uma iguaria da cozinha japonesa!

11 maio 2006

*cores brilhantes

Cores brilhantes é a brilhante tradução para bright colours no programa Changing Rooms da BBC, actualmente a passar no People+Arts.

bright (def. 2)

*beneficiência

Três, três vezes ouvi eu hoje dizer beneficiência, em vez de beneficência, no Jornal da Noite da SIC!

Com esta palavra vou começar aqui um glossário dos erros de português nas televisões nacionais.

A hippie e o yuppie

Na realidade nem ela é bem hippie nem ele bem yuppie, mas soava bem e não estará assim tão longe da verdade. Dharma é filha de hippies e cresceu numa comuna, mas é mais consciente da sociedade capitalista onde vive que os pais e adepta de um modo de vida saudável e natural, mas sem radicalismos fundamentalistas. Greg é filho de uma família rica e tradicional, advogado de formação, mas que, até conhecer Dharma, vivia uma vida cheia de rotinas sem graça e que muda muito as suas perspectivas e modo de ver a vida ao se casar com ela.

Acho que é notório que não sou grande simpatizante do canal SIC-Mulher, tanto pela filosofia como pelos conteúdos. A mim, que sou mulher, parece que reduzem mais ainda as mulheres a um determinado gosto e universo que, decididamente, não é o meu. Felizmente há sempre excepções que confirmam a regra: Dharma & Greg e Oliver's Twist.

Dharma & Greg é daquelas sitcoms que passou discretamente na defunta RTP2 e que, juntamente com Off Centre, me cativou no primeiro visionamento. Não costumo amar nem odiar sitcoms americanas, mas a grande maioria, se vejo, é porque calha, não é o caso de Dharma & Greg.

O primeiro factor que torna a série fantástica é o fabuloso desempenho de Jenna Elfman, como Dharma, mas a própria permissa de Romeu e Julieta às avessas, da série, não poderia ser melhor. No meio de uma comédia bastante leve, a crítica social originada por este invulgar casal, constantemente em choque cultural é muito engraçada e inteligente.
Claro que sendo uma comédia, a grande maioria das personagens são bem exageradas, mas e daí... talvez nem tanto. Acredito piamente que famílias como os Finkelstein (pais de Dharma e hippies fora de prazo) ou os Montgomery (pais de Greg e WASPs do mais tradicional) existam na realidade. Agora o grau de humor e tolerância com que resolvem os conflitos é que talvez exista só na ficção.

Numa sociedade, como a americana, em que se sobrevaloriza a família, muitas vezes com valores extremamente conservadores, este casal e as suas famílias são uma fresca alternativa e que dão para dar umas boas gargalhadas. Com os constantes desafios que estas duas famílias, tão contrastantes, acabam por se pôr umas às outras é engraçado ver como acabam por ter atitudes que vão muito além de radicalismos ou do preconceito. Dharma e Greg acabam por funcionar como mediadores entre os dois mundos. O que frequentemente acaba por acontecer é ser Greg a tentar amolecer os Finkelsteins e Dharma a tentar amolecer os Montgomery's. Dharma e Greg fazem um casal que se completa e nem parece que se conheceram num dia e casaram no outro (e se mantém casados e felizes).

Como está a repor na SIC-Mulher é de apreoveitar para rever os episódios antigos e ver as "seasons" que não chegaram a ser exibidas pela RTP.

Dharma & Greg - ABC

SIC-Mulher
2ª-6ª: 09:00, 20:30
dom.: 15:00

09 maio 2006

Chair Wars

Segundo o programa da MTV, Barrio 19, é uma actividade alternativa, praticada nas ruas de Londres, com banais cadeiras de escritório. Sim, daquelas de napa, baratas, com rodinhas. O "praticante" lança-se para cima da cadeira, qual prancha de bodyboard e depois... é ir até onde a cadeira os levar...

Ver as imagens foi, no mínimo, para rir à gargalhada! Suponho que o objectivo final é acabar com as cadeiras, pois nas últimas imagens eles estatelavam-se escadadrias abaixo, desfazendo as cadeiras em pedaços.

A actividade urbana alternativa seguinte também tinha o seu charme e também era praticada em Inglaterra: o Brooming. Esta actividade consiste em fazer tudo o que se faz em cima de um skate mas... em cima de uma vassoura!

Com estas cheguei à conclusão que a MTV não piorou assim tanto, Barrio 19 é programama a ver.

MTV.PT

01 maio 2006

Pedro Costa é famoso!

Como tive uma pequena participação no Indie Lisboa, sinto-me no direito de reportar um pouco as minhas impressões do festival.

Achei o festival muito bem organizado, como uma logística impecável e generosa. Senti algumas pequenas falhas técnicas, talvez inevitáveis, pois nem todas as salas onde os filmes foram exibidos têm equipamento muito moderno, as projecções de vídeo foram as que mais sofreram com isso, mas nada da verdadeiramente grave. Todos os filmes foram legendados em português digitalmente e, ao que percebi, as traduções estavam bastante cuidadas (nada dos "azares" que por vezes aparecem tanto na televisão, como em cinemas). Em todos os envolvidos na organização do festival senti um enorme prazer em estar ali, o que se reflectia no caloroso e simpático atendimento.

O bom de estar com um pézinho dentro de um festival de cinema é que, de uma forma muito intensa, se trocam ideias e opiniões com as mais diversas pessoas, das mais diversas origens. Foi curioso constatar que, no meio das escolas de cinema no Japão e Canadá (pelo menos), Pedro Costa é o realizador português mais admirado e respeitado. Por cá, dá a sensação de que as pessoas sabem quem ele é, mas que é mais um realizador de filmes esquisitos e algo deprimentes. Talvez esta informação sirva para tentar olhar para a obra de Pedro Costa com novos e frescos olhos.

Um dos aspectos mais positivos do Indie Lisboa foi a fortíssima presença de filmes portugueses, a começar pelo "herói independente" Edgar Pêra, com uma futurospectiva integral (ou quase) dos seus filmes e uma participação nacional em grande número na competição, tanto de curtas como longas-metragens. Muitos dos participantes portugueses são "ilustres desconhecidos", no sentido em que, os que já têm cinematografia, ela não passa o suficiente em circuitos comerciais (ou mesmo pequenos ciclos) e os outros apresentaram primeiras e segundas obras o que torna o Indie num incentivo a que se produza mais e original cinema português. Infelizmente, não tive possibilidade de ver nenhum dos filmes em competição, devido às minhas tarefas no festival, a não ser alguns dos vencedores.

Também gostei do facto de não haver distinção entre filmes de imagem real, documentário e animação. De não haver categorias mas a competição estar apenas dividida entre longas e curtas-metragens.

Outro aspecto também muito positivo foi o Indie Júnior. Neste país em que, para a grande maioria das crianças (e dos pais também) cinema, ou filmes, para crianças é da Disney para baixo, haver, nem que seja uma vez por ano, filmes de autor para crianças a serem exibidos é, no mínimo, um privilégio a aproveitar por quem tem filhos ou crianças a seu cargo.

Um facto curioso foi constatar que um dos heróis independentes, Nobuhiro Suwa, japonês de origem, tem uma cinematografia com características muito europeias e que Matthew Barney, o marido da Björk, norte-americano, apresenta um filme/performance com um profundo conhecimento de rituais tradicionais japoneses.

Acredito que tenha sido uma aposta e risco bem grande, a ampliação para cerca do dobro dos filmes e número de salas, mas, apesar da indecisão na escolha do que ver e de algumas sobreposições inevitáveis de programação, foi um risco que valeu a pena correr. Todos os filmes que vi, gostando ou não, diziam sempre algo e eram todos muito inteligentes, o que prova que o critério de exibição não é levado de ânimo leve.

Estão todos de parabéns, para o ano há mais! E o Pedro Costa nem sequer tinha um filme no Indie!

Indie Lisboa

24 abril 2006

Tenho saudades do GNT Fashion...

19 abril 2006

Invicta TV

As hipóteses de eu ver este novo canal são remotas, uma vez que me desloco muito pouco ao Porto e arredores, mas fico muito contente por finalmente começar a haver nesta terreola canais de televisão regionais! Já não era sem tempo, e era preciso começar no Porto.

Mas enfim, ainda bem que começou, ainda é pequenino e apenas temático (de informação), mas até já têm site, se bem que ainda não está lá nada.

Boa sorte Invicta TV!

Invicta TV

18 abril 2006

Sugado até ao tutano

... foi o que foi o desgraçado do moço dos Morangos pela TVI e outros media.

Funeral transmitido pela tarde fora? Helicópteros? "James Dino"? Deve andar tudo doido! Deixem a família do rapaz sofrer sossegada!

É verdade que morreu novo, é verdade que ninguém merece morrer tão cedo, é verdade que era um dos jovens actores dos Morangos com Açúcar, e que os Morangos são muito populares entre os adolescentes, mas, francamente, tanta exploração para ganhar audiências é imoral!

Até no funeral do Papa tanta mediatização chateia!

17 abril 2006

Televisão de qualidade vs. cinema da pipoca

Vi hoje no Odisseia um excelente documentário àcerca das novas séries de televisão que, durante os últimos anos, também têm estreado por cá. Foi muito interessante perceber as razões que levaram a surgir produtos tão extremos e diferentes como Os Sopranos, Sete Palmos de Terra, O Sexo e a Cidade, 24, Lost, etc., etc.

Nos Estados Unidos, um pouco como por cá, a televisão divide-se em 3 estratos: a televisão pública, dependente da publicidade, a televisão por cabo, como menos publicidade e dependente de um pagamento e a televisão premium, sem publicidade e mais cara que a tv por cabo. Um dos canais que maior popularidade e volume de negócio tem e tinha é a HBO que, de há uns anos para cá, mudou a sua estratégia. Uma vez que não dependem dos índices de audiência (os seus lucros vêm dos pagamentos e do nº de aderentes) resolveram pesquisar, nas televisões do mundo inteiro, o que fez, ao longo da história, televisão de qualidade: as séries da BBC, a expriência do Canal+, as colaborações dos canais de televisão alemães com realizadores independentes como Wim Wenders, etc.

Com isto chegaram à conclusão de que podiam arriscar muito mais, num patamar bem mais alto sem apelar a um público "burro" ou desinteressado, não produzindo popularucho, mas diferente. Por isso, com Os Sopranos, série pioneira nesta filosofia, puderam desenvolver histórias e personagens mais complexas e ricas, mas que se tornaram extremamente populares pois o público identificou-se e não se sentiu mais a ser tratado como um imbecil sem cérebro. Com as séries subsequentes puderam abordar outros temas mais arriscados como a homosexualidade, o sexo, puderam adoptar outras técnicas de filmar, como câmara à mão, imagem descentrada, imagens desfocadas, mudar o uso da banda-sonora e dos sons.

Um pouco para acompanhar, a televisão pública, que perdeu muita popularidade e audiências (das quais depende a publicidade que financia estes canais), mudou também os seus conteúdos passando a ser mais arriscada do que anteriormente.

Por outro lado, o cinema de Hollywood, cada vez mais aposta num público adolescente da pipoca, que vai ao cinema em grupos para se divertir e não pensar. O que exige de uma ida ao cinema é, pelas palavras de uma adolescente ("totally" Beverly Hills), "a grande sala luxuosa, as pipocas, ir com os amigos e gritar excitadamente ao ver um filme num grande écran". Resumindo: não pensar. Infelizmente, como este tipo de objectivo é mais fácil um blockbuster de Hollywood ser concebido a pensar nos patrocínios publicitários que na história ou na densidade de conteúdos.


Para além de isto ter servido de lição às cadeias de televisão americanas, também deveria servir para as nossas (principalmente as de cabo) e servir de incentivo a começar a produzir televisão de qualidade para público que raciocina e sabe escolher. Independentemente das modas, acho que uma série como Os Sopranos não fideliza audiências porque o colega-de-trabalho ou o vizinho-do-lado as vêm, mas porque, no meio de tanta televisão imbecilizante as pessoas anseiam por algo que dê de pensar. É claro que manter as séries num horário constante e não cortar, trocar e/ou editar episódios também ajuda!

Hollywood Televisivo

16 abril 2006

2 pontos para a Vodafone

Já há algum tempo falei aqui da lindíssima publicidade da Efémera da Vodafone NOW. Nessa altura ainda não tinha descoberto o YouTube e não encontrei nada na net sobre isso. Agora que há mais uma publicidade muito boa da Vodafone a passar na TV e como essa ainda não está no YouTube, deixo aqui a Efémera, como recordação.



A dita publicidade de que falo é o spot do passatempo da Vodafone para o Rock In Rio. Uma suposta reportagem numa aula de preparação para os concertos. A disciplina e empenho dos alunos e o ar da professora a falar da experiência valem milhões! Só aquele "não parem!" dá-me sempre vontade de rir! Se entretanto a encontrar hei de colocá-la aqui.


Ah! Não tenho ligação rigorosamente nenhuma com a Vodafone, nem sequer tenho telemóvel, apenas as publicidades costumam ser boas (nem sempre).

11 abril 2006

Um passinho na ficção portuguesa

A ficção televisiva nacional não prima pela originalidade, mas tem havido alguma evolução. Durante muito tempo as novelas/séries portuguesas (fora o Duarte e Cª, claro) ou eram temáticas ou de época, ou umas situações modernas pouco interessantes.

As séries temáticas ou de época têm estes factores em seu benefício, e de alguma forma acabam despertando algum interesse. Nestes casos até parece que o esforço para as fazer com qualidade é maior (veja-se o investimento em Até amanhã camaradas ou Os Távoras).

Nas séries/novelas actuais já o resultado é outro. Costumam ser xaropadas excessivamente dramáticas, em que todas as personagens são pessoas deprimidas e pouco empatizantes ou então destacadas da realidade de quem as poderia ver. Tal como famílias de classe média-baixa a tratarem-se por "você" entre si.

Mas o quadro não é assim tão negro, há sempre excepções e, dentro do género, com Todo o Tempo do Mundo e Jardins Proibidos, a TVI conseguiu, indo buscar miúdos e adolescentes e histórias simples mas emocionantes, mudar um bocadinho o panorama. Certo que as novelas seguintes começaram a ser produzidas a metro e voltei a desinteressar-me. Peço desculpa o preconceito, mas não consigo sequer tentar ver um episódio inteiro dos Morangos com Açúcar.

Entretanto acompanhei os primeiros episódios de Floribella. A série, à partida, já tem um problema: é adaptada de um original, se não me engano, Argentino. Preferia que cabecinhas portuguesas tivessem chegado lá sózinhas. Mas tem bastante potêncial.


A história não é mais que a história da Cinderela readaptada, não vejo mal nenhum nisso. O tom da série é de uma comédia romântica levezinha e bem colorida e fantasista, óptimo! A narrativa de cada episódio está bem desenvolvida e desperta alguma curiosidade, é bom para fidelizar o público.
Pena é que ainda estão todos um bocado perros, actores e a equipa técnica. Nem todos convencem, mas estou a gostar bastante da evolução técnica da Flor e de mais algumas personagens. Ela parecia-me, nos trailers, extremamente artificial, mas dentro do contexto funciona melhor e ela própria melhorou. Para contrastar, o Frederico é horrívelmente mecânico...

Infelizmente já apanhei demasiados chapões de luz na cara dos actores (principalmente em exteriores) que para além de não favorecerem ninguém, fazem uma iluminação de fraca qualidade (e nós temos muito quem saiba fazer melhor). A montagem por vezes não faz sentido nenhum, não usa técnicas de montagem sugestiva, tal como falar-se da suposta filha bastarda dos Rebello de Andrade (que, lógicamente, é a Flor) e cortar para uma cena com Flor. É tão simples e não denuncia nada de forma aberta, mas deixa suspanse no ar.

A música é do piorio, definitivamente não gosto daquele estilo. Quem criou as músicas para uma suposta banda rock devia ver a Malhação (série de 2004) e a Vagabanda. Também não é muito o meu estilo, mas a música tem melhor qualidade e tem mais a ver com o que os adolescentes gostam de ouvir. Francamente, nós temos bons músicos nesta terra!

Gosto de a série não se levar demasiado a sério, de o universo não ser inteiramente realista e ter um colorido próprio e, apesar de as músicas serem más, gosto do facto de ser musical.

Agora outra coisa: a protagonista Flor e uma das cantoras da banda não foram as vencedoras do Ídolos 2?

SIC Online - Floribella
Já agora: porque será que este é mais um péssimo site? Não tem os nomes dos actores, resumos dos episódios, galeria, mesmo pequenina, de fotos ou vídeos, curiosidades sobre a série, equipa técnica... QUALQUER site sobre uma série de TV tem isto tudo. O único extra são wallpapers e uns jogos que não adiantam nada a ninguém.

SIC
2ª-6ª, 21:20 (varia)

08 abril 2006

Onde raio enfiaram a Buffy?

A série ainda não acabou!

Não percebo, a SIC Radical andava a portar-se tão bem, a cumprir horários, a não falhar um episódio, a fazer tudo como manda o figurino e agora descambou...

Desde há cerca de um mês que a programação da Buffy the Vampire Slayer se tem tornado irregular, agora, pelo que posso ler no site da SIC Radical, foi substituida pela Brigada de Homicídios que ainda na semana passada dava noutro horário.

Eu tinha a esperança de que, quando a SIC Radical começou a repor a Buffy que continuasse e, para além de completar a emissão da quarta série, também exibisse, aí em estreia, as três séries que se seguem.

Como já aqui disse, acho Francisco Penim um bom director de programas, mas se, para se concentrar na programação da SIC, a da SIC Radical descamba, é melhor arranjarem outra pessoa.

Buffy the Vampire Slayer

06 abril 2006

Uma loira e outra ruiva


Ontem, ao ver o primeiro episódio da segunda série de Desperate Housewives apercebi-me como já tinha saudades da eficiência desorganizada de Lynette e da organização meticulosa de Bree.


Não sei no que esta série vai dar, já li algures que não é tão boa como a primeira, mas neste primeiro episódio elas as duas provaram, e com alarido, porque são as minhas housewives preferidas. A cena de Lynette a conquistar um difícil e alto posto numa empresa com a filha bebé ao colo foi divertidíssima e o ar chocado de Bree ao ver a gravata cor-de-laranja e verde, que não condizia de modo algum com o casaco com que o marido foi a enterrar... divinal!

Mas também tinha saudades do fabuloso genérico e da música de Danny Elfman, o meu compositor de cinema e televisão preferido.

Mais do que pelos mistérios é por elas que esta é uma série a ver.

Desperate Housewives - ABC

SIC
3ª, 00:30

04 abril 2006

Título a matar

Não consigo perceber o que leva as pessoas a querer participar num reality-show. Quando ainda era novidade, com o Big Brother 1, ainda reflecti sobre o que me motivaria e rápidamente percebi que seria totalmente incapaz de me expor dessa forma.

Agora que os reality shows não são novidade para ninguém (quem quiser pagar até pode ter um Reality TV - tenho coisas mais interessantes para fazer com o meu dinheiro), a TVI insistiu mais uma vez no assunto, mas desta vez o nome cai que nem ginjas! Circo das Celebridades, sem desrespeito a quem trabalha no circo, é título que fica a matar para o que se passa num tal programa.

Ainda há pouco vi um bocadinho do dito "circo" e percebo que a maioria das pessoas deve ter a mesma opinião que eu acerca de participar num reality show. Os participantes são sempre os mesmos (leia-se: repetentes de reality shows) ou então ilustres desconhecidos que viram celebridades de reality show. Lógicamente não são verdadeiras celebridades, mas, será que existem verdadeiras celebridades em Portugal?

Acerca de reality shows temáticos só posso dizer que, pelo menos, quem participa, não tem umas férias grátis, com direito a bónus e ficar X tempo a engordar que nem uns porcos à custa de outros. Pelo menos mexem-se!

Circo das Celebridades

Continuo é sem preceber como um "site oficial" de um programa de TV não tem os horários a que é exibido...

TVI
todos os dias

01 abril 2006

Más perucas

Alias (A Vingadora) é daquelas séries que tem o condão de me irritar e viciar ao mesmo tempo. Isto tudo porque promete, promete, promete e depois fazem um reset e volta tudo ao mesmo.

Seja a organização SD6, CIA, underground, ou outra qualquer (inventada ou não) há sempre um grande mistério místico, com origens na Itália renascentista, com um nome pomposo em italiano e ligação directa com a protagonista, Sidney Bristow. Ainda há sempre alguém que não é o que parece e que depois é revelado, mas depois afinal também não era o que se supunha que era, continuando num sem fim de levantar camada atrás de camada. Ah sim, já me esquecia, e uma vedeta séria do cinema como convidada, como Lena Olin, Isabella Rosselini e Sônia Braga até agora.

Tudo isto até poderia ser muito interessante e eficaz (foi o que me colou ao écran na primeira série) se não fosse sempre repetindo a fórmula na segunda, terceira e outras séries seguintes. Convenhamos que as probabilidades, mesmo na ficção, de um grupo razoável de pessoas estar sempre ligado a mistérios e enigmas semelhantes são mesmo muito vagas. À segunda série ainda se engolia, afinal, de certa forma, serviu para vermos como seria a vida de Sidney sem ser agente duplo, como uma normal agente da CIA (o que acabou por não acontecer). Mas à terceira... haja paciência! Organização undergound? A credibilidade vai se esvaindo.

Nesta série que estreou agora, se não me engano a quarta, vem mais uma dose: Michael Vaughn afinal não é Michael Vaughn e morre (muito provávelmente ainda volta) e agora o mistério chama-se Profeta Cinco. Acho que não vou ter paciência, como já tive pouca para a anterior...

A propósito de paciência, as perucas de Sidney... francamente! Acho que Hollywood já deu mais que provas de que é capaz de muito melhor. Se os agente secretos são supostos passar despercebidos, porque raio é que Sidney usa sempre umas perucas (para não falar de toilettes) que o que mais fazem é chamar a atenção e pior, são horrorosas!

Nem percebo como Alias e Lost podem vir do mesmo criador... passe a expressão, não tem nada a ver o cú com as calças.

Alias - ABC

SIC
sab. 14:00

Quem dera fosse mentira

Pois é, aparentemente, sem avisar seja quem for, a TV Cabo substituiu o GNT pela TV Record.

É uma pena que os clientes da TV Cabo nunca sejam consultados acerca de mudanças nos canais existentes, mais ainda quando se trata de um canal certamente muito popular.

Só espero que não se lembrem de pôr o GNT naqueles pacotes extra, pelos quais se tem de desembolsar mais ainda, como se não bastasse já ter de pagar para ter TV Cabo.
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