TV-CHILD É UMA DESIGNAÇÃO QUE SE PODE DAR À MINHA GERAÇÃO, QUE CRESCEU
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23 fevereiro 2006

Kitsch no gelo


Tal como o ballet, a patinagem artística faz parte do imaginário infantil feminino e eu não fugi à regra. Sempre gostei de patinagem artística apesar de, dissecando bem as coisas, ter imensos factores para achar piroso: os fatos na maioria bastante pirosos, com excesso de lantejoulas ou desenhos rebuscados, a escolha musical que, quando não é de música clássica vai demasiado em modas e é, normalmente, antiquada abusando de Vangelis ou Vanessa Mae, etc., etc.

Mas também há muitos factores para gostar: nem sempre os fatos são assim tão maus, por vezes a música é bem montada e escolhida para o programa feito pelo(s) patinador(es), a parte atlética, técnica e artística costuma ser espectacular e sempre gostei de andar de patins e, sempre que tenho oportunidade, faço-o no gelo onde é particularmente interessante mas mais arriscado (atrito zero).

Apesar de já acompanhar o melhor que podia os campeonatos (em particular os pares e individuais femininos e masculinos), foram os Jogos Olímpicos de Sarajevo, em 1984, que pude ver na íntegra, pois não vivia em Portugal, e o auge do sucesso da fantástica Katarina Witt que me fidelizaram de vez!

Desde aí, sempre que posso (agora, graças ao Eurosport, é bem mais fácil) vou acompanhando os Europeus, Mundiais e, claro, Jogos Olímpicos de Inverno. Não é só patinagem que tento ver nos Jogos Olímpicos, mas é a minha modalidade preferida. Sempre que dá, vejo as arriscadas corridas de tobogã, saltos na neve, slalom, corrida em patins e até os triatlos e afins. Este ano reparei em duas, novas para mim, modalidades: algo parecido com snowboard (que gostava de experimentar um dia) e uma modalidade estranhíssima, que provávelmente é bem antiga e tem tradição, o curling.

Na patinagem fui acompanhando ao longo dos anos a carreira da já mencionada Katarina Witt, os sucessos do muito parodiado pelo South Park, Brian Boitano, e vários casais de pares na maioria canadianos. Este ano as regras mudaram, a pontuação é de certa forma secreta (não sabemos quem vota quanto em quem, só os totais) e finalmente são permitidas calças, ou bodys, às mulheres em individuais femininos. O escândalo que foi Katarina Witt, num programa curto, ter usado bermudas pois a música utilizada era Mozart. Por incrível que pareça os fatos também pontuam e ela foi, nessa altura, penalizada por isso! É bom ver que as regras estão menos conservadoras.

Este ano gostei da italiana Carolina Kostner, estava bem vestida, teve uma boa performance, com uma coreografia bem interessante e criativa, a música era o Inverno de Vivaldi (nada mais adequado) e, apesar de uns desequilíbrios e faltas de cálculo, para quem é novata e estava a competir em casa, portou-se muito bem. Também gostei da campeã, a japonesa Shizuka Arakawa, foi muito sóbria, comedida, certinha, mas também impecável e segura. Longe vão os tempos que o Japão apresentava excelentes patinadoras na parte técnica, mas que deixavam muito a desejar na parte artística. Midori Ito, a primeira a fazer história, era muito forte, uma máquina, mas muito feinha e atarracada. Arakawa é bonita elegante e muito suave. Gostei do modo como reagiu ao saber que tinha vencido o ouro.

Pena nisto tudo é agora o Eurosport ser em português. Não tenho absolutamente nada contra os comentários em português, mas as duas comentadoras da patinagem (também o fazem para a 2:) até podem perceber muito do assunto, mas não têm piada nenhuma, enganam-se nos nomes, nas músicas, nomes de técnicas e sei lá que mais, e há um ou dois anos até discutiram de microfone ligado, lamentável... Tenho saudades dos dois comentadores ingleses de patinagem. Os dois eram extremamente exfusiantes e quando gostavam, gostavam mesmo, era tudo fantastic e fabulous!

Ainda falta ver a Gala dos campeões onde todos estão mais calmos e tranquilos e aproveitam para mostrar habilidades que nas competições não podem.

http://www.torino2006.org/

Eurosport
Gala
24.02.2006: 19:30
25.02.2006: 13:00

21 fevereiro 2006

Os anos 60 (e 70) produziram filmes muito estranhos...

Hoje vi um filme mesmo muito estranho, no Canal Hollywood, de 1970: Brewster McCloud, de Robert Altman.

Nunca gostei muito do estilo de Robert Altman mas este filme sai completamente fora do seu estilo mais comum. É um filme estranho sobre um rapaz obcecado em voar como um pássaro, que não olha a meios para concretizar o seu sonho, inclusive roubar ou matar.
Como os obstáculos se vão colocando à sua frente, os assasínios também se vão multiplicando o que origina a que um grupo de polícias, mais ou menos cépticos e broncos, liderados por um investigador quase tão obcecado como Brewster, ande atrás dele. Apesar do tema de obcessão e crime, o filme é nos contado num tom irónico e de comédia surrealista descomprometidos, bem ao estilo dos filmes europeus do final dos anos 60, como o seu exemplo máximo, Blow Up, de Antonioni ou mesmo os filmes de Peter Sellers.
Também, como bom filme dessa época, a sua direcção artística e fotografia são cinco estrelas, sem mácula, com um cuidado gráfico particularmente interessante. A camisola que Brewster usa é às riscas horizontais vermelhas e brancas, os cenários têm cores fortes sobre fundos mais neutros, como cinzentos e azuis metálicos, a maquiagem de uma novíssima Shelley Duvall é de fazer inveja a Malcolm McDowell na Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick.

Claro que este filme não se compara em qualidade a nenhum dos acima mencionados, mas é estranhamente divertido e tem um final, de certa forma, aberto, desmontando qualquer aspecto realista que o espectador quisesse encontrar na história.

http://www.imdb.com/title/tt0065492/

Este mês, no Canal Hollywood

16 fevereiro 2006

Verdadeiro Japão?

Finalmente consegui ver o Memoirs of a Geisha, parecia que estava fadado que não visse o filme, mas consegui contornar o destino.

Vou desde já dizendo que sou uma das puristas que encarava este filme com o olhar mais céptico possível. Mas também não me posso esquecer que o livro do qual o filme é adaptado não é nada mais que um romance. Um romance empolgante, mas assim mesmo um romance e escrito por um americano, não um japonês. Apesar de não parecer por estas palavras, eu gostei do livro, mas sou mais exigente ainda com o que leio e acho que sei distinguir entre uma obra-prima ou um clássico e uma leitura mais acessível e popular. Para deixar muito claro: o livro, para mim, não é nenhuma maravilha da literatura, mas é muito interessante, envolvente e lê-se de ponta-a-ponta num instantinho, mergulhando-nos lindamente naquele universo intrigante e misterioso.

Sómente ao ver as fotografias do filme e com o que li e pesquisei sobre o tema já havia duas ou três coisas que me punham a desconfiar:
A primeira são os penteados. Não faço a mínima ideia onde os foram buscar, mas em nenhum postal ou fotografia, seja de geisha, seja de outras mulheres, nos anos 20-30 no Japão (e há muitos, documentação não falta), nunca vi penteados semelhantes, de certa forma até tive pena de não ver o clássico penteado que associamos às damas japonesas e às geishas, aquele em forma de meia-lua.
A segunda coisa é o facto de terem escolhido actrizes chinesas e não japonesas. Aqui entra um factor BEM concreto: vestir kimono (e andar nele) não é nada fácil, limita os movimentos e obriga a uma postura específica. Sendo as geisha (juntamente com os actores de kabuki) as grandes especialistas em vestir kimono de forma elegante e sensual, difícilmente alguém de outro país que não o Japão, que não tenha crescido minimamente dentro desse universo cultural, consegue, num curto espaço de tempo, aprender devidamente a mexer-se dentro de um.
A terceira foram as fotos das ruas de Quioto. Quioto tem a chamada "planta urbanística chinesa" que significa que o seu urbanismo se desenvolve em quadrícula a partir de uma avenida, eixo central, que levava ao Palácio Imperial. Por isso mesmo, a grande maioria das suas ruas (principalmente as mais largas) são rectilíneas e muito pouco labirínticas, como nos são mostradas no filme, em que parecem uma chinatown "vestida" de arquitectura japonesa. Gostei do cartaz.

O livro está relativamente bem adaptado, na sua história, ao formato de filme, perdendo muito (é claro) nos detalhes e subtilezas, tão bem descritos por Arthur Golden. Como a compreensão daquele universo por quem faz o filme é bem menor e envolveu, de certo, muito menos pesquisa, a magia e fascínio que transparece no livro, é inexistente no filme. As actrizes são realmente muito boas actrizes e provam-no diversas vezes neste filme, mas não são bem dirigidas nem bem informadas sobre as subtilezas inerentes a terem de representar geisha. Ao tentar fazer deste filme um espectáculo visual e não lendo bem nas entrelinhas deste universo tão subtil, Rob Marshall esticou o filme até mais não, perdendo-se na suposta exuberância, tornando o filme demasiado longo e lá para o fim, mesmo secante. É tudo muito bonitinho, mas pouco envolvente, acho que é daqueles filmes que, se marcar, vai marcar apenas pelo seu exotismo e pouco por ser um bom filme (não o é).

Agora às picuinhices da preciosista que sou eu:
Irritaram-me: as pestanas postiças (demasiado encaracoladas e visíveis) de Zang Ziyi, o erro magistral de porem Hatsumomo, uma manhã, com o kimono traçado ao contrário. Num universo tão supersticioso, como é este das geisha, é um erro mesmo muito grave. O kimono ata-se SEMPRE a parte esquerda sobre a direita, se porventura for atado ao contrário significa que a pessoa ou está morta ou é um fantasma. Como atar um kimono, para quem o veste como especialista e todos os dias há de ser um acto reflexo, é de todo impossível que tal pudesse acontecer na realidade, por mais desleixada que fosse a geisha. Depois ainda há a maquiagem (já não falo mais dos cabelos) que não é a maquiagem normalmente usada pelas Maiko (aprendizes de geisha). Todos os elementos decorativos (maquiagem, penteados, ganchos, pentes, kimonos, obis, etc.) têm um significado e razão de ser, no filme só o desenho na nuca foi respeitado, à frente o eyeliner dos olhos não fazia sentido absolutamente nenhum (nem sequer se usava assim no mundo ocidental, naquela época), faltava o toque de carmesim nos olhos, o rosa nas maçãs do rosto e os lábios pintados parcialmente como numa boneca (basta "googlar" maiko ou geisha nas imagens e ver o resultado). "Last but not least" os kimonos. Os kimonos eram todos lindíssimos e verdadeiros (vinham de colecções privadas) mas quem os vestiu não o sabia fazer como deve ser ou então foi-lhe pedido para o fazer assim. Os ombros de Zang Ziyi eram sempre demasiado proeminentes e virados para a frente, Mameha (Michelle Yeoh), apesar de geisha, é mais velha e portanto não mostraria tanto as costas (aquilo já não é só a nuca, que é o que é suposto mostrar, porque é sensual), que aliás nem geisha nem maiko nenhuma a mostra daquela forma. Na grande maioria das vezes os kimonos foram vestidos de forma muito (demasiado) desleixada e elas, definitivamente, não se sabiam mexer dentro deles, mostrando demasiado os braços (nem os pulsos é suposto mostrar) e por vezes até as pernas. O culminar deste desleixo ocidental é a dança de Sayuri, muito elogiada pela crítica, mas que de dança tradicional japonesa não tem rigorosamente nada, se tiver algo de japonês talvez tenha mais a ver com kabuki, e e... Os especialistas que me desmintam, mas acho que estou a dizer a verdade. Aqueles movimentos largos, rodopiantes, de braços estendidos e a pose final, qual ginasta acrobática, nem sequer têm um ar japonês não fosse ela estar vestida de kimono e ter cara de oriental.
Rob Marshall e a sua equipa "desculparam-se" variadas vezes a dizer que quiseram fazer a "sua" versão daquele livro e daquele universo. Ao menos Arthur Golden passou anos a fazer pesquisa...

Há uma semana e qualquer coisa, deu na RTP1, uma adaptação ao cinema da ópera de Puccini Madama Butterfly, simplesmente fa-bu-lo-sa! Tal como em Memoirs of a Geisha lá tudo era falsificado, as cantoras principais eram todas chinesas, os cenários eram (vejam só!) na Tunísia, o realizador é francês (Frédéric Miterrand), mas com a enorme diferença de que lá tudo parecia mais que verdadeiro. Elas pareciam japonesas de gema, todo o guarda-roupa era muito bem usado e vestido, as casas eram mais que convincentes e, melhor que tudo, numa ópera que resvala fácilmente o melodrama de lagriminha ao canto do olho, o filme era de uma tal sobriedade e excelente interpretação (as cantoras são muito premiadas) que saiu um resultado mesmomesmo muito bom!

http://www.sonypictures.com/movies/memoirsofageisha/
http://www.imdb.com/title/tt0113731/ (Madame Butterfly)

04 fevereiro 2006

O perfeito disparate

Hoje à tarde vi mais um episódio do Monty Phthon's Flying Circus... Foi mais uma sessão de riso non-stop.

É só para dizer que nem as Britcoms mais brilhantes (das mais recentes) resvalam o puro divertimento, com piadas que são verdadeiros disparates sem pretensiosismo algum, como eles!
A falta de linearidade com que os sketches aparecem nos episódios é simplesmente brilhante!

Enfim, NUNCA me canso de dizer bem dos Monty Python!

http://www.pythonline.com/

RTP-Memória
algures num sábado qualquer (à tarde)

29 janeiro 2006

Plágio ou remake? Seja como for...

Comecei há bocado a ver o filme Mitos urbanos II na SIC, mas de repente tive uma vaga sensação de déja-vu, lembrei-me do filme de Alejandro Alménabar, Tesis.

Olhando para as datas... Urban Legends é posterior, deixa muito que pensar...

Apesar de a história não ser exactamente a mesma (não é um remake assumido) há semelhanças demasiado flagrantes:
Ambos os filmes começam do mesmo modo, com uma reunião geral num auditório em que os alunos de uma escola de cinema comentam no gozo o que se está a passar e uma rapariga, a protagonista, protesta com o alarido.
Ambas as protagonistas fazem, para o filme da tese final, um projecto baseado em histórias de terror que correm pela escola. Ambas se baseiam em conceitos de psicologia para investigar, ao início, os temas. etc., etc., etc.....

Enfim, a lista há de ser longa, já vi o Tesis há um tempo e não prestei muita atenção a este filme a partir do momento que tive a dita sensação de déja-vu.

O que quero afirmar é que tenho pena que os americanos tentem colmatar a flagrante falta de inspiração crónica com remakes ou plágios abaixo de cão, mal feitos e cheios dos preconceitos, moral conservadora e idiotices, que tornam os filmes americanos mais populares medíocres. Pena realmente, principalmente porque estes remakes medíocres são mais vistos e mais vezes repetidos nas televisões do que filmes de muito melhor qualidade, falados em línguas que normalmente não são o inglês e de longe muito menos conhecidos. Pena que o mérito de bons filmes fique por tão fracas mãos alheias...

Para acrescentar ao Tesis e Abre los ojos (também de Almenábar), que deu num fracote Vanilla Sky e deveu a sua fama a Tom Cruise, ainda há os variados filmes japoneses de terror como The Ring, The Ring 2, Ju-on, etc... A lista parece crescer cada vez mais e a cada vez os americanos são mais óbvios na fotocópia, até os realizadores originais vão buscar!

http://www.imdb.com/title/tt0117883/ [Tesis]
http://www.johnottman.com/projects/directed/urbanlegend2/ [Urban Legends: Final Cut]

23 janeiro 2006

Dr. Quem??

Pois é, está a dar, no People + Arts, a nova série do clássico britânico Dr. Who.

Os portugueses não viram esta série, se bem que eu tenho uma lembrança muito vaga de vislumbrar um Dalek na RTP, algures nos anos 70. Alguma imagética que me chegou aos olhos nos anos 70 e 80 despertou-me uma pequena curiosidade. Nos anos 90, quando visitei o MoMI (Museum of Moving Image) em Londres finalmente vi um Dalek (e um manequim do Dr. Who) ao vivo! Também me ficou no ouvido a versão da música da série, dos KLF.

Mais recentemente vi o primeiro episódio da nova série em casa de um amigo e, para além de me ter divertido bastante, a sensação que me deixou foi que era perfeitamente passável algures ao fim da tarde ou ao fim de semana num qualquer canal generalista (e não por cabo) português, e ainda uma certa nostalgia desse ambiente britânico-londrino, sarcástico e muito cockney. Quis ver mais!

Não é uma série muito adulta, mas também não é própriamente juvenil. Talvez possa ser assistida por todas as idades, mas, quem gostar das séries inglesas, sejam elas britcom, adaptações de clássicos ou séries infantis, acho que vai se divertir a ver este Dr. Who.

A série começou esta semana, já lá vai o primeiro episódio, mas como o People + Arts não se inibe em repetir os seus programas até à exaustão, é bem provável que volte a dar.

http://www.bbc.co.uk/doctorwho/ [série nova]
http://www.bbc.co.uk/doctorwho/classic/ [série clássica]

People + Arts
6ª, 02:30, 06:30, 15:00
sáb. 06:00, 14:00, 21:30

19 janeiro 2006

Respeitinho é bom e agradece-se!

Retiro o que disse, no post anterior, sobre a série Espaço:1999 ser finalmente, após 30 anos, passada na TV com o devido e merecido respeito.

Apercebi-me, nesta segunda semana de transmissão que NÃO ESTÃO A DAR OS EPISÓDIOS NA ORDEM CORRECTA!! "Force of Life" é o episódio 9 e não o 2!!

Tratem disso, SIC-Radical, ok??

12 janeiro 2006

Moonbase Alpha


Aconteceu! Aconteceu! Sabia, que desde que a SIC-Radical começou, que Francisco Penim, fã da série, queria transmitir o Espaço:1999! Tinha 'inside information' e também pelo Águia que aparece no bloco TV de Culto.

Já escrevi aqui sobre a minha série de TV favorita, e, como disse, tenho em DVD, com extras, posso vê-la, até com melhor qualidade, quando quiser. Mas há qualquer coisa de fascinante em não termos o controle de quando vêmos as coisas na TV, é como quando se vê, pela não-sei-quantésima vez, um filme de que gostamos, simplesmente porque está a dar. Mas o melhor de tudo é a série ser de novo reposta, com um outro tipo de critério e respeito, há muito merecidos, que só teve da primeira emissão em 76, quando a TV portuguesa ainda era a preto e branco.

É fascinante ver que os efeitos especiais são tal forma bons que teimam em não envelhecer e as histórias, apesar do ritmo bem diferente, continuarem a ser tão boas!

A não perder, ainda esta semana o primeiro episódio, só falta domingo!


http://www.space1999.net/

SIC-Radical
3ª, 10:00
5ª, 14:30
dom. 15:00

31 dezembro 2005

Gentlemen

2005 termina bem e 2006 começa melhor ainda com a transmissão do episódio "Hush" da Buffy.

Cá estou eu de novo a chatear com a Buffy, mas, desde que a SIC-Radical a recomeçou a transmitir que eu queria 3 coisas: rever as primeiras séries com maior atenção, pois não as tinha visto como deve ser quando transmitidas pela SIC (feito, não perdi um episódio!); rever a 2ª série por causa do Spike e da Drusilla (feito!) e rever este episódio da 4ª série, que me marcou profundamente. Ah, sim! Espero que continuem a transmiti-la após o final da 4ª série (foi onde a SIC ficou).

É um episódio com um ambiente muito Tim Burton, se ele tivesse seguido uma vertente mais de terror. Os Gentlemen são monstros de contos de fadas, com um permanente sorriso de caveira estampado na cara, cujo objectivo é conseguirem sete corações. Para isso vão a uma cidade, roubam as vozes das pessoas para que não possam gritar e passam ao massacre. Esta descrição, do modo como é feita por Giles ao grupo, numa sala de aula vazia e na penumbra através de um retroprojector é, no mínimo, hilariante e demonstra o excelente sentido de humor e sarcasmo da série. O detalhe de ele fazer a apresentação com musiquinha clássica e ter engendrado os acetatos narrativamente como se de um conto de fadas se tratasse e com ilustrações, é simplesmente o máximo!

Todo o episódio tem um ambiente fantasmagórico ao som de uma música que não fica longe das de Danny Elfman, os Gentlemen vestem-se de fato, impecáveis e flutuam a 10cm do solo sem mexer as pernas, ondulando os braços e a cabeça lentamente. Os seus "assistentes" arrastam-se curvados e vestem coletes de forças desatados e ligaduras. Desde que a população perde a voz, todos parecem deprimidos, cabisbaixos, como se tivessem predido muito mais que a voz, a luz muda, parece que diminui um pouco de intensidade e fica mais azul. A falta de voz despoleta uma série de acontecimentos já um pouco antecipados em episódios anteriores: finalmente a aproximação de Buffy e Riley e o encontro de Willow com Tara.

É o meu episódio preferido da Buffy até agora, uma série que manteve e melhorou muita da qualidade, principalmente da escrita, não há episódios inúteis. A ligação entre o universo gótico de vampiros, bruxas e demónios com o universo solarengo de uma pequena cidade da Califórnia (suponho) de escolas secundárias, campus universitário, bares e festas através de um sentido de humor bem interessante, irónico e por vezes sarcástico é uma excelente mistura que faz com que eu tenha vindo a acompanhar a série com bastante prazer.

http://www.foxhome.com/buffy4dvd/
http://www.foxtv.de/?p=serie&s=buffy&page_id=episode&epsd=66 [DE]

25 dezembro 2005

Plágio natalício

O Natal foi a chatice de sempre, mas mesmo assim parece-me que as televisões se esforçaram e, em vez dos filmes de sempre passaram novidades como o Stuart Little 2, Eduardo mãos de tesoura (é um filme natalício mas não passa com frequência no Natal) e outros que não sei quais pois no Natal não costumo de ter oportunidade de exercitar o meu vício. Que me tenha apercebido não deu It's a Wonderful Life pela 1000nésima vez nem a Música no Coração.

A única coisa de chocante que percebi foi ver que os separadores natalícios da SIC têm as mesmíssimas músicas que os separadores natalícios da TCM. Não me parece que tenha sido o Ted Turner a seguir minuciosamente a programação da SIC para a copiar, portanto das duas uma: ou a SIC tem um patrocínio, até agora desconhecido, de Ted Turner ou são mesmo plagiadores... enfim, é a lei do menor esforço...

17 dezembro 2005

And now, for something completely different!

É uma pena a RTP Memória ser tão pouco fiável na programação, acabei de ver o finzinho de um episódio da fa-bu-lo-sa série Monty Phyton's Flying Circus!

É a melhor série de humor (britânico) que já vi em televisão e difícilmente outras lhe chegam aos calcanhares. Sou completamente fã do grupo e, até hoje, sigo os passos dos seus membros fielmente, desde os filmes de Terry Gilliam até aos documentários/viagens de Michael Palin, passando, claro, pelas performances em cinema de John Cleese e dos restantes (ainda vivos).

A mais forte recordação que tenho da série foi, quando a vi pela primeira vez, nos anos 80, ter deixado totalmente de ver as novelas brasileiras, nas quais sou completamente vidrada até hoje, porque passavam ao mesmo horário na RTP1, enquanto que os Monty Phyton passavam na RTP2. Ou então quando, mais tarde, não parei de rir quando vi, pela primeira vez no cinema, The Life of Brian.

Não tenho explicação possível para as sensações que vivo ao ver seja o que for da série, só sei que rio com vontade e do princípio ao fim. Isso basta! Pena que a série seja longa e os DVDs caros...

http://www.pythonline.com/

RTP Memória
sab. 15:00
dom. 21:00

16 dezembro 2005

Fernsehen

Alemão deve ser das línguas que conheço a única que não usa a palavra "televisão" ou similares (television) para descrever o alvo do meu vício. Contudo quase que se limitaram, do mesmo modo que dobram tudo para alemão, a traduzir a palavra: fern=longe + sehen=ver.

Na semana que passou tive uma pequenina oportunidade de fazer um zapping pela televisão alemã, um pouco para ver o que se passa por lá. No geral apanhei notícias, talk-shows, muita TV-Shop e alguns concursos, nada que me chamasse a atenção. Um pouco por isso parei na ORF2 (canal Austríaco) num programa/documentário sobre as tradições da Áustria com um apresentador, a que rápidamente chamei "Pai Natal à civil", a deambular por montanhas e vales com pequenas casinhas típicas e, a cada 10 minutos, uma banda a tocar Blass Musik (=bandas típicas de música com instrumentos de sopro). Era bonitinho e mostrava, de certo modo o que, para um latino, será a região no mais tradicional. Por isso o programa, que para um alemão talvez fosse uma grandecíssima seca, para mim cumpriu a função de entreter por alguns minutos sem exigir muita concentração.

Mais tarde, falando com alemães, fiquei a saber que lá como cá passam as séries da moda (Desperate Housewives, Stargate, etc.) e alguns filmes de interesse. Como os meus interlocutores não são pessoas que vejam frequentemente televisão e também não lhes conheço bem os hábitos e gostos, não deu para perceber mais. Há uns valentes anos atrás, quando ainda não havia por cá nem canais privados nem TV por cabo ou satélite, a nossa RTP era bem melhor que a média das televisões alemãs. Hoje-em-dia parece-me que quase todas as televisões da Europa devem ser semelhantes fora as excepções causadas pelo gosto de cada país.

http://tv.orf.at/

27 novembro 2005

Catch fry with chopstick!

Não me lembro se foi ele quem o disse, mas que o fez, fez! Morreu Noriyuki "Pat" Morita o Mr. Miyagi do Karate Kid.

Para mim, e muito provávelmente para muitos, foi através deste velhote japonês que o karate e as artes marciais japonesas (fora o judo, há muito estabelecido em Portugal) ficaram conhecidas. Eu apenas os vi na televisão onde até foram repetidos demasiadas vezes para encher programação. Felizmente, no caso dos Karate Kids (mesmo o 4º, já sem o desaparecido Ralph Macchio e com a fabulosa Hillary Swank em início de carreira), são filmes que raramente chateiam e que preenchem muito bem uma tarde ronha em frente ao aquário.

Pat Morita foi provávelmente um dos primeiros actores japoneses a estabelecer-se nos Estados Unidos e a fazer papéis de japonês, que muitas vezes, como no próximo filme Memoirs of a Geisha, são representados por actores de todo o tipo de origens orientais, menos de origem japonesa. Teve uma carreira algo prolífera na televisão, mais um motivo para o mencionar por aqui.

Wax out!

http://www.imdb.com/name/nm0001552/

26 novembro 2005

Bloganiversário

É só para assinalar que este blog se iniciou, há 1 ano, dia 24 de Novembro, com o seguinte post:

http://tv-child.blogspot.com/2004/11/csi.html (ainda vejo o CSI, talvez não tão fielmente devido às mudanças de programação).

Pelo menos o primeiro ano é comemorável, para o ano, se ainda cá estiver, não sei se me vou lembrar...

Kilt

Se há coisa que me deperta a libido são homens de saias, em particular se forem kilts. Calções também servem, mas não é a mesma coisa...

Óbviamente que as publicidades da William Lawson's me despertam, no mínimo, a atenção, apesar de os modelitos usados estarem longe do meu tipo de homem, bem mais terra-a-terra. Aliás o único a que tinha prestado mais atenção até agora foi o dos futebolistas e do grito de guerra.

Se até agora não tocavam mais que as franjas dessa minha libido (dado os modelitos serem demasiado plástico), a última publicidade, Scottish Instinct, tocou o lado do humor. A piada ao filme Basic Instinct e o modo, muito espontâneo, com que Sharon Stone se ri da situação gozam e muito bem com o mito 'o que têm os escoceses por baixo das kilts?' e da iconografia a que nos habituou a própria marca. É uma forma muito engraçada de utilizar uma vedeta, que de certo não lhes saiu barata, numa publicidade.

http://www.ifilm.com/ifilmdetail/2680552?htv=12

13 novembro 2005

Diva

Ultimamente (quando digo ultimamente, digo nos últimos 6 meses a 1 ano) não tenho tido grande pachorra para o Herman, mas hoje, talvez porque o boneco estava lá, vi um bocadinho. Para minha surpresa a primeira convidada, para uma demasiado curta entrevista, era Marília Pêra, diva do teatro e televisão brasileiros, mas de origem portuguesa, qual Carmen Miranda, que já representou nos palcos.

Foi pena a entrevista ter sido um misto de "lambe-botismo" (melhor: "puxa-saquismo") e de muita pressa. Uma mulher como Marília Pêra, de certeza tem imensas coisas interessantes para contar, mas o que acabou por acontecer foi o Herman a tentar mostrar que fez (pelo menos desta vez) o trabalho de casa e a entrevista não fluiu. Ele contava os factos e as histórias dela e ela quase só se pode limitar a confirmar ou desmentir.

Marilia Pêra está em Portugal para representar a peça Mademoiselle Chanel que, apesar de contar a história de Coco Chanel, célebre estilista, foi escrita a pensar em Marília Pêra que é perfeita para o papel. Adoraria ver a peça, mas não é o tipo de peça barata e o mais provável é os bilhetes já terem esgotado para as "tias" que querem mostrar que têm cérebro e percebem de moda. Blaaargh!

Claro que conheço Marília Pêra das suas poucas participações em novelas e, até hoje a participação que, para mim, é mais memorável é na novela Brega e Chique (que está no meu top de novelas preferidas) em que fazia de milionária chique arruinada, Rafaela, e contracenava com Marco Nanini, o advogado do desaparecido marido. Toda a sua performance nessa novela e os seus monólogos impressionaram-me de tal forma que, desde aí, fui acompanhando, como pude, a sua carreira. Ela está no ar na novela Começar de Novo como Janis Doidona, uma hippie na reforma.

Para além das suas personagens extravagantes nas novelas, o que realmente impressiona nela é a sua fortíssima e muito magnética presença e postura. Marília Pêra é daquelas pessoas que tem uma fisionomia e expressividade impressionantes, que chamam a atenção só por estarem lá. Simpatizo imenso com a sua persona de actriz, espero um dia ter o prazer de a ver num palco.

http://www.imdb.com/name/nm0702479/

07 novembro 2005

Pedagogia efémera


É raro a publicidade ser pedagógica, de cabeça só me lembro de um único exemplo marcante que foram as campanhas de Olivier Toscani para a Benneton. A nova campanha da Vodafone, Now, especialmente o anúncio televisivo da Efémera, sugere um modo de vida e, talvez, de pensar no mínimo positivo e optimista.

Mas o melhor do anúncio é que, para além de estar muito bem feito, é marcante de uma forma super-discreta sem ser demasiado chatinho como por vezes algumas das publicidades marcantes o são. A música é engraçada e simpática sem ficar a martelar no cérebro para o resto do dia (ou da noite), ou se ficar não chateia, o insecto, a efémera, é bonitinho, parece uma libélula sem ter uma conotação demasiado feminina (por exemplo, uma borboleta), os efeitos especiais/animação/3D estão muito bem feitos e, claro, o conceito de aproveitar a vida é excelente. Está muito bem apanhado quando nos apercebemos que se trata não de uma efémera real e sim em 3D quando ela começa a jogar ténis!

De que modo se pode associar directamente este conceito, bastante filosófico e talvez utópico, a vender telemóveis já não sei. O certo é que até agora eu "empacotava" as campanhas de publicidade de telemóveis em 3 pacotes: a Vodafone era para inglês ver, a Optimus demasiado melancólica e a TMN demasiado pretensiosa no seu suposto vanguardismo, mas esta campanha é inteligente principalmente na forma como não é óbvia no seu objectivo de venda, estão a vender um modo de vida positivo e não um aparelho, e nesse aspecto estão um grande passo à frente das suas anteriores campanhas e das actuais campanhas das outras companhias.

PARABÉNS! De boa publicidade também se precisa.

Só é pena o site da Vodafone não ter uma secção dedicada às campanhas publicitárias...

06 novembro 2005

Cheddar, calças, novelos de lã e vegetais


Foi uma óptima ideia a SIC-Comédia ter rentabilizado a estreia da recente longa-metragem de Nick Park do "dynamic duo" mais 'british' à face da Terra: Wallace & Gromit.

Já só apanhei o finzinho de A Close Shave mas, como sou fã deles desde A Grand Day Out e tenho as K7's em VHS originais, felizmente posso ver quando me apetecer (e em inglês!).

Infelizmente, por razões económicas, ainda não me foi possível ver Wallace & Gromit: The Curse of the Were-Rabbit, estou curiosíssima para ver. Até agora, navegando pela net e lendo artigos de jornais e revistas adorei o penteado de Lady Tottington e, obviamente, a voz do vilão ser pelo meu actor favorito, o carismático Ralph Fiennes [lê-se Reif Faines]. Mas hei de vê-lo, a esperança é a última a morrer!!

A Grand Day Out introduzia o mote das invenções loucas de Wallace, o rigor dos rituais britânicos e a dieta de Tea, Cheese and Crackers (chá, queijo e bolachas de água e sal). A viagem à Lua para encher a dispensa em falta de queijo poderá ser uma motivação qualquer menos para eles, cujo desespero de não ter queijo é quase tão grave como não ter electricidade ou água em casa.

The Wrong Trousers traz-nos um upgrade nas invenções e um conflito de interesses entre o hóspede pinguim e Gromit, desalojado do seu lindo quarto com papel de parede azul com ossinhos. Confirmamos os laços de amizade entre Wallace e Gromit e, pelo meio, eles prendem um famoso bandido.

A Close Shave introduz, pela primeira vez, um love interest para Wallace, Wendolene Ramsbottom, e mais uma intricada aventura que envolve invenções mirabolantes e... tricot!

Estres três pequenos filmes ganharam consecutivamente imensos prémios, inclusivé do nacional CINANIMA, onde pude ver e apaixonar-me, pela primeira vez, por A Grand Day Out e pelo "dynamic duo". Como o filme que deu hoje foi o último das curtas-metragens e como também não tenho prestado muita atenção à programação ultimamente, parto do princípio que já deram os dois filmes anteriores. Só lamento que, para variar, "bonecada é considerada para crianças" e tenham passado, num canal com programação maioritáriamente para adultos, a versão dobrada em português... É que, em filmes de tal forma 300% britânicos, ao não ouvir os diálogos em inglês, perde-se metade da piada.

http://www.aardman.com/
http://www.wallaceandgromit.com/
http://www.wandg.com/

29 outubro 2005

Halloween

Como o Carnaval é o feriado mais importante para mim, será natural que também goste, mas já com bastante menos intensidade, do pouco nacional Halloween.

Só achei piada ao facto de calhar, no fim de semana que antecede o Halloween a transição da série 3 para a excelente série 4 de Buffy, the Vampire Slayer, na SIC-Radical.

Quando a série deu na SIC, vi muito mal as 3 primeiras séries, se bem que o meu interesse e fidelidade foram aumentando em consonância com o progredir delas. Vi poucos episódios da 1ª, alguns da 2ª e já com maior atenção a 3ª. Só a partir da 4ª (e não vi mais depois disso) é que fiquei fã e passei a dar outra atenção a esta excelente série. Mas um facto é que a progressão ao nível da qualidade também foi melhorando conforme o número de séries foi aumentando.

Na quarta série, para além de uma enorme melhoria dos já bons argumentos, lembro-me particularmente bem de um episódio, muito onírico, em que uns homens/seres sobrenaturais concretizavam em sonhos diurnos os desejos mais íntimos de cada um. Para além de ser decisivo na série, este episódio tem um ambiente sinistro, sobrenatural e de tal forma magnetizante que eu não conseguia tirar os olhos do écran, quando o vi.

Ao nível das histórias individuais das personagens há uma valente evolução e maturidade. Angel (felizmente) vai-se embora (sempre o achei super irritante!), Buffy arranja um novo namorado, desta vez BEM humano, mas com uma "hidden agenda", a relação de Willow com Oz vai sofrer grandes mudanças e Xander assenta com a ex-demónio Anya. Cordelia, que já não cumpria o papel de antagonista (humana) de Buffy desde a primeira série e também já não é namorada de ninguém importante, vai à sua vida e Giles aparenta ter alguma vida privada. Ah sim, o Spike volta para valer!

Sei mais ou menos o que se segue nas 3 séries que faltam (são 7 ao todo), por ter lido os resumos nos sites oficiais, mas nada como ver com os próprios olhos, não é?

http://www.buffyweekends.com/
http://www.foxhome.com/buffysplash/

SIC-Radical
3ª, 15:00h
6ª, 09:30, 22:00
sab. 18:30

Duarte & Cª em DVD!



Afinal parece que as minhas muito longas preces foram finalmente atendidas! A RTP deixou-se de mariquices e editou provávelmente um dos seus poucos blockbusters em DVD!!

Ainda não percebi bem as especificações da "box", pelo que percebi é apenas o vol. 1, com 3 DVDs e 6 episódios! É verdade que a série era muito desejada e que é uma boa aposta no mercado, mas... abusar da boa-fé dos fans?? Não é bonito! Pelo menos é remasterizada digitalmente. Agora só resta saber (porque não encontro essa informação em lado nenhum, nem no IMDB) quantos episódios são ao todo.

Sim, a informação, oficial e não-oficial, na net sobre a série é quase nula, só para arranjar a imagem da capa foi o que foi. O site da RTP não tem rigorosamente nada fora o link da RTP-Memória. O site da Costa do Castelo Filmes, editora do DVD, é deficiente físico, os links não funcionam para lado nenhum! E na FNAC só está a imagem da capa e o preço...

A falta de profissionalismo desta terra é impressionante! Ainda há quem se admire de este país estar na crise que está, nem DVDs se editam como deve ser, francamente!!

Hoje não há links, não há quem o mereça! X(
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